terça-feira - 21/02/2017 - 14:38h
Novo secretário

Governador adota mudança de discurso e prioriza política


O governador em exercício, Fábio Dantas (PCdoB), deu posse a Ivan Lopes Júnior (PSD), para exercer o cargo de titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), no início da tarde desta terça-feira (21).

Mairton foi "rebaixado" para atender critério político (Foto: arquivo)

A ascensão de Ivan Júnior, paralelamente, “rebaixou” um técnico do setor para a condição de adjunto da pasta, ou seja, o até então secretário Mairton França, professor dos quadros da Universidade do Estado do RN (UERN).

Mairton fora indicado pelo então prefeito de Mossoró Francisco José Júnior (PSD), de quem o governador Robinson Faria (PSD) rompeu politicamente no final do ano passado. A saída de França era uma questão de dias, semanas ou meses (como o Blog antecipou ano passado ainda – veja AQUI).

Promessa

Mas chama a atenção na mudança, a quebra de discurso – outra vez – do governador Robinson Faria. Prometeu em campanha e durante boa parte do seu mandato, que as nomeações de sua equipe seguiriam “critério técnico”.

Não é o caso da SEMARH, agora. Ele tira um técnico para botar um político na titularidade.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sexta-feira - 17/02/2017 - 19:53h
Mossoró

Cultura deverá voltar a ser secretaria em governo


Ainda sem nome anunciado e nomeado para a Cultura, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) deverá ressuscitá-la como secretaria na reforma administrativa que pretende promover.

O prefeito anterior, Francisco José Júnior (PSD), rebaixou-a para outro patamar que dificulta até a captação de recursos indiretos.

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Categoria(s): Administração Pública / Cultura
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sexta-feira - 17/02/2017 - 10:06h
Lei ignorada

Prefeitura e Câmara não publicam currículo de comissionados


Até o momento, a administração municipal de Mossoró e a Câmara Municipal de Mossoró passam ao largo de uma importante lei sancionada ano passado, ainda na gestão do prefeito Francisco José Júnior (PSD). A Lei Ordinária Nº 3.483, de 25 de novembro de 2016 estabelece a publicação do currículo profissional de todos os nomeados para cargos comissionados.

Francisco José Júnior sancionou lei ano passado, com publicação no JOM (Foto: Raul Pereira)

A proposição foi aprovada em junho de 2016 pela Câmara Municipal de Mossoró, nascida pelas mãos do então vereador Soldado Jadson (SDD).

No portal da Prefeitura Municipal de Mossoró (veja AQUI), a municipalidade chegou a postar matéria no dia 28 de novembro de 2016, às 17h16, atestando a sanção da lei.

Quase 300 comissionados

A resolução é obrigatória para cargos do Poder Executivo e do Poder Legislativo Municipal, devendo ser regulamentada em até 45 dias. Esse prazo já foi superado.

A lei foi publicada no Jornal Oficial de Mossoró (JOM), edição 384, da sexta-feira, 25 de novembro de 2016. Veja AQUI, na página 5.

Até o momento, Rosalba nomeou quase 300 pessoas para cargos comissionados (veja AQUI).

Nota do Blog – Lei de suma importância para o processo de transparência e controle social, que objetiva publicizar o perfil de cada escolhido, reforçando tese da nomeação por mérito, com base na qualificação técnica e não apenas compadrio e “confiança”.

A atual gestão não pode alegar desconhecimento da lei. Outra vez, parece “esquecer” que é quem mais deve cumprir a lei.

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Categoria(s): Administração Pública
terça-feira - 14/02/2017 - 04:34h
UPA's de Mossoró

Saúde quer reduzir médicos, plantões e retirar terceirizada


O secretário da Saúde de Mossoró, Benjamim Bento, segue com ações para reordenar gestão das três Unidades de Pronto-Atendimento (UPA´s) do município. Definido, por exemplo, que não quer contar com a empresa Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda (SAMA).

Sama atua desde o início de 2014 na prefeitura (Foto: ilustrativa)

A Sama oferta pessoal médico para atuação nas UPA’s de Mossoró e outras instituições de Saúde no município e região.

Bento quer trabalhar com dois médicos por Upa e reduzir o valor pago por plantão. Dois pontos delicadíssimos.

Na última quarta feira (8), o secretario abriu um leque de reuniões com médicos e outros setores, para por em prática essa decisão.

Aditivo

A Sama tem 146 médicos à disposição das UPA´s, com contrato terceirizado com a municipalidade desde fevereiro de 2014, quando Francisco José Júnior (PSD) ainda estava em período de interinidade como prefeito. Priorizou três médicos por plantão e um quarto em horários de maior demanda.

Antes de encerrar seu mandato, “Francisco” garantiu aditivo de R$ 7.346,688,00 em seu contrato para assegurar médicos nas UPA’s do Santo Antônio e São Manoel.

Veja AQUI quantos médicos devem estar de plantão (neste momento) e quem são esses médicos, nas unidades de Saúde atendidas pela Sama em Mossoró e região.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
domingo - 05/02/2017 - 03:56h

Não adianta chorar o ouro negro ‘derramado”


Por Gutemberg Dias

Os royalties de petróleo para o município de Mossoró, desde a década de 1990, passaram a ter grande importância nas receitas municipais, principalmente, a partir do ano 2000 quando efetivamente o município passou a receber sistematicamente os repasses dessa fonte.

Para se entender um pouco o quanto esse recurso foi e, talvez, ainda seja importante para o município, basta ver que em 2000 os cofres públicos receberam R$ 5.109.693,30 equivalente a 6,08% de toda a receita daquele ano. Já em 2004 o montante arrecadado de royalties foi  R$ 32.090.378,00 equivalente a 18,36% de toda a receita do município no respectivo ano.

Vale destacar que o período acima descrito corresponde ao último mandando da prefeita Rosalba Cialini (PP), que agora está iniciando o quarto mandato na municipalidade. Esses números revelam como a gestora teve diferencial que antecessores nunca experimentaram na Prefeitura.

Àquela época, Rosalba disponha de uma margem grande dos recursos advindos dessa fonte, potencializando investimentos no município.

