segunda-feira - 31/10/2011 - 23:59h

Pensando bem…


“Nunca desencoraje ninguém que continuamente faz progresso, não importa quão devagar.”

Platão

Categoria(s): Pensando bem...
segunda-feira - 31/10/2011 - 17:38h
2 de Novembro

Missas para o Dia de Finados em Mossoró


Para as pessoas que estarão visitando seus entes queridos no Dia de Finandos (quarta-feira, dia 2), haverá uma programação especial para a data, organizada pela Diocese de Mossoró.

Serão celebradas três missas no Cemitério São Sebastião, nos horários de 5h, 7h e 17h.

Também serão realizadas duas missas no Cemitério Novo Tempo, nos horários de 7h e 16h.

Às 9h, a missa será na Catedral de Santa Luzia (transmissão da Rádio Rural de Mossoró).

Categoria(s): Gerais
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segunda-feira - 31/10/2011 - 15:42h
Esforço concentrado

Agenda positiva tenta atenuar efeito “Quincas Berro D´água”


“Agenda positiva”.

Essa é a expressão de ordem na Governadoria nos últimos dias, depois da tsunami do rompimento do vice-governador Robinson Faria (PSD), além de explosiva entrevista – seguinda de “remendo” – do ex-secretário Paulo de Tarso Fernandes.

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) passou a ser mostrada por sua comunicação e marketing, sempre em poses proativas, em atitudes de liderança e na tomada de decisões populares.

Nota do Blog – Não vai ser fácil desmanchar o estrago provocado sobretudo pela palavras de Paulo de Tarso, que virou um “Quincas Berro D´água” (personagem beberrão de Jorge Amado) com poder avassalador para embaciar a imagem do próprio governo, a quem serviu durante quase dez meses.

 

Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 31/10/2011 - 15:27h
Crise, que crise?

“Governo faz caixa”, alerta Fernando Mineiro


Do portal Nominuto.com

Fernando Mineiro reafirma que o governo vem acumulando sobras de caixa no Rio Grande do Norte e que para isso não precisa ser especialista, basta ler o Diário Oficial do dia 30 de setembro, onde consta a relação mês a mês da chamada Receita Corrente Líquida e que está assinado pelo secretário de Planejamento Obery Rodrigues.

“No Diário Oficial consta a Receita Corrente Líquida mês a mês, não precisa entender de matemática de maneira sofisticada, é só somar os dados de janeiro a agosto”.

Mineiro explica que Receita Corrente Líquida é o que o estado arrecadou em termos de receita corrente, já descontada as deduções. Segundo o DOE de 30 de setembro essa receita é de mais de R$ 3 bilhões, e nesse valor já estão descontados, por exemplo, os repasses ao Legislativo, Judiciário, MP e Municípios.

Fazendo as contas, Mineiro também descontou o que se gastou com pessoal, nesse mesmo período, e desse valor, baseados no DOE, resta ao governo mais de R$ 2 bilhões, que o deputado questiona onde está esse dinheiro, motivo que leva Mineiro reafirmar que o governo “faz caixa no Rio Grande do Norte”.

Saiba mais clicando AQUI.

Categoria(s): Política
segunda-feira - 31/10/2011 - 12:20h
Tática conhecida

Ações judiciais em massa tentam calar imprensa


Orientados pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), funcionários do Senado que em 2009 receberam  – segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) – salários acima do teto constitucional abriram 43 ações individuais contra o Congresso em Foco. As ações são uma reação à série de reportagens que o site vem publicando sobre a existência dos supersalários nos três poderes da República.

Em uma das reportagens, o Congresso em Foco publicou a lista dos 464 servidores do Senado que, conforme o TCU, recebiam vencimentos que ultrapassavam os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A Constituição Federal define que a remuneração dos ministros do STF, hoje fixada em R$ 26.723, é o teto do funcionalismo – ninguém pode receber acima disso.

Em vez de contestar a publicação da lista em uma única ação, o Sindilegis colocou à disposição dos servidores advogados para entrarem com ações individuais idênticas contra o site. Assim, os processos iniciados até agora já somam pedidos de indenização que beiram R$ 1 milhão. As ações estão sendo movidas no Juizado Especial, e todas elas pedem indenização no valor máximo permitido para os chamados tribunais de pequenas causas: R$ 21,8 mil cada uma.

Veja matéria completa AQUI.

