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sábado - 23/06/2012 - 12:55h
Opinião

De caciques e oligarquias numa mistura de óleo e água

Do Blog do Barbosa

Se fala tanto no Rio Grande do Norte sobre os poderes dos caciques e das oligarquias políticas papa-jerimum, que me vejo na obrigação de perguntar por que será que um membro de uma oligarquia – Carlos Eduardo Alves, no caso -, vem liderando as pesquisas de intenção de voto à sucessão municipal na capital potiguar com uma larga margem de diferença sobre os demais candidatos? Por que é que uma manda-chuva da política local – no caso a ex-governadora Wilma de Faria – constava em segundo lugar quando seu nome estava posto como pré-candidata a prefeita de Natal?

Eu mesmo respondo: A grande massa, que é quem elege, está alheia a isso. Esse é o problema. O povo está se lixando pra quem é “cacique” ou oligarca. Aliás, não sabe nem o sentido destas duas palavras. Essa é a verdade! Para o povo tanto faz ser Maia, Alves, Faria ou Rosado. Tudo é japonês, ou seja, igual. Daí a mistura de óleo com água no Rio Grande do Norte fazer tanto sucesso.

Veja, caro leitor: A fórmula da eleição de 2000 será repetida agora. Ou seja, 12 anos depois em que Carlos Eduardo Alves – então no PMDB – foi eleito vice-prefeito de Wilma de Faria para administrar Natal, a chapa apenas é invertida. Desta vez com Carlos Eduardo Alves na cabeça e Wilma de Faria sendo sua vice. E Wilma vai usar Carlos como trampolim para tentar chegar ao Poder novamente. Caso, óbvio, ele seja eleito novamente prefeito de Natal.

Diz-se que seu projeto político já não é mais o Senado, e sim retornar ao governo do estado com a ajuda do seu grande cabo eleitoral que hoje é a governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Aliás, o mesmo está fazendo Carlos Eduardo Alves, que tem na prefeita Micarla de Sousa (PV) um grande cabo eleitoral. Os caciques e oligarquias do Rio Grande do Norte costumam queimar a foto de quem não faz parte desse meio para tirar proveito disso.

Wilma de Faria, por exemplo: Hoje ela critica Micarla de Sousa, que teve o apoio do senador José Agripino Maia para se eleger prefeita de Natal. Mas esquece que em eleições passadas apoiou um seu auxiliar – Aldo Tinôco – para sair candidato a prefeito da capital potiguar que acabou se elegendo. Tal qual Micarla de Sousa, Aldo Tinôco também foi um desastre como prefeito. Mas a massa eleitora esquece disso. Esse é o problema!

Portanto, devo dizer que a eleição para prefeito de Natal este ano tem dois representantes da fina flor das oligarquias e dos caciques da política potiguar que são Carlos Eduardo Alves, que evita usar o sobrenome para não atrapalhar a sua carreira “solo”, e Wilma de Faria, nascida politicamente no berço do malufismo e que cresceu a custa dos apoios dos Maia e dos Alves.

Depois não reclamem que as oligarquias e os caciques continuam a mandar na política local. A fórmula para voltar ao poder só foi invertida. É como se a bula fosse lida de cabeça pra baixo. E os alquimistas cuidam dessa fórmula com todo cuidado e carinho para fazer chegar ao povo o mundo das ilusões. Que as cabeças pensantes, pelo menos, estejam atentas a isso. A conferir!

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Categoria(s): Opinião / Política

Comentários

  1. Gilmar diz:

    Es vero! A questão é sempre analisada de forma inversa – o cáucus sabe o poder que tem sobre o povo. Nas ‘DEMOcracias’ a quantidade subestima a qualidade, infelizmente. Pois estamos todos num mesmo barco.
    Do dez pé quadrão, lá vai – o comentário.

  2. chagas nascimento diz:

    Infelizmente uma minoria esta ligado a estes assuntos politicos, o que conta agora sao as festas juninas. Continuo afirmando, temos o governo que merecemos. E viva a mediocridade.

  3. Profª. Sueli diz:

    Hoje em dia já não faz diferença votar ou não votar nas oligarquias e caciques, pois até a “dita” esquerda está se coligando com os caciques. Com a palavra o PT de São Paulo a Mossoró.

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