quinta-feira - 12/10/2017 - 11:54h
Opinião

Poder que cega e revela a burrice preexistente na política do RN


O poder fascina e faz sina. Cega, que se diga. Os exemplos podem ser pinçados aqui e ali, na quantidade que quisermos, em qualquer tempo, sem nenhuma restrição geopolítica ou ideológica. Da infância à idade outonal. Sem veto de gênero ou raça, credo etc.

No Rio Grande do Norte, os últimos anos têm revelado que proporcionalmente à implosão do erário e ao esfacelamento dos serviços públicos, o fervor ao poder cresce obsessivamente. É regra com escassas exceções.

Robinson Faria (PSD), governador, é um caso mais atual a ser analisado. Apesar de ter níveis crescentes e incontroláveis de reprovação administrativa e repulsa política, delira com olhos esbugalhados e vítreos.

Ele repete entre os que lhe rodeiam, o mantra de que será reeleito.

Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, afirmava que “o poder emburrece”. Mas em muitos e muitos casos, ele apenas expõe a burrice preexistente. Estava lá, à espera de ser reanimada. O RN é pródigo em situações assim.

A visão de Robinson Faria, é de que numa competição de baixo nível, espécie de Liga de Acesso à Papuda, possa vencer em face da mediocridade da peleja e pelas vantagens de estar aboletado na “máquina” estatal.

É provável, porém, que ele não concorra à sucessão estadual. A motivação pode ser um choque de racionalidade ou um sopapo judicial.

Isso não tira de Robinson a característica que lhe marcou no acesso ao governo: a crença no possível.

Essa também era a firme convicção da antecessora Rosalba Ciarlini (PP), atual prefeita mossoroense, quando em 2014 ainda se saracoteou para tentar a reeleição.

Rosalba foi impedida, não pelos índices estelares de rejeição ao governo (chegou a 82% em setembro daquele ano) e à sua imagem, mas por seu partido à época. O DEM do senador José Agripino, que não lhe deu legenda à aventura.

Antes de ambos, quem esteve com essa cegueira proporcionada pelo cargo e virou verbete do fracasso (“micarlização”), foi a ex-prefeita natalense Micarla de Sousa (era do PV). Ela chegou a 91,60% de reprovação em fevereiro de 2012, último ano de sua hecatombe administrativa. Terminou ejetada da prefeitura por decisão judicial.

Nesse rol, é oportuno ser lembrado o ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) numa narrativa mais recente. Ele também se via convencido de que seria reeleito ano passado, apesar de ter pesquisas com até 82% de repulsa popular.

Sua teimosia o levou a viver situação humilhante. Candidato, desistiu da luta eleitoral a poucos dias do pleito, por absoluta insuficiente de intenção de votos. Seu slogan de campanha soou ridículo no final melancólico: “Sempre resistir. Recuar, jamais!”

Em todos esses casos, a psicologia tem explicação para esse atordoamento, que colocou e coloca esses protagonistas políticos desconectados do mundo lá fora. Para que desçam do pedestal, é preciso o tal “choque de realidade”, o que não ocorre sem traumas.

Às vezes o tratamento só é possível nas urnas. Quando chegam a elas, claro. Aí o “rei” estará nu, como na parábola do dinamarquês Hans Christian Andersen. Será muito tarde.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
quarta-feira - 11/10/2017 - 09:48h
Mossoró sem jeito

Nova maquete se incorpora a acervo do ilusionismo político

Peça de propaganda repete fórmula do Nogueirão reformado e ampliado e Santuário de Santa Luzia

A classe política de Mossoró acrescenta mais uma novidade a seu acervo de tapeações e desatinos. Na verdade, repete fórmula. Agora é a maquete da sede própria da Câmara Municipal de Mossoró que entra em cena.

Na segunda-feira (9), a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) reuniu com pompas um elenco de vereadores, secretários e imprensa no Palácio da Resistência (sede do Executivo), para apresentar o projeto (veja AQUI) da futura sede do Legislativo. Custo do mimo: R$ 10 milhões.

A maquete do "Versailles" afronta a cidade em que pessoas morrem ou ficam mutiladas por falta de assistência (Reprodução)

Para começar, claro. Sempre aparecem depois os aditivos e não está na conta todo o acervo mobiliário, tapetes, condicionadores de ar, equipamentos de segurança etc., que a obra depois de pronta precisará para dar vida ao lugar, que ficará em terreno no Nova Betânia.

A prefeita é reincidente nessa modalidade de arte. A arte de iludir com uso de maquetes e similares.

