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quarta-feira - 07/05/2014 - 17:52h
Eco das eleições suplementares II

Pleito de Mossoró causa efeitos diferentes para jogo estadual

Henrique Alves e Robinson Faria têm interpretações distintas para mesma realidade e sobre o futuro

Para o governadorável Henrique Alves (PMDB), as eleições suplementares de Mossoró (ocorridas no domingo, 4) tiveram “configuração político-partidária” própria e “única”. Enfim, não terão relação direta com o pleito estadual de outubro deste ano.

Fátima e Robinson têm motivos para largo sorriso (Foto: Sem autoria identificada)

Fátima e Robinson têm motivos para largo sorriso (Foto: Sem autoria identificada)

Já o também governadorável Robinson Faria (PSD) pensa diferente: “O povo de Mossoró deu o primeiro ‘não’ ao acordão no Rio Grande do Norte”, estocando o provável adversário ao Governo do Estado, Henrique Alves.

Quem estaria certo: Henrique ou Robinson?

Ambos estão razoavelmente corretos e consideravelmente errados. É tudo uma questão de ângulo e interesse. Em parte, recorrem a sofismas, ou seja, argumentos falsos.

Cada um tenta impor seu raciocínio como verdade, sem que necessariamente o seja. Caso típico de dialética erística, a arte de vencer um debate, “mesmo não tendo razão”.

Se o palanque em que Henrique aportou tivesse vencido o pleito, com a candidatura da deputada estadual Larissa Rosado (PSB), é provável que pensasse diferente.

Se Robinson não tivesse ao lado do vencedor, prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD), teria razões para pensar como Henrique.

“Primeiro turno”

O melhor entendimento do pleito e sua relação de influência quanto à disputa estadual, pode ser visto pelas próprias palavras de ambos, guardadas as devidas proporções e certo distanciamento crítico.

Tivemos uma espécie de “primeiro turno” da corrida eleitoral deste ano no estado, que definirá sucessor de Rosalba Ciarlini (DEM) e um nome para o Senado.

Mossoró é o segundo maior colégio eleitoral do RN. Teve um pleito especial no mesmo ano das eleições ordinárias marcadas para outubro. Claro que podemos ter desdobramentos que alcancem a corrida eleitoral estadual. Isso é óbvio.

Em 1985, por exemplo, na retomada de eleições nas *capitais de estado e outras cidades estratégicas que vinham tendo apenas prefeitos pela via indireta, Natal elegeu o então deputado estadual Garibaldi Filho (PMDB) à prefeitura. Derrotou Wilma “Maia”, hoje, Wilma de Faria (PSB, à época no PDS).

Três anos antes (1982), o PMDB tinha sido arrasado nas eleições estaduais. Mas em 1986, foi à luta pelo Governo do Estado e venceu um pleito tido como “perdido”, com a eleição do ex-vice-governador Geraldo Melo (PMDB). Geraldo coordenara a campanha de Garibaldi.

Temática paroquial

Claro que o pleito “atípico” de Natal influiu positivamente na candidatura de Geraldo. Não foi determinante, mas influiu. Outros fatores pesaram mais, como a “onda nacional” do “Plano Cruzado” do Governo José Sarney, programa econômico vendido como uma panaceia, que acabou levando o PMDB a vencer o governo em 19 das 25 capitais da federação.

Puxando a discussão para a atual conjuntura mossoroense e estadual, verificaremos que os dois palanques não podem adesivar pecha de “acordão” ao outro. Em ambos sobravam incongruências, misturas cavilosas e apoios oportunistas.

Henrique e Wilma: derrota que é um aviso (Foto: Nominuto.com)

Na prática, Mossoró não viveu uma campanha estadualizada ou nacionalizada. Curta, atípica, a corrida pelo voto acabou sendo baseada em temática paroquial e continuidade da judicialização de 2012, quando as duas bandas do clã Rosado se engalfinharam numa contenda paralela, munidas com infantaria de advogados.

Robinson Faria tinha interesse no resultado final das eleições suplementares. Henrique, idem.

As pré-candidatas ao Senado Fátima Bezerra (PT) e Wilma de Faria (PSB), não ficaram atrás. Desembarcaram em Mossoró com igual propósito do sucesso nas urnas, pois sabiam que o eco chegará ao pleito de outubro deste ano, como círculos concêntricos. O tamanho desse eco é difícil de se dimensionar hoje.

Sorriso largo

A chapa que se desenha com Robinson a governador e a deputada federal Fátima Bezerra ao Senado, só tem motivos para abrir largo sorriso. Henrique e Wilma de Faria sobram em preocupações.

Está ligado o sinal de alerta pros dois.

Robinson e Fátima inflam esperanças. Atravessaram com a chapa vencedora (Francisco José Júnior, prefeito-Luiz Carlos Martins-PT, vice) um desafio intimidador.

É surrado um célebre bordão do general romano Caio Júlio César (AQUI), mas não é despropósito relembrá-lo mais de dois mil anos depois de pronunciado: “Alea jacta est!” (A sorte está lançada!).

Henrique e, sua candidata ao Senado, “abram do olho”! Essa expressão tipicamente sertaneja é um aviso que não pode ser desprezado.

* Nas eleições de 1985 ocorreram disputas nas capitais de estados e territórios, além de cidades que eram estâncias hidrominerais ou que tinham importância estratégica sob ponto de vista militar. Ao todo, foram 201 cidades no país.

