domingo - 03/04/2016 - 07:38h

A dilapidação do capital ético no Brasil


Por José Herval Sampaio Júnior

Ouvi agora muito assustado com a profundidade da fala um discurso que reputo histórico para esse país proferido há quase dez anos pelo então Senador Jefferson Peres, falecido em 2008, quase 02 anos depois inclusive de ter feito tal discurso em que anunciava o fim de sua carreira política, que se não tivesse morrido antes acabaria somente em 2010, contudo o mesmo já torna público o seu total descontentamento com a vida pública e já falava coisas que o povo precisava ouvir e hoje talvez muito mais.

O título desse pequeno texto é sua autoria, conforme ouvirão no link abaixo e para nós demonstra já naquele momento a total putrefação dos valores éticos da vida pública e fazia com quem um Senador tivesse a coragem de poucos se dirigir ao próprio povo para dizer tantas verdades e o fazia porque já não mais pensava no que quase todo mundo continua pensando hoje, os interesses pessoais e não republicanos de continuar sempre no poder, o que intitulamos de estrutura de poder pelo poder.

E o saudoso senador, que meu pai também falecido e político, coincidentemente faleceu no mesmo ano e tanto adorava justamente pela sua firmeza ética e não tergiversar nunca em relação a tais valores e isso fazia a diferença dentro de um colegiado em que os mesmos valores eram sempre negociados de forma espúria e sem nenhum escrúpulo.

Entretanto, tudo isso poderia ser somente histórico e ter parado naquele também triste momento em que o país tinha ciência do que se chamava de maior escândalo político, o mensalão, que hoje pelo que vimos o transforma num crime de menor potencial ofensivo e pela intensidade do que estamos vendo agora, poder-se-ia defender, dentro desse raciocínio, uma transação penal sem qualquer relevância, tamanho o aumento da dilapidação dos valores morais que os presentes escândalos demonstram.

E vejam que naquela época o falecido senador já questionava inclusive sua Excelência Luis Inácio Lula da Silva por ter a certeza de que o mesmo sabia de tudo que ocorria nos bastidores de nossa politicagem e não fazia nada a não ser dizer que nada sabia. Ora com todo respeito que tenho ao ex-presidente e hoje ministro nomeado, é quase impossível que tanto na época quanto hoje se tenha tantos crimes ocorrendo nas “barbas do governo” como se diz e ninguém saiba de nada quando as autoridades competentes passam a investigar!

É realmente assustador essa inação do povo brasileiro com tudo isso desde então e que hoje levou a uma bipolarização que repudiamos, pois ninguém deveria transacionar com valores éticos e talvez esse seja o nosso maior problema: banalizamos a ética de tal modo que perdemos a essência do que seja e hoje tudo é possível e pior normal. Dá para acreditar num negócio desse?

Ainda nesse discurso o senador chamava atenção para a desfaçatez da maior parte de nossa classe artística que deveria ser crítica por excelência, quando na realidade, de igual modo que a classe política, pensava em seus interesses próprios e daí a própria ética também era negociada, fazendo com que o saudoso político, totalmente desacreditado, falasse verdades que o povo hoje deve ouvir com mais atenção do que nunca, para ver se nos tocamos!

E nessa linha de raciocínio, como já disse aqui várias vezes, a responsabilidade é nossa também e talvez muito mais do que dos próprios políticos (A mudança só virá de fato quando nós nos tocarmos da origem de tudo e resolvermos fazer a nossa parte!), fazendo com que nos preocupemos com as futuras gerações, pois em ver de naquela época termos refletido sobre tudo que acontecia e termos tomado uma atitude mais séria como população consciente, fomos coniventes com tudo aquilo e veja aonde viemos parar (Será que chegamos ao fundo do poço? Ou ainda tem mais? Algumas ponderações sobre a operação Lava Jato). 