Nota do Blog – Meu caro Sylvio Costa (diretor-geral e fundador do Congresso em Foco), sentirás na pele, agora, o que este modesto repórter de pronvíncia já sentiu, pois a motivação é a mesma: impedir o livre exercício do jornalismo, a liberdade de imprensa, o dever de informar. A estratégia é a mesma: intimidar, tentando aparelhar a Justiça.

Categoria(s): Comunicação / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
segunda-feira - 31/10/2011 - 11:23h
Poesia verdade

Drummond, definitivo nas palavras


Definitivo

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional”.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

* Trecho do poema “definitivo”.

Categoria(s): Poesia
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segunda-feira - 31/10/2011 - 10:57h
Para Drummond

A ‘dádiva’ de não ser poeta


“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.” (Carlos Drummond de Andrade)

O gosto pelas letras chegou cedo. Em casa, entre os mantimentos diários acomodados num balde de alumínio, um jornal. Era assim, diariamente.

Tínhamos as revistas Seleções, O Cruzeiro. Depois apareceram outras notivades da escrita, num tempo em que a televisão não era tão soberana e onipotente.

Revistas em quadrinhos foram centenas, sob o combate da mãe zelosa, que não via nelas qualquer atrativo à minha formação. Enganara-se. Pelo menos dessa feita, enganara-se.

Drummond, mais do que um “José”

E o que dizer da coleção Tesouros da Juventude? Todos os clássicos infanto-juvenís estavam lá. Alexandre Dumas em seus enredo de capa-e-espada, Júlio Verne futurista.

Nesse tempo eu queria escrever. Seria escritor. Jornalista, não. Poeta, quem sabe, heim?

Nem escritor nem poeta. Um repórter provinciano, é o que sou. É o que posso ser, sem perder a admiração por quem o é.

Drummond, Quintana (meu preferido), Manuel Bandeira, Thiago de Mello, Leminski, Castro Alves, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Patativa, Olavo Bilac…

Os nossos, próximos, Marcos Ferreira, Antônio Francisco, Cid Augusto, Cefas Carvalho, Paulo de Tarso Correia de Melo, Luiz Campos…

Aceito, passivamente, a “dádiva” de não ser poeta. Se o fosse, o que seria de mim? Um bardo sem prumo. Coube-me o gosto pelo verbo lapidado por esses e tantos outros escultores. Eu, como um Michelangelo tosco, apenas imploro diante de Moisés: “Parla!”

Enquanto isso, vou-me nessa vida aventureira, um “gauche” sem a poética que anseio. Em busca do paroxismo da frase perfeita.

* Minha homenagem a Carlos Drummond de Andrade, que hoje estaria completando 109 anos: 1902-1987.

Categoria(s): Crônica
segunda-feira - 31/10/2011 - 09:24h
Fatos e Gente

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais


Você que precisa de um táxi com conforto, segurança, discrição e agilidade, pode contactar em Mossoró com o Girliano Gurgel (Gigi), em seu Táxi Executivo. Anote aí seus números: (84) 9999-3639 e 8887-4305.

Professora Isaura Amélia, recebi seu email quanto à revista cultural. Infelizmente não poderei colaborar com aquele material ou outro qualquer no período sugerido, em face de minha completa falta de tempo por essas próximas semanas. Faculdade, trabalho, viagens e outros compromissos estão me soterrando. Abração e sucesso.

Meu caro Ênio Sinedino (FM 96), obrigado pelo convite. Dentro de poucos dias vou esbarrar novamente em Natal e conversamos pessoalmente. Farei contato preliminar para afinarmos os “bigodes”. Saúde e paz.

A cantora Fafá de Belém abrirá a Festa de Santa Luzia – padroeira de Mossoró, no próximo dia 3 de dezembro. Ela vai interpretar ao vivo, do adro da Catedral de Santa Luzia, a Ave Maria. Ela cantou esse hino em 2007, na visita do Papa João Paulo II ao Brasil. Outra novidade será a presença do grande pianista Artur Moreira Lima, dentro dessa programação.

Abertas inscrições para o evento denominado de Discussão sobre o novo projeto do Código de Processo Civil, que vai discutir principalmente as “tutelas de urgência”, dia 21 de novembro, no Teatro Dix-Huit Rosado. Inscrições ao preço de R$ 25,00, com direito a receber livro de autoria do Juiz e Professor Herval Sampaio, um dos palestrantes, além de 20% de desconto no acesso ao Mossoró Mix 2011.

