quinta-feira - 11/05/2017 - 09:20h
Mossoró

Prefeita mantém serviço milionário e ‘suspeito’ sem licitação

Limpeza urbana já mexeu com mais de R$ 250 milhões e tem reajuste de 45,05 por cento em um ano

O Jornal Oficial do Município (JOM) de Mossoró publicou em sua edição de número 406, de 5 de maio, “extrato contratual da dispensa de licitação nº 04/2017″, que se refere ao contrato nº 15/2017, com valor globalizante de quase R$ 14 milhões. Na verdade, R$ 13.900,123,44. O contribuinte, via Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM), vai pagar mais de R$ 2,316 milhões pelo serviço mensalmente.

A empresa beneficiada é a Vale Norte Construtora Ltda (CNPJ 09.528.940/0001-22), que terá a obrigação de realizar “serviços de limpeza urbana, visando cumprir as premissas estabelecidas pelo Plano de Gerenciamento e Manejo dos Resíduos Sólidos Urbanos da Cidade de Mossoró”. Empalmará esse montante milionário em 180 dias, ou seja, seis meses.

Rosalba garantiu à Vale Norte mais um contrato de custo milionário e de novo sem concorrência (Foto: reprodução)

Apesar do arrimo legal, o contrato caminha para ser objeto de investigação pelo Ministério Público do RN (PMRN). A razão é simples, mas imprescindível: é quarto (isso mesmo) vínculo consecutivo e milionário da empresa com a Prefeitura de Mossoró, sem nunca ter precisado participar de qualquer concorrência. Os três anteriores foram na gestão do então prefeito Francisco José Júnior (PSD), entre maio e novembro do ano passado.

Umas dessas dispensas levou até a promotora de Justiça, Micaele Fortes Caddah, da 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró, a instaurar o Inquérito Civil nº 06.2016.00003785-0 (veja AQUI). Ela foi impelida a apurar minudências suspeitas da dispensa de licitação nº 05/2016, para mesma finalidade da atual e também com prazo de 180 dias, que tinha valor global de R$ 9.582.519,36.

O MPRN deflagrou esse Inquérito Civil Público (ICP), a partir de matérias publicadas no Blog do Magnos e no Jornal de Fato que revelaram a presença de caminhões coletores da Vale Norte em Mossoró desde janeiro de 2016, antes, portanto, do Processo nº 38/2016, com vigência de 08/04/2016 a 05/10/2016, decorrente da Dispensa nº 05/2016. Era o “Luxo do lixo”, tratava o Jornal de Fato à época, emparedando o prefeito.

A promotora também atentou para  a existência de aspectos insondáveis numa dívida de quase nove milhões de reais do município de Mossoró com a empresa Saneamento Ambiental Ltda. (SANEPAV), que desde 2005 era detentora de contrato com a municipalidade para os mesmos fins.

Promessa de Rosalba

Além disso, a contratação emergencial da Vale Norte era, em si, suspeitíssima. Segue nesse diapasão na gestão da sucessora Rosalba Ciarlini (PP), que em campanha e após eleita, garantiu que iria “revisar” todos os contratos e pagamentos “suspeitos” feitos pelo adversário. Iria, diga-se.

Rosalba Ciarlini e Francisco José Júnior: o mesmo 'norte' e milhões sem rumo (Foto: arquivo)

Mas esse enredo de forte odor não para por aí. O prefeito Francisco José Júnior tentou empurrar goela abaixo e nos últimos meses de sua gestão, uma licitação que teria duração de 36 meses (três anos) com valor limite estipulado em quase R$ 150 milhões (R$ 149.943.311,28). Foi freado por decisão (veja AQUI) do conselheiro Renato Costa Dias do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que atendeu à petição do Ministério Público de Contas (MPC).

Em sua decisão, o conselheiro levou em conta principalmente a prática de possível sobrepreço em relação aos demais municípios. O impedimento se formalizou no dia 25 de outubro, no dia em que aconteceria a licitação.

Além de pedir a suspensão da licitação do serviço de limpeza urbana de Mossoró, o Ministério Público de Contas requereu ao Tribunal de Contas do Estado que fossem auditados os contratos firmados pela Prefeitura de Mossoró com a Sanepav e a Vale Norte.

Sobrepreço

No entendimento do MPC, considerando comparação com o contrato emergencial assinado com a Vale Norte e com o contrato de limpeza urbana assinado pela Prefeitura de Natal em período similiar, havia sobrepreço no “acerto” mossoroense.

No contrato emergencial assinado por seis meses com a Vale Norte, o valor per capita referente ao serviço de limpeza urbana é de R$ 5,47/habitante/mês, enquanto que na licitação que estava prevista para o dia 25 de outubro de 2016 chegava a R$ 14,27/habitante, quase o triplo.

O valor per capita que seria cobrado em Mossoró é mais do que o dobro do que é cobrado em Natal: R$ 6,73/habitante/mês. “O valor do orçamento estimativo aponta para um sobrepreço de 112,03%”, observa o MPC em seu pedido de suspensão da licitação.

Antes de deixar o governo, Francisco José Júnior assinou um aditivo e uma dispensa de licitação para beneficiar a Vale Norte. Depois de ser contratada sem licitação em maio de 2016 – valor de R$ 9.582.519,36 -, a Vale Norte ganhou aditivo de R$ 2.395.629,84 em setembro, por um contrato com duração de um mês e dois dias, de 6 de outubro de 2016 a 10 de novembro de 2016. Total: R$ 11.978,149,20.

O novo compromisso com a Vale Norte e que estava em vigor até à semana passada, 4 de maio de 2017, foi garantido pelo então prefeito em novembro de 2016, contrato de seis meses, no valor total de R$ 12.252.217,20. Com dispensa de licitação, claro.

Resumindo, em 12 meses de Mossoró, sem participar de qualquer concorrência, a Vale Norte empalmou mais de R$ 24 milhões  (R$ 24.230,366,40). Com essa dinheirama seria possível a PMM manter as três Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) da cidade por pelo menos um ano, sem quebrar compromisso com plantões médicos ou deixar faltar qualquer remédio.

Desonestidade, incapacidade ou desleixo

Do primeiro contrato da Vale Norte – em maio do ano passado  - para maio deste ano houve um sobrepreço (reajuste) endossado por Rosalba de 45,05%.  São R$ 4.317,604,08 a mais em relação à primeira dispensa de licitação realizada pelo ex-prefeito, há um ano. O serviço, em apenas 12 meses de crise e recessão, obteve ‘engorda’ contratual que saltou de R$ 9.582.519,36 para R$ 13.900,123,44.

O pouco caso com o dinheiro alheio é tão flagrante e pernicioso, que só existem três explicações para ele: é resultado de desonestidade programada e continuada, de incapacidade gerencial inata ou desleixo. Para não exercitarmos a leviandade, adotaremos a terceira hipótese. Por enquanto.

Carros da Vale Norte chegaram à cidade, segundo o Jornal de Fato, antes mesmo do início contratual em 2016 (Foto: arquivo)

“A última vez que teve licitação em Mossoró foi em 2005 (gestão Fafá Rosado-DEM, hoje no PMDB). Ou seja, há 11 anos, que vemos apenas contratos diretos e aditivos, sem que haja licitação, uma disputa pelo menor preço”, ressaltou (veja AQUI) em sessão na Câmara Municipal de Mossoró no dia 25 de outubro de 2016, o então vereador Lahyrinho Rosado (PSB), que atualmente é secretário municipal do Desenvolvimento Econômico.