Golpe com o Nogueirão

Em 2012, no ápice da campanha municipal, na condição de governadora do RN, ela desembarcou na cidade para apresentar a maquete do Estádio Manoel Leonardo Nogueira (Nogueirão), com promessa de investir R$ 39 milhões em reforma e ampliação.

Nunca colocou uma pá de cá no Nogueirão, que passou por várias interdições. Foi um legítimo estelionato político-eleitoral e esportivo. Sabia desde o primeiro momento que o estado, alquebrado, não teria como investir tanto recurso no empreendimento.

Mas sejamos justos. Ela não está só nesse ilusionismo que continua fazendo vítimas, com apoio da maioria da imprensa, que não se arvora a fazer o mínimo de análise crítica dos fatos, recapitulando a história recente e a reincidência nesse tipo de “enrolation”.

Em 2012, Rosalba já tinha apresentado maquete para iludir mossoroenses em algo que não botou uma pá de cal (Foto: arquivo)

O ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD) também deixou sua contribuição. Ele apareceu com a maquete do Santuário de Santa Luzia, que seria construído no alto da Serra Mossoró.

Chegou ao requinte da trucagem, ao “importar” um empresário bondoso e devoto da santinha, que garantiria pelo menos R$ 15 milhões para tanger a obra. Tudo, claro, em nome de sua fé.

Trouxas

Até representantes da Igreja Católica local caíram nesse golpe, pagando mico que hoje preferem esquecer. Virou assunto proibido no clero mossoroense, quase pecado mortal, se remexer nesse assunto.

Esse povo de Mossoró não aprende mesmo. Gosta de ser enganado, ser transformado em trouxa e ser ridicularizado além dos limites do município.

O agravante nesse caso mais recente do “golpe da maquete”, é que alguns de seus personagens voltam ao local do crime, com a mesma desfaçatez de antes.

Francisco José Júnior e sua "maquete", em mais um ato de trucagem comum à política de Mossoró (Foto: arquivo)

Pior ainda: numa conjuntura financeira delicada, principalmente para a saúde pública, que vive seu pior momento. Tem gente morrendo e ficando mutilada por falta de cirurgias eletivas, insulina, remédios básicos ou simples analgésicos.

Médicos prometem parar atividades (veja AQUI) porque prefeitura não os paga.

1% de bom senso

Quem conhece razoavelmente o atual prédio que abriga a Câmara Municipal de Mossoró, sabe que ele é dispendioso e inapropriado para continuar abrigando esse poder. É caro, que se diga.

Porém, cadê aquele 1% de bom senso que teria sobrado aos seus ocupantes, para priorizarem o interesse público em vez desse “Versailles” do semiárido? Será que não sobrou nem isso aos caríssimos vereadores e à prefeita que “fez, faz e sabe fazer”?

Francamente!

Parar por aqui para não baixar o nível (o que rende mais processos judiciais, mas é cabível ao caso).

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
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quarta-feira - 04/10/2017 - 10:34h
Política e história

Disputa à Assembleia Legislativa gera grande expectativa

Mossoró já elegeu 4 deputados estaduais em 1974 e espera 2018 com cenário confuso para novo feito

Mossoró já chegou a determinar a eleição de quatro deputados estaduais num único ano. Foi em 1974, há 43 anos. Um feito raro. Poderá ser repetir no próximo ano, mas é precipitado se fazer um vaticínio nesse sentido.

João Newton: 1974 (Foto: arquivo)

O excelente resultado contrasta com o fenômeno de 2014: nenhum candidato nativo do município chegou ao êxito nas urnas.

Em 2014, os deputados mossoroenses que tentaram a reeleição, Larissa Rosado (PSB) e Leonardo Nogueira (DEM), fracassaram.  Nenhum novato local vingou.

Quem se sobressaiu, com votos determinantes de Mossoró à eleição-surpresa, foi o ex-prefeito areia-branquense Manoel Cunha Neto (PHS), “Souza”, que tem laços familiares, profissionais e estudantis com a cidade. Cerca de 18% dos seus votos foram do eleitorado local.

Em 1974, foram eleitos João Newton da Escóssia (Arena) e Alcimar Torquato (Arena), com apoio do deputado federal Vingt Rosado (Arena). O primeiro, cunhado do parlamentar; o segundo, natural de Luís Gomes, mas que há mais de uma década atuava na medicina local.