Herval é um dos palestrantes

A promoção se estenderá até o dia 04 de novembro. Após aquela data, será cobrada taxa de R$ 35,00. Inscrições podem ser feitas em todas as Faculdades de Direito de Mossoró, no Fórum Silveira Martins e na sede da ESMARN – Região Oeste. Será emitido certificado com carga horária de 8 horas.

A Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Norte-AMLERN dará posse à nova diretoria que tem como presidente, o advogado Wellington Barreto. O evento acontece no dia 04 de novembro de 2011, às 19h no plenário da Câmara Municipal de Mossoró.

Multifário, homem de mil instrumentos, o engenheiro-professor-escritor etc., Clauder Arcanjo, agora também é blogueiro. Uma página para abordar temas gerais da cultura. Clique AQUI e conheça essa página.

Nos dias 3 e 4 próximos, quinta e sexta-feira, o Teatro Dix-Huit Rosado (Mossoró) sedia às 20h, espetáculo do Grupo Diocecena, denominado de “Imagens de fato”. A coreografia é de responsabilidade da coreógrafa Roberta Schumara.

Semana final para realização do Mossoró Mix, evento consagrado, que aposta na mistura de ritmos e em nomes consagrados da música. Acontecerá nos dias 4 e 5 na Estação das Artes Elizeu Ventania (Mossoró). Saiba mais informações clicando AQUI.

O Hemocentro Mossoró fará nova campanha de coleta de sangue. Será no próximo dia 2, quarta-feira, feriado de Finados, em frente ao Cemitério São Sebastião (Centro).

O Oba Restaurante (Mossoró, saída para Fortaleza, na BR-304, próximo ao Hotel Thermas) ordena agenda para ocupação de seu espaço neste final de ano, com confraternizações e outros eventos. Em face da procura acentuada, é bom garantir sua reserva com antecedência. Contatos podem ser feitos com Ribamar Freitas, por estes números: (84) 3318-1111 ou 8848-0714/9995-0706.

Os palhaços Patatí e Patatá vão retornar para Natal no dia 18 de dezembro, em nova apresentação. Dessa feita acontecerá na zona Sul, diferentemente do útimo espetáculo na cidade, com bastante sucesso, que ocorreu na zona Norte. Depois adianto maiores detalhes.

“Como vai sua carreira profissional?” Esse o título do ciclo de palestras marcado para o  próximo dia 10, às 19h, no Hotel Thermas de Mossoró, com o jornalista Rilder Medeiros (ex-InterTV Cabugi e diretor da agência Oficina da Notícia) e Hélder Cavalcanti (diretor do Senac/RN, professor e economista).   Mais informações por este número: (84) 8869-7895.

Parabéns aos muitos amigos que foram a provados na primeira fase do Exame de Ordem da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), como Judith Dantas e Tiago Jonatas Moreira. Mandem ver! Eu não deverei seguir carreira nesse universo jurídico, mas admiro os que zelam e revelam paixão pelo direito. Sucesso!

Logo mais às 9h, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, haverá lançamento da II Eapa da vacinação contra a febre aftosa.  A iniciativa é da Secretaria de Agricultura do Estado. Essa pasta é comandada pelo deputado federal licenciado Betinho Rosado (DEM).

O Tribunal de Justiça e a Justiça Federal do Rio Grande do Norte não têm atividades normal hoje, como também amanhã e na quarta-feira (2), Dia de Finados. Só retornam ao expediente normal na quinta-feira (3). Os dois transferiram o feriado da última sexta-feira (28), Dia do Servidor Público, para hoje. Aí resolveram “enforcar” a terça-feira (1º). Como diria um professor meu, de Teoria Geral do Processo (TGP), num bordão que gosta de disparar… “Que maravilha!!!”

Carlos e sua mulher Rosalba: sem badalação

Saudações ao deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), aniversariante da data. Saúde e paz. Juízo também, ora. o “Ravengar”, epíteto que adotou a partir de pecha colocada por adversários, faz o estilo fechado em dias assim. Portanto, a corte que seja comedida nos cumprimentos. Se vê-lo. Sem afetações. Quanto aos anos, melhor não divulgar. Mas talvez não seja preciso um exame de “carbono 14″, capaz de identificar sua idade paleontológica. Dizem que o poder rejuvenesce. Está “novinho em folha”.