Lixo, Cidade Junina, Sal Grosso e fetiche

Desde que a Sanepav desembarcou em Mossoró, seguido pela Vale Norte, números atualizados apontam para contratos que passam dos R$ 250 milhões, mais de um terço do orçamento geral da Prefeitura de Mossoró para o exercício 2017 (R$ 674 milhões). São volumes bem inferiores aos movimentados em 20 anos no “Mossoró Cidade Junina” e ao escândalo de “ponta de lenço” da “Operação Sal Grosso” (veja AQUI) na Câmara Municipal de Mossoró, que levou promotores e polícia a ocuparem esse poder, quebrando portas a pontapés.

Pelo visto, vereadores e MCJ são dois fetiches do Ministério Público em Mossoró. Até hoje, o lixo é tratado a distância. É, realmente fede.

O monturo só aumenta, com preço caríssimo à população inerte e indefesa, que convive com serviço precário e agora também com ameaça ambiental de grande dimensão no Aterro Sanitário (veja AQUI), denunciado ano passado por este Blog.

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quarta-feira - 03/05/2017 - 14:12h
O outro lado

Fafá e Gustavo Rosado alegam inocência na Operação Vulcano


Em relação à postagem sob o título Políticos e empresários passam a responder por crimes na Justiça (veja AQUI), a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) e o ex-chefe de Gabinete Gustavo Rosado pronunciaram-se através do seu advogado – Olavo Hamilton.

Leia íntegra abaixo:

Estimado jornalista, favor publicar a nota abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre a notícia de que a ex-Prefeita Fafá Rosado e o ex-Chefe de Gabinete Gustavo Rosado foram denunciados pelo Ministério Público Estadual nos autos da Operação Vulcano, faz-se necessário esclarecer que a acusação se limita a dois pontos:

1) Que a ex-prefeita teria enviado à Câmara Municipal projeto de lei para aumentar a exigência de distância entre postos de combustíveis e áreas comerciais.  Segundo a acusação, Gustavo Rosado teria “possibilitado” esse trâmite;

2) Que a ex-prefeita teria participado de reunião com os empresários do setor, tendo estes solicitado o VETO de alteração em projeto de lei que flexibilizava essas mesmas distâncias.

Sobre o envio de projeto de lei à Câmara Municipal, ficou devidamente esclarecido no Inquérito Policial, que a ex-Prefeita Fafá Rosado seguiu fielmente a orientação do respectivo setor técnico da Prefeitura Municipal de Mossoró, no sentido de adequar as exigências ao novo Código de Obras e Postura Municipal, não havendo nada de ilegal no ato, nem intenção de beneficiar quem quer que seja.  Gustavo Rosado, então Chefe de Gabinete, não participou da elaboração desse projeto de lei, nem teve sobre ele qualquer ingerência ou influência.

Quanto à participação da então Prefeita Fafá Rosado em reunião com empresários do setor, dois pontos devem ser ressaltados: foi uma reunião aberta, registrada na agenda oficial, com a cobertura do Departamento de Comunicação da Prefeitura e participação da Procuradoria Geral do Município, realizada no sentido de ouvir as reivindicações do setor.  E mais, se é verdade que o interesse da categoria era o VETO do projeto de lei, a ex-prefeita, novamente contando com o apoio de sua assessoria, fez o contrário, SANCIONOU a lei.

Portanto, nada há de ilegal em suas condutas, posto que pautadas na transparência e publicidade administrativa.  De qualquer forma, entendem que esse é o trâmite normal de toda e qualquer investigação e vêem no processo mais uma oportunidade de esclarecer a regularidade de suas ações e o compromisso com a coisa pública.

Mossoró, 03 de maio de 2017.

Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade – Advogado

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quarta-feira - 03/05/2017 - 01:12h
Operação Vulcano

Políticos e empresários passam a responder por crimes na Justiça


Diversos empresários e políticos estão listados como réus, a partir de demandas desencadeadas pelo Ministério Público do RN (MPRN), em denúncias acatadas pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes Filho (veja AQUI).

Gustavo e Fafá então no elenco de réus por suposto favorecimento à formação de cartel (Foto: Tribuna do Norte)

É desdobramento no campo judicial da “Operação Vulcano”, quando foram realizadas oito prisões e cumpridos 20 mandados de busca e apreensão (veja AQUI), no dia 30 de maio de 2012. Apurava indícios de formação de quadrilha (cartel) relacionada à tramitação de Projeto de Lei Complementar que favoreceria empresários de combustíveis de Mossoró.

Passaram a ser réus, por exemplo, dois ex-prefeitos (Francisco José Júnior-PSD e Fafá Rosado-PMDB), dois ex-presidentes da Câmara Municipal de Mossoró (Jório Nogueira-PSD e Claudionor dos Santos-PEN), bem como o ex-chefe de Gabinete das gestões Fafá Rosado – seu irmão e agitador cultural Gustavo Rosado.

Veja abaixo a relação de todos os envolvidos e os respectivos crimes (corrupção passiva, corrupção ativa, peculato etc.) a eles atribuídos:

a) SÉRGIO LEITE DE SOUSA, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com redação
determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990 (com redação
determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal (com a
redação determinada pela Lei n. 12.850/2013), na forma do art. 69, do Código Penal;

b) OTÁVIO AUGUSTO FERREIRA DA SILVA, nas penas do artigo 4º, I da Lei nº 8.137/90 e 333
do Código Penal, aplicados na forma do artigo 70 do Código Penal, com a incidência da causa especial
de aumento de pena prevista no parágrafo único, do art. 333 do Código Penal.

c) JOSÉ MENDES DA SILVA, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com redação
determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990 (com redação
determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal (com a
redação determinada pela Lei n. 12.850/2013), na forma do art. 69, do Código Penal;

d) ROBSON PAULO CAVALCANTE, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal (com
a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013), na forma do art. 69, do Código Penal;

e) PEDRO EDILSON LEITE JÚNIOR, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal (com
a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013), na forma do art. 69, do Código Penal;

f) EDVALDO FAGUNDES DE ALBUQUERQUE, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990
(com redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990
(com redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal
(com a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013), na forma do art. 69, do Código Penal;

g) WELLINGTON CAVALCANTE PINTO, nas penas do art. 4º, inciso I, da lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal (com
a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013), na forma do art. 69, do Código Penal;

h) JOSÉ MENDES FILHO, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com redação
determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990 (com redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal (com a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013), na forma do art. 69, do Código Penal;

i) CARLOS OTÁVIO BESSA E MELO, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal (com
a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013);

j) CLAUDIONOR ANTÔNIO DOS SANTOS, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal (com
a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013), na forma do art. 69, do Código Penal;

k) JÓRIO RÉGIS NOGUEIRA, nas penas dos crimes previstos nos artigos 4º, I da Lei nº 8.137/90 e
317 do Código Penal, com a causa de aumento de prevista em seu § 1º aplicados na forma do artigo 70
do Código Penal;

l) MARIA DE FÁTIMA ROSADO NOGUEIRA, nas penas do art. 4º, inciso I, da 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011);