A partir de 2005 até 2014 a série histórica das receitas com royalties de petróleo passa a ser crescente, tendo seu pico no ano de 2013, quando o município arrecadou o montante de R$ 47.104.697,30.

Vale destacar que no ano de 2014 a arrecadação foi um pouco menor (R$ 46.370.731,95).

Já em 2015 observa-se uma queda muito grande em relação ao ano anterior (R$ 26.775.727,88), ou seja, correspondendo a uma redução de 42,25%.

Em 2016 existia uma previsão de arrecadação na ordem de 15 milhões de reais. Ao se fazer a relação royalties x receitas, previa-se algo próximo a 3% de toda a receita do município nesse ano. Estou usando o termo previsão, pois não disponho dos números fechados para esse período, apenas inferências de valores arrecadados até o mês de junho e a previsão de arrecadação até dezembro.

Voltando a fazer a relação entre a arrecadação com royalties e a receita total do muncípio ao longo dos anos, observa-se que de 2004 até 2008 existe uma redução percentual da ordem dos 18% para 12% e, até o ano de 2014, o município conseguiu manter uma média de 10%.

A partir desses dados podemos dizer que os gestores municipais, desde o mandato iniciado por Rosalba Cialini em 2000, passando por Fafá Rosado (2005 a 2012), Claudia Regina (2013), não tiveram um mínimo de problemas com essa fonte de arrecadação. Com Francisco José Júnior (dezembro de 2013 a 2016), houve oscilação para baixo, de modo mais acentuado.

Vale destacar que o governo de Fafá Rosado manteve uma estabilidade entorno dos 10% e se comparado as demais gestões, conseguiu, teoricamente, ter maior poder de manobra sobre os recursos, já que manteve uma arrecadação superior aos 35 milhões de reais ano.

Por fim, a partir de 2015 essa relação volta aos patamares do ano 2000, deixando a municipalidade sem margem de manobra, em relação ao orçamento para uso dessa fonte de recursos, já que ela pode ser aplicada em vários setores.

Diante do que foi mostrado, fica claro que a atual gestão, caso não aconteça o aumento do preço do barril no mercado internacional ou o aumento de produção, não terá grandes expectativas quanto a utilizar essa fonte de arrecadação como um pulmão financeiro para o desenvolvimento de seu plano de governo.

E não adianta chorar o ouro negro “derramado”. Claramente, os gestores mossoroenses perderam a chance de transformar a fartura que brotou do nosso subsolo, em diferencial para presente e futuro de Mossoró.

Gutemberg Dias é geógrafo, ex-candidato a prefeito de Mossoró (2016) e presidente da Redepetro RN

Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 03/02/2017 - 16:40h
Mossoró

Grevistas da Guarda Civil retornarão amanhã ao trabalho


Grevistas da Guarda Civil Municipal (GCM) de Mossoró deliberaram pela volta ao trabalho.

A assembleia geral aconteceu hoje (sexta-feira, 3).

A paralisação começou dia 23 de dezembro do ano passado, na gestão Francisco José Júnior (PSD).

A categoria retorna às suas atividades normais nesse sábado (4)

A decisão derivou de audiência considerada satisfatória com a própria prefeita Rosalba Ciarlini (PP) no dia passado (veja AQUI).

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Categoria(s): Administração Pública / Segurança Pública/Polícia
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quarta-feira - 01/02/2017 - 12:34h
Em campanha

Rosalba deve abrir mão de reajuste do seu salário como garantiu


Até agora, a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) não anunciou formalmente o cumprimento de uma de suas promessas de campanha, em 2016: abrir mão do reajuste salarial para seu cargo, aprovado dia 29 de junho do ano passado pela Câmara Municipal.

Rosalba e Francisco José Júnior: transição e salários (Foto: arquivo)

Pode ser que o faça ainda hoje.

O pagamento do mês de janeiro da folha de pessoal da Prefeitura foi realizado ontem.

A prefeita recebeu crédito de R$ 30.339,00 – sem os descontos – em sua conta bancária pessoal. Está contido o reajuste de 28,83%.

A vice-prefeita Nayara Gadelha (PP) empalmou R$ 18.203,68.30 – brutos.

O Globo

O assunto foi até objeto de reportagem especial do jornal carioca O Globo, no dia 27 de novembro do ano passado (veja AQUI), que lembrou seu compromisso perante os contribuintes e eleitores mossoroenses.

Quando da aprovação do projeto de resolução que ‘engordou’ a remuneração, o então prefeito Francisco José Júnior (PSD) afirmou que se fosse reeleito abriria mão do reajuste (veja AQUI).

Ele já cortará em 10% do que recebia, do vice e dos seus secretários, em face da crise financeiro-econômica.

“Marajás”

Seu salário bruto de Francisco José Júnior era de R$ 23.550,00.

É o que Rosalba deve ficar recebendo, conforme sua palavra empenhada em campanha – como lembrou “O Globo” na reportagem sob o título “Marajás em meio à miséria: prefeitos têm salários de até R$ 33 mil“.

Veja AQUI o organograma do poder na gestão Francisco José Júnior e quanto ganhava, legalmente, seus auxiliares.

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Categoria(s): Administração Pública
domingo - 29/01/2017 - 12:11h

Porcellanati, um grande negócio que segue fazendo estragos


Dia passado (sábado, 28), um grupo de ex-funcionários da Porcellanati fez um protesto em frente à unidade fabril da empresa e bloqueou um trecho da BR 304 – Saída de Mossoró para Tibau-RN e Fortaleza-CE. O objetivo era chamar a atenção das autoridades competentes, sobre a dilapidação do que restou do patrimônio da empresa, que ainda pode garantir os seus direitos trabalhistas.

O desespero estampado no rosto de dezenas de funcionários demitidos, que não receberam seus direitos trabalhistas, faz sentido. Os manifestantes alegam que Importantes equipamentos, que compõem a estrutura do empreendimento, estão sendo desmontados e levados embora.

Independentemente das razões legais que envolvem o problema, há uma coisa muito mal explicada no caso da Porcellanati, desde a sua concepção.