Na madrugada de domingo (30), sete homens encapuzados ocuparam a sede do Tribunal de Justiça do RN, em Natal, na chamada Cidade Alta. Usando maçaricos e outros equipamentos, eles arregaçaram os caixas-eletrônicos instalados no prédio, roubando cerca de R$ 150  mil (conforme é comentado extraoficialmente). P.S – De uma coisa o cidadão comum não pode reclamar no RN: a falta de isonomia dos bandidos. Eles roubam qualquer um, bacana ou não.

Obrigado a leitura deste Blog à repórter social Karenine Fernandes (Mossoró), Berlene Belmont (Mossoró) e Marcelo Pinto (Recife-PE).

Categoria(s): Gerais
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domingo - 30/10/2011 - 23:43h

Pensando bem…


“Em tudo que faço, um pouco de mim é-me inteiro para ser completo. Se escondo uma parte, não sou um todo”

Carlos Santos

Categoria(s): Pensando bem...
domingo - 30/10/2011 - 22:33h
Cláudio Nucci

Letra e Música – 157


Cláudio Nucci compôs o “Boca Livre”, enriquecendo esse grupo vocal que estreou no final dos anos 70 com produção independente de enorme sucesso.

Mas logo saiu do timaço para trilhar caminho numa faixa própria. Em 1980, ele lançou seu primeiro trabalho solo.

Quero Quero mostra bem seu cuidado de letrista refinado, com música em que voz e instrumentos se harmonizam.

(…) Ai, eu quero, quero tanto
Que você me aceite do jeito que eu sou
Arrebatado, atirado, rápido, sem pu..dor.

Aproveite a sugestão. E boa semana.

Veja a letra AQUI.

 

Categoria(s): Letra e Música
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domingo - 30/10/2011 - 11:07h

Os espertalhões de feiras


Por Honório de Medeiros

Antigamente não havia feira, no interior, sem um espertalhão. Era o espertalhão de feira.

Chegava insidioso, se imiscuindo por entre as pessoas até um local apropriado, pousava a mala no chão, tirava o chapéu preto encharcado de suor, puxava um lenço amarfanhado do bolso e o passava no rosto e cabelo, abria a mala, sacava uma mesinha de madeira daquelas pré-montadas e a cobria com um pano que fora branco em alguma “era” passada, expunha vários frascos cheios de líquidos coloridos, olhava ao seu derredor, escolhia uma vítima após lançar um olhar experimentado para todos os lados e começava sua “latomia”:

“A senhora, é, a senhora mesmo, me ouça com atenção, porque estou vendo pela sua cor que a senhora apresenta algum incômodo no sangue. Tem dormido mal, de quando em vez, não é? Às vêzes tem sentido uma tristeza que demora a passar, não é? Algumas comidas não estão entrando bem, não é? É como digo, minha senhora, a senhora está com algum incômodo no sangue. Mas eu tenho a solução. E para o senhor também, e para você também, moça bonita. Porque aqui, nesta garrafa, está o mais potente destilado de uma erva que somente existe no coração da Amazônia, e que os índios guardam como sendo o maior segredo deles. Essa bebida cura todo mal que se origina do sangue…”

E por aí vai.

O espertalhão de feira já formou um círculo em seu derredor e prende a atenção das pessoas contando casos e mais casos nos quais a cura milagrosa se estabeleceu a partir de sua beberagem. São estórias escabrosas, produzidas e contadas para prender a atenção.

Voz tonitroante, olhar de águia para perceber quais são os mais impressionáveis, tiradas bem-humoradas de quando em vez, para estabelecer empatia com os ouvintes, poderia ser um estudo de caso de uma retórica firmada no dia-a-dia, na experiência brutal da luta pela sobrevivência, na prática permanente da mistificação.

Na outra ponta do centro da feira, outro espertalhão já montou seu “circo”: também em uma mesinha dispõe sobre a superfície do pano branco uma bolinha de metal acobraeado e três copos de madeira escurecidos pela sujeira e convida os incautos a descobrir onde a bolinha está escondida, enquanto rapidamente os maneja de um lado para o outro.

Alguns dos incautos já ganharam uma pequena importância: isso faz parte do processo de atração das futuras vítimas – o primeiro dinheiro fácil – que começam ganhando e, no fim, sem ter notado, seu “apurado”, tudo quanto ganhou na feira, foi embora para os bolsos do espertalhão, misturado com cachaça ou conhaque barato e pedaços de carne de bode.

Em outro lugar cantadores de viola “simulam” um desafio enquanto alguém ”corre o chapéu”. Não há peleja, não há repente, não há criatividade: tudo quanto é cantado já o foi Sertão a dentro, muitas vezes, em muitos lugares.