m) JERÔNIMO GUSTAVO DE GÓIS ROSADO, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990
(com redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011);

n) CYRO RENNÊ MAIA FERNANDES, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal (com
a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013);

o) CARLOS JERÔNIMO DIX-SEPT ROSADO MAIA, nas penas do art. 4º, inciso II, alínea “a”, da
Lei 8.137/1990 (com redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288
do Código Penal (com a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013);

p) PEDRO DE OLIVEIRA MONTEIRO FILHO, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990
(com redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011) e art. 4º, inciso II, alínea “a”, da Lei 8.137/1990
(com redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011), em continuidade delitiva, c/c 288 do Código Penal
(com a redação determinada pela Lei n. 12.850/2013);

q) GENIVAN DE FREITAS VALE, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com redação
determinada pela Lei Nº 12.529/2011);

r) LEONARDO VERAS DO NASCIMENTO, nas penas do art. 4º, inciso I, da Lei 8.137/1990 (com
redação determinada pela Lei Nº 12.529/2011);

s) FRANCISCO JOSÉ LIMA DA SILVEIRA JÚNIOR, nas penas dos crimes previstos nos artigos 4º, I da Lei nº 8.137/90 e 317 do Código Penal, com a causa de aumento prevista em seu § 1º, aplicados na forma do artigo 70 do Código Penal.

Leia: Preço de combustível faz de Mossoró “capital da exploração” (veja AQUI), postada pelo Blog no dia 24 de abril de 2012, que antecedeu em pouco mais de um mês a Operação Vulcano, dissecando o incrível alinhamento de valores cobrados nos postos mossoroenses.

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quinta-feira - 27/04/2017 - 21:18h
Grupo de Tião Couto

Fafá Rosado pode ser opção à Câmara Federal em 2018


Tião tem Fafá em seu grupo (Foto: arquivo)

O nome da ex-prefeita mossoroense Fafá Rosado (PMDB) tem sido comentado como opção à Câmara Federal em 2018.

Ela integra o grupo do ex-candidato a prefeito Tião Couto (PSDB).

O assunto não ganhou corpo, até porque tudo é ainda muito vago nas articulações e arrumações à campanha do próximo ano. O PSDB de Tião pode materializar costura para chapas majoritárias e proporcionais em faixas próprias no próximo ano.

Em 2014, Fafá foi candidata – sem êxito – à Câmara Federal. Ficou à sombra da candidatura ao governo estadual do então deputado federal Henrique Alves (PMDB).

Ao não se viabilizar a vice de Rosalba Ciarlini (PP) à Prefeitura de Mossoró, ano passado, desembarcou no palanque de Tião. Com ele ainda continua.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 17/04/2017 - 16:28h
Absurdo

Mossoró tem 21 obras federais paralisadas


Mossoró contabiliza atualmente o total de 21 obras paralisadas ou quase parando, com recursos de origem federal.

Culpa de quem?

Da atual prefeita Rosalba Ciarlini (PP)? Do antecessor Francisco José Júnior (PSD)?

Culpa de um modelo político de dependência da União, sem um planejamento e recursos que proporcionem a cobertura dessas obras.

São aditivos e mais aditivos encarecendo as construções e assim mesmo não são concluídas.

Há poucos dias publicamos um desses casos, escola que se arrasta há anos no Conjunto Vingt Rosado (veja AQUI).

Mais do que viajar a Brasília para obter “mais recursos”, agentes públicos municipais precisam se empenhar para que esses empreendimentos sejam concluídos.

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Categoria(s): Administração Pública
terça-feira - 11/04/2017 - 15:58h
"Cultura"

Antigo “Catetinho” será galeria comercial até junho


Até junho próximo, o imóvel onde durante décadas viveu a numerosa família do casal empresário Dix-neuf Rosado-Odete, Praça Bento Praxedes, número 98, centro de Mossoró, será inaugurado como uma galeria comercial.

As obras estão em sua fase final.

Imóvel era assim, antes de começar a ser desfigurado por herdeiros (Foto: Blog Carlos Santos)

O casarão era conhecido historicamente como “Catetinho”, alusão ao Palácio do Catete no Rio de Janeiro, sede do governo federal durante muitos anos.

Abrigou visitante ilustre, o então presidente Getúlio Vargas, em visita que fez a Mossoró em 13 de setembro de 1933.

Foi construído pelo banqueiro Sebastião Gurgel em 1918 e vendido em 1929 ao industrial Miguel Faustino do Monte. Em 1945, o industrial Dix-neuf Rosado comprou-o.

Corredor Cultural

O Catetinho original, no Rio de Janeiro, sediou o governo federal de 1897 a 1960.

O Catetinho mossoroense, apesar de listado como histórico e componente do “Corredor Cultural” do município, foi vendido em abril de 2014 pela família da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), filha de  Dix-neuf e Odete. Não foi ao chão por inteiro, devido intervenção judicial (veja AQUI), que ensejou pelo menos a preservação de parte de sua estrutura física original.

Uma ironia triste desse enredo, é que durante sua gestão, Fafá pleiteou que Mossoró tivesse reconhecimento como “Capital da Cultura”, em concurso nacional.

Pronto, agora pode rir, webleitor.

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quinta-feira - 06/04/2017 - 10:46h
Abandono

“Coleção Mossoroense” retrata face real da “Capital da Cultura”


Por Caio César Muniz

Conheci a Fundação Vingt-un Rosado um ano após a sua criação. Fui levado por Cid Augusto para iniciar o processo de publicação do meu primeiro livro. Naquele ano também surgiriam para a nossa literatura os poetas Marcos Ferreira e Genildo Costa, Cid Augusto já estava na seara, já era gente grande.

Em 1999 fui procurado por Vingt-un Rosado para digitar UM livro, depois, sem uma conversa prévia, digitei dois, três, mil livros… Me tornei um auxiliar próximo de Vingt-un. Que sorte a minha! Não pelo emprego, mas pela oportunidade da convivência. De 1999 a 2005 tive um aprendizado sem igual.

Acervo da "Coleção Mossoroense", um trabalho de muitas décadas, virou amontoado de papel e caixas (Foto: Caio César Muniz)

O dinheiro da Fundação vinha de pequeno convênio quase permanente com a Prefeitura Municipal de Mossoró. Nos tempos de Vingt-un ele comprava de papel, de insumos gráficos, depois, com a necessidade de sairmos do ambiente familiar da casa de Vingt-un e ocuparmos um espaço mais neutro, este pequeno convênio servia para pagar o custeio da Fundação: (aluguel, água, luz, telefone, funcionários).

Nunca foi pago em dia, mas saía. Firmamos convênios paralelos, mas específicos para fins de publicação, não podiam ser aplicado e outros fins.

Desde o final do último mandato da prefeita Fafá Rosado (PMDB) a coisa começou a ganhar conotações catastróficas. Os atrasos se tornaram muito grandes e as renovações não aconteceram. Também foram ignorados por Cláudia Regina (DEM) e por Francisco José Júnior (PSD).

Com isto, há cerca de quatro anos, a coisa se tornou insustentável. Era preciso Reduzir custos ao máximo e a Fundação deixou uma sede ampla e acolhedora para ganhar rumos incertos.

Uma organização do acervo, realizado por professores e alunos do curso de História da UERN, foi por água abaixo. Três ano de trabalho e recursos jogados fora.