Porcellanati segue fazendo firulas, dando dribles em tudo e em todos (Foto: arquivo)

A Porcellanati foi a principal bandeira da política de desenvolvimento na gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), no período de 1997-2000. A propaganda oficial de seu governo, à época, alardeava a geração de mais de 1.000 empregos diretos quando o polo cerâmico, liderado pela Porcelantti, estivesse em pleno funcionamento. O governo de Rosalba buscou intermediação direta para obtenção de recursos e incentivos.

As atividades da Porcellanati começaram a funcionar, a partir de dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. A estimativa de produção era de 1 milhão de metros quadrados de piso, por mês. Nunca atingiu a meta de produção máxima.

EM ABRIL de 2014, quando produzia a metade da produção estimada, teve suas atividades paralisadas por corte do fornecimento de gás e energia, em virtude da falta de pagamento dos serviços, quando empregava cerca de 400 funcionários.

Desde então, o grupo catarinense deu um calote no combalido comércio local e da região e, atualmente, acumula dívidas que superam R$ 200 milhões.

As ex-governadoras Wilma de Faria (PTdoB) e Rosalba Ciarlini trataram de encobrir, por diversas vezes, a falta de reciprocidade da Porcellanati protelando medidas que poderiam ter evitado ou minimizado o tamanho do rombo na economia potiguar.

Do mesmo modo, ficaram omissos os governos da prefeita Fafá Rosado (PMDB), Claudia Regina (DEM), Francisco José (PSD), a Câmara Municipal de Mossoró e o Ministério Público. Além das entidades representativas de classes, que não levantaram a voz.

Por diversas vezes, com o intuito de alertar as autoridades competentes, o extinto Jornal Página Certa publicou matérias apontando a falta de viabilidade do projeto Porcellanati e seu inevitável fracasso.

Os investimentos que foram direcionados pelos gestores públicos à Porcellanati dariam para fomentar o desenvolvimento de dezenas de empresas, locais e da região, promover geração de emprego e renda, bem maior do que a projetada, com sustentabilidade.

Não por mera coincidência a Itagrês Revestimentos Cerâmicos S/A, controladora do grupo Porcellanati, doou quantias expressivas para a campanha da governadora Rosalba Ciarlini, em 2010.

Esse é mais um daqueles engodos, utilizando o investimento público, que precisa ser esclarecido à população.

SECOS & MOLHADOS

Muro – A edição do último dia 25, do Diário Oficial do Estado (DOE), publicou o contrato para instalação do muro de concreto que será construído na prisão de Alcaçuz, com o objetivo de separar as facções criminosas PCC e Sindicato do RN. O governo do RN vai pagar à empresa M H Construtora Ltda – EPP, através do DER, o valor de R$ 794.028,00. Estão incluídos os serviços emergenciais da barreira provisória de containers marítimos. O prazo estipulado no contrato é de 90 dias, mas o governo Robinson Faria (PSD) já anunciou que o muro será concluído em 15 dias.

Recessão – De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o salário médio de admissão, no Rio Grande do Norte, é o terceiro pior do País: 1.068,12. Esse reflexo da crise repercute diretamente no setor de comércio e alimenta o ciclo vicioso da recessão. Com menos gente trabalhando, há menor consumo, há mais desemprego e maior endividamento das famílias.

Afastado – O mossoroense Marcelo Rosado não é mais o titular da Semurb de Natal. Ele vinha fazendo uma gestão técnica reconhecida nacionalmente e elogiada por todos, inclusive pela unanimidade dos técnicos da pasta – que, surpresos, divulgaram uma nota na imprensa. Temem que a Semurb volte a ter uma gestão politizada.

Desunião – A crise no sistema prisional do RN revelou, mais uma vez, a desunião da bancada federal do Estado. Apenas, o deputado Fábio Faria (PSD) e o senador José Agripino (DEM) se movimentaram em busca de apoio federal para o Estado do Rio Grande do Norte. Depois que a poeira sentar, todos aparecerão, se lhes forem convenientes, claro.

Controvérsia – O Ministério Público do RN (MPE-RN) diz que fez adequações e ajustes que propiciaram a diminuição de 10% no seu quadro de membros, atingindo, portanto o índice de 1,88% de sua Receita Liquida Corrente, em gastos com pessoal, conforme preconiza a Lei de Responsabilidades Fiscais (LRF). Portanto, atingiu o limite prudencial, quatro meses antes do prazo. Por outro lado, há críticas severas, de vários segmentos, que apontam que o MPE-RN criou o Programa de Incentivo à Aposentadoria Voluntária e estimulou a aposentadoria de alguns de seus membros através de indenizações milionárias. Ou seja, os aposentados saíram da folha de pagamento do órgão e entraram para folha de inativos do Poder Executivo. Assim, somente em dezembro de 2016, o MPE-RN gastou R$ 4,9 milhões para pagar 11 membros inativos, em parcela única, como antecipação da discutível Parcela Autônoma de Equivalência (PAE) – que corresponde a uma espécie de verba indenizatória. (fonte: http://transparencia.mprn.mp.br).

Controle – Finalmente, graças ao governo federal, a ordem começa a ser restabelecida na penitenciária de Alcaçuz. Homens da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, grupo composto por 81 agentes penitenciários, vindos de quatro Estados e do Distrito Federal, deram o suporte necessário para a ação de intervenção.

Nas ruas de Natal e região metropolitana 1,8 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica conseguem manter o clima de ordem dando mais tranquilidade à população. Isso não tira o mérito dos policiais e agentes do RN que, apesar da falta de estrutura oferecida pelo Estado, também estão fazendo a sua parte.

Surto – A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o surto de febre amarela deve se espalhar no Brasil. O País vive o maior surto da doença, desde que foi iniciada a série história, em 1980. De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de letalidade é de 51,8% dos casos. É inacreditável vermos tantos descasos com as políticas públicas no Brasil. Estamos regredindo, a passos largos, em quase todos os aspectos. Preocupante.

* Veja AQUI a coluna anterior.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Categoria(s): Artigo
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quinta-feira - 26/01/2017 - 11:23h
Mossoró

Azul não envia relatório de exigências para operar voo


Até hoje, a Azul Linhas Aéreas não apresentou ao Governo do Estado o relatório que garantiu encaminhar, em 15 dias, com esboço de necessidades técnicas (principalmente) para poder operar no Aeroporto Dix-sept Rosado em Mossoró.