O público pensa que está assistindo um desafio quando, na verdade, está sendo iludido com versos decorados e antigos.

Os espertalhões de feira são como nossos políticos. E os “bestas” somos nós.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN * Clique AQUI e conheça o Blog do autor.

Categoria(s): Artigo
domingo - 30/10/2011 - 10:42h

Amor, o interminável aprendizado


Por Affonso Romano de Sant´Anna

Criança, ele pensava: amor, coisa que os adultos sabem. Via-os aos pares namorando nos portões enluarados se entrebuscando numa aflição feliz de mãos na folhagem das anáguas. Via-os noivos se comprometendo à luz da sala ante a família, ante as mobílias; via-os casados, um ancorado no corpo do outro, e pensava: amor, coisa-para-depois, um depois-adulto-aprendizado.

Se enganava. Se enganava porque o aprendizado de amor não tem começo nem é privilégio aos adultos reservado. Sim, o amor é um interminável aprendizado.

Por isto se enganava enquanto olhava com os colegas, de dentro dos arbustos do jardim, os casais que nos portões se amavam. Sim, se pesquisavam numa prospecção de veios e grutas, num desdobramento de noturnos mapas seguindo o astrolábio dos luares, mas nem por isto se encontravam.

E quando algum amante desaparecia ou se afastava, não era porque estava saciado. Isto aprenderia depois. É que fora buscar outro amor, a busca recomeçara, pois a fome de amor não sabia nunca, como ali já não se saciara.

De fato, reparando nos vizinhos, podia observar. Mesmo os casados, atrás da aparente tranqüilidade, continuavam inquietos. Alguns eram mais indiscretos.

A vizinha casada deu para namorar. Aquele que era um crente fiel, sempre na igreja, um dia jogou tudo para cima e amigou-se com uma jovem. E a mulher que morava em frente da farmácia, tão doméstica e feliz, de repente fugiu com um boêmio, largando marido e filhos. Então, constatou, de novo se enganara.

Os adultos, mesmo os casados, embora pareçam um porto onde as naus já atracaram, os adultos, mesmo os casados, que parecem arbustos cujas raízes já se entrançaram, eles também não sabem, estão no meio da viagem, e só eles sabem quantas tempestades enfrentaram e quantas vezes naufragaram.

Depois de folhear um, dez, centenas de corpos avulsos tentando o amor verbalizar, entrou numa biblioteca. Ali estavam as grandes paixões. Os poetas e novelistas deveriam saber das coisas. Julietas se debruçavam apunhaladas sobre o corpo morto dos Romeus, Tristãos e Isoldas tomavam o filtro do amor e ficavam condenados à traição daqueles que mais amavam e sem poderem realizar o amor.

O amor se procurava. E se encontrando, desesperava, se afastava, desencontrava.

Então, pensou: há o amor, há o desejo e há a paixão. O desejo é assim: quer imediata e pronta realização. É indistinto. Por alguém que, de repente, se ilumina nas taças de uma festa, por alguém que de repente dobra a perna de uma maneira irresistivelmente feminina.

Já a paixão é outra coisa. O desejo não é nada pessoal. A paixão é um vendaval. Funde um no outro, é egoísta e, em muitos casos, fatal.

O amor soma desejo e paixão, é a arte das artes, é arte final. Mas reparou: amor às vezes coincide com a paixão, às vezes não. Amor às vezes coincide com o desejo, às vezes não. Amor às vezes coincide com o casamento, às vezes não. E mais complicado ainda: amor às vezes coincide com o amor, às vezes não.

Absurdo.

Como pode o amor não coincidir consigo mesmo? Adolescente amava de um jeito. Adulto amava melhormente de outro. Quando viesse a velhice, como amaria finalmente? Há um amor dos vinte, um amor dos cinqüenta e outro dos oitenta?

Coisa de demente. Não era só a estória e as estórias do seu amor. Na história universal do amor, amou-se sempre diferentemente, embora parecesse ser sempre o mesmo amor de antigamente. Estava sempre perplexo. Olhava para os outros, olhava para si mesmo ensimesmado. Não havia jeito. O amor era o mesmo e sempre diferenciado.

O amor se aprendia sempre, mas do amor não terminava nunca o aprendizado. Optou por aceitar a sua ignorância. Em matéria de amor, escolar, era um repetente conformado. E na escola do amor declarou-se eternamente matriculado.