O pior como dito no último texto linkado acima é que não paramos por aí e talvez venha coisa muito pior, desdizendo o marketing do surpreendente Deputado Tiririca “pior que ta não fica” e o pior é que ficou, fazendo com sua Excelência tenha que na próxima campanha, se resolver continuar na vida pública, mudar a sua diretriz de propaganda política, ou na nossa triste realidade de campanhas políticas, mudar o discurso para enganar o eleitor.

E é justamente esse eleitor que precisa mudar a sua postura e procurar se conscientizar de sua importância, daí a nossa crença de que somente a educação cívica de nossas crianças e jovens (Celina Guimarães recebe projeto Cidadania na Escola) possa ser a força motriz para que nossos políticos tenham que abandonar essa politicagem que ninguém mais aguenta, pelo menos nos discursos!

Entretanto, como já percebemos a mudança no discurso é muito pouco, pois precisamos agir, não da forma bipolarizada que estamos vendo atualmente, em que continuamos, repito, negociando com a ética, o que não se admite e enquanto continuarmos com essa premissa, a tendência mesmo é ficar pior, por mais que pareça impossível que isso aconteça a cada dia que nos deparamos com mais um escândalo, mas não será e isso é simples de explicar, porque com ética não se brinca e como já incorporamos essa negociação banal, a esperança perde uma batalha a cada dia para a realidade dos interesses escusos.

E sempre estamos perguntando tem jeito? Sinceramente não sabemos mais responder objetivamente, em que pese ainda termos no lado subjetivo a esperança acessa justamente porque acreditamos na educação como arma letal para coibir essa verdadeira putrefação como disse o Senador tão bem no discurso abaixo, que precisa ser ouvido por todos, muitas vezes, para ver se um dia possamos crescer como sociedade esclarecida que não negocia nunca os seus valores éticos.

José Herval Sampaio Júnior é juiz de Direito, professor, escritor forense

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. William Pereira diz:

    A educação é corrupta como várias instituições no Brasil. A religião, o judiciário, o legislativo e o executivo também são corruptos. Caso analisemos a corrupção no Brasil ela esta enraizada na alma do brasileiro que pelo futebol, religião, carnaval e política se corrompem. Pela diversão, salvação e o poder tudo vale aqui neste país. Altos salários indicam corrupção e é isso que todos querem. A ética e a moral são critérios apenas para elevar o espirito humano a um patamar que ele acha que pode alcançar. Um dia denunciei um esquema de corrupção e por isso quase fui preso, desprezados pelos colegas de trabalho. Imagino chegar numa presidência da republica e saber do lamaçal da corrupção e tentar acabar com ela. Lula não teria chegado nem na metade do 1º mandato. Somente uma revolução cultural ou uma guerra civil com lideranças fortes com objetivos claros de diminuir a corrupção poderíamos minimizar nossos problemas depois de muito sangue derramada. Vemos uma lava jato , uma luta contra a corrupção, várias denuncias de políticos envolvidos, a imprensa da destaque ao combate a corrupção mas vemos que eles não tem medo de nada e não temem nada, no meio de tudo isso continuam a roubalheira, basta ver o caso da merenda de São Paulo. Tenho 57 anos de idade e desde criança que vejo corrupção dentro das escolas e eles os corruptos continuam com o mesmo esquema de anos atras desviando o dinheiro da educação. Pelo menos em Mossoró o MP nunca atuou nestes casos. A pessoa a qual denunciei na época era parente de um jurista ligado a Governadora do Estado e não deu em nada para ela. Tiraram ela da escola e deram um emprego na UERN. Não será o PT e nem Lula ou Dilma que acabará com a corrupção no país. Temer continua presidindo um congresso corruptos bem pertinho do STF.

  2. William Pereira diz:

    Correção: Onde lê-se TEMER ler CUNHA.