Aeronave da Azul ainda está distante de Mossoró (Foto: arquivo)

Deveria ter sido apresentado até o dia 19 último. Hoje é dia 26.

Representantes da Azul estiveram em Mossoró no último dia 4, para inspeção do aeroporto e reunião com o general Jorge Fraxe do Departamento de Estradas e Rodagens (DER-RN), autarquia estadual que administra o aeródromo local.

Participou da reunião com o general, o assessor para Assuntos Institucionais da presidência da Azul, Ronaldo da Silva Veras, além de Luis Carlos Pereira, coordenador regional de Manutenção.

Propaganda enganosa

Em face da estada de ambos na cidade, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) provocou reunião com eles na sede da prefeitura. Incentivou a operação da empresa, mesmo não tendo envolvimento direto – ou indireto – algum com a viabilização do voo.

No dia 1o passado, Estado e Prefeitura – e até o ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD) – pulverizaram na mídia (veja AQUI) a informação que “garantia” início de voos para o dia 12 de abril deste ano. Cada um puxou para si a “paternidade-maternidade” do feito irreal.

Propaganda enganosa, que se diga.

Como o Blog mostrou (veja AQUI) à ocasião, não há nenhuma certeza de operação da empresa a partir da data divulgada, tamanho o fosso entre necessidades e condições oferecidas hoje pelo aeroporto, para tal fim comercial.

* Veja nesta postagem, boxe com vídeo de reportagem sobre visita de representantes da Azul a Mossoró, no último dia 4. Em entrevista, Ronaldo Veras promete apresentar relatório em “dez ou 15 dias”.

Nota do Blog – Torcemos muito pela viabilização desse e de outros voos, mas sem fantasias, propaganda de faz-de-conta e notícias desencontradas. Por isso fazemos cobertura do caso em cima de fatos, dados técnicos e fontes confiáveis.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
terça-feira - 24/01/2017 - 11:40h
Realidade

Marketing passa apuros com contradições de políticos do RN


O marketing político e eleitoral no Rio Grande do Norte convive com muitos embaraços nos últimos anos. Aqui e ali, o que produz se choca com os fatos reais.

Tem-se agudizado o conflito entre slogan e realidade na política potiguar.

Vejamos alguns exemplos:

Em campanha ao Governo do Estado em 2014, Robinson Faria (PSD) trombeteou que seria o “Governador da Segurança”.

Bem…não precisamos avançar muito no assunto. Basta ser lembrado que há poucas semanas ele passou a circular em carro oficial blindado, temendo a insegurança.

“Pra fazer acontecer”

Rosalba prometeu fazer acontecer em 2010 (Foto: arquivo)

Antes dele, Rosalba Ciarlini (PP) garantiu em sua campanha no ano de 2010: “Pra fazer acontecer!”

Vamos evitar maiores detalhes, para não causarmos mais constrangimento.

Ano passado, em Mossoró, o então prefeito Francisco José Júnior (PSD), que se transformou simplesmente em “Francisco” para ser associado ao Papa, com esse codinome, bradou: “Sempre resistir, recuar jamais”.

Poucas semanas depois de iniciar campanha à sua própria sucessão, desistiu da candidatura.

“Da Gente”

Antes, já usara o “Testado e aprovado” em sua campanha a prefeito, em 2014. Seus altíssimos índices de reprovação – adiante – pareciam ironizar o marketing de antes.

Poucas semanas depois de garantir que não desistia, Francisco desistiu (Foto: reprodução)

Mas nem tudo está perdido.

A ex-prefeita mossoroense Fafá Rosado (PMDB) adotou o Governo “Da Gente” para suas administrações. Faz sentido. Parece que era uma premonição do marqueteiro.

Seus familiares e mais chegados não têm do que reclamar da estada dela no Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró. Mudaram de vida. Para bem melhor, claro.

Já Mossoró…

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Categoria(s): Comunicação / Política
terça-feira - 17/01/2017 - 11:12h
Mossoró

“Pagar em dia” é tática de marketing com efeito psicológico


Janeiro de 2017, primeiro mês da quarta gestão municipal de Rosalba Ciarlini (PP), é um espaço temporal decisivo à tentativa de resgate da imagem dela como gestora capaz, que faz acontecer, abalada com sua passagem pelo Governo do Estado (2011-2014).

Imagem de Francisco pode ficar mais turva, mas Rosalba precisa ser eficiente de verdade (Foto: arquivo)

Daí que todos os esforços são para vender imagem de eficiência principalmente para o servidor municipal e opinião pública, com pagamento “em dia” da folha de pessoal (veja AQUI).

Até aí, tudo bem.

Mas é puro marketing, a estratégia de veicular que pagará janeiro dentro do mês, quando parte de novembro, dezembro e 13º (novembro e dezembro) estão em atraso.

Só para esclarecer: o 13º é pago no mês de aniversário do servidor e os que aniversariaram em novembro e dezembro, não receberam.

Tem efeito ilusório e psicológico, mas efetivamente não tampona o passivo salarial que de fato permanece. O débito é da Prefeitura e não de quem passou ou está no poder.

O governo é impessoal, segundo atesta um dos princípios da administração pública, amparado na Constituição em vigor. Não é de Rosalba nem de Francisco José Júnior (PSD), seu antecessor.

As dívidas não são de quem passou, mas da municipalidade.

É um entendimento muito simples, que qualquer leigo entende.

Com certeza, se Rosalba (ou qualquer outro gestor) fosse dar sequência ao próprio mandato (caso de reeleição), não estaria promovendo esse tipo de pirueta. Até porque, a conta continua sem ser fechada.

A manobra além de tentar produzir essa fantasia de equilíbrio, paralelamente é uma forma de amplificar o pecado do atraso de quem a antecedeu.