Affonso Romano de Sant´Anna é escritor

Categoria(s): Crônica
domingo - 30/10/2011 - 10:20h
Para refletirmos

A educação e o que ela faz até aos cães


Discurso da Servidão Voluntária (Etienne de La Boétie 1530-1563)

Licurgo, reformador de Esparta, criara (diz-se) dois cães que eram irmãos, alimentados com o mesmo leite, um deles habituado a ficar na cozinha e o outro acostumado a correr pelo campo, ao som da trompa e da corneta.

Querendo mostrar ao povo lacedemônio que os homens são o que a educação faz de cada um, colocou os dois cães no meio da praça e, no meio deles, uma sopa e uma lebre.

Um correu para o prato e o outro para a lebre. Muito embora (disse ele) fossem irmãos.

Nota do Blog – Esparta foi uma cidade-estado grega que teve seu apogeu bem antes de Cristo e tinha uma sociedade formatada para a autodefesa, pela via do militarismo e organização social rígida.

Categoria(s): Educação
domingo - 30/10/2011 - 10:05h
Força!

Lula e o Câncer


Otto Lara, grande cronista, dizia que “mineiro só é solidário no câncer”.

Alguns brasileiros, por preconceito, nem isso conseguem em relação a Lula.

Força, Lula!

Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
  • Repet
domingo - 30/10/2011 - 09:54h
Volta ao passado

Hoje é domingo!


Hoje é domingo
Pé de cachimbo
O cachimbo é de ouro
… Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo!

P.S – Quem foi criança, lembra, não? Essa parlenda tem algumas variações, mas em essência é isso mesmo.

Parlenda é rima infantil utilizada em brincadeiras ou como técnica de memorização, empregada no processo de alfabetização.

A gente aprendia se divertindo.

Você lembra de outra parlenda? Ajude-nos. Poste no comentário. Enriqueça nosso domingo comum.

Categoria(s): Cultura
domingo - 30/10/2011 - 09:15h

Só Rindo (Folclore Político)


A próstata da discórdia

Novamente candidato a prefeito de Areia Branca, enfrentando o candidato à reeleição, médico Bruno Filho (PMDB), Expedito Leonez reúne numeroso grupo de correligionários e candidatos a vereador, assessores, em sua casa na praia de Morro Pintado.

Como sempre, uma grande aglomeração.

Um dos participantes se manifesta com maior veemência, apresentando uma sugestão para se fazer frente à força da máquina governista municipal:

- Expedito, a gente está precisando de mais exames. Consiga mais exames para a gente atender o povo, homem!

De antemão, outro interlocutor entra no debate:

- Pode até arranjar ordem para exame de próstata também, Expedito.

Antes mesmo do candidato poder retomar a palavra, um terceiro circunstante apela:

- Peraí! Esse é aquele exame que bota o dedo no c. da pessoa?

Diante da perplexidade de todos, além do riso coletivo, o mesmo debatedor completa sua participação, rejeitando a proposta: “Nem invente, Expedito. Com esse exame você não ganha nem o meu voto”.

Categoria(s): Folclore Político
domingo - 30/10/2011 - 08:55h

Crises, dores, adversidades?! Oba!


Por Francisco Edilson Leite Pinto Júnior

Caro leitor, não pense que eu sou masoquista. Apesar do título desse artigo e ainda o fato de ter escolhido a saúde e a educação para trabalhar, mesmo assim, me considero um otimista inveterado. Se fico feliz com crises, dores e adversidades é porque considero que somente através delas é que poderemos: crescer, aprender e melhorar como seres humanos.

Zona de conforto, para mim, é igual ao câncer da vida. Aliás, não é só minha esta opinião não. Leonardo Boff tem também a mesma idéia: “As crises fazem pensar; os padecimentos pessoais e coletivos permitem o crescimento”. Demétrio de Falero, o primeiro bibliotecário de Alexandria, também tinha esta receita: “Não há homem mais infeliz do que aquele que nunca passou por adversidades”.

Viver em brancas nuvens, em plácido repouso, faz as pessoas adormecerem. É preciso sentir o frio da desgraça para não ser apenas espectro de homem e passar pela vida e vivê-la. O poeta Francisco Otaviano no seu poema “Desilusões da vida”, nos mostra muito bem isso. Não é à toa, caro leitor, que na China a palavra crise tem dois significados: Perigo e Oportunidade. E é a maneira de como reagiremos a ela, que fará toda a diferença.

