terça-feira - 24/10/2017 - 10:04h
Assembleia Legislativa

Rosalbismo segura pesquisa com baixa aceitação de Lorena

Filha de prefeita é postulante à Assembleia Legislativa, mas mostra pouca aptidão para política

O rosalbismo guarda até mesmo de aliados e colaboradores próximos, números de pesquisa que encomendou sobre quadro administrativo e político em Mossoró. Especialmente, em relação à postulação da secretária do Desenvolvimento Social Lorena Rosado (PP).

A ordem é evitar divulgação. Os números são sofríveis.

Preocupam, mesmo com a estrutura da municipalidade já azeitada e em pleno funcionamento à popularização do seu nome à disputa à Assembleia Legislativa em 2018.

Lorena Ciarlini deverá ser puxada pela mãe Rosalba, a exemplo do que foi feito com a tia Ruth Ciarlini no passado

Filha da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), Lorena passou muitos anos residindo fora de Mossoró e até do estado, não tendo qualquer identidade com a própria pasta que ocupa. Chega a ser uma estranha em Mossoró, onde voltou a residir há pouco tempo.

Sua inaptidão à atividade assistencial e à política precisará ser vencida pelo esforço da própria prefeitura, além do prestígio pessoal e trabalho hercúleo que sua mãe costuma empreender em campanha.

Lorena já é comparada à tia Ruth Ciarlini (DEM), sempre carregada eleitoralmente por Rosalba e sob a força da máquina municipal. Ela foi eleita duas vezes (1998 e 2002) à Assembleia Legislativa – época em que a irmã era prefeita. Não emplacou o terceiro mandato consecutivo, quando a prefeitura passou a ter a enfermeira Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB) como inquilina.

Moeda de troca

Em 2012, o rosalbismo chegou a costurar a renúncia da então prefeita Fafá Rosado para viabilizar a candidatura à prefeitura da então vice-prefeita Ruth Ciarlini. Estava “tudo certo” à renúncia. A moeda de troca, entre outras vantagens, era a sua indicação para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), pela governadora Rosalba Ciarlini.

Mas o assunto vazou e virou escândalo antes mesmo que pudesse ser consumado.

O acordo entre as partes foi descartado, quando o chefe de Gabinete e irmão de Fafá, agitador cultural Gustavo Rosado, disse “não” e passou a apoiar o nome da vereadora Cláudia Regina.

Outro ponto que pesou contra à viabilização de Ruth, mesmo com apoio da irmã e governadora, foram várias pesquisas apontando baixíssima aprovação ao seu nome. Era ultrapassada até pelo então vereador governista Chico da Prefeitura (DEM) e Cláudia Regina, que posteriormente venceu o pleito (mas foi cassada).

Acordo desfeito

A desistência da candidatura de Lorena Ciarlini a deputado estadual não pode ser descartada, mas é pouco provável que exista um recuo nessa ideia férrea da mãe-prefeita. Questão de raciocínio lógico e história que mostram isso.

Vicente sobrou (Foto: arquivo)

Foi assim quando a prefeita Rosalba Ciarlini quis a mana Ruth para deputado estadual, em 1998 pela primeira vez.

O nome que já tinha sido definido pelo rosabismo à Assembleia Legislativa era do então presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Vicente Rêgo. Estava tudo resolvido.

Entretanto Rosalba enfrentou até a palavra empenhada do marido e líder do grupo, Carlos Augusto Rosado, para se fazer ouvir e demanchar o compromisso com Vicente Rêgo. E foi clara: “Eu quero Ruth!”

E assim aconteceu. Ruth foi eleita pela primeira vez.

Vicente, um “quase eleito”, sobrou.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
segunda-feira - 02/10/2017 - 09:38h
Mossoró

O recado de Cláudia Regina em sua esquete no teatro político


Apesar de não ocupar qualquer cargo público, com afastamento compulsório de qualquer atividade institucional, Cláudia Regina (DEM)  ocupou espaço de destaque na sessão solene da Câmara Municipal de Mossoró, à noite de sexta-feira (29), no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.

Chamada para entregar títulos de cidadania a homenageados por proposição do seu “pupilo”, vereador Petras Vinícius (DEM), a ex-prefeita cassada de Mossoró foi levada ao palco pelo próprio parlamentar. O vereador foi buscá-la na plateia e depois subiu – lentamente – os degraus de mãos dadas com ela, até a ribalta.

Petras e Cláudia ladeiam homenageado: atrás deles, Larissa, Rosalba e outras autoridades (Foto: Web)

A excepcionalidade não parou por aí.

Cláudia Regina fez questão de cumprimentar uma a uma as autoridades que estavam à mesa. Não dispensou olhos nos olhos de cada uma delas. Provocou sorrisos constrangidos em algumas.

Simbolismo

Algumas fazem parte de sua história política muito recente: prefeita Rosalba Ciarlini (PP), de quem era aliada e foi apoiada, depois se distanciando; deputada estadual e sua adversária no pleito conturbado de 2012, Larissa Rosado (PSB), além do juiz José Herval Sampaio Júnior, que lhe sentenciou várias vezes com cassação de mandato.

Nitidamente a ex-prefeita mandou um recado para muita gente, atônita, que não conseguiu fazer a leitura integral de sua esquete política no Teatro Municipal.

É simples.

Está viva. Aguardem-na num futuro próximo.

O evento de sexta-feira ficou carregado de simbolismo. A semiótica explica.

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Categoria(s): Política
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domingo - 30/07/2017 - 09:16h

Esse monstro chamado violência


Por Gutemberg Dias

A segurança pública no âmbito do município de Mossoró, assim como no estado do Rio Grande do Norte, é um grande problema que precisa de solução urgente independente de cores partidárias. Esse monstro de mil formas é onipresente e assustador.

Esse ano só o estado teve caminha célere para alcançar marca de 1.500 homicídios, a maioria provocada por armas de fogo. Se comparado com o mesmo período do ano anterior já se tem um aumento de aproximadamente 22%. Em Mossoró os números são uma reprodução do que acontece no estado e até agora já são mais de 140 homicídios.

Os números apresentados são do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), que faz levantamento com base em metodologia científica e não tem ligação com qualquer entidade partidária.

Diante dos números fica a pergunta que muitos fazem todo santo dia: – o que fazer para solucionar esse grave problema? Existe solução a curto prazo?

Sei que não é fácil resolver esse sério problema que em suma é de competência da gestão estadual, já que é ela a responsável pela segurança pública no âmbito institucional, principalmente, quando grandes facções criminosas (PCC e Sindicato do Crime) duelam pelo poder e agravam ainda mais o quadro geral.

Mas, voltando à questão da segurança em Mossoró. Hoje está claro que a gestão municipal não tem foco nessa área e que as ações administrativas, pelo menos aparentes, não seguem uma sincronia com as envidadas pelo governo do estado. Isso ficou claro quando a gestora municipal discordou em público do gestor estadual quanto as ações de segurança para o município (veja link para matéria ao final desse artigo).

Com o encerramento do programa das BIC’s (Base Integrada Cidadã) que foi uma das bandeiras dos dois últimos gestores (Cláudia Regina e Francisco José) pela atual gestão, o município praticamente extinguiu ações mais efetivas de combate à violência.

Defendo que o município seja parceiro do estado na organização de estratégias de combate a violência. Isso é possível devido Mossoró ter uma secretaria voltada a segurança pública e ter um grande efetivo de guarda civil, ou seja, a base já está pronta.

A Guarda Civil Municipal com um contingente de mais de 300 homens tem um papel importante no relacionamento com a população. Acredito que ela deva ser utilizada no modelo de polícia de aproximação e estar muito mais presente junto à população.

Podemos dizer que ela poderia ser o grande elo entre o povo e a Polícia Militar que, constitucionalmente, é a responsável direta pelas ações de enfrentamento.

O Gabinete de Gestão Integrada (GGI) que se reúne basicamente em momentos de crise, deveria ter um calendário regular para que os entes que fazem a gestão da segurança pública possam dialogar constantemente. Tenho plena convicção que muitos projetos poderiam ser gestados no âmbito do GGI com foco no enfrentamento dessa grave crise que assola o sistema de segurança pública.

Em paralelo, o município poderia desenvolver ações voltadas à juventude nos bairros periféricos, principalmente, nos mais susceptíveis ao domínio do tráfico de drogas. Essas ações poderiam se alicerçar na implantação de projetos voltados ao esporte e cultura que consigam atrair a juventude e mantê-la longe das ruas e da influência deletéria do crime organizado.

Ainda, é importante frisar o papel da escola na discussão permanente desse tema. Dessa forma, a sala de aula deve ser mais um campo de difusão de práticas que impulsionem o distanciamento dos jovens da influência do crime organizado.