O retrovisor está ajustado, calibrado, para não ter ponto cego. Mas Rosalba precisa ter cuidado para ele não embaciar logo tão cedo.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
terça-feira - 17/01/2017 - 08:30h
Opinião

Nogueirão vive impasse e saída não está na política


Há uma celeuma em Mossoró por conta de novo impedimento de uso do Estádio Manoel Leonardo Nogueira, o “Nogueirão”, pelos clubes profissionais da cidade, que disputam mais uma temporada de competições e amistosos. Potiguar e Baraúnas até ameaçam sair do Campeonato Estadual 2017, se o quadro não for revertido.

A sisma advém de pareceres do Corpo de Bombeiros, que estaria agarrado a filigranas técnicas para frear o aproveitamento do Nogueirão. Birra, dizem os mais exaltados.

Sou torcedor do Potiguar, tenho simpatia pelo Baraúnas, sou integrante da Associação dos Cronistas Esportivos do RN (ACERN) há quase 30 anos, assisto jogos no Nogueirão desde minha adolescência, costumo participar de campanhas para apoio aos dois clubes e, principalmente, sou mossoroense. Que tudo isso fique claro.

Desde 2004 que o Estádio Nogueirão passa por seguidas celeumas nesse sentido, além de mil promessas políticas. Quase todos os candidatos a prefeito nesse ínterim prometeram sua municipalização, mas foi o ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD) que o converteu em patrimônio da municipalidade, não obstante continuar vivo precariamente.

A então governadora Rosalba Ciarlini (PP) garantiu inicialmente uma reforma que custaria pouco mais de R$ 8 milhões. Depois, em plena campanha municipal de 2012, apareceu com maquete e densa propaganda, anunciando até ampliação do estádio, com custo perto de R$ 40 milhões. Tudo uma grande farsa eleitoral, pois sabia que não teria meios para tal investimento.

Má-fé e picuinha

Paralelamente, dirigentes e abnegados de Potiguar e Baraúnas e da própria Liga Desportiva Mossoroense (LDM) têm feito esforço sobre-humano para que o futebol não morra em Mossoró, conhecida terra do “já-teve”.

Seria leviano afirmar que o comando do Corpo de Bombeiros age de má-fé, por algum tipo de picuinha particular ou puro sadismo. Talvez, preciosismo, diria. Se houver má-fé e picuinha, que se prove, promovendo sanções contra quem estaria agindo assim.

Maquete foi apresentada em outubro de 2012 com apoio de setores da imprensa que hoje não fazem mea culpa (Foto: arquivo)

Entendo que dirigentes da LDM, Potiguar e Baraúnas devem recorrer à Justiça, se veem dolo que fira seus interesses e de torcedores, buscando acolhimento legal. Fora disso, lamentavelmente continuaremos testemunhando, todo ano, essa agonia.

Lamento profundamente que parte da imprensa de Mossoró tenha sabotado a permuta do Nogueirão por outro estádio novo quando havia avanço na ideia e negociações – acompanhadas pelo Ministério Público no final de 2010 -, justamente para atender a interesse político-partidário.

Foram as mesmas pessoas e órgãos de imprensa que propagaram os dois estelionatos de reforma e ampliação, como a panaceia do futebol mossoroense. Deveriam fazer mea culpa, pelo menos.

Por favor, não permitamos mais que a politica e a politicalha façam tanto mal ao nosso futebol. Fiquemos longe dessa gente e de seus capatazes da mídia.

Bola para frente.

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Categoria(s): Administração Pública / Comunicação / Esporte
quinta-feira - 12/01/2017 - 19:10h
Ah, tá!

Galeno Torquato garante que não sumiu de Mossoró


“De maneira nenhuma”. Essa frase é do deputado estadual Galeno Torquato (PSD), que há dois dias está em Mossoró, acompanhando agenda do governador Robinson Faria (PSD).

Robinson é acompanhado por Galeno em Mossoró (Foto: Assecom RN)

Ele reagiu assim à abordagem do jornalista João Carlos Brito da TV Cabo Mossoró (TCM), que disse existir muita cobrança por sua ausência da cidade, apesar de ter sido o segundo mais votado em 2014, com mais de 12 mil votos.

“Eu continuo à disposição de Mossoró”, assegurou. “Meu compromisso é com o povo dessa terra”, emendou.

Torquato foi apresentado como candidato em 2014, pelo então prefeito Francisco José Júnior (PSD). Mas até o prefeito deu declaração recente, se dizendo decepcionado enganado (veja AQUI).

Nota do Blog – Chegou a afirmar ao jornalista, equivocadamente, que foi de sua autoria o requerimento para instalação do Tomógrafo Multislice 16 no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), entregue no mês passado pelo governo.

Na verdade, o pleito foi apresentado pelo deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 12/01/2017 - 10:28h
Mossoró

Robinson tem que começar de novo sem contar com Rosalba


Robinson Faria (PSD) não deve contar com Rosalba Ciarlini (PP) e seu grupo para adiante. Melhor não tentar se enganar. Para as eleições 2018, sejamos diretos na assertiva.

Ela mesma disse às claras e sem rodeios no dia passado, no início da agenda do governador em Mossoró, que é sua parceira “administrativa” (veja AQUI). Nem mentiu nem exagerou.

Hoje, disso não passa. Amanhã… Política é jogo de conveniências. Não é conveniente para ela a comunhão política, como já o fora antes.

Rosalba e Robinson, em Mossoró, têm laços que dificilmente passarão do plano administrativo (Foto: PMM)

Os acordos políticos da “Rosa” estão em andamento e bem encaminhados, com o grupo Alves, de quem já foi adversária, aliada, adversária, aliada, adv….

Reinvenção

Eles começaram ter sua tessitura até bem antes das eleições municipais do ano passado, intercalando interesses entre Natal e Mossoró (veja AQUI), maiores colégios eleitorais do RN.

Resta a Robinson se reinventar, fazer inventário das perdas e erros nesses primeiros dois anos de governo e de política relacionada a Mossoró, para poder respirar para os próximos embates.

Extraoficialmente, o Blog soube que ele pensa em montar escritório político na cidade, para a região. Já deveria ter feito. Na verdade, é promessa de quase todos os últimos governadores, criar uma política diferenciada para Mossoró. Só lero-lero até aqui.

