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sexta-feira - 24/03/2017 - 08:37h
Bancada federal

Deputados explicam voto sobre projeto de terceirização

Por Dinarte Assunção (Portal Noar)

O polêmico projeto que a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, liberando a terceirização, ainda causa furor com repercussão no meio social, onde se opõem argumentos sobre o fortalecimento e o enfraquecimento das relações de trabalho.

Como de costume, nas redes sociais, usuários criticam e elogiam os parlamentares que votaram na proposta. Fomos atrás dos argumentos de cada um dos oito deputados federais do Rio Grande do Norte para saber o que cada um diz sobre o texto.

Antonio Jácome

ABSTENÇÃO

O deputado Antonio Jácome preferiu se abster e não votar a polêmica matéria. Ele declarou que “O PL votado ontem é complexo e polêmico, por isso, tramitava há 17 anos no ongresso. Eu concordo com muitos pontos, mMas sou contra a terceirização para atividade-fim. Por isso me abstive.

Beto Rosado

AUSENTE/CONTRA

Ausente da votação, Beto emitiu nota esclarecendo que está em licença para acompanha o pai, que está em tratamento de saúde em São Paulo. Ele considerou o seguinte:

“O Projeto aprovado ontem é diferente do que votei favorável em 2015 (PL 4330/04). Sou a favor da regulamentação das terceirizações no setor privado, resguardando os direitos dos trabalhadores das empresas terceirizadas, o que garantia o projeto aprovado naquele ano.
A proposta aprovada ontem, datada de 1998, prevê as terceirizações irrestritas, para o setor público e privado, sem resguardar os direitos trabalhistas dos funcionários das empresas terceirizadas. Por isso, sou contra”.

Fábio Faria

A FAVOR.

Não retornou a demanda a reportagem.

Felipe Maia

A FAVOR

Dá segurança jurídica aos mais de R$ 13 milhões de terceirizados. Estamos num país com mais de 11 milhões de desempregados e existe a errônea ideia de que a terceirização vai gerar desemprego. Não vai. A terceirização diminui desencargos para o empragador, permitindo mais contratações.

Rafael Motta

CONTRA

“A terceirização é um risco. Gera rotatividade e não há estabilidade. A terceirização da atividade-fim tem que ser bem discutida para estebelecermos quais serão as garantias para os trabalhadores. A terceirização da atividade-fim é mero aluguel de mão de obra e trabalho não é uma mercadoria”

Rogério Marinho

A FAVOR

“Desde 1901, o Brasil não passava por uma crise desse naipe. Terceirizar é um verbo que existe no Brasil, não existe paralelo no mundo. Esse modelo de verticalização da indústria está ultrapassado, foi vencido pela modernidade. Nenhuma empresa moderna não terceiriza sua produção. Dizer que milhões devem permanecer num limbo, sem segurança jurídica, é um retrocesso”.

Walter Alves

CONTRA

Membro do PMDB, Walter foi mais um da base governista que não se filiou à orientação governista. Confiram o que ele disse: “Votei contra o projeto por não concordar com a proposta, presente no PL 4302/98, de terceirização nas atividades-fim das empresas.”

Zenaide Maia

CONTRA

“Votei contra porque acho que esse o Projeto de Lei que libera a terceirização é uma precarização dos serviços públicos e privados. É um início para reforma trabalhista. Não acredito que vai aumentar a geração de empregos. É como se tivesse rasgado a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Só tiveram olhar para as empresas”.

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Categoria(s): Política

Comentários

  1. Amorim diz:

    Pablo Escobar também justificava todas suas ações!
    Mera semelhança!
    Só que não.
    Vai oficializar o calote!
    Será?
    Acho que não!
    Quem sabe?
    Pode ser!
    Que tal terceirizar os proventos das “atividades” delles?
    Viva meu país!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Carlos André diz:

    Zenaide Maia não está vivendo mais no Brasil, a mesma não sabe que no Brasil existe milhões de pessoas desempregadas, a mesma não entende que o Brasil precisa dosinvestidores/empreendedores, principalmente e talvez infelizmente dos investidores estrangeiros, pq principalmente os estrangeiros, pelo simples fato de eles terem dinheiro para investir no setor produtivo, e os empreendedores nacionais, uns preferem investir no rentismo dos títulos públicos e os demais(o resto), só tem vontade de empreender mais não tem dinheiro, não é por menos que a esmagadora maioria das novas empresas que são aberta no Brasil são pequenas, micro e as MEI’s, e a maioria hj são empresas que utilizam familiares para tocar os negócios, pois empregar hj no Brasil é muito caro e arriscado de arrumar um processo na justiça do trabalho.
    Então a Zenaide fica sabendo que o investidor/empreendedor estrageiro que se o Brasil dificulta o investimento ele vai gerar emprego, imposto e renda lá na China que as condições são muito mais favoráveis. Resumindo o Brasil é que precisa deles não contrário, é sendo assim quem dita as regras é o mercado globalizado, a realidade é essa para quem quiser se inserir no mercado livre global, se não pode, pede pra cagar e saia.

  3. anderson diz:

    Rogério Marinho acha que engana quem com esse papo furado?

  4. João Claudio diz:

    Nenhum deles é do ramo. Estão ”lá” apenas para defender os salários.

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