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domingo - 08/06/2014 - 11:58h
Conversando com Randolfe Rodrigues...

“É preciso oferecer um outro caminho ao país”

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Randolfe Rodrigues, do PSOL-AP, concedeu entrevista exclusiva ao Blog Carlos Santos.

Não obstante sua agenda cheia na atividade como congressista e pré-candidato, parou para atender ao Blog.

Randolph Frederich Rodrigues Alves, mais conhecido como Randolfe Rodrigues, nasceu em Garanhuns-PE, em 6 de novembro de 1972.  Mas desde os oito anos de idade que vive no Amapá, onde se formou em História pela Universidade Federal do Amapá e atuou como professor.

Randolfe defende redução drástica no número de ministérios no Governo (Foto: divulgação)

Com formação socialista, foi integrante do PT, mas deixou o petismo insatisfeito com os rumos do partido. Porém pela legenda ele obteve dois mandatos como deputado estadual.

Em 2010, foi o senador mais votado do estado do Amapá com 203.259 votos,tornando-se o mais jovem integrante Senado Federal da atual legislatura.

Em 1° de dezembro de 2013, o PSOL escolheu-o como candidato do partido para a presidência. Derrotou a pré-candidata Luciana Genro, em votação promovida no 4° Congresso Nacional do partido.

Veja abaixo, um rápido pingue-pongue com o senador, sobre temas nacionais pertinentes.

O Brasil vive há décadas sob a batuta de partidos e forças econômicas poderosas, que se acusam, se digladiam e prometem mudanças. Como o Psol pode ser, de fato, mudança a esse modelo plutocrático, oligárquico e reducionista?

Randolfe Rodrigues – A população brasileira, especialmente os jovens, ocupou as ruas em junho do ano passado demonstrando claramente um cansaço com esta forma de fazer política. É um duplo cansaço. De um lado, por que a democracia formal virou sinônimo de negociatas, corrupção e toma-lá-dá-cá entre os grandes partidos. De outro lado, os serviços públicos são precários e a sensação de que pagamos impostos e não somos recompensados é evidente. Quero oferecer ao povo brasileiro a oportunidade de virar esta página de nossa história.

Quero inaugurar uma nova governabilidade, baseada na participação direta do cidadão. No meu governo, pela primeira vez na história recente, figuras como Sarney e tantos representantes da oligarquia estarão na oposição.

Sempre se fala na necessidade de “governabilidade”, na relação perniciosa – histórica – entre Executivo e Congresso Nacional. O Psol, no comando do país, tem como enfrentar velhas práticas com visão tão excludente de alianças e de coabitação com contrários?

RR – A atual governabilidade aprisionou o país aos interesses particulares, seja aquele dos caciques da política, seja de grupos empresariais que financiam candidaturas e, após eleição, recebem os dividendos deste investimento. É possível governar de forma diferente? Não somente é possível, como é uma demanda da sociedade. Governaremos respeitando o parlamento, mas pondo fim ao toma-lá-dá-cá. O parlamento precisa cumprir sua obrigação de fiscalizar o executivo e estar atento aos anseios da sociedade.

O que pode ser feito de forma diferente, no Executivo do país?

RR – No primeiro dia de mandato encaminharei ao Congresso uma proposta de reforma política que, dentre outras providências, acabe com o financiamento empresarial de campanha, garanta participação direta dos cidadãos nas decisões cruciais para o país e torne mais transparente e eficiente o controle da sociedade sobre os recursos públicos. E uma providência imediata será acabar com tantos ministérios (39 no Brasil e 15 na França), fruto desta governabilidade e não de exigências sociais. E iremos reduzir drasticamente o número de cargos comissionados, valorizando os funcionários de carreira.

O Brasil viveu a era dos “tucanos” e nos últimos anos convive com ciclo da “estrela” do PT? Que contribuição os dois deram, de fato, à construção de um Brasil moderno e capaz de reduzir uma de suas principais chagas, as desigualdades sociais?