Escuridão

Outro ponto, que o próprio Blog Carlos Santos já salientou em várias postagens, alertando para maiores condições à prática de crimes, é a iluminação pública. Mossoró está às escuras, do centro à periferia. Nem o chamado “bairro nobre” do Nova Betânia escapa a essa realidade.

Diante disso, fica claro que o município de Mossoró tem muito a oferecer em relação ao enfrentamento da violência. Para isso é preciso muita organização e parceria com o governo do estado para que os projetos possam efetivamente acontecer.

Na atual crise que vive a segurança pública no estado e, obviamente, o reflexo acontece nos municípios, a junção de forças é de extrema importância para que tenhamos resultados efetivos. Bem como, os gestores precisam entender que esse problema é generalizado e sem parceria não chegarão a canto algum.

De um modo geral, o povo não precisa de um governador, prefeito ou seja lá o que for da segurança; na realidade o povo precisa de um estado forte que atue integrado para lhe dar, pelo menos, a sensação de segurança.

Leia também: Robinson cobra Rosalba por apoio à segurança e ela se esquiva AQUI.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

Categoria(s): Artigo
sábado - 24/06/2017 - 09:50h
Tião Couto

Aniversário de ex-candidato a prefeito junta muitos políticos


O aniversário do empresário Tião Couto (PSDB), ex-candidato a prefeito de Mossoró (2016), reuniu fauna diversificada do universo político, empresarial e social de Mossoró, região e estado.

Ocorreu à noite dessa sexta-feira (23), em sua fazenda às margens da BR-110 (Mossoró-Upanema).

Políticos e empresários posaram em evento promovido por Tião Couto (Foto: cedida)

Por lá não pousaram apenas “tucanos’ como os deputados Gustavo Carvalho e José Dias, além do federal Rogério Marinho.

Também estiveram nomes de outros matizes, como ex-prefeita mossoroense Cláudia Regina (DEM), dirigente estadual do PR ex-deputado federal João Maia, desembargador Cláudio Santos e empresário Marcelo Alecrim.

O presidente estadual do PSDB, deputado Ezequiel Ferreira, não prestigiou a festa denominada de “Arraiá do Tião”.

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Categoria(s): Política
domingo - 04/06/2017 - 04:22h
Entrevista

Cláudia Regina vê situação delicada com gestão Rosalba


O Blog Carlos Santos reproduz a série “6eis Perguntas”, inaugurada no dia passado pelo Blog da Chris. Na estreia, bate-papo de Christianne Alves com a ex-prefeita mossoroense Cláudia Regina (DEM).

Cláudia Regina evita falar em planos políticos em relação ao seu futuro, ao ser entrevistada (Foto: Web)

Segundo a entrevistadora, ela é “uma mulher competente, super carismática que já firmou seu nome nos anais da política mossoroense”.

Nesta entrevista, ela fala de suas atuais atividades, opina sobre a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e anuncia seus planos para o futuro, além de contar um pouco da missão religiosa que desempenhou no estado do Pará, ano passado.

Depois das últimas eleições, que trabalhos e ações vêm desempenhando a ex-prefeita Cláudia Regina?

Os trabalhos e ações que sempre desempenhei: ou funcionária pública estadual, assessora jurídica e trabalho na sede da II URSAP em Mossoró;  membro municipal e estadual do DEM atuando nas ações partidárias e continuo fazendo os trabalhos sociais e religiosos  que enchem a minha alma de paz.

No ano passado, a senhora participou de uma missão sócio-religiosa no estado do Pará. Conte-nos como foi esta experiência.

Fui enviada por Dom Mariano, nosso bispo diocesano a uma missão no Pará. Serei sempre grata por esta oportunidade que mudou a minha vida. Nada ficou no lugar, tudo se transformou e ganhou outras cores e entendimentos. Aprendi que não importa a quantidade, e sim, se é o Suficiente para ficar em paz comigo mesmo e em plena harmonia com Deus. Na convivência com os ribeirinhos, aprendi a pescar/caçar de arco e flecha, dormir tendo as estrelas como cobertor, nadar com os botos, ter como única alimentação farinha/peixe, sentar e ouvir os ensinamentos dos anciões, enxergar o brilho da esperança nos olhos das crianças e a Amar e Servir sempre. Foram ensinamentos que trouxe para toda a vida!

Como a senhora vê a atual crise política no âmbito nacional, onde vários políticos estão sendo denunciados por atos de corrupção? Qual a saída para a crise?

O brasileiro é um povo bravo, mas sofrido… Com mais de 120 milhões distribuídos numa pirâmide social, onde o poder público não oferece com dignidade os serviços básicos, saúde, educação e segurança. Nós elegemos os políticos como nossos representantes, com o compromisso de zelar pelo bem estar de todos.

A descrença e a falta de interesse em política alimentam por si só, este sistema corroído. Por isso, acredito e defendo a força da participação popular.

Temos que cobrar dos nossos representantes, a quem elegemos através do voto, que concretizem suas promessas de campanha, que atuem com retidão, honestidade, transparência e espirito público.

Como a senhora analisa os primeiros cinco meses da gestão de Rosalba Ciarlini (PP)?

Atualmente vejo com preocupação a situação que vivenciamos em nosso município.

Uma gestão pública eficiente e eficaz que atenda os anseios e necessidades da população, precisa ter Planejamento Estratégico,  Controle dos gastos públicos, Transparência nos atos, Parcerias públicas/privadas e Participação Popular.

A ausência da utilização de alguns destes mecanismos agrava consideravelmente o quadro da gestão pública municipal.

Como exemplo,temos a violência numa crescente constante, vitimando principalmente os jovens, que, sem perspectivas , enveredam para o caminho das drogas e da contravenção. O poder público precisa urgentemente criar um Programa direcionado a Juventude, com ações integradas  proporcionando arte, cultura, lazer, capacitação e inserção no mercado de trabalho. Para isso, necessário se faz, utilizar todos os mecanismos de gestão acima citados.

Foi lançando mão desses mecanismos de gestão, que consegui quando gestora em 2013, trazer para Mossoró a A&C, empresa que emprega três mil famílias. Digno de registrar, que de lá pra cá já são quatro anos sem um novo empreendimento na nossa cidade.

Em tempos de crise, ai é que precisamos mesmo ser proativo!

Quanto à atual legislatura, a senhora a vê como um avanço ou retrocesso em relação às legislaturas anteriores?

Cada legislatura  com suas peculiaridades.  Mas, acredito no potencial dos edis e que irão honrar o voto de confiança que lhes foi dado pelo povo.

Quais os planos e projetos futuros?

Planos e Projetos de Vida… [...risos...] continuar acreditando, construindo e defendendo as minhas verdades: num Deus que tudo pode,  no Amar e Servir sempre e na força da União das pessoas.

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Categoria(s): Política
sábado - 13/05/2017 - 18:10h
Mossoró

PSDB elege filho de Tião Couto para sua presidência


O PSDB realizou Convenção Municipal hoje em Mossoró, na Câmara Municipal. Elegeu o empresário Diego Couto como presidente. Ele é filho do empresário e ex-candidato a prefeito Tião Couto, que até então presidia o partido.

Entre os participantes do evento estiveram o deputado federal Rogério Marinho e o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira, bem como a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) e o empresário Jorge do Rosário, ex-candidato a vice-prefeito na chapa de Tião Couto.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 20/04/2017 - 12:05h
Tensão

Rosalba prioriza em Brasília defesa contra Operação Lava Jato

Prefeita tem agenda com Henrique e Agripino, além de advogados, para enfrentar denúncias delicadas

O desembarque da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) essa semana de novo feriadão, em Brasília, não tem apenas uma agenda administrativa em curso. Há uma delicada pauta política sendo cumprida distante das câmeras e do roteiro oficial. Não poderia ser diferente.

Rosalba foi posta em destaque em rede nacional, ao aparecer em lista de supostos beneficiados com caixa 2 (Foto: reprodução)

Sua citação como suposta beneficiária de Caixa 2 para a campanha estadual de 2010, com recursos proveniente do farto capital espúrio da Construtora Norberto Odebrecht (veja AQUI e AQUI), mexeu com a imagem da governante. Emocionalmente, também.

Passou a ser prioridade que sejam estabelecidas estratégias de defesa judicial e reação no marketing pessoal-institucional, em face da dimensão que toma o rolo-compressor das delações premiadas de executivos da Odebrecht. Há uma metástase na classe política do país, com alcance de Mossoró e Rio Grande do Norte.

Em Brasília, Henrique é companhia de Rosalba (de perfil) na agenda administrativa e tensões políticas (Foto: cedida)

Encontros

Ela tem encontros definidos com advogados e líderes políticos igualmente citados, como o ex-deputado federal Henrique Alves e o senador José Agripino (DEM).