  3. Inaldo diz:

    A dilapidação é evidente. E o pior: generalizada. A solução para isso seria uma reforma política, parece óbvio, mas quem a presidiria? O Eduardo Cunha e o Renan? A nossa crise é extensiva ao judiciário e ao MP, que há mais de ano recebem auxílio moradia indiscriminadamente. Só para esse ano foram 490 milhões de reais no orçamento para essa rubrica (apenas no âmbito federal, diga-se). Basta procurar pelo decreto assinado pela presidente nos últimos momentos de 2015. Por que juízes e promotores têm 60 dias de férias ao ano enquanto os demais trabalhadores apenas 30? Nos veículos de comunicação vigoram duas tabelas de valores de anúncios: a do poder público e a da iniciativa privada, sendo que a do poder público tem preços muito, mas muito mais altos. No Brasil, quem tem mais força, se locupleta mais as custas do erário público. Não é privilégio de empreiteiras. Porque um juiz ganha o que ganha? Pq um médico contratado via cooperativas ganha o que ganha, enquanto professores e policiais recebem tão pouco? O nosso problema é muito mais complicado do que parece. Temos que refundar não apenas o sistema político-partidário, mas finalmente adotar um modelo republicano, em todos os seus matizes.

  4. Inácio Augusto de Almeida diz:

    Vi a foto do Juiz Herval Sampaio falando a estudantes de uma escola pública sobre valores éticos e cidadania. Merecedor de todos os aplausos a iniciativa do Juiz.
    Como não estive presente a esta palestra pergunto ao Juiz se após a fala procurou ouvir os alunos e sondar o que eles tinham entendido de tudo que acabara de dizer. Ouviu os alunos?
    Será que estudantes que dedicam seu tempo a aprender a dança KUDURO entendem a linguagem com que um juiz se expressa? Claro que no início da palestra, Dr. Herval Sampaio, o senhor buscou usar o vocabulário que mais se adequava à plateia que lhe ouvia. Por ser dotado de uma inteligência fulgurante, sei que foi assim que o senhor fez. Mas no decorrer de toda e qualquer explanação a empolgação cresce, as palavras fluem com mais rapidez e a tendência é o uso de um vocabulário ao qual se está mais acostumado.
    Sei que outras palestras aos jovens estudantes o senhor fará. Nestas outras palestras experimente aferir o quanto da sua mensagem foi absorvida pelos jovens. Jovens que diariamente são bombardeados por mensagens de uma imprensa que longe está de ser livre, já que não existe independência para bem informar onde a dependência econômica fala mais alto. E sem a boa informação não pode haver a criação de um senso crítico capaz de formar cidadãos amantes dos verdadeiros valores morais. E sem senso critico os jovens dificilmente entenderão a sua mensagem.
    É fácil falar do valor do voto e da sua importância no destino de toda a sociedade. É fácil quando logo pela manhã uma boa alimentação se recebeu e se sabe que o almoço está sendo preparado com todo o esmero. Difícil é de estômago vazio, com o pai dentro de casa desempregado por causa da maldita corrupção que gerou a maior crise da história deste país, aceitar o conselho de que se alguém oferecer um dinheiro pelo voto deve recusar e ao estômago dizer que espere os graves problemas sociais serem resolvidos.
    A fome é má conselheira e sempre tem pressa.
    O senhor, Dr. Herval Sampaio, fará palestras na zona rural. Faça, deve fazer. E aproveite para após a palestra ir até a casa de algum estudante ver quais as condições de vida da família deste jovem. Se insinue e fique para o almoço ou jantar, se é que almoço ou jantar está sendo preparado. E observe quantos livros tem dentro da casa deste estudante.
    Há um Brasil, Dr. Herval, desconhecido de muitos brasileiros. Um Brasil que a televisão não mostra. Quem viaja entre Chapadinha e Vargem Grande vê crianças nuas correndo na beira da estrada e pode observar que as casas são feitas de esteiras. Não falo de esteiras servindo de cobertura da casa, falo de esteira sendo a parede da casa. Isto na terra do José Sarney, o que se diz grande humanista e escritor. Mas deixemos Chapadinha para lá porque a televisão nos anuncia a construção de milhões de casas e vamos acreditar que estas casas serão distribuídas com os mais necessitados e não com os cupinchas dos prefeitos.
    Vejamos aqui em Mossoró a condição dos nossos estudantes. Visite uma escola, não no dia que a sua palestra está anunciada, e aproveite para merendar com as crianças. Se o senhor tivesse feito isto sábado, dia 2, teria que ter engolido a seco três bolachas porque esta foi a MERENDA ESCOLAR servida.
    Sabe o Juiz Herval Sampaio que ano passado sequer uma blusa foi entregue a título de UNIFORME ESCOLAR e que este ano, por ser ANO ELEITORAL, distribuíram uma blusa, uma única blusa? Sabe o Juiz que EXIGEM que os alunos compareçam calçando tênis e trajando calça jeans sem sequer se importarem se milhares de pais de alunos estão desempregados? Podem crianças mal alimentadas e mal vestidas, que nunca foram submetidas a uma avaliação oftalmológica bem aprender alguma coisa?
    Falar de valores para estes jovens é louvável.
    Encerro dizendo que conheci pessoalmente seu pai e mais ainda o seu avô. E pelos dois tenho profunda admiração. Digo tenho porque os homens de bem são como os cometas, que mesmo depois que se vão deixam atrás de si uma grande luz iluminando a todos.
    Que Deus recompense o seu esforço.
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    OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS EM ABRIL? DEFENDA SEU DINHEIRO. NÃO VOTE EM CORRUPTO.
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    NÃO ERRAMOS QUANDO DAMOS MUITO DE NÓS A ALGUÉM. ERRAMOS QUANDO ESPERAMOS O RECONHECIMENTO DE ALGUÉM QUE NÃO SABE VALORIZAR A SINCERIDADE QUE LHE DAMOS.
    Inácio Augusto de Almeida