Li recentemente no livro “Era uma vez uma empresa”, do escritor Gabriel Garcia de Oro, uma fábula interessante: Um rapaz vivia se lamentando dos seus infortúnios e já estava a ponto de desistir de tudo. Até mesmo de sua vida. Aí surgiu uma velha bruxa (veja caro leitor, nem sempre as bruxas são tão perigosas como parecem…). Ela então chamou o jovem rapaz até a cozinha da sua casa, e lá chegando, encheu três panelas com água e as colocou no fogo.

Na primeira panela, jogou cenouras; na segunda, colocou ovos; na terceira, colocou um punhado de café. Após vinte minutos, apagou o fogo e depositou as cenouras e os ovos num prato e o café numa xícara. Então, pediu ao jovem rapaz desiludido, para se aproximar e tocar nas cenouras e nos ovos. O primeiro estava mole; o segundo estava duro. E o café, ao bebê-lo, disse o rapaz: “está uma delícia!”. Moral da fábula: apesar da adversidade ser a mesma, a água fervente, um ficou mole, o outro endureceu, mas somente um transformou a água em algo extraordinário: o café.

Extraordinária mesmo, caro leitor, é a história desses grandes homens da música clássica: Johann Pachelbel, que após perder a mulher e seu filho contaminados pela peste, fez uma música belíssima que nos emociona até hoje, o seu Cânone; Fréderic Chopin vítima de tuberculose, desde a infância, deixou uma vasta obra musical.

E o que dizer do genial e magnífico Ludwig van Beethoven, que após a perda da mãe, passou a conviver com um pai alcoólatra e aos vinte anos ficou praticamente surdo, a ponto de um dia ter pensado em colocar fim na sua vida, como disse no seu “Testamento de Heiligenstadt”.

A sua Nona sinfonia (Ode à alegria), uma das mais belas músicas da huma nidade, termina com um apelo: “Oh, Amigos! Mudemos o tom; entoemos algo mais prazeroso e alegre!”.

Sim, caro leitor! Precisamos mudar o tom das crises, das dores e das adversidades. Precisamos ter consciência que ostra feliz não produz pérola. E que tem razão, portanto, Sartre ao afirmar: “não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim”.

Vivemos em um país, onde reina a desonestidade aliada a incompetência dos nossos “pseudo-líderes”.

Vivemos momentos de crises, dores e adversidades onde cada vez mais pagamos impostos, anuidades, etc. etc. e vemos este dinheiro todo ser escorrido pelos ralos da corrupção. E o que é pior, onde mais deveria ter honestidade, caráter ilibado, atitudes corretas e princípios éticos são onde menos se tem… Mas se isso acontece, grande parte – ou senão toda- é culpa da nossa inércia, do nosso plácido repouso, do deitado eternamente em berço esplêndido…

É preciso acordar! É preciso se unir! É preciso mudar o tom disso tudo. O perigo que estas pessoas desonestas e incompetentes têm representado ao longo de todos esses anos, tem que virar oportunidade de mudança. E é tão fácil essa mudança. Basta somente um pequeno momento de reflexão, antes de votar, e acompanhar e cobrar, com afinco, que o que foi prometido seja cumprido.

É incrível como a população não percebe a sua força. É o nosso conformismo que encoraja esses desonestos.

Certa vez, um velho mestre, na companhia de seu discípulo, resolveu visitar uma família extremamente pobre – pai, mãe, quatro filhos e dois avôs – que contava com um único bem: uma vaca muito magra cujo leite mal dava para alimentar a todos. Após, passar a noite com esta família pobre, mas hospitaleira, o velho mestre acordou o seu discípulo, ainda de madrugada, e disse: “hora da lição!”.

Saíram os dois da casa, sem fazer barulho, e o velho mestre, sob o olhar atônito do discípulo, degolou a vaca.  O aluno inconformado cobrou do mestre: “que diabo de lição é essa?!”. O velho mestre apenas disse: “vamos para casa!”.

Após um ano, voltaram a visitar a família e o que viram no lugar do velho casebre, foi um a casa grande e luxuosa. O pai, bem vestido, lhes contou que, após a morte da vaca, eles tiveram que mudar o estilo de vida: “a vaca era o nosso sustento; após a sua morte e em dificuldade, tivemos que limpar o quintal, conseguir algumas sementes e plantar. Com o dinheiro das hortaliças vendidas compramos mais sementes…”.