Rosalba fora largada pelos grupos de Henrique e Agripino ao final do seu governo, em 2014. Depois de adernar, afundou sozinha.

Vingou-se politicamente, ao avalizar em Mossoró a candidatura ao governo do seu vice-governador dissidente, Robinson Faria (PSD), contra o próprio Henrique, que recebeu apoio e fez aliança com Agripino. Eram as eleições de 2014.

Meses depois, Rosalba refluiu do afastamento. Começou novo processo de reaproximação de ambos, nos intramuros do delicado processo que colocava seus direitos políticos em jogo no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Safou-se.

Rosalba, Henrique e Agripino juntos de novo

Recomposição política fechada, Rosalba teve apoio de Henrique em minuciosa costura política às eleições municipais do ano passado, quando se elegeu pela quarta vez à Prefeitura de Mossoró. Agripino, por fissura nas relações entre Rosalba e sua liderada e ex-prefeita Cláudia Regina (DEM), ficou equidistante do prélio eleitoral. Contudo, sem se revelar alheio.

Agora e para 2018, os três estão umbilicalmente ligados por conjunção de interesses eleitorais e por apreensões relativas à Operação Lava Jato. A delação em escala industrial dos executivos da Odebrecht é apenas parte dos problemas que bate à porta dos três.

Informações de bastidores apontam que o pior se forma no tocante a outras delações, como dos executivos da construtora baiana OAS. Ela esteve à frente do consórcio que construiu o bilionário Arena das Dunas, equipamento multiuso utilizado em escassos jogos da Copa do Mundo de 2014.

Antes de qualquer hipotético embaraço com delações da OAS, Rosalba já vive às voltas com auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que produziu relatório que lhe compromete (veja AQUI e AQUI a sua posição sobre o caso). O problema veio à tona ano passado.

AUDITORIA

(…)“Parece clara a irresponsabilidade da gestão da época (governo Rosalba Ciarlini) quando contratou sem os devidos estudos técnicos de viabilidade da PPP (Parceria Público Privado) ora em comento. Agiu tal gestão assim de forma supostamente imprudente e negligente com a coisa pública, prejudicando as finanças do Estado com um empreendimento incapaz de atender qualquer das necessidades preponderantes da sociedade potiguar”.

Segundo a auditoria do TCE, o erário estadual estaria condenado a um rombo de mais de R$ R$ 451 milhões ao longo de 15 anos, em face de negligência governamental, que teria movido o empreendimento a sobrepreço (superfaturamento).

Rosalba contou à época com o então presidente nacional do PTB, Benito Gama, como seu secretário de Desenvolvimento Econômico. Ele foi importado por ela para o cargo. Até hoje, é difícil de se justificar sua escolha, além do fato de ser baiano como a OAS.

Benito deu as costas para RN e voltou à Bahia (Foto: arquivo)

O secretário extraordinário para Assuntos Relativos à Copa do Mundo, Demétrio Torres, esteve à frente das obras e foi uma indicação do senador José Agripino. É outro enrolado pela auditoria do TCE.

Sair desse emaranhado de suspeições, tanto no campo judicial como político, é missão hercúlea que liga Rosalba a seus tutores políticos de agora, Henrique e Agripino.

Sobreviver ao lamaçal que não para de subir, é imprescindível porque eles deverão estar próximos em 2018. Acordo está firmado assim.

Com gestão municipal se sobressaindo (o que até o momento não ocorre) e imunizada da Operação Lava Jato, Rosalba será importante indutora de voto para retorno de Henrique à Câmara Federal e à reeleição de Agripino.

Sua estada em Brasília tem razão de ser muito além das demandas da Prefeitura Municipal de Mossoró. Faz sentido.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 06/04/2017 - 10:46h
Abandono

“Coleção Mossoroense” retrata face real da “Capital da Cultura”


Por Caio César Muniz

Conheci a Fundação Vingt-un Rosado um ano após a sua criação. Fui levado por Cid Augusto para iniciar o processo de publicação do meu primeiro livro. Naquele ano também surgiriam para a nossa literatura os poetas Marcos Ferreira e Genildo Costa, Cid Augusto já estava na seara, já era gente grande.

Em 1999 fui procurado por Vingt-un Rosado para digitar UM livro, depois, sem uma conversa prévia, digitei dois, três, mil livros… Me tornei um auxiliar próximo de Vingt-un. Que sorte a minha! Não pelo emprego, mas pela oportunidade da convivência. De 1999 a 2005 tive um aprendizado sem igual.

Acervo da "Coleção Mossoroense", um trabalho de muitas décadas, virou amontoado de papel e caixas (Foto: Caio César Muniz)

O dinheiro da Fundação vinha de pequeno convênio quase permanente com a Prefeitura Municipal de Mossoró. Nos tempos de Vingt-un ele comprava de papel, de insumos gráficos, depois, com a necessidade de sairmos do ambiente familiar da casa de Vingt-un e ocuparmos um espaço mais neutro, este pequeno convênio servia para pagar o custeio da Fundação: (aluguel, água, luz, telefone, funcionários).

Nunca foi pago em dia, mas saía. Firmamos convênios paralelos, mas específicos para fins de publicação, não podiam ser aplicado e outros fins.

Desde o final do último mandato da prefeita Fafá Rosado (PMDB) a coisa começou a ganhar conotações catastróficas. Os atrasos se tornaram muito grandes e as renovações não aconteceram. Também foram ignorados por Cláudia Regina (DEM) e por Francisco José Júnior (PSD).

Com isto, há cerca de quatro anos, a coisa se tornou insustentável. Era preciso Reduzir custos ao máximo e a Fundação deixou uma sede ampla e acolhedora para ganhar rumos incertos.

Uma organização do acervo, realizado por professores e alunos do curso de História da UERN, foi por água abaixo. Três ano de trabalho e recursos jogados fora.

Aquela mudança dividiu o acervo: uma parte para o Museu do Sertão, na comunidade de Alagoinha, mal acondicionado, empilhado, exposto à umidade e poeira. Outra parte foi para uma residência em um bairro de Mossoró.

Nestas mudanças, sem pessoas qualificadas para tal, só Deus sabe o quanto foi perdido de obras raras da biblioteca particular de Vingt-un, de documentos, de obras da Coleção.

No final do mandato de Francisco José Júnior, para dar uma resposta, mesmo que rasa e paliativa, os acervos foram novamente transferidos de ambiente, agora para o piso superior do Museu Lauro da Escóssia.

Empilhado, empoeirado, sem acesso ao público. Novamente imagine-se no quanto se perdeu do acervo pela má condução.

Nós, os funcionários, fomos dispensados, não havia mais como arcar com a bola de neve que estava se tornando o atraso de salários. A gráfica foi desativada.

Há de se ressaltar aqui o empenho do diretor-executivo Dix-sept Rosado Sobrinho. Somos testemunha do seu esforço, até aqui em vão para erguer a Fundação.

Retirou do seu próprio bolso, comprometendo inclusive seu patrimônio pessoal, recursos consideráveis até aqui.

Agora o acervo faz a sua quarta mudança de local. Vai para a Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte. Confio na inteligência e experiência de pessoas como Eriberto Monteiro e Maurílio Carneiro, além de Raniele Costa,que continua realizando o seu trabalho junto à Fundação.

Acho que, enquanto a Fundação Vingt-un Rosado não tiver uma sede própria, ela não estará segura. Assim, mesmo sem apoios financeiros, ela estará guardada em definitivo em local apropriado.

Aos chefes da política e da da cultura de Mossoró, só um pedido: não deixem este patrimônio se perder (mais ainda), tenham sensibilidade para com o nosso passado para que tenhamos um futuro mais digno.

PS: Hoje (06 de abril) a Fundação Vingt-un Rosado completa 22 anos. Em sua história, nada, nunca foi fácil, mas agora está muito, mas muito pior.

Nota do Blog – Em Mossoró, há a disseminação errônea de que vivemos numa “Capital da Cultura”. O epiteto não lhe cabe. É outra falácia, outra mentira deslavada que faz parte da construção de um imaginário de poder, carregado de personalismo politiqueiro.

Na verdade, Mossoró é cemitério da cultura. Os casos se multiplicam, com destruição do seu corredor cultural arquitetônico – também por muitos Rosado, que se apresentam em propaganda como seus guardiões.

E tudo pode ficar ainda pior, pois a prioridade é a “política de eventos”, para parecer que se faz cultura e continuar mitificando gente que entende e gosta de cultura, tanto quanto eu de física nuclear.

Pobre Mossoró!