  5. FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO diz:

    AS PERIGOSAS ARMADILHAS DA SELETIVIDADE ÉTICA E MORAL E O CONSEQUENTE “GOLPISMO DEMOCRÁTICO”

    Datíssima Vênia, e, face aos argumentos do articulista e juiz em apreço quero respeitosamente afirmar e demarcadamente demonstrar que ao longo da história de todos os povos, mais ainda da nossa tênue república e imberbe democracia, também foram cometidos inúmeros crimes e golpes, sobretudo em nome da ética e da moral e porque não dizer da moralidade e do moralismo de ocasião tão em voga atualemente.

    Dito isso, quero assinalar que, muito ao contrário do que intenta descaradamente passar e firmar conceitos e verdades absolutas (No caso, nosso conhecido e manjado monopólio de comunicação social, sob a chancela de concessão pública, aqui chamado de Imprensa) no que resulta, que, atualmente vivenciamos em nosso país, claramente não uma apenas e tão somente, como querem fazer crer os golpistas, um sombrio,tormentoso e tenebroso momento ético e moral como de maneira inescrupulosa, cínica, hipócrita e mentirosamente tentam emplacar nos corações ementes de todos os brasileiros o vetusto Status Quo. Mas sim, uma real, desigual e verdadeira disputa política entre àqueles que nos governaram por praticamente 500(Quinhentos) anos sob o signo e o julgo do entreguismo e do complexo de vira-latas, os quais são claramente vinculados às práticas políticas nebulosas de tempos antanhos e, por conseguinte nos remete ao tempo das capitanias hereditárias, em clara disputa política frente aos partidos de esquerda, centro esquerda e nacionalistas sejam eles de qualquer matiz política e (ou) ideológica.

    Aos que conhecem um pouco que seja da nossa história e independente da sua posição política e (ou) ideológica, fazem questão de se manterem coerentes com a realidade factual e histórica, assim como tentam interagir com honestidade intelectual. Oportuno relembrar quantos golpes em nome da suposta ética e moral udenista foram deveras intentados, “coincidentemente” e justamente, os quais só ocorreram durante os períodos em que partidos e presidente nacionalistas estivera à frente do poder institucional e da Presidência da República em nosso país.