Eleitos de 1974 a 2014  tendo Mossoró como base

1974 – João Newton da Escóssia, Alcimar Torquato, Assis Amorim e Luís Sobrinho;

1978 – Carlos Augusto Rosado

1982 – Jota Belmont e Carlos Augusto Rosado

1986 – Laíre Rosado e Carlos Augusto Rosado

1990 – Carlos Augusto, Antônio Capistrano e Frederico Rosado

1994 – Frederico Rosado e Francisco José (pai)

1998 – Frederico Rosado, Sandra Rosado e Ruth Ciarlini

2002 – Larissa Rosado, Francisco José (pai) e Ruth Ciarlini

2006 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira

2010 – Larissa Rosado e Leonardo Nogueira

2014 – Nenhum

“De quebra”, ainda teve a reeleição do médico Dalton Cunha (Arena). Era mossoroense da gema, mas tinha como base principal de votos o município de Apodi e adjacências.

Luís Sobrinho (MDB) e Assis Amorim (MDB), apoiados pelo ex-governador cassado Aluízio Alves (MDB), também foram eleitos no mesmo ano a partir de Mossoró.

Frederico: 1990 (Foto: Arquivo)

Um dado interessante dessa lista de eleitos: nenhum era da família Rosado. Depois de 1974, em todas as eleições essa oligarquia elegeu membros seus à Assembleia Legislativa, à exceção de 2014.

Derrocada

Em 2018, com um cenário político extremamente confuso, Mossoró pode ter uma profusão de candidaturas à Assembleia Legislativa. Há possibilidade de repetir 1974 ou ficar num meio-termo.

Porém é pouco provável que se veja uma reedição de 2014. Três candidaturas do clã Rosado a deputado estadual, desgaste político da então governadora Rosalba Ciarlini (PP), a prefeitura nas mãos de um adversário dos Rosados (prefeito Francisco José Júnior) e escassez de recursos para financiamento de campanhas, foram alguns dos fatores que desenharam a derrocada à época.

Alguém pode sobrar

Mesmo assim, a conjuntura que se forma para o próximo ano poderá gerar surpresas, principalmente porque após se reunificar parcialmente, o clã Rosado tentará eleger quadros familiares num contexto completamente diferente do passado recente e tempos mais remotos.

O “maior eleitor” mossoroense, a Prefeitura Municipal de Mossoró, historicamente não tem elegido mais do que um deputado estadual por pleito. Preliminarmente, não há qualquer pré-candidatura Rosado se formando na oposição, mas pode surgir a figura da ex-prefeita Fafá Rosado (ainda no PMDB).

No governismo, as primas Larissa Rosado e Lorena Rosado (PP) – filha da prefeita Rosalba e secretária do Desenvolvimento Social do município, tendem a ser candidatas no mesmo palanque. Alguém pode sobrar.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
sexta-feira - 29/09/2017 - 10:47h
Em Mossoró

Um apoio possível para o governo do estado


Até aqui, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não tem definição certa, “imexível”, quanto às campanhas majoritárias do próximo ano no Rio Grande do Norte.

Fátima e Rosalba: união possível (Foto: Web)

Tudo é possível, inclusive o inimaginável para muita gente que trata política com o fígado.

Um apoio à postulação ao governo da senadora Fátima Bezerra (PT), por exemplo, é mais do que possível.

Em 2014, ela já tivera.

O rosalbismo reforçou a campanha da petista em Mossoró, dando-lhe reforço considerável à votação superlativa que obteve. Rosalba fez declaração pública de apoio no dia 29 de setembro, a poucos dias do pleito (veja AQUI).

Senado em Mossoró

Fátima Bezerra (PT) – 59.726 (69,83%)
Wilma de Faria (PSB) – 23.512 (27,49%)
Maioria Pró-Fátima –  36.214 (42,34%).

Em contrapartida, o sindicalismo petista no âmbito do estado arrefeceu a pressão contra o governo da então governadora Rosalba Ciarlini, que estava em seus estertores.

Porém é importante lembrar da conjuntura da época. O prefeito Francisco José Júnior (então no PSD) vivia o apogeu de sua gestão e puxou eleições de Fátima e de Robinson Faria (PSD) ao governo em solo mossoroense.

Leia também: As razões de Rosalba para apoiar a “companheira” Fátima AQUI.

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Categoria(s): Política
  • Repet
quinta-feira - 28/09/2017 - 08:30h
Prefeitura de Mossoró

Promotor emite recomendação originária de auditoria em folha


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por intermédio do promotor da 7ª Promotoria de Justiça de Mossoró, Fábio de Weimar Thé, encaminhou recomendação ao secretário municipal de Administração e Finanças para que providencie a regularidade das fichas financeiras de servidores que estão com pagamento suspenso por não realizarem biometria.

Há controvérsia sobre a realização do crédito, pois alguns servidores comprovaram que não estão recebendo seus vencimentos.