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Categoria(s): Artigo / Cultura
  • Repet
segunda-feira - 03/04/2017 - 21:48h
Mossoró

“Parque Municipal” é abandonado por nova gestão


Do Blog Carol Ribeiro

Parque tem pista tomada pelo mato (Foto Carol Ribeiro)

Dentre as muitas promessas de melhoria para Mossoró feitas por Rosalba Ciarlini (PP), o Parque Municipal não está entre elas. Desde que foi eleita, incluindo a mensagem anual, a gestora não mencionou nem o equipamento, nem o meio ambiente de uma forma geral.

Nesse período de chuvas é visível a falta de manutenção no parque, que também não conta mais com segurança do município. O matagal acumulado já chega até a fechar parte da pista destinada à prática de esportes.

O que deveria ser estacionamento é tomado por uma lagoa de água da chuva acumulada. Algumas placas de marcação de quilometragem já não existem mais.

Gestão passada

Localizado em uma área do IBAMA, o Parque Municipal Maurício de Oliveira foi entregue pela gestão passada, após uma parceria com a AeC (ainda da gestão Claudia Regina-DEM, quando a empresa se instalou na cidade), que construiu o que existe hoje do parque, com o valor de R$ 500 mil.

As outras etapas do parque – que, segundo propaganda inicial,  deveria contemplar estacionamento, quadras poliesportivas, minicampo de futebol de areia, trilhas ecológicas e de bicicleta, praça de convivência e alimentação – seriam construídas pela Prefeitura, e estavam orçadas em R$ 2 milhões.

Obviamente, a gestão Francisco José Junior (PSD) não saiu dos primeiros passos, e o que se encontra hoje são ruínas das construções que foram iniciadas.

Nota do Blog Carlos Santos – A iniciativa do ex-gestor, que esta página chegou a desacreditar, foi um profundo acerto e merece cuidado por ser um bem coletivo e abraçado instantaneamente pelo mossoroense.

Abandoná-lo à própria sorte é desabonador para nova gestão e, em essência, uma forma de negar o empreendimento como acerto do antecessor.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 20/03/2017 - 21:56h
Buraco previsto

Previ tem rombo que foi antecipado ainda em 2015


O presidente do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (PREVI MOSSORÓ), Elviro Rebouças, apresentou um diagnóstico do quadro econômico-financeiro da autarquia. Os números não são surpresa nem devem chocar ninguém.

Elviro revelou que a Prefeitura de Mossoró tem uma dívida superior a R$ 20 milhões com a Previ, entre repasses não feitos e parcelas de parcelamentos de dívidas não quitadas. Somente as parcelas atrasadas representam um volume de recursos da ordem de R$ 7.850.840,95.

Há muitos meses que boa parte da imprensa já tinha antecipado esse cenário. Em 2015, o caso quase resultava no afastamento temporário do então prefeito Francisco José Júnior (PSD). Um grupo de vereadores chegou a denunciá-lo diretamente à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), em vão.

Veja matérias sobre esse assunto, ainda no ano de 2015, clicando nos links abaixo:

- Rombo na Previ passa dos 15,6 milhões AQUI.

- Previ tem rombo crescente e informações desencontradas AQUI.

Ano passado, uma auditoria do Ministério da Previdência Social, cujo resultado foi encaminhada ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, provocou a Procuradoria Geral de Justiça a abrir investigação criminal contra o prefeito de Mossoró, Francisco Silveira Júnior. As ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) e Fafá Rosado (PMDB) – veja AQUI – também foram envolvidas.

Durantes sete meses consecutivos, de Junho a Dezembro de 2016, o Município abateu a contribuição previdenciária dos servidores, mas não fez o repasse de uma quantia total de R$ 8.933.521,42 para a Previ.

Descalabro

Elviro acrescentou ainda que a Prefeitura de Mossoró também não repassou valores de contribuição patronal que representaram R$ 3.432.324,93, totalizando uma dívida de R$ 20.216.687,30.

“Trata-se de descalabro muito grande, num momento em que a Prefeitura se encontra em dificuldade financeira”, criticou.

Elviro apresentou esse relatório ao Conselho Previdenciário do Previ-Mossoró, na última sexta-feira (17). Ele e esse colegiado voltarão a se reunir na próxima quinta-feira (23). Vão discutir medidas cabíveis que possam ser adotadas.

Nota do Blog – Uma pergunta precisa ser respondida pelos membros do Conselho Previdenciário: o que eles fizeram para evitar esse “descalabro”. Se esse colegiado não tem poderes para agir preventiva e saneadoramente, qual o valor de sua existência?

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Categoria(s): Administração Pública
sábado - 11/03/2017 - 12:32h
Bravo!

“Viva Rio Branco” será retomada nesse domingo


O “Viva Rio Branco” voltará a contar com aula de dança e ritmos na conhecida praça dos patins. A programação será retomada neste domingo (10), a partir das 18h.

A interdição do trecho que compreende o Corredor Cultural inicia às 16h, onde o local fica disponível para a prática de atividades esportivas e de entretenimento como caminhada, corrida, ciclismo, patins.

As aulas serão realizadas através de uma parceria também com a iniciativa privada, onde empresas locais atuarão como parceiras.

A Secretaria de Educação, Esporte e Lazer pretende, em breve, dar início a uma nova fase do Viva Rio Branco, que será chamada de Viva Mossoró, com ações descentralizadas para outros bairros.

Nota do Blog – Boa iniciativa resgatar essa ideia da época da prefeita Cláudia Regina (DEM), mantida pelo sucessor Francisco José Júnior (PSD).

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

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Categoria(s): Administração Pública
domingo - 05/02/2017 - 03:56h

Não adianta chorar o ouro negro ‘derramado”


Por Gutemberg Dias

Os royalties de petróleo para o município de Mossoró, desde a década de 1990, passaram a ter grande importância nas receitas municipais, principalmente, a partir do ano 2000 quando efetivamente o município passou a receber sistematicamente os repasses dessa fonte.

Para se entender um pouco o quanto esse recurso foi e, talvez, ainda seja importante para o município, basta ver que em 2000 os cofres públicos receberam R$ 5.109.693,30 equivalente a 6,08% de toda a receita daquele ano. Já em 2004 o montante arrecadado de royalties foi  R$ 32.090.378,00 equivalente a 18,36% de toda a receita do município no respectivo ano.

Vale destacar que o período acima descrito corresponde ao último mandando da prefeita Rosalba Cialini (PP), que agora está iniciando o quarto mandato na municipalidade. Esses números revelam como a gestora teve diferencial que antecessores nunca experimentaram na Prefeitura.

Àquela época, Rosalba disponha de uma margem grande dos recursos advindos dessa fonte, potencializando investimentos no município.

A partir de 2005 até 2014 a série histórica das receitas com royalties de petróleo passa a ser crescente, tendo seu pico no ano de 2013, quando o município arrecadou o montante de R$ 47.104.697,30.

Vale destacar que no ano de 2014 a arrecadação foi um pouco menor (R$ 46.370.731,95).

Já em 2015 observa-se uma queda muito grande em relação ao ano anterior (R$ 26.775.727,88), ou seja, correspondendo a uma redução de 42,25%.

Em 2016 existia uma previsão de arrecadação na ordem de 15 milhões de reais. Ao se fazer a relação royalties x receitas, previa-se algo próximo a 3% de toda a receita do município nesse ano. Estou usando o termo previsão, pois não disponho dos números fechados para esse período, apenas inferências de valores arrecadados até o mês de junho e a previsão de arrecadação até dezembro.

Voltando a fazer a relação entre a arrecadação com royalties e a receita total do muncípio ao longo dos anos, observa-se que de 2004 até 2008 existe uma redução percentual da ordem dos 18% para 12% e, até o ano de 2014, o município conseguiu manter uma média de 10%.

A partir desses dados podemos dizer que os gestores municipais, desde o mandato iniciado por Rosalba Cialini em 2000, passando por Fafá Rosado (2005 a 2012), Claudia Regina (2013), não tiveram um mínimo de problemas com essa fonte de arrecadação. Com Francisco José Júnior (dezembro de 2013 a 2016), houve oscilação para baixo, de modo mais acentuado.

Vale destacar que o governo de Fafá Rosado manteve uma estabilidade entorno dos 10% e se comparado as demais gestões, conseguiu, teoricamente, ter maior poder de manobra sobre os recursos, já que manteve uma arrecadação superior aos 35 milhões de reais ano.

Por fim, a partir de 2015 essa relação volta aos patamares do ano 2000, deixando a municipalidade sem margem de manobra, em relação ao orçamento para uso dessa fonte de recursos, já que ela pode ser aplicada em vários setores.

Diante do que foi mostrado, fica claro que a atual gestão, caso não aconteça o aumento do preço do barril no mercado internacional ou o aumento de produção, não terá grandes expectativas quanto a utilizar essa fonte de arrecadação como um pulmão financeiro para o desenvolvimento de seu plano de governo.

