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sábado - 27/08/2016 - 08:14h
Mossoró

Líderes estaduais têm pouco a oferecer à sucessão municipal


Qual o peso – na atual campanha municipal – de lideranças estaduais que num passado até recente eram muito aguardadas nos palanques políticos, em Mossoró?

Será que existe apenas um esvaziamento da influência de tradicionais lideranças locais (como abordado pelo Blog ontem – veja AQUI), ou também essas expressões de nível estadual estão em baixa?

Garibaldi e Fátima são lideranças que podem ser importantes à campanha municipal (Foto: montagem)

Os primeiros dias de campanha não empolgaram o eleitor. Os próprios candidatos apostam numa programação inicial com limitações que estão longe das manifestações do passado, quando ocorriam comícios, passeatas e carreatas expressivos.

Por enquanto, o ambiente mais efervescente é a Internet e suas redes sociais, com as campanhas descarregando propaganda e fomentando participação de seus militantes, numa guerra que é irreal diante do que é visto nas ruas. São dois mundos distintos.

Robinson Faria

No palanque do atual prefeito e candidato à reeleição, Francisco José Júnior (PSD), é difícil que apareça o líder estadual do seu partido que teve votações maciças ao Governo do Estado em Mossoró, governador Robinson Faria (PSD).

Até aqui, ele refugou até mesmo presença na convenção partidária do prefeito no início deste mês, num ambiente plenamente favorável. Escalou o filho e deputado federal Fábio Faria para esse fim.

Os dois têm profundo desgaste público no município, capaz de provocar um efeito oposto à energia de uma fusão nuclear: queda livre mais acentuada de ambos.

Henrique e Garibaldi

No palanque de Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora, liderança como do ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) não é vista como salutar, em face do seu envolvimento com escândalos de repercussão nacional.

Outro apoio, após anos sendo satanizada pelo rosalbismo, seria da ex-governadora e hoje candidata a vereador em Natal, Wilma de Faria (PTdoB). Por Mossoró, também não deve aparecer, mesmo tendo sido uma governante com bom acervo de realizações para o município.

Quanto ao senador Garibaldi Filho (PMDB), há maior leveza. Teoricamente pode acrescentar ao lado do seu PMDB à campanha de Rosalba, pois sofre menor desgaste e passa incólume a tsunami de escândalos nacionais.

Agripino

Em relação ao candidato Tião Couto (PSDB), seu partido já contou e deve contar com a presença do seu presidente estadual em Mossoró, deputado federal Rogério Marinho. Mas ele tem muito mais a capitalizar para 2018 do que acrescentar à votação do candidato Tião agora.

Henrique e Agripino: dois palanques (Foto: Câmara Federal)

Outro nome com Tião, é do senador José Agripino (DEM). Sua trajetória política em Mossoró sempre foi vinculada ao casal Rosalba-ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado. Hoje, sua referência local é a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) que levou o DEM para Tião Couto.

A participação de Agripino, do ponto de vista da imagem pessoal, num momento que o país caminha para fim da era PT, pode acrescentar ao discurso da chapa Tião-Jorge do Rosário (PR), mas provavelmente de forma residual.

O ex-deputado federal João Maia, dirigente estadual do PR, trabalhou para levar seu partido à coligação de Rosalba. Deverá ficar distante da sucessão, num colégio eleitoral em que tem escassa influência sua.

Fátima Bezerra

Com a candidatura de Gutemberg Dias (PCdoB), que traz como vice uma jovem militante do PT, Rayane Andrade, temos a atração esperada da senadora Fátima Bezerra (PT). Deve catalisar a participação da militância petista, mesmo num momento de desgaste de seu partido no plano nacional e flacidez local.

Já o candidato a prefeito Josué Moreira (PSDC), não tem qualquer político de expressão estadual o apoiando. O nome de maior representatividade é do vereador natalense e advogado Joanilson de Paula Rêgo.

Ele é dirigente da executiva do PSDC no Rio Grande do Norte, com largo conceito no meio forense, mas sem peso eleitoral em Mossoró.

Como chegou a definir o senador Garibaldi Filho sobre a política mossoroense, à época em que ainda era governador do Estado, “Mossoró é muito difícil”.  Se é! Ô!

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    “No palanque do atual prefeito e candidato à reeleição, Francisco José Júnior (PSD), é difícil que apareça o líder estadual do seu partido que teve votações maciças ao Governo do Estado em Mossoró, governador Robinson Faria (PSD).”
    De olho na campanha em 2018 não quer o Governador criar nenhuma área de atrito com a futura prefeita ou prefeito de Mossoró. E como Robinson não é muito de acreditar em milagres e sabe não possuir varinha de condão, prefere manter-se distante da disputa.
    “No palanque de Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora, liderança como do ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) não é vista como salutar, em face do seu envolvimento com escândalos de repercussão nacional.”
    Depois que a Rosalba assegurou presença no seu palanque de condenada por prática de improbidade em primeira instância, dizem que tem sido vista diariamente rezando pelo julgamento dos recursos SAL GROSSO. Mas só em ter se juntado com quem foi condenada por prática de improbidade sofreu desgaste terrível. Se acontecer a presença do Henrique Alves, o que deixou o Ministério do Turismo por ter conta bancária na Suíça, conforme foi amplamente divulgado na grande imprensa, adeus eleição.
    Quanto a Tião, ao se ombrear com a CASSADA Cláudia Regina, deixa bem claro que tipo de governo fará caso consiga vencer as eleições. Como empresário deveria saber melhor fazer a relação CUSTO/BENEFÍCIO.
    Gutemberg Dias deve logo advertir a senadora Fátima Bezerra que não vai tolerar que aqui ele passe outra rifa em benefício de LADRÃO milionário que está preso Particularmente não acredito que no dia da eleição esta candidatura ainda esteja de pé. Creio muito mais numa adesão ao prefeito.
    “Já o candidato a prefeito Josué Moreira (PSDC), não tem qualquer político de expressão estadual o apoiando.”
    Este não é o maior problema do Josué. Pelo contrário, este é o seu grande trunfo. Hoje estar apoiado por político profissional é aceitar perder votos. O problema maior do Josué é a falta TOTAL de recursos para tocar a campanha. Um dia eu ainda descubro o que fazem com o dinheiro do FUNDO PARTIDÁRIO e das doações feitas aos partidos. A verdade é que não chega um só centavo para as despesas de campanha. Até a gasolina os candidatos a vereadore e simpatizantes da candidatura têm que bancar. Acredito que Josué conseguirá obter uma votação bem maior do que a da última eleição. Isto se passar a ser mais receptivo a sugestões lógicas e racionais.
    Por enquanto vejo a polarização Rosalba X Silveirinha. E o mossoroense ficando entre a volta ao passado ou a mesmice que aí está. Pena que Tião tenha jogado fora tão grande oportunidade por ter dado ouvidos a políticos profissionais e, PRINCIPALMENTE, não estar sabendo se comunicar com os mossoroenses.
    Que Deus proteja Mossoró. Peço que Deus proteja Mossoró por não acreditar que ele tenha enviado Silveirinha para resolver os problemas desta cidade tão religiosa. Mesmo o Silveirinha dizendo a todo momento que Deus o enviou, eu continuo sem acreditar que Silveirinha tenha sido o escolhido de Deus.
    Deus mandou Silveirinha. KKKKKKKK
    ////
    OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS A QUALQUER INSTANTE. AGUARDEM!

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