Aquela mudança dividiu o acervo: uma parte para o Museu do Sertão, na comunidade de Alagoinha, mal acondicionado, empilhado, exposto à umidade e poeira. Outra parte foi para uma residência em um bairro de Mossoró.

Nestas mudanças, sem pessoas qualificadas para tal, só Deus sabe o quanto foi perdido de obras raras da biblioteca particular de Vingt-un, de documentos, de obras da Coleção.

No final do mandato de Francisco José Júnior, para dar uma resposta, mesmo que rasa e paliativa, os acervos foram novamente transferidos de ambiente, agora para o piso superior do Museu Lauro da Escóssia.

Empilhado, empoeirado, sem acesso ao público. Novamente imagine-se no quanto se perdeu do acervo pela má condução.

Nós, os funcionários, fomos dispensados, não havia mais como arcar com a bola de neve que estava se tornando o atraso de salários. A gráfica foi desativada.

Há de se ressaltar aqui o empenho do diretor-executivo Dix-sept Rosado Sobrinho. Somos testemunha do seu esforço, até aqui em vão para erguer a Fundação.

Retirou do seu próprio bolso, comprometendo inclusive seu patrimônio pessoal, recursos consideráveis até aqui.

Agora o acervo faz a sua quarta mudança de local. Vai para a Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte. Confio na inteligência e experiência de pessoas como Eriberto Monteiro e Maurílio Carneiro, além de Raniele Costa,que continua realizando o seu trabalho junto à Fundação.

Acho que, enquanto a Fundação Vingt-un Rosado não tiver uma sede própria, ela não estará segura. Assim, mesmo sem apoios financeiros, ela estará guardada em definitivo em local apropriado.

Aos chefes da política e da da cultura de Mossoró, só um pedido: não deixem este patrimônio se perder (mais ainda), tenham sensibilidade para com o nosso passado para que tenhamos um futuro mais digno.

PS: Hoje (06 de abril) a Fundação Vingt-un Rosado completa 22 anos. Em sua história, nada, nunca foi fácil, mas agora está muito, mas muito pior.

Nota do Blog – Em Mossoró, há a disseminação errônea de que vivemos numa “Capital da Cultura”. O epiteto não lhe cabe. É outra falácia, outra mentira deslavada que faz parte da construção de um imaginário de poder, carregado de personalismo politiqueiro.

Na verdade, Mossoró é cemitério da cultura. Os casos se multiplicam, com destruição do seu corredor cultural arquitetônico – também por muitos Rosado, que se apresentam em propaganda como seus guardiões.

E tudo pode ficar ainda pior, pois a prioridade é a “política de eventos”, para parecer que se faz cultura e continuar mitificando gente que entende e gosta de cultura, tanto quanto eu de física nuclear.

Pobre Mossoró!

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sexta-feira - 24/03/2017 - 12:20h
Yuri Tasso

Nepotismo provoca nova baixa em governo de Rosalba


Do Blog do Barreto

A história se repete após oito anos: a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) teve que atender à recomendação do Ministério Público e escolher entre Yuri de Tasso e Kátia Pinto para o secretariado. Como Fafá Rosado (PMDB) em 2009, a atual chefe do executivo ficou com a segunda opção, quando os dois integravam sua equipe também.

Portaria exonera Yuri de cargo comissionado (Reprodução)

Ele ocupava o cargo de secretário executivo de Serviços Urbanos, subordinado à pasta da infraestrutura comandada pela esposa.

O nepotismo é o principal problema do início da gestão de Rosalba.

Nota do Blog - Existem outras situações bem mais delicadas que atingem a honra da gestão de Rosalba Ciarlini (PP) nesse início de seu quarto governo.

Teima em remar contra a maré ética que a Operação Lava Jato desencadeou no país.

Depois não deve reclamar de suas consequências.

Poderia ser diferente, mas vai insistir até quando?

Há poucos dias, seu filho e chefe de Gabinete Civil, Cadu Ciarlini, “pediu” exoneração do cargo com pouco mais de dois meses no cargo.

Vai sair mais gente.

Aguardemos, pois.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 20/03/2017 - 21:56h
Buraco previsto

Previ tem rombo que foi antecipado ainda em 2015


O presidente do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (PREVI MOSSORÓ), Elviro Rebouças, apresentou um diagnóstico do quadro econômico-financeiro da autarquia. Os números não são surpresa nem devem chocar ninguém.

Elviro revelou que a Prefeitura de Mossoró tem uma dívida superior a R$ 20 milhões com a Previ, entre repasses não feitos e parcelas de parcelamentos de dívidas não quitadas. Somente as parcelas atrasadas representam um volume de recursos da ordem de R$ 7.850.840,95.

Há muitos meses que boa parte da imprensa já tinha antecipado esse cenário. Em 2015, o caso quase resultava no afastamento temporário do então prefeito Francisco José Júnior (PSD). Um grupo de vereadores chegou a denunciá-lo diretamente à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), em vão.

Veja matérias sobre esse assunto, ainda no ano de 2015, clicando nos links abaixo:

- Rombo na Previ passa dos 15,6 milhões AQUI.

- Previ tem rombo crescente e informações desencontradas AQUI.

Ano passado, uma auditoria do Ministério da Previdência Social, cujo resultado foi encaminhada ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, provocou a Procuradoria Geral de Justiça a abrir investigação criminal contra o prefeito de Mossoró, Francisco Silveira Júnior. As ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) e Fafá Rosado (PMDB) – veja AQUI – também foram envolvidas.

Durantes sete meses consecutivos, de Junho a Dezembro de 2016, o Município abateu a contribuição previdenciária dos servidores, mas não fez o repasse de uma quantia total de R$ 8.933.521,42 para a Previ.

Descalabro

Elviro acrescentou ainda que a Prefeitura de Mossoró também não repassou valores de contribuição patronal que representaram R$ 3.432.324,93, totalizando uma dívida de R$ 20.216.687,30.

“Trata-se de descalabro muito grande, num momento em que a Prefeitura se encontra em dificuldade financeira”, criticou.

Elviro apresentou esse relatório ao Conselho Previdenciário do Previ-Mossoró, na última sexta-feira (17). Ele e esse colegiado voltarão a se reunir na próxima quinta-feira (23). Vão discutir medidas cabíveis que possam ser adotadas.

Nota do Blog – Uma pergunta precisa ser respondida pelos membros do Conselho Previdenciário: o que eles fizeram para evitar esse “descalabro”. Se esse colegiado não tem poderes para agir preventiva e saneadoramente, qual o valor de sua existência?

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Categoria(s): Administração Pública
quinta-feira - 23/02/2017 - 10:18h
Impasse

Izabel freia desembarque inteiro do rosadismo no PMDB


Izabel e Sandra: próxima? Nem tanto (Foto: arquivo)

Segundo o jornalista Bruno Barreto, do Blog do Barreto (veja AQUI), a mudança iminente da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) para o PMDB (veja AQUI), não é determinante da mudança de sua mãe e vereadora Sandra Rosado (PSB) à mesma sigla.

O impasse está na relação indócil entre Sandra e a presidente da Câmara Municipal de Mossoró e dirigente do peemedebismo local, Izabel Montenegro.

“As duas se repelem”, avisa Bruno.