    Durante o Governo do Presidente Getúlio Dornelles Vargas, várias foram as tratativas e tentativas de golpes, tantas que em 1954, não lhes restou alternativa outra, se não desferir um tiro em seu próprio peito, evitando assim um golpe de Estado Militar/Empresarial que só viria efetivamente a se concretizar dez anos depois, ou seja, em 1º de Abril de 1964.

    Calha assinalar que, entre os idos de 1964 e 1954, igualmente houveram seguidas e novas tentativas de golpes de Estado contra o Poder Institucional e Presidentes legitimamente eleitos diretamente através do voto popular – exatamente como está a ocorrer no presente face a Presidenta Dilma Vana Roussef – quando então por duas vezes seguidas intentaram obstruir a Posse do Presidente Juscelino Kubstichek nos episódios conhecidos como quarteladas de Jacareacanga e Aragarças. Não nos esquecendo do Parlamentarismo de Ocasião, igualmente intentado pelos eternos golpistas, quando da Renúncia do Presidente Jânio da Silva Quadros e a conseqüente posse do seu Vice João Guilherme Merquior Goulart (O conhecido JANGO) que empossado foi, sobretudo em virtude da cadeia da legalidade, à época comandada pelos saudoso Governador do Rio Grande do Sul Leonel de Moura Brizola.

    Não se faz demasiado repisar, em todos os episódios de indiscutíveis tentativas de golpes relatados e historicamente demarcados de maneira insofismável. O Cínico e oportunista discurso ético e moral, sempre esteve a frente do aparato golpista, tendo, tanto ontem quanto hoje, a cumplicidade e serventia manifesta de amplos e majoritários setores do judiciário e da imprensa, sem falar nos militares que à época, em muitas situações, foram claramente, em nome, também da moral e da ética, diria do moralismo à serviço da imoralidade, mais ainda do chamado e doentio anticomunismo, instrumentalizados e utilizados como a chamada ultima bala de prata na consecução de golpes de Estado face aos interesses maiores da nação.

    Nesse sentido, um personagem golpista se sobressai dentre os demais, no caso, o Sr. CARLOS WERNEC DE LACERDA (Conhecido CORVO que governou o antigo Estado da Guanabara) se sobressais dentre tantos outros medíocres, vez que esteve em todas as tentativas de golpes contra Vargas e Juscelino, e, por último no golpe consumado em 1º de Abril de 1954. Coincidências à parte ressalte-se que o Sr. Carlos Lacerda, era Jornalista, sendo que sua família era proprietária de Jornais – TRIBUNA DA IMPRENSA – Editora, Rádios e com estreitas relações políticas e de poder real, vinculados aos patrões dos tradicionais oligopólios de comunicação social que à época – tendo á frente Assis Chateaubriand na televisão e família Marinho nos Jornais e rádios – , já se faziam presente no universo informacional de mão única, que ainda hoje, infelizmente persiste em nosso país, pasme!. Demarcando uma inequívoca manifesta ilegalidade e inconstitucionalidade em pleno século XXI, era da chamada internet.

    Nesse contexto, não podemos olvidar que, infelizmente, mais uma vez o judiciário nacional tem colaborado, seja por ação e muitas vezes por omissão, de forma direta e indireta na tentativa da quebra da institucionalidade, tendo à frente o atual “herói” da República de Curitiba chamado Sergio Fernando Moro em seu conhecido, seletivo, parcial, ilegal e criminoso modus operandi.