A recomendação foi expedida considerando inquérito civil que tramita na Promotoria de Justiça que tem por objeto apurar a existência de 622 servidores com destino ignorado no âmbito da Prefeitura de Mossoró.

Auditoria

No documento, o MPRN recomenda também a restituição de valores indevidamente pagos a uma servidora que manteve vínculo com o Município por meio de contrato temporário firmado em outubro de 2010 e rescindido em agosto de 2012, mas cujo vínculo efetivamente foi encerrado somente em 31 de dezembro de 2014, segundo informações prestadas pela Prefeitura.

A recomendação deriva de procedimento aberto pelo MPRN, a partir de auditoria na folha de pessoal da municipalidade, desencadeada pelo próprio prefeito Francisco José Júnior à época (2014), para identificar eventuais irregularidades e distorções.

Saiba mais detalhes sobre a recomendação clicando AQUI.

Leia também: Prefeitura procura 622 servidores que têm “destino ignorado” AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
sexta-feira - 22/09/2017 - 17:39h
Mossoró

Civilidade de Gustavo Rosado e Francisco José dá saudades


Manifestantes do serviço público municipal de Mossoró começam a ter saudades do ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD) e do “prefeito de fato” Gustavo Rosado.

Numa das ocupações com Francisco José Júnior, manifestantes tinham atendimento especial no palácio

O primeiro, antecessor próximo da atual prefeita Rosalba Ciarlini (PP), autorizava que protestos fossem feitos no pátio e até interior do Palácio da Resistência, sede da municipalidade, com instalação de barracas e até colchonetes, wi-fi liberado etc. Tudo liberado.

Guarda Civil foi escalada para reforçar segurança (Foto: Cedida)

Já Gustavo, que administrava a prefeitura em lugar da irmã e prefeita de direito Fafá Rosado (PMDB, então no DEM), chegava ao requinte de mandar servir água, café, sucos e quitutes para aplacar sede e fome dos manifestantes.

Sol

Com Rosalba é diferente: Prefeitura no cadeado, Polícia Militar, Polícia de Trânsito, Guarda Civil Municipal (GCM) e determinação para que não se permita instalação de barracas ou lonas na calçada do Palácio da Resistência.

A ordem é deixar a militância sindical sob sol escaldante.

Quem diria, hein?

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) está com saudades da civilidade de Francisco José Júnior e Gustavo Rosado.

Faz sentido. Ô!

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Categoria(s): Administração Pública / Política
  • Repet
sexta-feira - 22/09/2017 - 05:32h
Critica

Lamentáveis maus-tratos e humilhações oficiais em Mossoró


Carlos Santos,

Quando o assunto é a luta pelos direitos dos Servidores da Saúde, quem conversa comigo sabe que não me sinto minimamente representado pelo “sindicato” dos servidores públicos de Mossoró e por consequência não adiro a qualquer posicionamento tomado por eles, tanto que não estou em greve, como quase ninguém da Saúde.

Prefeitura proibiu sindicalistas de usarem lonas e barracas para se protegerem do sol (Foto: Web)

Apesar disso, gostaria de fazer o registro de um fato que entendo ser lamentável envolvendo esse “sindicato” e a Prefeitura de Mossoró.
Refiro-me ao posicionamento da atual gestão, que coloca carros oficiais em exposição sobre praça pública, mas resolve impedir que os manifestantes coloquem uma simples tenda na calçada para fazerem o seu protesto protegidos do sol escaldante de Mossoró.

Só tenho a lamentar esse ocorrido!

Designar Guardas Civis e policiais militares para intimidarem as manifestações dos servidores ao mesmo tempo em que as UBS (Unidades Básicas de Saúde) são constantemente alvos de violência e, nada é feito, para proteger a vida dos trabalhadores, é uma VERGONHA!

Espero que os Servidores da Saúde e população que repugnavam atitudes semelhantes da gestão passada, não se omitam diante desse e de outros fatos que estão deixando a situação do trabalhador da Saúde cada vez pior.

Não sejam seletivos. Ou melhor, não sejam medíocres. Os fatos estão aí!

Adílio César – odontólogo e advogado

Leia também: Manifestação é recebida com cadeado, polícia, guarda civil e sol AQUI.

Nota do Blog – Sublinho suas palavras, Adílio.

Fico pasmo com com esse tipo de postura do governo municipal. Maltrata, humilha, ridiculariza seres humanos que são também munícipes, antes de serem sindicalistas e servidores públicos. Tomou-os como inimigos e se esmera no sadismo.

Imagino se o inquilino do Palácio da Resistência fosse o ex-prefeito Francisco José Júnior. O mundo viria abaixo, as redes sociais estariam entupidas de agressões e críticas a ele.