RR –  Não posso afirmar que não melhorou nada em nosso país. Seria equivocado de minha parte, mas anos de governo tucano e petista guardam coerência entre os dois períodos. Os tucanos privatizaram nossas empresas estratégicas e os petistas continuaram privatizando rodovias e portos. Os tucanos quebraram o monopólio da Petrobrás e os petistas continuaram desmantelando a empresa e entregaram o pré-sal pro capital internacional. Os dois blocos mantiveram uma política econômica semelhante, reservando metade do que o povo brasileiro paga de impostos para agradar cinco mil famílias credoras de nossa divida pública e reservaram migalhas para pagar a divida social.

Randolfe (dia 19 de maio deste ano, ao lado do vereador Marcos do Psol (Natal), é entrevistado na redação do Jornal de Hoje (Foto: Jobson Galdino)

Esse modelo pouco acrescentou algo positivo ao país?

RR – A persistência da desigualdade regional é um bom exemplo de como esta política fez pouco pelo país. Temos demandas que estão bloqueadas desde antes da ditadura, como a questão agrária. É preciso oferecer um outro caminho.

Caso os brasileiros estejam satisfeitos com a política e com a economia podem votar em um dos 3 candidatos representantes do que está aí. Se quiserem mudar de rumo, ofereço o meu nome.

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Comentários

  1. naide maria rosado de souza diz:

    Boas as perguntas, coerentes as respostas. Trata-se de político jovem, entusiasta, idealista. Dá-nos , até, a esperança de que nosso país possa entrar nos eixos, mesmo cheio de sequelas. Para mudarmos, novos valores precisam aparecer urgentemente. Não em forma Collorida, mas reais. Boa sorte, Randolph Rodrigues.

  2. Inácio Augusto de Almeida diz:

    É preciso que o PSOL mande pelo menos um carro de som para Mossoró.
    Se um carro de som for muito, que mande um megafone.
    Se um megafone for muito, que mande uma latas velhas que o Cinquentinha ajeita na forma de funil e faz a campanha do Randolfe na nossa cidade. Não faz em toda a região porque o PSOL não manda uma bicicleta. Mas se mandar pelo menos um velocípede, o Cinquentinha é pequeno, dá para ele fazer Baraúnas, Areia Branca, Tibau e todos os distritos.
    Se mandarem alguns retratos de candidatos não se esqueçam de mandar a cola. Pregar retrato de candidato com cuspe é lasca.
    Meu medo é o PSOL mandar apenas o cuspe.
    Cinquentinha tem que exigir alguma condição para fazer a campanha do PSOL em Mossoró.
    Até porque acho que Cinquentinha sai candidato a deputado estadual.
    Afinal, sem nenhuma ajuda e dividindo votos com mais dois outros oposicionistas conseguiu 5 mil votos para prefeito na eleição suplementar.
    O PSOL precisa melhor olhar para o Cinquentinha.
    //////
    OS ALUNOS DAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE MOSSORÓ TOMAM ÁGUA NÃO FILTRADA.
    O PREFEITO, SECRETÁRIOS, VEREADORES E ASSESSORES SÓ TOMAM ÁGUA MINERAL PAGA PELO POVO.

  3. João Paulo diz:

    O Randolph é um excelente político. Um brilhante senador. Ainda bem que o temos como pré-candidato a Presidência da República. Excelentes propostas é o que não irão faltar por parte da sua pré-candidatura. Aguardem Rondolph e Luciana Genro tomar as ruas desse país. Aguardem!

  4. NÓBREGA diz:

    “Boas deias para mudar o país todos temos, o problema é como se livrar de uma classe política patrimonialista detentora de muito poder, principal responsável pelo nosso atraso e subdesenvolvimento”.
    Nóbrega

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  1. […] do Blog – Randolfe deu entrevista exclusiva ao Blog (veja AQUI). No Amapá, sua presença política é bem mais consistente do que no plano nacional, com uma […]

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