Tempo

O distanciamento entre ambas se agravou na disputa para presidência da Câmara Municipal de Mossoró. O fosso aumenta, antes mesmo do início do período de sessões ordinárias, pois Sandra é questionadora de compromissos da presidente com bancada governista.

O PMDB já foi de Sandra, Larissa e seu grupo. O retorno inteiro e, não de apenas Larissa, pode não ser apenas uma questão de tempo.

Nota do Blog - A jornalista Carol Ribeiro em seu blog homônimo já tinha adiantado que Sandra e seu filho e secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Lahyrinho Rosado (PSB), não fariam essa “travessia” para o PMDB. Por enquanto, ficam no PSB.

Henrique Alves, pela força crescente de Izabel na politica paroquial e sua capacidade de trabalho na organização partidária, prefere não mexer no vespeiro.

Sua experiência anterior, ao ejetar Izabel Montenegro do comando do PMDB, para aboletar a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), teve resultados desastrosos.

Fafá foi incapaz de aglutinar forças e de pelos menos dar ordem burocrática à sigla em Mossoró.

Vai repetir? Hoje, não.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 20/02/2017 - 11:00h
Quarta-feira, 22

Economista Elviro Rebouças vai assumir o Previ-Mossoró


Quarta feira, 22 fevereiro, o economista Elviro do Carmo Rebouças tomará posse, as 10h, no gabinete da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), como presidente do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró),

Era nome da primeira hora para o cargo, mas não foi empossado de imediato – quando sondado – por alegar um tempo para pensar e prioridade à saúde pessoal.

Provisoriamente, o secretário da Administração e Recursos Humanos, Sebastião Ronaldo Martins Cruz, assumira o Previ-Mossoró, autarquia criada na gestão da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

Agora, está pronto.

Elviro já foi vereador em Mossoró e passou por cargos no setor bancário, como diretoria do extinto Banco Mossoró.

Nota do Blog – Bom nome no cargo certo. Boa sorte.

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Categoria(s): Administração Pública
quinta-feira - 16/02/2017 - 09:34h
Pobre Mossoró!

Praça da Convivência segue seu vertiginoso abandono


Praça da Convivência antes era assim (Foto: arquivo)

A “Praça da Convivência” em Mossoró segue seu vertiginoso abandono na atual gestão municipal.

Está em boa parte às escuras, sem segurança, banheiros imundos (e muitas vezes sem água), estrutura física se desmancha a olhos vistos e várias lojas foram fechadas ou simplesmente abandonadas.

Esse equipamento das gestões Wilma de Faria e Fafá Rosado virou referência de Mossoró além de seus limites, dando-lhe ar cosmopolita.

Aos poucos avança para simbolizar o inverso: retrato do abandono e atraso.

Pobre Mossoró!

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Categoria(s): Administração Pública / Economia
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domingo - 05/02/2017 - 03:56h

Não adianta chorar o ouro negro ‘derramado”


Por Gutemberg Dias

Os royalties de petróleo para o município de Mossoró, desde a década de 1990, passaram a ter grande importância nas receitas municipais, principalmente, a partir do ano 2000 quando efetivamente o município passou a receber sistematicamente os repasses dessa fonte.

Para se entender um pouco o quanto esse recurso foi e, talvez, ainda seja importante para o município, basta ver que em 2000 os cofres públicos receberam R$ 5.109.693,30 equivalente a 6,08% de toda a receita daquele ano. Já em 2004 o montante arrecadado de royalties foi  R$ 32.090.378,00 equivalente a 18,36% de toda a receita do município no respectivo ano.

Vale destacar que o período acima descrito corresponde ao último mandando da prefeita Rosalba Cialini (PP), que agora está iniciando o quarto mandato na municipalidade. Esses números revelam como a gestora teve diferencial que antecessores nunca experimentaram na Prefeitura.

Àquela época, Rosalba disponha de uma margem grande dos recursos advindos dessa fonte, potencializando investimentos no município.

A partir de 2005 até 2014 a série histórica das receitas com royalties de petróleo passa a ser crescente, tendo seu pico no ano de 2013, quando o município arrecadou o montante de R$ 47.104.697,30.

Vale destacar que no ano de 2014 a arrecadação foi um pouco menor (R$ 46.370.731,95).

Já em 2015 observa-se uma queda muito grande em relação ao ano anterior (R$ 26.775.727,88), ou seja, correspondendo a uma redução de 42,25%.

Em 2016 existia uma previsão de arrecadação na ordem de 15 milhões de reais. Ao se fazer a relação royalties x receitas, previa-se algo próximo a 3% de toda a receita do município nesse ano. Estou usando o termo previsão, pois não disponho dos números fechados para esse período, apenas inferências de valores arrecadados até o mês de junho e a previsão de arrecadação até dezembro.

Voltando a fazer a relação entre a arrecadação com royalties e a receita total do muncípio ao longo dos anos, observa-se que de 2004 até 2008 existe uma redução percentual da ordem dos 18% para 12% e, até o ano de 2014, o município conseguiu manter uma média de 10%.

A partir desses dados podemos dizer que os gestores municipais, desde o mandato iniciado por Rosalba Cialini em 2000, passando por Fafá Rosado (2005 a 2012), Claudia Regina (2013), não tiveram um mínimo de problemas com essa fonte de arrecadação. Com Francisco José Júnior (dezembro de 2013 a 2016), houve oscilação para baixo, de modo mais acentuado.

Vale destacar que o governo de Fafá Rosado manteve uma estabilidade entorno dos 10% e se comparado as demais gestões, conseguiu, teoricamente, ter maior poder de manobra sobre os recursos, já que manteve uma arrecadação superior aos 35 milhões de reais ano.

Por fim, a partir de 2015 essa relação volta aos patamares do ano 2000, deixando a municipalidade sem margem de manobra, em relação ao orçamento para uso dessa fonte de recursos, já que ela pode ser aplicada em vários setores.

Diante do que foi mostrado, fica claro que a atual gestão, caso não aconteça o aumento do preço do barril no mercado internacional ou o aumento de produção, não terá grandes expectativas quanto a utilizar essa fonte de arrecadação como um pulmão financeiro para o desenvolvimento de seu plano de governo.

E não adianta chorar o ouro negro “derramado”. Claramente, os gestores mossoroenses perderam a chance de transformar a fartura que brotou do nosso subsolo, em diferencial para presente e futuro de Mossoró.

Gutemberg Dias é geógrafo, ex-candidato a prefeito de Mossoró (2016) e presidente da Redepetro RN

Categoria(s): Artigo
domingo - 29/01/2017 - 12:11h

Porcellanati, um grande negócio que segue fazendo estragos


Dia passado (sábado, 28), um grupo de ex-funcionários da Porcellanati fez um protesto em frente à unidade fabril da empresa e bloqueou um trecho da BR 304 – Saída de Mossoró para Tibau-RN e Fortaleza-CE. O objetivo era chamar a atenção das autoridades competentes, sobre a dilapidação do que restou do patrimônio da empresa, que ainda pode garantir os seus direitos trabalhistas.

O desespero estampado no rosto de dezenas de funcionários demitidos, que não receberam seus direitos trabalhistas, faz sentido. Os manifestantes alegam que Importantes equipamentos, que compõem a estrutura do empreendimento, estão sendo desmontados e levados embora.

Independentemente das razões legais que envolvem o problema, há uma coisa muito mal explicada no caso da Porcellanati, desde a sua concepção.