    Repita-se ad-nauseam, é este o juiz “eleito” não pelo povo, mas, pela dita imprensa, juiz esse da DÉCIMA TERCEIRA VARA FEDERAL DE CURUTIBA, cuja competência, pasme! É nacional, e, que de há muito vem exorbitando de suas funções legais, determinando prisões não necessariamente de criminosos de todos os matizes, mas sim apenas e tão somente de integrantes do PT e aliados. Mais ainda, determinando prisões preventivas à mancheia, sem que haja uma única prova, salvo, as conhecidas manchetes de jornais, tão somente, para, através da tortura psicológica, forçar as controversas e viciadas delações premiadas vazadas seletivamente, as quais interessam não necessariamente à persecução penal, mas tão somente aos propósitos e interesses patrimoniais e políticos da gangue que está à frente do golpe jurídico/midiático atualmente em curso.

    Nessa toada, cabem algumas indagações, por qual razão o Sr. SERGIO FERNANDO MORO, tendo vinculação direta e recebendo prêmios à mancheia cheia dos grandes grupos de mídia do país, não se sentiria e não agiria, de fato, como único brasileiro que está deveras acima da Lei…!!!???

    Mesmo porque, por qual razão um juiz determina interceptações telefônicas de escritórios de advocacia cujos profissionais integrantes não são objeto de nenhuma investigação, mas tão somente advogam para denunciados, investigados e supostos réus da não estima do Xerife da República do Paraná travestido de Juiz.

    Por qual razão o Sr. SERGIO FERNANDO MORO, usa e abusa de usas prerrogativas legais, inclusive usurpando inequívoca competência legal do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, quando da interceptação telefônica do ex-presidente e Ministro LULA na qual se demarca claramente a fala da Presidente da República, Ministros de Estado e outras autoridades, inclusive do próprio Supremo Tribunal Federal, não só, com manifesta intenção político partidário e golpista vaza seletivamente diretamente para a porta estandarte do golpe midiático – REDE GLOBO DE TELEVISÃO -, no inquestionável desiderato de aprofundar um clima de denuncismo e disseminação do ódio político partidário na intenção manifesta intenção de incendiar o país….!!!!???

    Caso fosse relatar todas as ilegalidades, claras ilegalidades praticadas pelo XERIFE/JUIZ, o Sr. SERGIO FERNANDO MORO, infelizmente, importaria dias e horas diante do computador, mas, me compraz relatar apenas e tão somente as atuais, mesmo porque, já estão em curso, tanto no âmbito do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, tanto quanto no CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, várias denúncias, representações e peticionamentos protocolados pelos que, de fato, defendem a democracia, a institucionalidade e o verdadeiro Estado Democrático de Direito atualmente em sério e iminente risco, face aos conhecidos, históricos e manjados métodos tradicionalmente instrumentalizados e utilizados seletivamente pelos conhecidos fascistas da extrema direita da nossa pátria mãe gentil.

    Por último, e, mais uma vez Concessa Vênia aos que dissentem das minhas afirmações e convicções políticas, entendo que, quando se trata da relação entre ética e política não há respostas fáceis. Há mesmo quem considere que esta é uma falsa questão, em outras palavras, que ética e política são como a água e o vinho: não se misturam. Quem pensa assim, adota uma postura que nega qualquer vínculo da política com a moral: os fins justificam os meios.

    Nesse contexto, oportuno ressaltar e separar a leitura metódica, concensiosa e fecunda de Maquiavel em seu Clássico, mas sem, deveras dizer um não à apologia e a deturpação tão comuns ao maquiavelismo político historicamente disseminado.

    O ‘realismo político’, ou seja, a busca de resultados a qualquer preço, subtrai os atos políticos à qualquer avaliação moral, entendendo esta como restrita à vida privada, dissociando o indivíduo do coletivo.

    Esta concepção sobre a relação ética e política desconsidera que a moral também é um fator social e como tal não pode se restringir ao santuário da consciência dos indivíduos. Em outras palavras, embora a moral se manifeste pelo comportamento do indivíduo, ela expressa uma exigência da sociedade (um exemplo disso é a adoção dos diversos “códigos de ética”). Ou seja, não leva em conta que a política nega ou afirma certa moral e que, em última instância, a política também é avaliada pelo comportamento e entendimento moral das pessoas. Aliás, se a política almeja legitimidade não pode, entre outros fatores, dispensar o consenso dos cidadãos — o que pressupõe o apelo à moral.