E não adianta chorar o ouro negro “derramado”. Claramente, os gestores mossoroenses perderam a chance de transformar a fartura que brotou do nosso subsolo, em diferencial para presente e futuro de Mossoró.

Gutemberg Dias é geógrafo, ex-candidato a prefeito de Mossoró (2016) e presidente da Redepetro RN

Categoria(s): Artigo
domingo - 29/01/2017 - 12:11h

Porcellanati, um grande negócio que segue fazendo estragos


Dia passado (sábado, 28), um grupo de ex-funcionários da Porcellanati fez um protesto em frente à unidade fabril da empresa e bloqueou um trecho da BR 304 – Saída de Mossoró para Tibau-RN e Fortaleza-CE. O objetivo era chamar a atenção das autoridades competentes, sobre a dilapidação do que restou do patrimônio da empresa, que ainda pode garantir os seus direitos trabalhistas.

O desespero estampado no rosto de dezenas de funcionários demitidos, que não receberam seus direitos trabalhistas, faz sentido. Os manifestantes alegam que Importantes equipamentos, que compõem a estrutura do empreendimento, estão sendo desmontados e levados embora.

Independentemente das razões legais que envolvem o problema, há uma coisa muito mal explicada no caso da Porcellanati, desde a sua concepção.

Porcellanati segue fazendo firulas, dando dribles em tudo e em todos (Foto: arquivo)

A Porcellanati foi a principal bandeira da política de desenvolvimento na gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), no período de 1997-2000. A propaganda oficial de seu governo, à época, alardeava a geração de mais de 1.000 empregos diretos quando o polo cerâmico, liderado pela Porcelantti, estivesse em pleno funcionamento. O governo de Rosalba buscou intermediação direta para obtenção de recursos e incentivos.

As atividades da Porcellanati começaram a funcionar, a partir de dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

EM ABRIL de 2014, quando produzia a metade da produção estimada, teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento dos serviços, quando empregava cerca de 400 funcionários.

Desde então, o grupo catarinense deu um calote no combalido comércio local e da região e, atualmente, acumula dívidas que superam R$ 200 milhões.

As ex-governadoras Wilma de Faria (PTdoB) e Rosalba Ciarlini trataram de encobrir, por diversas vezes, a falta de reciprocidade da Porcellanati protelando medidas que poderiam ter evitado ou minimizado o tamanho do rombo na economia potiguar.

Do mesmo modo, ficaram omissos os governos da prefeita Fafá Rosado (PMDB), Claudia Regina (DEM), Francisco José (PSD), a Câmara Municipal de Mossoró e o Ministério Público. Além das entidades representativas de classes, que não levantaram a voz.

Por diversas vezes, com o intuito de alertar as autoridades competentes, o extinto Jornal Página Certa publicou matérias apontando a falta de viabilidade do projeto Porcellanati e seu inevitável fracasso.

Os investimentos que foram direcionados pelos gestores públicos à Porcellanati dariam para fomentar o desenvolvimento de dezenas de empresas, locais e da região, promover geração de emprego e renda, bem maior do que a projetada, com sustentabilidade.

Não por mera coincidência a Itagrês Revestimentos Cerâmicos S/A, controladora do grupo Porcellanati, doou quantias expressivas para a campanha da governadora Rosalba Ciarlini, em 2010.

Esse é mais um daqueles engodos, utilizando o investimento público, que precisa ser esclarecido à população.

SECOS & MOLHADOS

Muro – A edição do último dia 25, do Diário Oficial do Estado (DOE), publicou o contrato para instalação do muro de concreto que será construído na prisão de Alcaçuz, com o objetivo de separar as facções criminosas PCC e Sindicato do RN. O governo do RN vai pagar à empresa M H Construtora Ltda – EPP, através do DER, o valor de R$ 794.028,00. Estão incluídos os serviços emergenciais da barreira provisória de containers marítimos. O prazo estipulado no contrato é de 90 dias, mas o governo Robinson Faria (PSD) já anunciou que o muro será concluído em 15 dias.

Recessão – De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o salário médio de admissão, no Rio Grande do Norte, é o terceiro pior do País: 1.068,12. Esse reflexo da crise repercute diretamente no setor de comércio e alimenta o ciclo vicioso da recessão. Com menos gente trabalhando, há menor consumo, há mais desemprego e maior endividamento das famílias.

Afastado – O mossoroense Marcelo Rosado não é mais o titular da Semurb de Natal. Ele vinha fazendo uma gestão técnica reconhecida nacionalmente e elogiada por todos, inclusive pela unanimidade dos técnicos da pasta – que, surpresos, divulgaram uma nota na imprensa. Temem que a Semurb volte a ter uma gestão politizada.

Desunião – A crise no sistema prisional do RN revelou, mais uma vez, a desunião da bancada federal do Estado. Apenas, o deputado Fábio Faria (PSD) e o senador José Agripino (DEM) se movimentaram em busca de apoio federal para o Estado do Rio Grande do Norte. Depois que a poeira sentar, todos aparecerão, se lhes forem convenientes, claro.

Controvérsia – O Ministério Público do RN (MPE-RN) diz que fez adequações e ajustes que propiciaram a diminuição de 10% no seu quadro de membros, atingindo, portanto o índice de 1,88% de sua Receita Liquida Corrente, em gastos com pessoal, conforme preconiza a Lei de Responsabilidades Fiscais (LRF). Portanto, atingiu o limite prudencial, quatro meses antes do prazo. Por outro lado, há críticas severas, de vários segmentos, que apontam que o MPE-RN criou o Programa de Incentivo à Aposentadoria Voluntária e estimulou a aposentadoria de alguns de seus membros através de indenizações milionárias. Ou seja, os aposentados saíram da folha de pagamento do órgão e entraram para folha de inativos do Poder Executivo. Assim, somente em dezembro de 2016, o MPE-RN gastou R$ 4,9 milhões para pagar 11 membros inativos, em parcela única, como antecipação da discutível Parcela Autônoma de Equivalência (PAE) – que corresponde a uma espécie de verba indenizatória. (fonte: http://transparencia.mprn.mp.br).

Controle – Finalmente, graças ao governo federal, a ordem começa a ser restabelecida na penitenciária de Alcaçuz. Homens da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, grupo composto por 81 agentes penitenciários, vindos de quatro Estados e do Distrito Federal, deram o suporte necessário para a ação de intervenção.

Nas ruas de Natal e região metropolitana 1,8 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica conseguem manter o clima de ordem dando mais tranquilidade à população. Isso não tira o mérito dos policiais e agentes do RN que, apesar da falta de estrutura oferecida pelo Estado, também estão fazendo a sua parte.

Surto – A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o surto de febre amarela deve se espalhar no Brasil. O País vive o maior surto da doença, desde que foi iniciada a série história, em 1980. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de letalidade é de 51,8% dos casos. É inacreditável vermos tantos descasos com as políticas públicas no Brasil. Estamos regredindo, a passos largos, em quase todos os aspectos. Preocupante.

* Veja AQUI a coluna anterior.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Categoria(s): Artigo
quinta-feira - 12/01/2017 - 09:02h
Mossoró

Ministro visita UPA e promete empenho para apoio financeiro


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, iniciou sua programação de visita a Mossoró nesta quinta-feira (12) – veja agenda AQUI.

Na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Belo Horizonte, conhecendo suas instalações e dialogando com funcionários, a promessa de diligenciar para que esse núcleo de saúde possa receber insumo financeiro do  Governo Federal.

Ricardo Barros (centro, o mais alto, por trás dos servidores) visitou UPA agora pela manhã (Foto: PMM)

“Um de nosso principais pleitos é o credenciamento da UPA do BH. E a qualificação das outras UPA’s existentes na cidade”, assinalou a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), ladeada pelo deputado federal Beto Rosado (PP), que fomentou o desembarque de Barros na cidade.

Farsa da “inauguração”

A UPA do Belo Horizonte foi inaugurada com festa ruidosa no dia 28 de dezembro de 2012, quando faltavam três dias para o final do mandato da então prefeita Fafá Rosado (PMDB). Ela sabia que tudo era uma farsa, pois só existia o prédio (assim mesmo por ser concluído).

Coube ao prefeito Francisco José Júnior (PSD), ainda na interinidade, fazê-la funcionar com recursos próprios do município no início de 2014, tentando paralelamente em toda sua administração, apoio da União para credenciar a UPA. Ousou, que se diga.

Antes dele, a prefeita que substituiu Fafá, Cláudia Regina (DEM), trabalhou com igual objetivo mas não se arriscou a botar a UPA para funcionar com recursos da Prefeitura.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 08/01/2017 - 21:26h
Mossoró

‘Rombo’ em Prefeitura ainda não tem medida nem é ‘obra’ nova


Próximo prefeito de Mossoró vai pegar um passivo na Prefeitura que passará dos 140 milhões.