Porcellanati segue fazendo firulas, dando dribles em tudo e em todos (Foto: arquivo)

A Porcellanati foi a principal bandeira da política de desenvolvimento na gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), no período de 1997-2000. A propaganda oficial de seu governo, à época, alardeava a geração de mais de 1.000 empregos diretos quando o polo cerâmico, liderado pela Porcelantti, estivesse em pleno funcionamento. O governo de Rosalba buscou intermediação direta para obtenção de recursos e incentivos.

As atividades da Porcellanati começaram a funcionar, a partir de dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

EM ABRIL de 2014, quando produzia a metade da produção estimada, teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento dos serviços, quando empregava cerca de 400 funcionários.

Desde então, o grupo catarinense deu um calote no combalido comércio local e da região e, atualmente, acumula dívidas que superam R$ 200 milhões.

As ex-governadoras Wilma de Faria (PTdoB) e Rosalba Ciarlini trataram de encobrir, por diversas vezes, a falta de reciprocidade da Porcellanati protelando medidas que poderiam ter evitado ou minimizado o tamanho do rombo na economia potiguar.

Do mesmo modo, ficaram omissos os governos da prefeita Fafá Rosado (PMDB), Claudia Regina (DEM), Francisco José (PSD), a Câmara Municipal de Mossoró e o Ministério Público. Além das entidades representativas de classes, que não levantaram a voz.

Por diversas vezes, com o intuito de alertar as autoridades competentes, o extinto Jornal Página Certa publicou matérias apontando a falta de viabilidade do projeto Porcellanati e seu inevitável fracasso.

Os investimentos que foram direcionados pelos gestores públicos à Porcellanati dariam para fomentar o desenvolvimento de dezenas de empresas, locais e da região, promover geração de emprego e renda, bem maior do que a projetada, com sustentabilidade.

Não por mera coincidência a Itagrês Revestimentos Cerâmicos S/A, controladora do grupo Porcellanati, doou quantias expressivas para a campanha da governadora Rosalba Ciarlini, em 2010.

Esse é mais um daqueles engodos, utilizando o investimento público, que precisa ser esclarecido à população.

SECOS & MOLHADOS

Muro – A edição do último dia 25, do Diário Oficial do Estado (DOE), publicou o contrato para instalação do muro de concreto que será construído na prisão de Alcaçuz, com o objetivo de separar as facções criminosas PCC e Sindicato do RN. O governo do RN vai pagar à empresa M H Construtora Ltda – EPP, através do DER, o valor de R$ 794.028,00. Estão incluídos os serviços emergenciais da barreira provisória de containers marítimos. O prazo estipulado no contrato é de 90 dias, mas o governo Robinson Faria (PSD) já anunciou que o muro será concluído em 15 dias.

Recessão – De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o salário médio de admissão, no Rio Grande do Norte, é o terceiro pior do País: 1.068,12. Esse reflexo da crise repercute diretamente no setor de comércio e alimenta o ciclo vicioso da recessão. Com menos gente trabalhando, há menor consumo, há mais desemprego e maior endividamento das famílias.

Afastado – O mossoroense Marcelo Rosado não é mais o titular da Semurb de Natal. Ele vinha fazendo uma gestão técnica reconhecida nacionalmente e elogiada por todos, inclusive pela unanimidade dos técnicos da pasta – que, surpresos, divulgaram uma nota na imprensa. Temem que a Semurb volte a ter uma gestão politizada.

Desunião – A crise no sistema prisional do RN revelou, mais uma vez, a desunião da bancada federal do Estado. Apenas, o deputado Fábio Faria (PSD) e o senador José Agripino (DEM) se movimentaram em busca de apoio federal para o Estado do Rio Grande do Norte. Depois que a poeira sentar, todos aparecerão, se lhes forem convenientes, claro.

Controvérsia – O Ministério Público do RN (MPE-RN) diz que fez adequações e ajustes que propiciaram a diminuição de 10% no seu quadro de membros, atingindo, portanto o índice de 1,88% de sua Receita Liquida Corrente, em gastos com pessoal, conforme preconiza a Lei de Responsabilidades Fiscais (LRF). Portanto, atingiu o limite prudencial, quatro meses antes do prazo. Por outro lado, há críticas severas, de vários segmentos, que apontam que o MPE-RN criou o Programa de Incentivo à Aposentadoria Voluntária e estimulou a aposentadoria de alguns de seus membros através de indenizações milionárias. Ou seja, os aposentados saíram da folha de pagamento do órgão e entraram para folha de inativos do Poder Executivo. Assim, somente em dezembro de 2016, o MPE-RN gastou R$ 4,9 milhões para pagar 11 membros inativos, em parcela única, como antecipação da discutível Parcela Autônoma de Equivalência (PAE) – que corresponde a uma espécie de verba indenizatória. (fonte: http://transparencia.mprn.mp.br).

Controle – Finalmente, graças ao governo federal, a ordem começa a ser restabelecida na penitenciária de Alcaçuz. Homens da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, grupo composto por 81 agentes penitenciários, vindos de quatro Estados e do Distrito Federal, deram o suporte necessário para a ação de intervenção.

Nas ruas de Natal e região metropolitana 1,8 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica conseguem manter o clima de ordem dando mais tranquilidade à população. Isso não tira o mérito dos policiais e agentes do RN que, apesar da falta de estrutura oferecida pelo Estado, também estão fazendo a sua parte.

Surto – A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o surto de febre amarela deve se espalhar no Brasil. O País vive o maior surto da doença, desde que foi iniciada a série história, em 1980. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de letalidade é de 51,8% dos casos. É inacreditável vermos tantos descasos com as políticas públicas no Brasil. Estamos regredindo, a passos largos, em quase todos os aspectos. Preocupante.

* Veja AQUI a coluna anterior.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Categoria(s): Artigo
terça-feira - 24/01/2017 - 12:22h
Mossoró

Hospital sob intervenção sofre com retenção de recursos


A Prefeitura Municipal de Mossoró retém – inexplicavelmente – recursos que deveria repassar ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR). São numerários advindos do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Governo do Estado.

O HMAC/CSDR está sob intervenção federal desde 27 de setembro de 2014.

UTI Intermediária Neonatal Convencional é um diferencial no HMAC e precisa ser mantida (Foto: arquivo)

O assunto passou a ser tratado na esfera judicial, à manhã de hoje, tamanho o sufoco vivido pelo hospital, que reflete em especial no bolso de seus servidores.

O fato, por outro lado, pode causar problemas até de ordem criminal para os ordenadores de despesas do município, caso se comprove má-fé.

Repetindo passado

Situação dessa natureza não é novidade na relação (política) entre municipalidade e HMAC/CSDR.

Em 2012, por exemplo, gestão Fafá Rosado (PMDB) segurava recursos da União há nove meses, quando o Blog (veja AQUI) denunciou a canalhice. A estratégia era asfixiá-lo financeiramente.

O resultado de nossa pressão foi que horas depois (veja AQUI) aconteceu de considerável soma para o HMAC/CSDR.

Na época (como hoje), Fafá era adversária política da então deputada federal Sandra Rosado (PSB), que através de seu grupo político controlava a HMAC/CSDR.