    Há também os que, ingenuamente ou não, os quais, infelizmente são maioria, adotam critérios moralizantes para julgar os atos políticos. Por conseguinte, condicionam a política à pureza abstrata reservada ao ‘sagrado’ espaço da consciência individual. Estes imaginam poder realizar a política apenas pelos meios puros.

    O moralismo abstrato concentra a atenção na esfera da vida privada, do indivíduo. Portanto, aprisiona a política à moral intimista e subjetiva deste. Ao centrar a atenção na esfera individual, o moralista julga o governante tão-somente por suas virtudes e vícios, enfatizando suas esperanças na transformação moral dos indivíduos.

    Ao agir assim reduz um problema de teor social e coletivo a um problema individual. No limite, chega à conclusão de que as questões sociais podem ser solucionadas se convencermos os indivíduos isoladamente a contribuírem, por exemplo, dividindo sua riqueza como os desafortunados, o que convenhamos, seria um desastre, mesmo porque, devemos sempre tentar oportunizar respectivos meios de valorização e inserção social, econômica, cultural e política dos indivíduos, para aí sim, criarmos condições objetivas de inserção social e política e gradativamente varrermos do mapa político, o imobilismo social que tanto granjeia adeptos do individualismo moralista e fascista.

    Nesse sentido, temos que, em períodos que se alargam e se implementam o discurso desses últimos, geralmente o resultado é catastrófico: pois, deveras, o moralista angustia-se porque a política não se enquadra nos seus valores morais individuais e termina por renunciar à própria ação política. Dessa forma, contribui objetivamente para que prevaleça outra política, ou seja a prática política do imobilismo social, mais precisamente a que não anseia pela participação dos calsses verdadeiramente excluídas da divisão do poder institucional e menos ainda da riqueza e da renda nacionais.

    Assim temos, de um lado o ‘realismo político’; de outro, o moralismo absoluto. Nem tanto mar, nem tanto terra. A política e a moral, embora expressem esferas de ação e de comportamento humano específicas e distintas, são igualmente importantes para a ação humana no sentido da transformação social.

    Calha ressaltar, que, política e moral são formas de comportamento que não se identificam (a primeira enfatiza o coletivo; a segunda o indivíduo). Nem a política pode absorver a moral, nem esta pode ser reduzida à política. Embora sejam esferas diferentes, há a necessidade de uma relação mútua que não anule as características particulares de cada uma. Portanto, nem a renúncia à política em nome da moral; nem a exclusão absoluta da política.

    Assim, entendo que fora da política e da legalidade institucional, mais ainda do irrestrito respeito ao Estado Democrático de Direito não há saída possível, benfazeja, fecunda e honrosa no quadro da atual crise honrosa no quadro da atual crise política, mais ainda econômica, o que leva de roldão aspectos instrumentalizados largamente como a dita Ética e Moral tão claramente pelos conhecidos moralistas de Plantão de sempre. Mesmo porque, em TESE, todos os brasileiros, efetivamente são contra a corrupção não só pública, assim como a corrupção privada. Cabendo a cada um de nós, refletirmos seriamente, se, em nome do suposto combate à corrupção promovido pelos moralistas de sempre, devemos permitir a quebra da legalidade e da institucionalidade, e por via de conseqüência a deposição de uma Presidenta da República legítima e democraticamente eleita, e mais ainda apostarmos cegamente no quanto pior/melhor de um possível período de instabilidade democrática e institucional e o conseqüente arbítrio que claramente se avizinha, caso o golpe em curso efetivamente se concretize.

    Um baraço,
    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

    OBS. Caro jornalista Cartlos Santos, caso seja possível, quando da análise e liberação do comentários, peço que publiqye este último, dado que fiz algumas correções.