Enfim, a vaca não era o único bem da família, mas sim, a prisão para uma vida de conformismo e mediocridade.

Crises, dores, adversidades?! Oba! Um dia vamos acordar…

Francisco Edilson Leite Pinto Junior – Professor, médico e escritor

Categoria(s): Artigo
domingo - 30/10/2011 - 08:34h
Jornada Científica

Essa paixão que nos consome… jornalismo


Tô contigo, Carlos.

Não fosse a paixão que sempre contagiou aquilo que fiz e faço, não teria sequer deixado os limites do RN, quanto mais amealhado uma rica experiência na prática jornalística em empresas do Norte e Sudeste do país.

Não fosse essa labareda que nos impulsiona, não teria dado uma guinada de vários graus, voltando às origens e abraçando a docência.

E que apaixonante é topar com alunos abertos a dividir, a perguntar, propor etc. Aproveito pra te agradecer (de novo) pela dose de paixão com a qual você nos presenteou na última sexta!

Stella Galvão - Webleitora, escritora, professora de Comunicação Social da UnP e jornalista.

Nota do Blog – Minha querida, sempre que for convidado para falar a seus alunos sobre minha paixão e experiência, modestíssima, irei impulsionado por essa chama de paixão que não me larga (veja clicando AQUI).

Estive na mesa-redonda sobre “Blogs Jornalísticos” na Jornada Científica da semana passada, na Universidade Potiguar (UnP). Muito mais aprendi do que pude ensinar. O mesmo digo do convite adicional, surgido ainda durante o debate, para proceder oficina sobre “webjornalismo” para seus alunos. Enriquecedor.

Muito obrigado.

Categoria(s): Comunicação / E-mail do Webleitor
  • Lion, Moda Masculina, de João Paulo Araújo - 11-08-15
domingo - 30/10/2011 - 03:39h

Reflexão para ser feliz IV


Eu mudei? Não, engano seu.

Amadureci.

Lembra da Teoria da Evolução da Espécie?

Darwiniana. Humana!

Sobreviverão os que melhor se adaptarem às exigências do mundo, numa “seleção natural”.

Não falo de ser esperto ou expert, um especialista em sobrevivência na “selva”. O que não podemos admitir, é sermos um espectro de gente.

Subsistir é muito pouco. Bom é existir.

Só existem os que evoluem.

A maioria apenas aparece na foto: subsiste.

Categoria(s): Crônica
sábado - 29/10/2011 - 23:51h

Pensando bem…


“Não quero ser um gênio… Já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem.”

Albert Camus

Categoria(s): Pensando bem...
  • Lion, Moda Masculina, de João Paulo Araújo - 11-08-15
sábado - 29/10/2011 - 22:49h
É assim!

Microcrônica machadiana


Ficou em mim teu olhar desviado, caviloso, ruborizado com o vinho e o creme a massagear seus pés; o jeito caboclo para medir as intenções de um homem “atirado”.

Há um cheiro, o abraço carinhoso no corpo que pede colo. E o beijo consentido.

És a cereja que me faltava.

Machadiano.

Categoria(s): Crônica
sábado - 29/10/2011 - 20:11h
Para poucos

O cartel do poder


Muitos já fizeram um inventário sobre a crise política no Rio Grande do Norte, que expurgou o vice-governador Robinson Faria (PMN) do governo estadual. Daí vem as previsões as mais variadas, oscilando entre o possível e o pouco provável.

Ninguém ou quase ninguém tem observado, que se forma um modelo de oligarquia, integrada, com gigantismo capaz de varrer do mapa tudo ou qualquer coisa que cheire a oposição. O que é péssimo para a democracia. Um atraso.

Um exemplo está na Assembleia Legislativa, em que o governo logo formou maioria folgada e pode ampliar mais ainda essa margem.

Maia e Alves juntam-se no governo. O grupo Rosado é hegemônico e os têm como sócios por lá. Sócios minoritários, que se diga. Em sua cidade-base, Mossoró, os Rosado conseguem até o feito de ser oposição e governo.

No governo estadual, esse clã começa a expandir seus tentáculos, mas o faz com a força de um blindado alemão, sem medir conseqüências. Passa por cima de tudo.

Se antes tínhamos pelo menos com o extremismo entre Maia e Alves, o que se avizinha é angustiante: um cartel do poder. Clube de poucos, em detrimento da maioria. Robinson Faria (PSD) e Wilma de Faria (PSB) que o digam.

Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
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