Robinson teve vitórias acachapantes nos dois turnos eleitorais de 2014, ao lado do então prefeito Francisco José Júnior (PSD), mas também com votação maciça do rosalbismo.

Política híbrida

Francisco, depois, caiu em desgraça e foi descartado pelo governador no ano passado, não obstante a importância crucial à sua vitória.

O grupo de Rosalba e o PP, do qual ela faz parte, compõem o Governo Robinson com vários indicados. Porém evitam propagandear essa aliança ou serem associados a ele.

Rosalba e PP fazem uma política híbrida: juntos com Robinson Faria em Natal, separados em Mossoró.

Para esses meses que se seguem, até as eleições de 2018, Robinson conta com o que sobreviveu às eleições municipais: quase nada. Um elenco de rejeitados pelas urnas, com baixa densidade de votos. Nada muito expressivo.

Para quem não tinha nada mesmo, anos atrás, não é de se desesperar, mas há motivos de sobra para se preocupar.

Mossoró – que segundo ele próprio afirmou – foi responsável por sua eleição em 2014, pode de novo ser determinante em sua vida política. Contudo, com efeito inverso.

Realmente, a política é muito dinâmica.

Leia também: ‘Consórcio’ Alves-Maia-Rosado planifica poder para 2018 (AQUI).

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Categoria(s): Política
  • Repet
quinta-feira - 12/01/2017 - 09:02h
Mossoró

Ministro visita UPA e promete empenho para apoio financeiro


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, iniciou sua programação de visita a Mossoró nesta quinta-feira (12) – veja agenda AQUI.

Na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Belo Horizonte, conhecendo suas instalações e dialogando com funcionários, a promessa de diligenciar para que esse núcleo de saúde possa receber insumo financeiro do  Governo Federal.

Ricardo Barros (centro, o mais alto, por trás dos servidores) visitou UPA agora pela manhã (Foto: PMM)

“Um de nosso principais pleitos é o credenciamento da UPA do BH. E a qualificação das outras UPA’s existentes na cidade”, assinalou a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), ladeada pelo deputado federal Beto Rosado (PP), que fomentou o desembarque de Barros na cidade.

Farsa da “inauguração”

A UPA do Belo Horizonte foi inaugurada com festa ruidosa no dia 28 de dezembro de 2012, quando faltavam três dias para o final do mandato da então prefeita Fafá Rosado (PMDB). Ela sabia que tudo era uma farsa, pois só existia o prédio (assim mesmo por ser concluído).

Coube ao prefeito Francisco José Júnior (PSD), ainda na interinidade, fazê-la funcionar com recursos próprios do município no início de 2014, tentando paralelamente em toda sua administração, apoio da União para credenciar a UPA. Ousou, que se diga.

Antes dele, a prefeita que substituiu Fafá, Cláudia Regina (DEM), trabalhou com igual objetivo mas não se arriscou a botar a UPA para funcionar com recursos da Prefeitura.

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Categoria(s): Saúde
quarta-feira - 11/01/2017 - 08:12h
Pobre Mossoró!

Políticos brigam pela paternidade-maternidade do que não existe


Desde meados da tarde de ontem (terça-feira, 10), que ocorre uma guerra midiática em torno de suposto pouso-decolagem “certo” da Azul Linhas Aéreas em Mossoró, a partir de 12 de abril.

Rosalba, Robinson e Francisco: voo imaginário e midiático (Foto: arquivo)

Governador Robinson Faria (PSD), ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD) e atual prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) foram à luta com suas armas de informação, atestando paternidade-maternidade do feito.

Exagero, gente.

Não há nada, absolutamente nada, que garanta hoje essa linha da Azul entre Recife-Mossoró-Recife.

Dependência técnica

É um insulto à inteligência alheia e a certeza no analfabetismo político-funcional de muitos, se propagar informação irreal como essa.

Simplificadamente, pode ser dito e repetido o que este Blog já postou com base em fontes técnicas e oficiais: A Azul teria entrado com “pedido” (veja AQUI) para operar o trajeto.

“Caso aprovado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o voo inicia em 12 de abril” – é o que está posto, sem rodeios.

Hoje, seria absolutamente impossível que essa linha fosse trabalhada, em face de exigências técnicas que o Aeroporto Dix-sept Rosado não cumpre no momento, apesar de melhorias já promovidas pelo Governo Robinson Faria – que merece aplauso.

Desde 2015, diga-se, ele está nessa peleja titânica para retomada do ritmo comercial no Dix-sept Rosado.

Voltaremos ao tema, focalizando mais detalhes sobre o assunto.

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 10/01/2017 - 18:26h
Fragilidade

Governador retornarà a Mossoró sem base política sólida


Com seu grupo esfacelado em Mossoró por derrotas eleitorais e rachas, o governador Robinson Faria (PSD) cumprirá agenda de três dias (veja AQUI) na cidade sem maior representatividade local.

Robinson faz retorno delicado (Foto: arquivo)

Se o grupo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) desejar lhe fazer companhia em parte da programação, haja vista compor governo estadual com algumas indicações, ainda encorpará sua comitiva. Do contrário, enfrentará grande esvaziamento.

Se não for assim, Robinson circulará com escassos vereadores, ex-vereadores, algumas lideranças comunitárias e comissionados do Estado lotados em Mossoró e região.

Sua presença em Mossoró após tanto tempo distante e com enorme vácuo de realizações, é um desafio considerável.

Leia também: “Robinson diz que apoiou Rosalba nas eleições 2016“(veja AQUI).

Nota do Blog – A maior força política local ligada a Robinson foi o ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD), de quem se afastou oficialmente após as eleições do ano passado (veja AQUI), com bastidores tensos e exposição pública desgastante.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 09/01/2017 - 21:40h
Compromisso...

Pauta entregue há quase um ano, a Robinson, segue ignorada


Em sua última agenda administrativa em Mossoró, no dia 10 de março de 2016, há dez meses, o governador Robinson Faria (PSD) tinha ainda como aliado o então prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Passado todo esse tempo, não é apenas “Francisco” que ficou para trás. Houve um vácuo em suas relações com a própria cidade, além de dispersão de pauta reivindicatória que lhe foi entregue pela Câmara Municipal, presidida pelo então vereador e também aliado Jório Nogueira (PSD).