Nota do Blog – Espero que isso seja sanado logo e não se repita. Mossoró, nossos bebês, mães, não suportam mais tanta humilhação e luta politiqueira sem escrúpulo algum.

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Categoria(s): Administração Pública / Política / Saúde
terça-feira - 24/01/2017 - 11:40h
Realidade

Marketing passa apuros com contradições de políticos do RN


O marketing político e eleitoral no Rio Grande do Norte convive com muitos embaraços nos últimos anos. Aqui e ali, o que produz se choca com os fatos reais.

Tem-se agudizado o conflito entre slogan e realidade na política potiguar.

Vejamos alguns exemplos:

Em campanha ao Governo do Estado em 2014, Robinson Faria (PSD) trombeteou que seria o “Governador da Segurança”.

Bem…não precisamos avançar muito no assunto. Basta ser lembrado que há poucas semanas ele passou a circular em carro oficial blindado, temendo a insegurança.

“Pra fazer acontecer”

Rosalba prometeu fazer acontecer em 2010 (Foto: arquivo)

Antes dele, Rosalba Ciarlini (PP) garantiu em sua campanha no ano de 2010: “Pra fazer acontecer!”

Vamos evitar maiores detalhes, para não causarmos mais constrangimento.

Ano passado, em Mossoró, o então prefeito Francisco José Júnior (PSD), que se transformou simplesmente em “Francisco” para ser associado ao Papa, com esse codinome, bradou: “Sempre resistir, recuar jamais”.

Poucas semanas depois de iniciar campanha à sua própria sucessão, desistiu da candidatura.

“Da Gente”

Antes, já usara o “Testado e aprovado” em sua campanha a prefeito, em 2014. Seus altíssimos índices de reprovação – adiante – pareciam ironizar o marketing de antes.

Poucas semanas depois de garantir que não desistia, Francisco desistiu (Foto: reprodução)

Mas nem tudo está perdido.

A ex-prefeita mossoroense Fafá Rosado (PMDB) adotou o Governo “Da Gente” para suas administrações. Faz sentido. Parece que era uma premonição do marqueteiro.

Seus familiares e mais chegados não têm do que reclamar da estada dela no Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró. Mudaram de vida. Para bem melhor, claro.

Já Mossoró…

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Categoria(s): Comunicação / Política
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quinta-feira - 12/01/2017 - 09:02h
Mossoró

Ministro visita UPA e promete empenho para apoio financeiro


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, iniciou sua programação de visita a Mossoró nesta quinta-feira (12) – veja agenda AQUI.

Na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Belo Horizonte, conhecendo suas instalações e dialogando com funcionários, a promessa de diligenciar para que esse núcleo de saúde possa receber insumo financeiro do  Governo Federal.

Ricardo Barros (centro, o mais alto, por trás dos servidores) visitou UPA agora pela manhã (Foto: PMM)

“Um de nosso principais pleitos é o credenciamento da UPA do BH. E a qualificação das outras UPA’s existentes na cidade”, assinalou a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), ladeada pelo deputado federal Beto Rosado (PP), que fomentou o desembarque de Barros na cidade.

Farsa da “inauguração”

A UPA do Belo Horizonte foi inaugurada com festa ruidosa no dia 28 de dezembro de 2012, quando faltavam três dias para o final do mandato da então prefeita Fafá Rosado (PMDB). Ela sabia que tudo era uma farsa, pois só existia o prédio (assim mesmo por ser concluído).

Coube ao prefeito Francisco José Júnior (PSD), ainda na interinidade, fazê-la funcionar com recursos próprios do município no início de 2014, tentando paralelamente em toda sua administração, apoio da União para credenciar a UPA. Ousou, que se diga.

Antes dele, a prefeita que substituiu Fafá, Cláudia Regina (DEM), trabalhou com igual objetivo mas não se arriscou a botar a UPA para funcionar com recursos da Prefeitura.

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Categoria(s): Saúde
domingo - 08/01/2017 - 21:26h
Mossoró

‘Rombo’ em Prefeitura ainda não tem medida nem é ‘obra’ nova


Próximo prefeito de Mossoró vai pegar um passivo na Prefeitura que passará dos 140 milhões.

Essa informação no parágrafo acima foi postada com exclusividade pelo o Blog Carlos Santos no dia 26 de setembro do ano passado, às 9h48 (veja AQUI), há quase quatro meses.

Hoje (domingo, 8 de janeiro de 2017), a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) fala em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, que “até agora não conseguimos levantar tudo, mas os débitos já chegam a mais de R$ 130 milhões”.

Francisco assumiu máquina em queda livre e Rosalba não pode culpá-lo para sempre (Fotos: arquivo)

Caminha para ser maior. Até bem maior, por várias razões.

Quando assumiu a Prefeitura de Mossoró em 2013, Cláudia Regina (DEM) recebeu um volume de dívidas que ultrapassaria os R$ 74 milhões – derivada da era Fafá Rosado (PMDB).

Em 13 de janeiro de 2014, Francisco José Júnior (PSD), ainda na interinidade, atestou que esse rombo estava acima dos R$ 46 milhões (veja AQUI).

De lá para cá, tivemos continuada queda em receitas diretas e indiretas, decisões administrativas comprometedoras, conjuntura nacional desfavorável e outros problemas.

Em 10 de outubro de 2013, às 10h10, o Blog postou reportagem especial mostrando o quadro financeiro próprio da gestão Cláudia Regina, num comparativo com o último ano da segunda administração de Fafá (veja AQUI). Começava a despontar instabilidade e o pior poderia vir. E veio.

ARRECADAÇÃO DIRETA

2012                                                      2013

Janeiro – R$ 5.164,290,73          Janeiro – R$ 6.291,561,75
Fevereiro – R$ 4.315,734,45     Fevereiro – R$ 4.056,959,02
Março – R$ 8.387,322, 35           Março – R$ 6.409,340,26
Abril – R$ 4.831,008,15               Abril – R$ 4.759,411,85
Maio – R$ 5.109,170,73               Maio – R$ 7.381,950,24
Junho – R$ 5.234,152,87             Junho – R$ 4.746,324,87
Julho – R$ 5.460,837,09             Julho – R$ 5. 059,316,43
Agosto – R$ 5.600,450,43          Agosto – R$ 4.684,007,68

No pacote de receitas próprias que definhavam entram Imposto sobre Serviços (ISS), o principal, taxas diversas, multas e juros, dívida ativa, Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) etc..

Apesar do “sinal amarelo”, compromissos políticos do governo inundaram a Prefeitura com novos cargos comissionados, por exemplo. Cláudia foi ejetada da Prefeitura no dia 5 de dezembro do mesmo ano, já sentindo abalos nas contas públicas.

Daí em diante, a “batata quente” caiu no colo do interino e depois prefeito eleito (em disputa suplementar no dia 4 de maio de 2014) Francisco José Júnior.

Cláudia e Fafá: números em queda (Foto: arquivo)

Com o prefeito envolvido ferozmente na campanha municipal suplementar e outra estadual no mesmo ano de 2014, parece que a municipalidade ficou em segundo plano. Queda nas receitas diretas (em especial com desmanche na atuação da Petrobras) e de transferências, tem atrofiado continuadamente o erário.

A Prefeitura de Mossoró chega às mãos de Rosalba como reflexo de anos de gestões carregadas de erros e um cenário desfavorável.