    Desde já agradeço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

  6. Inácio Augusto de Almeida diz:

    EM ITAPAJÉ, DESEMBARGADORA DECRETA AFASTAMENTO DO PREFEITO E VEREADOR POR FRAUDE E FALSIDADE IDEOLÓGICA
    Publicado em 1 de abril de 2016 por granjahoje
    A Desembargadora Lígia Andrade de Alencar Magalhães, membro do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, decretou o afastamento do prefeito de Itapajé, Ciro Braga (PTB), e do vereador Idervaldo Rodrigues Rocha (PR), de suas funções públicas pelo período de 90 (noventa dias). Além do afastamento, a desembargadora determinou quebra de sigilo bancário e fiscal dos dois políticos e proibição de que os dois tenham acesso ou frequentem repartições públicas do município pelo prazo determinado, para prevenir destruição ou ocultação de provas.
    Ciro e Ider são acusados pelo Ministério Público Estadual de falsificação de documento público, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informação, fraude em procedimento licitatório, extravio de documento e peculato. O MP abriu investigações contra o prefeito e o vereador a partir de uma notícia-crime protocolada pelos vereadores de oposição João Câmara, Josifran Alves e Dimas Cruz.
    /////
    Ainda bem que inserção de dados falsos em sistema de informação, fraude em procedimento licitatório, extravio de documento e peculato não acontece em outros lugares. Tanto não acontece que os vereadores de oposição nada denunciam porque nada têm a denunciar. Que coisa mais feia o que aconteceu em Itapajé.
    Zé Buchudinho me chega com um disco do Nelson Ned pedindo para colocar a música do domingo.
    Eu ainda descubro porque Zé Buchudinho agora só ouve Nelson Ned. Na capa do disco o cantor cheio de colares e pulseiras e com aquele corte de cabelo lembrando o da Dilma.
    Zé Ruela apenas ri. Eu me lembro do prefeito e do vereador de Itapaje e rio mais ainda.
    ////
    OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS EM ABRIL? DEFENDA SEU DINHEIRO. NÃO VOTE EM CORRUPTO.

  7. naide maria rosado de souza diz:

    Juiz Herval Sampaio Júnior. Corretas as palavras de V. Exa. A educação do povo seria a forma de impedir o prosseguimento desse vergonhoso panorama em que vivemos. Ouvindo o senador Jefferson Péres, em seu profundo “desalento”, causa-nos profunda tristeza não podermos contar com sua lucidez. Fosse o nobre senador vivo poderia proferir as mesmas palavras pois o estado de “putrefação” permanece, parecendo nada mais restar ao Brasil senão a vergonha. Ou cuida-se da educação do povo ou não teremos saída. Em relação ao sistema corrupto no qual vivemos, permita-me citar o cantor compositor Zé Lima que, há anos, brindou-nos com ” Mar de Lama” que provoca um “aguaceiro” no meu rosto. Vaticínios.

  8. João Claudio diz:

    Uma minoria do povo brasileiro, explicitamente conivente com a roubalheira PTralha, está tentando a todo custo passar a mão na cabeça dos bandidos do PT, e colocar o xerife de Curitiba, honesto até a medula, na cadeia. Isso é o fim da picada (não confundir com a picada cruel da jararaca sem rabo).

    Coisa de país de terceira. De quinta, se assim preferirem.

    O casal ”Miss Pasadena” e a ”Jararaca sem Rabo”, vai cair abraçados no lamaçal podre que eles mesmos produziram. DESDE 2003.

    Doa a quem doer.

    Longa vida e muitas palmas ao grande xerife SERGIO FERNANDO MORO.

    Sem ele, os PTralha$ já teriam roubado até a bandeira brasileira e o hino nacional. E a minoria, ó, defendendo e aplaudindo o bando.

    CADEIA JÁ PARA TODOS OS LADRÕES E IMUNDOS PTRALHA$. Inclusive, para o chefe e para a chefe da quadrilha. Ambos, os mais perigosos.

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