Essa informação no parágrafo acima foi postada com exclusividade pelo o Blog Carlos Santos no dia 26 de setembro do ano passado, às 9h48 (veja AQUI), há quase quatro meses.

Hoje (domingo, 8 de janeiro de 2017), a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) fala em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, que “até agora não conseguimos levantar tudo, mas os débitos já chegam a mais de R$ 130 milhões”.

Francisco assumiu máquina em queda livre e Rosalba não pode culpá-lo para sempre (Fotos: arquivo)

Caminha para ser maior. Até bem maior, por várias razões.

Quando assumiu a Prefeitura de Mossoró em 2013, Cláudia Regina (DEM) recebeu um volume de dívidas que ultrapassaria os R$ 74 milhões – derivada da era Fafá Rosado (PMDB).

Em 13 de janeiro de 2014, Francisco José Júnior (PSD), ainda na interinidade, atestou que esse rombo estava acima dos R$ 46 milhões (veja AQUI).

De lá para cá, tivemos continuada queda em receitas diretas e indiretas, decisões administrativas comprometedoras, conjuntura nacional desfavorável e outros problemas.

Em 10 de outubro de 2013, às 10h10, o Blog postou reportagem especial mostrando o quadro financeiro próprio da gestão Cláudia Regina, num comparativo com o último ano da segunda administração de Fafá (veja AQUI). Começava a despontar instabilidade e o pior poderia vir. E veio.

ARRECADAÇÃO DIRETA

2012                                                      2013

Janeiro – R$ 5.164,290,73          Janeiro – R$ 6.291,561,75
Fevereiro – R$ 4.315,734,45     Fevereiro – R$ 4.056,959,02
Março – R$ 8.387,322, 35           Março – R$ 6.409,340,26
Abril – R$ 4.831,008,15               Abril – R$ 4.759,411,85
Maio – R$ 5.109,170,73               Maio – R$ 7.381,950,24
Junho – R$ 5.234,152,87             Junho – R$ 4.746,324,87
Julho – R$ 5.460,837,09             Julho – R$ 5. 059,316,43
Agosto – R$ 5.600,450,43          Agosto – R$ 4.684,007,68

No pacote de receitas próprias que definhavam entram Imposto sobre Serviços (ISS), o principal, taxas diversas, multas e juros, dívida ativa, Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) etc..

Apesar do “sinal amarelo”, compromissos políticos do governo inundaram a Prefeitura com novos cargos comissionados, por exemplo. Cláudia foi ejetada da Prefeitura no dia 5 de dezembro do mesmo ano, já sentindo abalos nas contas públicas.

Daí em diante, a “batata quente” caiu no colo do interino e depois prefeito eleito (em disputa suplementar no dia 4 de maio de 2014) Francisco José Júnior.

Cláudia e Fafá: números em queda (Foto: arquivo)

Com o prefeito envolvido ferozmente na campanha municipal suplementar e outra estadual no mesmo ano de 2014, parece que a municipalidade ficou em segundo plano. Queda nas receitas diretas (em especial com desmanche na atuação da Petrobras) e de transferências, tem atrofiado continuadamente o erário.

A Prefeitura de Mossoró chega às mãos de Rosalba como reflexo de anos de gestões carregadas de erros e um cenário desfavorável.

Crise

Culpar tão-somente o ex-prefeito é miopia, má-fé ou desconhecimento de causa.

A crise é nacional, sim. Mas existem ilhas de equilíbrio, obtidas com coragem, ousadia e respeito às contas públicas. Priorizar interesses de compadres, familiares, grupos e negócios escusos não vão ajudar à Prefeitura e Mossoró.

As escolhas da prefeita Rosalba Ciarlini dirão muito do que virá adiante. Choramingar e praguejar o antecessor vão criar couraça protetora durante algum tempo, mas não resolverão seus problemas e da municipalidade.

Essa fórmula, ela adotou como governadora e saiu com reprovação expressiva, até alijada do projeto de reeleição. Francisco José Júnior será útil ao seu marketing defensivo até quando?

Saberemos.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
quarta-feira - 04/01/2017 - 16:38h
Francamente

Os comissionados e o rabo do macaco


Tem gente espantada com a quantidade de comissionados na era “Francisco”, gestão do ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Mas não estranhava quando era bem pior com Fafá Rosado (PMDB), Cláudia Regina (DEM) e Rosalba Ciarlini (PP).

Como diria minha santa mãezinha…”Macaco não olha pro próprio rabo”.

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terça-feira - 03/01/2017 - 21:34h
Mossoró

Prefeitura tentará recursos federais para manter UPA aberta


Secretário da Saúde Municipal de Mossoró, o enfermeiro Benjamim Bento disse hoje à noite no programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM), que o governo Rosalba Ciarlini (PP) tem planos definidos para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte.

- Vamos tentar habilitá-la no Ministério da Saúde – afirmou ele. Simplificando: mantê-la em funcionamento, mas com recursos do Governo Federal, como ocorre com as outras duas – dos bairros São Manoel e Santo Antônio.

UPA fechada estava se deteriorando, apesar de "inaugurada" por Fafá ( Foto:Wilson Moreno)

- Não se admite não receber um único recurso federal – acrescentou o secretário, que disse ter começado estudo para diligenciar providências nesse sentido.

A UPA do Belo Horizonte foi “inaugurada” pela então prefeita Fafá Rosado (PMDB) no dia 28 de dezembro de 2012, quando faltavam três dias para o final de sua administração. Entregou-a com festa ruidosa, apesar de saber que não seria aberta no dia seguinte.

Sua sucessora, Cláudia Regina (DEM), não conseguiu botá-la para funcionar,  pois só existia tão-somente estrutura física e inexistiam meios financeiros para esse fim. Coube ao prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) efetivamente operacionalizar a UPA no início de 2014, com quatro médicos de plantão e amplos serviços.

Depois houve queda continuada da qualidade do seu trabalho.

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Categoria(s): Saúde
quinta-feira - 10/11/2016 - 18:00h
Mossoró

Oposição trabalha nome para presidência da Câmara


Alex: reeleição e foco presidencial (Foto: Valmir Alves)

Eleito pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB) para o segundo mandato, o vereador Alex do Frango vem sendo lapidado para ser candidato a presidente da Câmara Municipal de Mossoró no primeiro biênio da próxima legislatura.

Tem padrinhos na oposição.

Por trás dele, que compõe bancada do prefeito Francisco José Júnior  (PSD), está o ex-candidato a prefeito Tião Couto (PSDB).

A ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) também está entre os principais articuladores, até por sua maior experiência e vivência política.

Veremos.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 10/10/2016 - 11:36h
Pós-eleições 2016 II

Voto se revela um ativo de alto risco na política de Mossoró

Francisco José Jr. teve votos expressivos e perdeu tudo; Rosalba e Tião têm alto capital a ser cuidado

Tratássemos do “voto” pelo ótica das Ciências Econômicas, poderíamos afirmar com segurança que é o caso típico de um “ativo” frágil. Seria uma “moeda” flutuante, sujeita às volatilidades de riscos, conforme o momento ou externalidades referentes às eleições e à dinâmica da própria política.

Como investimento que pode se dissipar rapidamente, em questão de poucos anos ou mesmo dias, ninguém pode afirmar com segurança que é “dono” desse capital. Albergar-se nele com nariz empinado, tratando-o por “meu”, é como dormir com o inimigo.

Em 2014, Francisco José Júnior se capitalizou com votação expressiva que depois foi sumindo até virar pó (Foto: arquivo)

Os casos de falta de liquidez desse ativo tem-se tornado comum na política brasileira. Muitos se capitalizam numa eleição e às vezes não chegam à próxima em condições de bancar novo investimento.

Talvez o caso mais emblemático e próximo que temos a narrar seja do ex-vereador, prefeito interino e depois prefeito eleito em disputa suplementar Francisco José Júnior (PSD). Em pouco mais de dois anos, ele viu seu ativo de 68.915 (53,31%) votos simplesmente desaparecer.

Eleito à Prefeitura de Mossoró no dia 4 de maio de 2014, quase dois anos e 5 meses depois chegou às eleições deste ano sem sequer sustentar candidatura à reeleição.

Eleições de 2014 (Pleito Suplementar):

- Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
- Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
- Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 3.825 (4,90%);
- Josué Moreira (PSDC) – 3.025 (3,88%);
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 2.265 (2,90%);
- Brancos – 4.428 (3,29%);
- Nulos – 15.000 (11,15%)
- Abstenção - 30.429 (18,45%);
- Maioria pró-Francisco José Júnior de 31.862 (25,76%).