Crise

Culpar tão-somente o ex-prefeito é miopia, má-fé ou desconhecimento de causa.

A crise é nacional, sim. Mas existem ilhas de equilíbrio, obtidas com coragem, ousadia e respeito às contas públicas. Priorizar interesses de compadres, familiares, grupos e negócios escusos não vão ajudar à Prefeitura e Mossoró.

As escolhas da prefeita Rosalba Ciarlini dirão muito do que virá adiante. Choramingar e praguejar o antecessor vão criar couraça protetora durante algum tempo, mas não resolverão seus problemas e da municipalidade.

Essa fórmula, ela adotou como governadora e saiu com reprovação expressiva, até alijada do projeto de reeleição. Francisco José Júnior será útil ao seu marketing defensivo até quando?

Saberemos.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
quarta-feira - 04/01/2017 - 16:38h
Francamente

Os comissionados e o rabo do macaco


Tem gente espantada com a quantidade de comissionados na era “Francisco”, gestão do ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Mas não estranhava quando era bem pior com Fafá Rosado (PMDB), Cláudia Regina (DEM) e Rosalba Ciarlini (PP).

Como diria minha santa mãezinha…”Macaco não olha pro próprio rabo”.

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Categoria(s): Só Pra Contrariar
terça-feira - 03/01/2017 - 21:34h
Mossoró

Prefeitura tentará recursos federais para manter UPA aberta


Secretário da Saúde Municipal de Mossoró, o enfermeiro Benjamim Bento disse hoje à noite no programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM), que o governo Rosalba Ciarlini (PP) tem planos definidos para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte.

- Vamos tentar habilitá-la no Ministério da Saúde – afirmou ele. Simplificando: mantê-la em funcionamento, mas com recursos do Governo Federal, como ocorre com as outras duas – dos bairros São Manoel e Santo Antônio.

UPA fechada estava se deteriorando, apesar de "inaugurada" por Fafá ( Foto:Wilson Moreno)

- Não se admite não receber um único recurso federal – acrescentou o secretário, que disse ter começado estudo para diligenciar providências nesse sentido.

A UPA do Belo Horizonte foi “inaugurada” pela então prefeita Fafá Rosado (PMDB) no dia 28 de dezembro de 2012, quando faltavam três dias para o final de sua administração. Entregou-a com festa ruidosa, apesar de saber que não seria aberta no dia seguinte.

Sua sucessora, Cláudia Regina (DEM), não conseguiu botá-la para funcionar,  pois só existia tão-somente estrutura física e inexistiam meios financeiros para esse fim. Coube ao prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) efetivamente operacionalizar a UPA no início de 2014, com quatro médicos de plantão e amplos serviços.

Depois houve queda continuada da qualidade do seu trabalho.

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Categoria(s): Saúde
terça-feira - 03/01/2017 - 18:18h
Bye!

Inferno astral político de Fafá e seu esquema parece sem fim


Parece sem fim o inferno astral político da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) e seu esquema.

Fafá e Sandra: primas que se repelem (Foto: Cézar Alves em 28-09-2009)

Alijada da sucessão municipal do ano passado, quando sonhava em ser aboletada na chapa à Prefeitura, encabeçada pela então candidata a prefeito Rosalba Ciarlini (PP), Fafá deixou presidência do PMDB (veja AQUI) e saiu atirando.

Mesmo assim, ponderou que continuaria na sigla.

Optou por apoio ao candidato a prefeito Tião Couto (PSDB) – veja AQUI, não levando quase ninguém do seu antigo sistema para o palanque dele. O PMDB apoiou Rosalba e maioria da escassa ‘militância’ de Fafá, também.

A prima

Mas com o iminente desembarque (retorno) do grupo da vereadora Sandra Rosado (PSB) no partido – veja AQUI – ela, seu marido e ex-deputado estadual Leonardo Nogueira devem procurar outro destino.

O PMDB  é pequeno demais para ela e Sandra.

Fafá e Sandra não se bicam há muitos anos, apesar de primas. Fafá, a propósito, iniciou-se na política por suas mãos – candidata a prefeito em 2000, derrotada por Rosalba.

Ô luta medonha!

Nota do Blog – Passamos anos repetindo que “a patota” não é do ramo” e o tempo tem-nos dado razão. Há tempo terminou o ciclo de Fafá e seus ramo familiar, que é uma invenção da própria Sandra, depois arrematada pelo grupo de Rosalba, que viabilizou dois mandatos de prefeito para ela e dois de deputado pro seu marido, com a força da máquina da Prefeitura.

Bye!

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Categoria(s): Política
terça-feira - 27/12/2016 - 10:53h
O futuro já começou...

Rosalba terá filha em equipe focando a Assembleia Legislativa


Um nome anunciado hoje através do Blog do Barreto (veja AQUI) como integrante da futura equipe de secretários da prefeita eleita e diplomada, Rosalba Ciarlini (PP), precisa ser observado com atenção: Lorena Ciarlini.

Será a titular da pasta da Ação Social.

Filha da própria prefeita, não por acaso estará em cargo estratégico, com relação direta com a massa-gente e diversos programas assistenciais.

Lorena, Rosalba e Kadu em momento da diplomação no último dia 19, mas com olhar em 2018 (Foto: Web)

Indicador mais do que forte de ser o nome do rosalbismo à Assembleia Legislativa em 2018, onde a família Rosado-Ciarlini deixou de ter representante com a não-reeleição de Ruth Ciarlini (irmã de Rosalba) em 2006.

Até bem pouco tempo, o nome mais comentado nos intramuros do rosalbismo para ser essa escolha, era do marqueteiro da própria Rosalba na campanha deste ano, seu filho Kadu Ciarlini.

Ungida à Ação Social, Lorena aparece como verdadeiro nome à disputa. Para ser “nomeada” nas urnas, previsivelmente.

Nas eleições à Assembleia Legislativa em 2014, o rosalbismo fez aliança pontual com o ex-prefeito (duas vezes) de Areia Branca Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, numa dobradinha com o agrônomo Beto Rosado (PP), sobrinho-afim de Rosalba. Os dois conseguiram se eleger.

Puro-sangue

Para 2018, com a Prefeitura em mãos, o rosalbismo sinaliza que quer repetir fórmula “puro-sangue” que aconteceu antes, à época em que Rosalba foi prefeita, ensejando a eleição de Ruth duas vezes.

Quando saiu da Prefeitura para ser candidata ao Senado (eleita em 2006) e ao Governo do Estado (eleita em 2010), o espaço foi ocupado pelo médico Leonardo Nogueira (DEM). Não por coincidência, na municipalidade estava sua mulher, a enfermeira Fafá Rosado (DEM, hoje PMDB).

Na tentativa de se reeleger para terceiro mandato em 2014, Nogueira não teve êxito. Na Prefeitura, não por coincidência, Fafá já não estava mais. O prefeito era Francisco José Júnior (PSD), eleito em pleito suplementar meses antes (4 de maio).

Francisco optou por apoiar àquele ano o ex-prefeito de São Miguel Galeno Torquato (PSD), região do Alto Oeste, um estranho ao eleitor e à cidade, mas que saiu vitorioso e com votação expressiva em Mossoró (12.306 votos).

Leonardo Nogueira sonhava com o apoio de Francisco, que não houve. Sua votação no município não passou de 9.111 votos.

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Categoria(s): Política
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