Categoria(s): Política

Comentários

  1. AVELINO diz:

    Com Dona Wilma Maia e o senhor João Maia conluiados no mesmo intuito com Henrique, só esse inocente governadorável não enxerga que vai perder muitos votos com tamanho cinismo, pois o povo honesto do RN, em sua maioria, e graças a Deus a maioria é honesta, não quer ser cúmplice disso aprovando com seu voto no presente o passado ilícito desses políticos “claramente famosos” e com passagens pala PF & apontados pelo dedão do MP… É uma só voz nas ruas de Natal: Henrique vai se ferrar por se acompanhar com pessoas dessa estirpe!!! PRO POVO, HENRIQUE PERDEU O RESPEITO E A CREDIBILIDADE HERDADOS DO SEU PAI…

  2. LUIZ TRINDADE diz:

    HENRIQUE DE BRAÇOS DADOS COM WILMA MAIA DE UM LADO E JOÃO MAIA DO OUTRO TEM O DESPAUTÉRIO DE IR PRAS TVs PEDIR “MUDANÇAS” AO POVO HONESTO DO NOSSO RN… SÓ SE FOR MUDANÇA PRA PIOR!!! O QUE MUDOU EM HENRIQUE ATÉ AGORA FOI A SUA “IDEOLOGIA” AO SE MISTURAR POLITICAMENTE COM POLÍTICOS DE CARÁTER DUVIDOSO E PROCESSOS EM JULGAMENTO NO STF… PERDEU, NENÉM!!!

  3. Ramilson diz:

    Cada um olha de acordo com seus interesses.

  4. marc diz:

    Parece q so os votos de Mossoró valem, os de natal não, colégio ,4 vezes maior q aqui, firaw Parnamirim, são Gonçalo, assu,todos com apoio ao PMDB, se ter prefeito como o PSD tem o de Mossoró da a vitória certa então Henrique ta bem,mais de 100 prefeituras. E votar em Silveirinha é uma coisa em Robson e outra.acredito na vitória de Henrique embora não vote nele. Mas o importa é não sera mais Rosalba para o bem de todos do RN.e pro senado acho q vou de Vilma,chega de PT.

    • luiz diz:

      engana-se, jah vi q vc nao conhece a regiao do vale do assu,lanao ha essa vontade para Henrique,nao sei bem \Natal e grande Natal.

  5. JB diz:

    CHEGOU A HORA DE DAR UM BASTA!!!!
    VAMOS ACABAR COM ESSAS OLIGARQUIAS QUE ESTÃO DESTRUINDO O NOSSO PAÍS !!!!

  6. bezerra diz:

    Essa vitoria de Silveira Jr. é o fim da era ROSADO em Mossoró?

  7. Antonio Augusto de Sousa diz:

    Seu artigo, como sempre, foi muito bem escrito, elucidativo até! Mas, se me permite, ouso discordar apenas num ponto. Não concordo com a semelhança que vc faz em relação ao pleito de 85, ocorrido em Natal entre Garbaldi x Dª Vilma. Não vejo naquele, atipicidade e digo porque: à vitória de Garibaldi, naquela ocasião, deveu-se ao sentimento de mudança que imperava naquela época por todo o país, após vinte e seis anos sem os eleitores das capitais poderem eleger seus prefeitos. Naquela época Garibaldi representava o novo, enquanto D. Vilma, representava o passado: -prefeitos impostos pela ditadura, ( o próprio governador de então, José Agripino, tinha sido um deles) -seu marido Lavoisier, ex-governador indicado pelos militares, Tarcísio Maia, etc. E, diga-se de passagem, à conduta ilibada do candidadto, as benesse do plano cruzado, oriundos do governo da “Nova República” etc. Mas, ninguém que queria votar num dos candidatos, foi impedido de fazê-lo!

    Aqui, Silveira, foi o grande beneficiado dos votos de Cláudia Regina, pois a adversária a ser batida, era Larissa, óbvio! Teve a enxurrada de abstenções, votos nulos, em branco, e até os candidatos dos partidos nanicos foram beneficiados! Claro. Tudo pelo não aceitação da cassação da prefeita eleita há sete meses passados! Estas foram as formas de protestos dos seus eleitores. E todos sabem do efeito de uma máquina administrativa numa eleição, só de lideranças comunitárias, 90% estavam do lado prefeito eleito. Custa acreditar que esses, estivessem apenas preocupado com o bem da cidade.

    Tenho orgulho de fazer parte deste forum democrático. Respeito à opinião de todos. Espero que respeitem à minha.

    • Carlos Santos diz:

      NOTA DO BLOG – Boa tarde, Antônio. A matéria fala sobre atipicidade, em relação à excepcionalidade do pleito, realizada apenas em capitais e poucas cidades brasileiras. Ao mesmo tempo, pode reler, mostramos que o resultado refletiu de alguma forma no pleito seguinte, com base nessa “onda” que você mesmo trata, mas já apontando o fenômeno do Plano Cruzado. Obrigado pela colaboração ao bom debate. ABraços

  8. Ramilson diz:

    Como é o fim da era Rosado. Isso é uma hipocrisia. Por trás dele está Fafá Rosado e Cia.

Trackbacks

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