Espécie de “ativo flutuante”, o voto maciço que “Francisco” (como passou a ser denominado na campanha eleitoral deste ano) empalmou em 2014, paulatinamente foi sendo perdido. A evaporação vinha sendo constatada há tempos por pessoas com o mínimo de bom senso, distanciamento crítico e conhecimento dos primados da política eleitoral de Mossoró.

Micarla: drama na Justiça (Foto: G1/RN)

Cego diante do espelho do seu ego, cercado por espertalhões que lhe incensavam e conselheiros estúpidos, Francisco empobreceu a ponto de não ficar com um níquel de votos. Nunca antes na história de Mossoró e em raras ocasiões na política.

Similar, próximo, temos em Natal com a ex-prefeita Micarla de Sousa (eleita pelo PV) que em 2008 foi consagrada nas urnas e em 2012 ganhou título de governante mais rejeitada do país, com mais de 90% de reprovação. Foi catapultada do cargo antes do fim do mandato e hoje vive às votas com a Justiça.

Milionário e sem votos

Francisco José Júnior é o “investidor” que não estava atento ao “mercado”. Empavonou-se. Ignorou sinais claros de tempestades e insistiu em aplicações erradas, comprometendo o bem primário adquirido em maio de 2014.

Contabilista por formação, tornou-se milionário na vida privada (veja AQUI) em pouco mais de dois anos na Prefeitura, mas na política se revelou um desastre, com déficit superlativo de votos.

O Blog tratou desse assunto com visão premonitória, o alertando através de matéria especial publicada no dia 6 de maio de 2014. Porém o prefeito recém-eleito preferiu se considerar um líder ungido pela maioria dos eleitores. Para ele, os votos eram apenas seus. Ledo engano. Era um crédito pré-fixado, não um salvo-conduto para tantas aberrações administrativas e políticas.

Novo prefeito ganha para dividir história ou confirmar os Rosado” (veja AQUI), assinalamos na matéria que explicava o significado da vitória de Francisco José Júnior, até então um humilde prefeito, que ouvia a todos, valorizava o servidor e prometia atender aos anseios populares.

Novo prefeito ganha para divir história ou confirma os Rosado –  06/05/2014 – 11:51h

A votação de Silveira (Francisco José Júnior) tem DNA multifacetado, onde se incluem – ainda – até consideráveis votos de seguidores de Rosalba Ciarlini e Cláudia Regina (DEM), que enxergaram no palanque de Larissa Eosado (PSB) “um mal maior”. Ambas declararam “neutralidade” no pleito. A maioria dos seus eleitores captaram a mensagem subliminar.

Em tese, a vitória de um não-Rosado causaria menor estrago a ambas do que a entronização do ramo familiar comandado por Sandra Rosado, legítima herdeira do “doutor Vingt”, Vingt Rosado, seu pai.

Ao mesmo tempo, a vitória espelha sentimento de mudança, mas não de seis para meia dúzia, de uma oligarquia multidecenal para outra emergente – o “Silveirismo” (!!).

Entender o significado de uma vitória ou mesmo saber fazer leitura de uma derrota, é como funciona a cabeça de um investidor competente. Seus ativos podem se volatizar num piscar de olhos ou se robustecer. Preservar o básico para sobreviver e tentar novos saltos, também faz parte do jogo.

Nas eleições de 2016, Silveira acabou sendo o principal cabo-eleitoral de quem ele pretendia banir da política: a ex-governadora e ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Sua gestão caótica, serviu para que a candidata produzisse um marketing de comparação e escondesse a passagem sofrível pelo Governo do Estado. De lá, a propósito, sequer conseguiu meios à tentativa de reeleição por estar soterrada com mais de 80% de rejeição.

O prefeito teve que desistir da própria candidatura (veja AQUI) à reeleição por falta de ativo elementar: voto.

Eleições 2016

- Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
- Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
- Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
- Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
- Branco – 2.974 (2,06%)
- Nulo – 9.416 (6,54%)
- Válidos – 131.988 (91,40%)
- Eleitores Aptos – 167.120
- Abstenção – 22.683 (13,59%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

Rosalba capitalizou-se com votação – 67.476 (51,12%) votos  – consagradora, mesmo que paralelamente visse nascer um nome que surpreendeu com 51.990 (39,39%) votos na estreia nas urnas, o empresário Tião Couto (PSDB).

Rosalba e Tião: muito ativo a ser administrado (Foto: montagem)

Os dois, vencedora e vencido, têm um bom exemplo a não seguir: Francisco José Júnior, Francisco, Silveira ou seja lá que nome venha a adotar adiante – se conseguir sobreviver à própria tsunami que provocou em sua vida política.

O farto capital de hoje pode se esgarçar adiante. Não ficará disperso. Tende a mudar de mão e de mãos. O que foi de Francisco José Júnior já não lhe pertence mais. Na verdade, era um ativo que exigia muito zelo em seu investimento.

O voto  não some. Como todo ativo de alto risco, exige muita habilidade para não mudar de mão.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
sexta-feira - 16/09/2016 - 11:33h
Mossoró

A herança maldita que espera o próximo prefeito


Cláudia Regina (DEM) teria recebido a Prefeitura de Mossoró com passivo da ordem de R$ 74 milhões;

Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, afirmou que teria constatado montante superior a mais de R$ 46 milhões de ‘rombo’no erário.

E quanto ele, Francisco, deixará pro seu sucessor a partir de 1º de janeiro de 2017?

Hein?

De quanto será essa herança maldita?

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Categoria(s): Administração Pública / Eleições 2016
domingo - 11/09/2016 - 14:14h
Programa de Tião Couto

Justiça não dá direito à Rosalba de se defender sobre Nogueirão


O juiz Breno Valério Fausto de Medeiros da 33ª Zona Eleitoral (Mossoró) emitiu despacho considerando “improcedente” pedido da Coligação Força do Povo, que arrima a candidatura a prefeito da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Em sua representação, ela pretendia direito de resposta no programa da Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor.

Rosalba, Tião e "Francisco" têm o Nogueirão no centro de uma polêmica que não é de hoje (Foto: montagem)

Rosalba pleiteava espaço para responder a trecho de programa do candidato a prefeito, Tião Couto (PSDB), em referência à promessa de reforma e ampliação do Estádio Manoel Leonardo Nogueira (Nogueirão), que remonta à campanha municipal de 2012.

Segundo o magistrado, “as inúmeras matérias jornalísticas mostram que as declarações dos representados quanto ao Estádio Nogueirão não podem ser vistas como ilícitas, pois não são inverídicas, cabendo às postulantes a utilização, se assim desejarem, de sua própria propaganda eleitoral para esclarecer detalhes e aspectos que não tenham sido explanados pela crítica adversária”, assinalou o Ministério Público Eleitoral (MPE).

Breno Valério acatou arrazoado da defesa e parecer do próprio MPE, para embasar sua decisão.

Em 2012, governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba apoiava a então vereadora Cláudia Regina (DEM) à Prefeitura, na sucessão da prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB).

O irônico desse enredo, é que Cláudia e Fafá hoje estão no palanque justamente de Tião Couto. O Estádio Nogueirão foi municipalizado na gestão do atual prefeito Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco, e continua com boa parte de sua estrutura física interditada, em nome da segurança dos torcedores, atletas etc.

Sua interdição só não é total na atualidade, por ações da própria administração municipal vigente.

Veja AQUI a íntegra da posição do magistrado da 22ª Zona Eleitoral.

Nota do Blog - O mesmo juiz emitiu despacho favorável à Coligação Força do Povo em outra demanda, considerando que ela tem direito de resposta de 01 minuto e 07 segundos em outro programa de Tião Couto, para dar sua versão sobre denúncia do candidato.

Segundo a representação, os fatos inverídicos foram apresentados no programa do dia 05.09.2016.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
domingo - 11/09/2016 - 13:02h
Eleições e números

Escassez de pesquisa hoje contrasta com ‘avalanche’ de 2012


Faltando 21 dias para as eleições de 2 de outubro em Mossoró, não existe uma única pesquisa registrada e divulgada, que possa sinalizar o comportamento do eleitorado nesse momento, em relação à corrida eleitoral à Prefeitura. Estranho, estranhíssimo.

Mas existem algumas explicações para o fenômeno. Um deles, é que quem está bem à frente dos demais adversários, não estaria no patamar desejado e os que estão bem atrás, não se sentem confortáveis em revelar essa desvantagem.

Sete institutos

Num comparativo com 2012, quando houve a última disputa regular à municipalidade, o quadro é realmente ímpar. Àquele ano, houve a publicação de 18 pesquisas, envolvendo cinco órgãos de imprensa e sete institutos de pesquisas do estado, de Pernambuco e de Minas Gerais.