Robinson (cabeceira da mesa) esteve com vereadores, prefeito e outras pessoas no do dia 10 de março (Foto: Rayane Mainara)

Veja abaixo a íntegra do documento. Dos 15 pontos, quase nada foi atendido ou sequer obteve resposta:

Excelentíssimo Senhor Governador,

Governador do Estado do Rio Grande do Norte.

Os vereadores que compõem a Câmara Municipal de Mossoró vêm muito respeitosamente à presença de Vossa Excelência, apresentar uma pauta de reivindicações construída a partir de acaloradas discussões no plenário da Casa Legislativa, nas associações de classe, na imprensa em geral e na sociedade como um todo.

Ressaltamos senhor Governador, que a cidade de Mossoró sofre com as restrições e limitações impostas pela conjuntura nacional, que é agravada pelo tratamento dispensado pelo Governo do Estado, que impõe substantivo ônus financeiro à cidade, especialmente nas áreas de Segurança e Saúde Pública.

A cidade não suporta mais receber tratamento diferente daquele dispensado as cidades do Natal e Caicó, por exemplo. Também não suporta o constante adiamento das soluções esperadas, por meio de sucessivas e injustificadas desculpas.

Segue a PAUTA DE REINVINDICAÇÕES ASSINADA POR TODOS OS VEREADORES DE MOSSORÓ, para a qual esperamos ter resposta rápida e eficaz.

1 – Pagar o PLUS referente aos serviços prestados pela rede credenciada de Mossoró nos mesmos moldes em que é pago ao Município do Natal;

2 – Apoiar financeiramente a Maternidade Almeida Castro-APAMIM, nos mesmos percentuais concedidos à APAMIM de Caicó. Esse apoio deve ser estendido à UTI Pediátrica, cuja taxa de ocupação é 70% oriunda de crianças de outros Municípios;

3 – Ressarcir o déficit resultante da Programação Pactuada Integrada (PPI), que já alcança cerca de R$ 18 milhões. É imprescindível que a PPI seja revisada, estancando o crescente prejuízo à Mossoró;

4 – Regularizar o fornecimento de remédios de alta complexidade;

5 – Reforma do Hospital Regional Tarcísio Maia, priorizando o aumento de leitos de UTI adulto e a instalação de UTI pediátrica;

6 – Disponibilizar transporte para os renais crônicos que fazem tratamento pós transplante em Fortaleza/CE;

7 – Revitalizar o Hospital da Mulher Maria Correia;

8 – Retomar reforma do Teatro Lauro Monte;

9 – Dotar o ITEP Mossoró de peritos e médicos legistas de tal forma que em qualquer dia e horário os serviço estejam disponíveis;

10 – Reformar o Aeroporto Dix-sept Rosado, dotando-o de voos regulares. Essa deficiência tem impactado sobre maneira no desenvolvimento econômico de Mossoró;

11- Aparelhar e ampliar o efetivo da DEFUR e da DEHOM visando coibir dois dos principais delitos que tem assolado a nossa população, crimes contra patrimônio e os CVLI (crimes violentos letais intencionais);

12 – Assumir o custeio das BIC’S de Mossoró, conforme preceitua o Art. 144 da CF, que diz que o Estado é o responsável pela segurança do cidadão;

13 – Concluir a Escola Técnica Estadual;

14- Equipar e aparelhar o CIOSP;

15 – Assegurar o custeio, sem contingenciamento orçamentário, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, tida como o maior patrimônio de Mossoró.

Mossoró, 10 de março de 2016.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 09/01/2017 - 13:33h
Francisco José Júnior

Robinson evita exonerar indicados por seu ex-aliado político


Robinson e ex-prefeito: momento de calma (Foto: arquivo)

Seguem em “stand by” os nomes indicados pelo ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD) para cargos na estrutura do Governo do Estado.

O governador Robinson Faria (PSD), apesar de politicamente rompido com o ex-prefeito, não quer se precipitar em exonerações em massa.

Nunca se sabe sobre o amanhã.

O ex-prefeito tem dezenas de indicados, como o secretário de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Mairton França; sogra, mãe, uma cunhada etc.

Todos o foram no período em que o governador definia o então prefeito como um dos principais responsáveis por sua vitória no pleito estadual de 2014.

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Categoria(s): Política
domingo - 08/01/2017 - 21:26h
Mossoró

‘Rombo’ em Prefeitura ainda não tem medida nem é ‘obra’ nova


Próximo prefeito de Mossoró vai pegar um passivo na Prefeitura que passará dos 140 milhões.

Essa informação no parágrafo acima foi postada com exclusividade pelo o Blog Carlos Santos no dia 26 de setembro do ano passado, às 9h48 (veja AQUI), há quase quatro meses.

Hoje (domingo, 8 de janeiro de 2017), a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) fala em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, que “até agora não conseguimos levantar tudo, mas os débitos já chegam a mais de R$ 130 milhões”.

Francisco assumiu máquina em queda livre e Rosalba não pode culpá-lo para sempre (Fotos: arquivo)

Caminha para ser maior. Até bem maior, por várias razões.

Quando assumiu a Prefeitura de Mossoró em 2013, Cláudia Regina (DEM) recebeu um volume de dívidas que ultrapassaria os R$ 74 milhões – derivada da era Fafá Rosado (PMDB).

Em 13 de janeiro de 2014, Francisco José Júnior (PSD), ainda na interinidade, atestou que esse rombo estava acima dos R$ 46 milhões (veja AQUI).

De lá para cá, tivemos continuada queda em receitas diretas e indiretas, decisões administrativas comprometedoras, conjuntura nacional desfavorável e outros problemas.

Em 10 de outubro de 2013, às 10h10, o Blog postou reportagem especial mostrando o quadro financeiro próprio da gestão Cláudia Regina, num comparativo com o último ano da segunda administração de Fafá (veja AQUI). Começava a despontar instabilidade e o pior poderia vir. E veio.

