• Vale Norte - Nativa Comunicação
domingo - 25/12/2016 - 12:26h

O uso do tempo


Por François Silvestre

De minha parte, sobre o uso do tempo, sempre o fiz para viver. Sempre, e não me arrependo.

Leitura, escritura e trabalho são coisas para as sobras do tempo. E vez ou outra ainda dá para furtar algum tempinho dessas sobras para coisas fundamentais.

Fundamental é viver. O resto é sobremesa.

Num dos livros de Júnior de Maneco ele conta um fato que serve a esse texto. Diz ele que um amigo seu, não lembro do nome, informou que um jovem literato da terrinha, de cujo nome também não lembro, queria conhecê-lo.

E lá se foram os dois à casa do intelectual. Era hora da ceia. Foram recebidos pela empregada da casa, que os levou à sala de jantar.

O jovem intelectual estava tomando sopa e lendo um livro. Nem olhava para o prato.

Cumprimentou os visitantes e voltou à leitura.

Júnior de Maneco, vulgo Manoel Onofre, pensou: “Taí um homem que adora os livros”.

Foi a sua leitura do episódio. A leitura que fiz, ao ler o relato, foi diferente.

Pensei assim: “Taí um cabôco que detesta sopa”!

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Crônica

Comentários

  1. Marcos Pinto. diz:

    O parente Júnior, filho de Manoel Onofre de Souza (Maneco) e de Maria Cristalina Regalado Costa e Souza (Baiquinha) tem um pouco do perfil personalístico similar ao seu : – Ensimesmado, sorumbático, um genuino Ermitão com raízes na paradisíaca serra do Martins. O avô materno do Des. Júnior era primo legítimo de minha avó materna e antiga professora em Pau dos Ferros Amália Severiano da Costa Rêgo (dona Mirosa), nascida em Tabuleiro dos Bois, sopé da não menos paradisíaca serra de Portalegre.
    O Dr. Maneco foi Promotor e depois Juiz de Direito em Mossoró, e por isso tem o seu nome como patrono da Cadeia Pública Juiz Manoel Onofre de Souza, tendo eu sido seu Diretor no ano de 2004. Agora, quanto à peroração do instigante artigo, captei um rasgo de vaidade e/ou desatenção do dito intelectual para com dois amigos e também intelectuais de escol. Forte abraço.

  2. Marcos Pinto. diz:

    Em adendo ao comentário anterior: O avô materno do Des. Manoel Onofre Júnior – o digno e probo Jurista João Vicente da Costa foi Juiz de Direito em Pau dos Ferros-RN em 1927, tendo arregimentado forte arsenal de armas e munições e, ainda, convocou amigos e cidadãos para defenderem a cidade, o que deve ter constituído motivo para que o bando de Lampião não a atacasse. Foi Deputado Estadual e Desembargador, com renomados acórdãos e jurisprudências, que foram compiladas e transformadas em livro com o título “PELA JUSTIÇA”, densamente utilizado como subsídio pelos doutos Magistrados à época de sua publicação.

  3. naide maria rosado de souza diz:

    Identificado um dos personagens e seu futuro brilhante chego à uma conclusão. Nem o literato era mal educado e talvez gostasse de sopa. Só que comia com o cérebro. A sopa era um adendo.
    O cérebro tem fome , assim como o estômago. É uma fome que se torna quase devoradora. E doi!

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