sábado - 01/07/2017 - 10:56h
Mossoró

Mobilização política faz blitz para aprovação de contas de Fafá


Do Blog Carol Ribeiro, TV Cabo Mossoró (TCM) e Blog Carlos Santos

Na próxima terça-feira (03) os vereadores de Mossoró, mesmo em recesso, devem realizar sessão extraordinária para avaliar as contas municipais referentes a 2011, da gestão Fafá Rosado (PMDB).

A sessão foi convocada na última terça (27) e gerou discussão entre os parlamentares. O plenário questionou o porquê da matéria ter sido colocado neste momento final do semestre.

De acordo com os vereadores, se soma a isso o desconhecimento sobre o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a respeito dos números, que foram “aprovados com ressalvas”.

Fiscalização

O Blog Carlos Santos mergulhou nos bastidores desse intrincado caso (veja AQUI). Há pressa na aprovação das contas, até mesmo de “adversários” da ex-prefeita Fafá Rosado, incrustados no Palácio da Resistência (sede da municipalidade).

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o seu marido e líder político, Carlos Augusto Rosado – primo de Fafá -, não aparecem diretamente no enredo. Porém não estão alheios a ele. A bancada governista tem “independência” para aprovar sem questionamento as contas da adversária e ex-aliada do rosalbismo.

Rosalba e Fafá: passado, presente (Foto: Jornal de Fato)

Outra vez, a Câmara Municipal de Mossoró está no epicentro de discussões, longe do conteúdo técnico e avessa ao seu papel fiscalizador. Assume uma tarefa política de anteparo da ex-prefeita e de outras pessoas importantes ao seu governo.

A Casa pode mais uma vez abdicar de sua prerrogativa de defender o interesse público. Já ostenta o recorde de nunca, absolutamente nunca em toda sua história, ter instalado uma Comissão Especial de Investigação (CEI).

“Presunção de inocência”

O legislativo mossoroense adotou historicamente o princípio da “presunção de inocência” do executivo, como regra do seu trabalho, em vez do primado da desconfiança.

Por que a pressa? A quem interessa a aprovação em estilo vapt-vutp? Por que até adversários políticos estão empenhados nessa jornada?

Contudo mesmo no governismo, há vozes contrárias a essa urgência. A vereadora Sandra Rosado (PSB) recorre ao Regimento Interno da Casa para questionar esse imediatismo.

Já a presidente da Câmara Municipal, Izabel Montenegro (PMDB), não vê nada como “extemporâneo”. Isolda Dantas (PT), líder oposicionista, cobra zelo ao próprio mandato e obrigações do vereador.

Entre os vereadores, quase  ninguém ou ninguém conhece o conteúdo do calhamaço. Nem deverá conhecer melhor. Até aqui não houve tempo hábil para isso.

A costura política que foi desencadeada nesta semana – inclusive com reunião a portas fechadas na Câmara Municipal – visou sua aprovação. E ponto final. Terça-feira, 3, sairá o resultado prático dessa blitz.

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Categoria(s): Política

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    “Entre os vereadores, quase ninguém ou ninguém conhece o conteúdo do calhamaço. Nem deverá conhecer melhor. Até aqui não houve tempo hábil para isso.”
    E para a provar a doação do terreno mais isenção de impostos a uma empresa que aqui chegou prometendo milhares de empregos, CARTEIRA ASSINADA, foi preciso os vereadores saberem o que estavam aprovando?
    Esta empresa até hoje não diz quantos empregos com CARTEIRA ASSINADA gerou. Sabe-se que estagiários são muitos.
    ///
    EM QUE MILÊNIO OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS?

    • Inácio Augusto de Almeida diz:

      Muitos vereadores aprovam sem ler. Isto já aconteceu e continuará acontecendo.
      Em comentário anterior eu disse que debaixo desse angu tem caroço. E DOS GRANDES.
      ////////////
      EM QUE MILÊNIO OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS?

  2. RAIMUNDO NONATO SOBRINHO diz:

    UM CERTO VEREADOR CERTA VEZ USOU A EXPRESSÃO: NÃO SABEM FAZER UM Ô COM UMA QUENGA. SERIA MUITO DIZER QUE NESTE LEGISLATIVO TEM VEREADOR(A). QUE NÃO SABE COM QUANTAS SÍLABAS SE ESCREVE O NOME DE INDEPENDÊ? QUANTO MAIS ANALISAR AS CONTAS DA FAFÁ. MOSSORÓ CAPITAL DA CUTURA.

  3. Francisco das Chagas Veras Leite diz:

    Meu avô, João Ferreira Leite e meu tio-avô Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro não viram, mas eu vou ver: a derrocada da família Rosa. Deus é grande!

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