Nas urnas – dia 7 de outubro de 2012, venceu Cláudia Regina (DEM), então vereadora e integrante do grupo governista:

Eleições 2012 em Mossoró em números finais:

Larissa e Cláudia: decisão apertada (Foto: montagem)

Cláudia Regina (DEM) – 68.604 (50,90%)
Larissa Rosado (PSB) – 63.309 (46,97%)
Josué Moreira (PSDC) – 1.932 (1,43%)
Raimundo Nonato Sobrinho (Psol), “Cinquentinha” – 948 (0,70%)
Edinaldo Calixto (PRTB) – 0 (0%)
Votos Apurados – 143.853
Votos Válidos – 134.793 (93,70%)
Votos em Branco – 2.323 (1,61%)
Votos Nulos – 6.737 (4,68%)
Abstenções – 21.122 (12,80%).
Maioria de Cláudia Regina sobre Larissa Rosado: 5.295 votos (3.93%)

Veja abaixo o resultado das 18 pesquisas num resumo feito pelo Blog Carlos Santos, como material documental, para pesquisas e boa discussão.

Bom proveito. E tire suas conclusões.

Julho de 2012:

Estimulada – Blog do Carlos Santos/Consult – Realizada nos dias 3 e 4 de julho

Larissa Rosado (PSB) – 46%
Cláudia Regina (DEM) – 28%

Espontânea – Blog do Carlos Santos/Consult – Realizada nos dias 3 e 4 de julho

Larissa Rosado (PSB) – 20,33%
Cláudia Regina (DEM) – 9,67%

Estimulada – TCM/Certus – Realizada nos dias 12, 13 e 14 de julho

Larissa Rosado (PSB) – 42,60%
Cláudia Regina (DEM) – 31,40%

Espontânea – TCM/Certus – Realizada nos dias 12, 13 e 14 de julho

Larissa Rosado (PSB) – 29,60%
Cláudia Regina (DEM) – 22%

Agosto de 2012:

Estimulada -  TCM/Certus – Realizada nos dias 31 de Julho, 1º e 2 de agosto

Larissa Rosado (PSB) – 42,40%
Cláudia Regina (DEM) – 36,20%

Espontânea – TCM/Certus – Realizada nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto

Larissa Rosado (PSB) – 31,40%
Cláudia Regina (DEM) – 25,60%

Estimulada – Blog do Carlos Santos/Consult – Realizada nos dias 3 e 4 de agosto

Larissa Rosado (PSB) – 47,17%
Cláudia Regina (DEM) – 31,33%

Espontânea – Blog do Carlos Santos/Consult – Realizada nos dias 3 e 4 de agosto

Larissa Rosado (PSB) – 33,33%
Cláudia Regina (DEM) – 21,67%

Estimulada – Correio/Start – Realizada nos dias 19 e 20 de agosto

Larissa Rosado (PSB) – 46,2%
Cláudia Regina (DEM) – 38%

Espontânea – Correio/Start – Realizada nos dias 19 e 20 de agosto

Larissa Rosado (PSB) – 44,2%
Cláudia Regina (DEM) – 33,3%.

Estimulada – Gazeta do Oeste/Cipec-PE – Realizada nos dias 21, 22 e 23 de agosto

Larissa Rosado (PSB) – 48,8%
Cláudia Regina (DEM) – 36,9%

Espontânea – Gazeta do Oeste/Cipec-PE – Realizada nos dias 21, 22 e 23 de agosto

Larissa Rosado (PSB) – 42,8%
Cláudia Regina (DEM) – 32,4%.

Setembro de 2012:

Estimulada – TCM/Certus – Realizada nos dias 30/31 de Agosto e 1º de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 46,80%
Cláudia Regina (DEM) – 36%

Espontânea – TCM/Certus – Realizada nos dias 30/31 de Agosto e 1º de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 41,80%
Cláudia Regina (DEM) – 32,40%.

Estimulada – Gazeta do Oeste/Perfil – Realizada nos dias 01 e 2 de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 40,01%
Cláudia Regina (DEM) – 34,33%

Espontânea – Gazeta do Oeste/Perfil – Realizada nos dias 1º e 2 de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 37,5%
Cláudia Regina (DEM) – 32,67%.

Estimulada – Blog do Carlos Santos/Consult – Realizada nos dias 3 e 4 de Setembro

Larissa Rosado (PSB) – 47,50%
Cláudia Regina (DEM) – 38,17%

Espontânea – Blog do Carlos Santos/Consult – Realizada nos dias 3 e 4 de Setembro

Larissa Rosado (PSB) – 40%
Cláudia Regina (DEM) – 33,17%.

Estimulada – O Mossoroense/Item – Realizada nos dias 13 e 14 de Setembro

Larissa Rosado (PSB) – 48,6%
Cláudia Regina (DEM) – 38,5%

Espontânea – O Mossoroense/Item – Realizada nos dias 13 e 14 de Setembro

Larissa Rosado (PSB) – 42,5%
Cláudia Regina (DEM) – 34%.

Estimulada – Correio/Start – Realizada nos dias 15 e 16 de Setembro

Larissa Rosado (PSB) – 47,3%
Cláudia Regina (DEM) – 44,7%

Espontânea – Correio/Start – Realizada nos dias 15 e 16 de Setembro

Larissa Rosado (PSB) – 42,7%
Cláudia Regina (DEM) – 39,6%.

Estimulada – Gazeta do Oeste/Perfil – Realizada nos dias 15 e 16 de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 41,57%
Cláudia Regina (DEM) – 39,43%

Espontânea – Gazeta do Oeste/Perfil – Realizada nos dias 15 e 16 de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 38,57%
Cláudia Regina (DEM) – 36,29%.

Estimulada – Gazeta do Oeste/Cipec – Realizada nos dias 18 e 19 de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 47,5%
Cláudia Regina (DEM) – 38,2%

Espontânea – Gazeta do Oeste/Cipec – Realizada nos dias 18 e 19 de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 48,8%
Cláudia Regina (DEM) – 36,9%.

Estimulada – Gazeta do Oeste/Fiern/Vox Populi – Realizada nos dias 18, 19 e 20 de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 45%
Cláudia Regina (DEM) – 39%

Espontânea – Gazeta do Oeste/Fiern/Vox Populi – Realizada nos dias 18, 19 e 20 de setembro

Larissa Rosado (PSB) – 43%
Cláudia Regina (DEM) – 36%.

Estimulada -  TCM/Certus – Realizada nos dias 24, 25 e 26 de Setembro

- Larissa Rosado (PSB) – 44%
- Cláudia Regina (DEM) – 43,80%

Espontânea – TCM/Certus – Realizada nos dias 24, 25 e 26 de Setembro

- Larissa Rosado (PSB) – 41,20%
- Cláudia Regina (DEM) – 40%.

Estimulada – O Mossoroense/Item – Realizada nos dias 26 e 27 de Setembro

Larissa Rosado (PSB) – 48,5%
Cláudia Regina (DEM) – 41,2%.

Espontânea – O Mossoroense/Item – Realizada nos dias 26 e 27 de Setembro

Larissa Rosado (PSB) – 42%
Cláudia Regina (DEM) 38%.

Estimulada – Correio/Start – Realizada nos dias 30 de Setembro e 1º de Outubro

Larissa Rosado (PSB) – 44,3%
Cláudia Regina (DEM) – 42,7%

Espontânea – Correio/Start – Realizada nos dias 30 de Setembro e 1º de Outubro

Larissa Rosado (PSB) – 43,6%
Cláudia Regina (DEM) – 41,4%.

Outubro de 2012:

Estimulada – Gazeta do Oeste/Fiern/Vox Populi – Realizada nos dias 1º, 2 e 3 de Outubro

Larissa Rosado (PSB) – 48%
Cláudia Regina (DEM) – 42%
Josué Moreira (PSDC) – 1%
Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 1%
Edinaldo Calixto – Não foi citado
Não Sabe/Indeciso – 5%
Branco/Nulo – 3%

Espontânea – Gazeta do Oeste/Fiern/Vox Populi – Realizada nos dias 1º, 2 e 3 de Outubro

Larissa Rosado (PSB) – 46%
Cláudia Regina (DEM) – 42%
Josué Moreira (PSDC) – 1%
Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 1%
Edinaldo Calixto (PRTB) – Não foi citado
Não Sabe/Indeciso – 7%
Branco/Nulo – 3%.

Nota do Blog – Pesquisas para consumo interno chegaram a ser feitas pelas principais coligações, apontando vitória iminente de Cláudia Regina e seu vice Wellington Filho (PMDB). Eles começaram a alavancar vitória no início de setembro.

Na sexta-feira (5 de outubro), uma pesquisa para consumo interno apontava diferença de menos de 2 por cento em seu favor. Em outra de  boca-de-urna no dia do pleito (7 de outubro), já indicava quase 2 por cento de maioria para ela. As urnas definiram vantagem de apenas 5.295 votos (3.93%).

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