ARRECADAÇÃO DIRETA

2012                                                      2013

Janeiro – R$ 5.164,290,73          Janeiro – R$ 6.291,561,75
Fevereiro – R$ 4.315,734,45     Fevereiro – R$ 4.056,959,02
Março – R$ 8.387,322, 35           Março – R$ 6.409,340,26
Abril – R$ 4.831,008,15               Abril – R$ 4.759,411,85
Maio – R$ 5.109,170,73               Maio – R$ 7.381,950,24
Junho – R$ 5.234,152,87             Junho – R$ 4.746,324,87
Julho – R$ 5.460,837,09             Julho – R$ 5. 059,316,43
Agosto – R$ 5.600,450,43          Agosto – R$ 4.684,007,68

No pacote de receitas próprias que definhavam entram Imposto sobre Serviços (ISS), o principal, taxas diversas, multas e juros, dívida ativa, Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) etc..

Apesar do “sinal amarelo”, compromissos políticos do governo inundaram a Prefeitura com novos cargos comissionados, por exemplo. Cláudia foi ejetada da Prefeitura no dia 5 de dezembro do mesmo ano, já sentindo abalos nas contas públicas.

Daí em diante, a “batata quente” caiu no colo do interino e depois prefeito eleito (em disputa suplementar no dia 4 de maio de 2014) Francisco José Júnior.

Cláudia e Fafá: números em queda (Foto: arquivo)

Com o prefeito envolvido ferozmente na campanha municipal suplementar e outra estadual no mesmo ano de 2014, parece que a municipalidade ficou em segundo plano. Queda nas receitas diretas (em especial com desmanche na atuação da Petrobras) e de transferências, tem atrofiado continuadamente o erário.

A Prefeitura de Mossoró chega às mãos de Rosalba como reflexo de anos de gestões carregadas de erros e um cenário desfavorável.

Crise

Culpar tão-somente o ex-prefeito é miopia, má-fé ou desconhecimento de causa.

A crise é nacional, sim. Mas existem ilhas de equilíbrio, obtidas com coragem, ousadia e respeito às contas públicas. Priorizar interesses de compadres, familiares, grupos e negócios escusos não vão ajudar à Prefeitura e Mossoró.

As escolhas da prefeita Rosalba Ciarlini dirão muito do que virá adiante. Choramingar e praguejar o antecessor vão criar couraça protetora durante algum tempo, mas não resolverão seus problemas e da municipalidade.

Essa fórmula, ela adotou como governadora e saiu com reprovação expressiva, até alijada do projeto de reeleição. Francisco José Júnior será útil ao seu marketing defensivo até quando?

Saberemos.

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
quarta-feira - 04/01/2017 - 22:46h
Em Natal

Fecam faz eleição consensual, após má-fé de ex-prefeito


O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Raniere Barbosa (PDT), foi eleito presidente da Federação das Câmaras Municipais do Rio Grande do Norte (FECAM/RN) nesta quarta-feira, 4 de janeiro,  no auditório da entidade, em Natal. Suas ascensão foi precedida de muita polêmica (veja AQUI), mas sanada nos bastidores.

Foi feita uma chapa única, depois de existência preliminar de duas que iriam se rivalizar nas urnas.

Francisco José Júnior

Hostilizado por vereadores dos mais variados municípios do estado, por ter influído na alteração (sem alardes) dos estatutos da entidade, ainda no mês de outubro do ano passado, o ex-prefeito de Mossoró acabou retirando sua casuística candidatura a presidente. Assim, abriu caminho para que os verdadeiros vereadores pudessem pacificar a entidade.

Sua estratégia foi considerada uma intromissão de má-fé na vida institucional da Fecam, haja vista que não é vereador, mas já fora até seu presidente. Sua manobra visava fazer uma eleição com chapa única, que seria encabeçada por ele mesmo. O estatuto foi mexido com essa intenção.

A vereadora mossoroense Izabel Montenegro (PMDB), presidente do Legislativo local, foi a primeira voz a se levantar contra o ex-prefeito. Provocou efeito em cadeia. Mas os dois ainda seguiram batendo boca em redes sociais.

Raniere (centro) foi empossado presidente ao lado de Izabel Montenegro de Mossoró (Foto: Elpídio Júnior)

Após a aprovação dos novos nomes consensuais, tomou posse a nova diretoria para o biênio 2017-2018.

A Fecam conta com uma nova diretoria formada por representantes de todas as regiões do Rio Grande do Norte.

Diretoria

Veja como ficou a diretoria para o biênio 2017/2018: Raniere Barbosa (Natal) – presidente; Odair Alves Diniz (Caicó) – vice-presidente; Iron Lucas de Oliveira Júnior (Jardim do Seridó) – 2º vice-presidente; Maria Isabel Araújo Montenegro (Câmara de Mossoró) – 3ª vice-presidente; Josinaldo Amaro de Lima (São Tomé) – 4º vice-presidente.

Jeferson Monik Gonçalo Lima de Melo (Santa Cruz) – 1º secretário; Lucélia Ribeiro Santas (Patu) – 2º secretári0; Allisson Lindauro Marques Guedes (São Paulo de Potengi) – 1º tesoureiro; Raimundo Inácio Filho (ex-presidente da Fecam) – 2º tesoureiro.

Conselho Fiscal: Albert Dickson de Lima (ex-presidente da FECAMRN) – 1º membro Izabel Cristina de Melo Ferreira (Câmara Municipal de Touros) 2º membro Pollyana Cavalcanti Dias (Câmara Municipal de Nisia Floresta) 3º membro Diogo Henrique Marques Costa (Câmara Municipal de Barcelona) 4º membro Pedro Alves Cabral Neto (Câmara Municipal de Felipe Guerra) 5º membro.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 04/01/2017 - 16:38h
Francamente

Os comissionados e o rabo do macaco


Tem gente espantada com a quantidade de comissionados na era “Francisco”, gestão do ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Mas não estranhava quando era bem pior com Fafá Rosado (PMDB), Cláudia Regina (DEM) e Rosalba Ciarlini (PP).

Como diria minha santa mãezinha…”Macaco não olha pro próprio rabo”.

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Categoria(s): Só Pra Contrariar
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