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sábado - 04/11/2017 - 05:30h
Nota

Docentes prometem greve na Uern “por dignidade”


A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) emitiu uma nota oficial à comunidade acadêmica e à sociedade, justificando sua decisão de promover greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 10.

Sob o título “Greve por dignidade”, lança desfiando argumentos. Leia abaixo:

A decisão da categoria docente da UERN de entrar em greve a partir do dia 10 de novembro de 2017 não pode ser festejada, tampouco ser tratada com indiferença ou simplesmente na retórica, respeitada. Essa greve representa a indignação da categoria frente ao descaso e desrespeito com que o governo do estado do Rio Grande do Norte tem tratado os servidores públicos e, em especial, os/as professores/as da UERN. Há 20 meses os/as trabalhadores/as do estado vivenciam uma situação de incerteza em relação ao pagamento dos salários e uma condição de precarização do serviço público que afeta grande parte da população do Rio Grande do Norte.

A greve, deliberada por ampla maioria da categoria docente da UERN, é resultado de uma política econômica desastrosa que condiciona os/as trabalhadores/as do Estado a carregarem os serviços públicos nas costas. Saúde, educação, segurança e os demais serviços só funcionam porque os/as trabalhadores/as assumem o compromisso de todos os dias exercerem o seu trabalho com responsabilidade.

É resultado, também, dos ataques recentes que têm sofrido a Universidade e a categoria docente: retirada dos aposentados da folha de pagamento da UERN; ameaça de suspensão do plano de saúde por falta de repasse do governo; rebaixamento do valor do auxílio saúde, bem como a exclusão dos aposentados a esse auxílio. Tudo isso se soma ao insustentável quadro de atrasos salariais e  cinco anos sem qualquer reposição.

Mediante essa conjuntura, o governo não tem cumprido o dever de fazer com que o Estado funcione; não tem respeito aos trabalhadores/as; não considera importante as famílias de todos e todas que dedicam suas vidas e seu trabalho ao serviço público. Por isso, os/as professores/as da UERN se somam aos milhares de trabalhadores/as do estado do Rio Grande do Norte em nome da nossa dignidade, da nossa condição de sobrevivência e em respeito aos serviços públicos e a toda população potiguar.

A história particular da UERN revela que há muito tempo estamos em luta para garantir a manutenção da instituição como universidade pública, gratuita e de qualidade. Compreendemos que a UERN é um dos maiores patrimônios do estado do Rio Grande do Norte por impulsionar o desenvolvimento econômico e social e, principalmente, por possibilitar que os filhos e filhas dos trabalhadores pobres tenham acesso ao ensino superior; por estar presente em todas as regiões do estado cumprindo a interiorização e formando a maioria dos/as profissionais do Rio Grande do Norte.

É impossível pensar no crescimento de um estado sem uma Universidade. Para os que divulgam falaciosamente o endogenismo da categoria docente indicamos que investiguem quem sempre lutou em defesa da UERN; quem esteve em confronto com o judiciário e executivo mediante o anúncio da privatização da nossa universidade.

A nossa Greve é por Dignidade sim! Exigimos salários em dia; Exigimos a retirada da mensagem à assembleia que aumenta a alíquota previdenciária; Exigimos condições melhores de trabalho; Exigimos a permanência dos aposentados na folha de pagamento da UERN; Exigimos respeito ao nosso trabalho, ao nosso suor, ao nosso saber, a nossa vida. Exigimos a existência da UERN como Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade. É o nosso compromisso!

A Diretoria

Leia também: Sugestão para fechar universidade ronda e assombra Uern AQUI;

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Categoria(s): Gerais

Comentários

  1. Elves Alves diz:

    Os ‘grevistas’ da Uern repetem sem nenhum pudor a ministra dos Direitos Humanos: tudo por uma senzala gourmet!
    Reconheça-se porém que Luislinda Valois teve ao menos a dignidade de revelar seu polpudo contracheque.

  2. João Claudio diz:

    Quer dizer que, a exemplo da Luislinda, eles também são ‘escravos?’

    Jeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesus † † †.

  3. Inácio Augusto de Almeida diz:

    Passa da hora dos aposentados e pensionistas de UERN mostrarem seus contracheques e acabarem com estes rumores da existência de aposentadorias e pensões MILIONÁRIAS.
    MOSTREM OS CONTRACHEQUES.
    Em determinada oportunidade em visitei o Portal da Transparência da UERN e vi muitas aposentadorias em torno dos 20 mil reais. Hoje não se estas aposentadorias e pensões aumentaram ou diminuíram.
    A SOCIEDADE PRECISA SABER O VALOR DESTAS APOSENTADORIAS E PENSÕES.
    ////
    OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS ESTE ANO. E MAIS NÃO DIGO.

    • Marcio Silva diz:

      Ove-se dizer que tem servidores juntos com caciques da UERN q ganham muitissimo bem. Servidores esses cabeças do sindicato e q tem funções gratificadas pra apoiar coisas… digamos… (melhor ficar calado.)

      • Marcio Silva diz:

        *Ouve-se

        • Inácio Augusto de Almeida diz:

          Por que os professores, aposentados e pensionistas não divulgam os seus salários, aposentadorias e pensões?
          No Portal da Transparência, antigamente, isto era fácil de ver.
          Hoje eu desafio quem quer que seja a acessar o Portal da Transparência da UERN e ficar sabendo quanto ganha um determinado professor, aposentado ou pensionista.
          Divulguem estes valores ou façam como o amante da noiva no dia do casamento.
          /////
          OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS ESTE ANO. E MAIS NÃO DIGO.

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