Agora, não. Tem gente que acha o máximo. Preocupante. Verdadeiramente me preocupo com o que ainda vem por aí na cidade que moro, trabalho e sobrevivo.

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Categoria(s): E-mail do Webleitor / Gerais / Política
quarta-feira - 20/09/2017 - 07:20h
Francisco pai, Francisco filho

Conselho de pai para filho na política


Entre amigos, o ex-deputado estadual Francisco José (PPL) tem reproduzido um conselho que estaria passando ao filho e ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior:

Francisco, pai: um tempo (Foto: Web)

- Dê um tempo, saia de cena.

Para Francisco José, pai, o filho não deve ser candidato a qualquer cargo eletivo em 2018.

Até aqui, o ex-prefeito não revela planos para o futuro próximo na política.

À época da prefeitura, estimava que seria nome imbatível ao Senado e natural sucessor de Robinson Faria (PSD) ao governo.

Mas não conseguiu concluir a própria campanha à sucessão municipal no ano passado. Desistiu.

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Categoria(s): Política
  • Repet
quarta-feira - 20/09/2017 - 06:56h
Política

Ex-prefeito pede desfiliação do partido de Robinson Faria


Do Blog de Saulo Vale

O ex-prefeito de Mossoró Francisco José Júnior pediu oficialmente desfiliação do PSD, partido hoje encabeçado em Mossoró pelo ex-vereador Jório Nogueira. O PSD é presidido no RN pelo governador Robinson Faria.

O pedido foi protocolado esta semana junto à Justiça Eleitoral e ao Diretório Municipal da legenda.

Ele foi fundador do PSD e integrava o partido desde a sua fundação.

À epoca em que anunciou a sua saída do partido, recebeu convites do PSC, presidido pelo ex-vereador Renato Fernandes, e do PMN, encabeçado pelo comerciante Nicó Fernandes.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 14/09/2017 - 09:57h
Mossoró

Rosalba repete receita de Francisco José Jr. para eleger filha


A Prefeitura Municipal de Mossoró começa amanhã (sexta-feira, 15), o que denomina de projeto ‘Mossoró Mais Cidadã’. Segundo é divulgado, é a primeira de muitas edições e acontecerá logo a partir das 8 h, no bairro Belo Horizonte, na Escola Estadual Raimundo Gurgel.

Francisco José Júnior fez "Meu Bairro Melhor" (Foto: PMM)

A fórmula utilizada na iniciativa não é nova, mas é usualmente levada a termo em período pré-eleitorais – com outras nomenclaturas, em Mossoró: consiste na disponibilização de serviços de várias secretarias, de forma que “estes cheguem mais próximos à população dos mais diversos bairros”, explica informação oficial da gestão Rosalba Ciarlini (PP).

A aposta agora é colocar à frente da programação a pré-candidata a deputado estadual e filha da prefeita Rosalba Ciarlini, secretária do Desenvolvimento Social Lorena Ciarlini.

Meu Bairro Melhor

Em 2015, ano anterior ao pleito municipal de 2016, o então prefeito Francisco José Júnior (PSD) começou essa mesma estratégia de levar serviços municipais em massa para comunidades periféricas. Era “Meu Bairro Melhor”.

Fazia uma blitz, com atuação integrada de várias secretarias. Dias depois, tudo voltava ao “normal” em cada comunidade visitada: lixo nas ruas, falta de remédios e outros insumos nas unidades de saúde, precariedade na iluminação pública etc.

O Mossoró Mais Cidadã é também clone do “Prefeitura nos Bairros” que Rosalba Ciarlini já utilizou com mesmo formato em passagens anteriores pela prefeitura, em vésperas de campanhas eleitorais.

No âmbito estadual, a primeira-dama e secretária do Trabalho, Habitação e Ação Social (SETHAS), Julianne Faria (PSD), não foge à fórmula mágica: há meses empreende por municípios do RN o “Vila Cidadã”, oferecendo os mesmos serviços para ao final não resolver nada.

Nota do Blog – Enfim, a mesma “coleira” com nomes diferentes. São décadas de faz-de-conta com nomes diferentes, com objetivos iguais e resultados práticos pífios à população. Segue a dependência, o clientelismo/assistencialismo e a dominação pela necessidade alheia.

Tudo é feito para parecer que algo está sendo feito, de verdade, para minorar as necessidades dos mais carentes.

Tudo muda para continuar como sempre esteve.

Ah, povo para sofrer!

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Categoria(s): Política
  • Repet
quarta-feira - 23/08/2017 - 10:37h
Mossoró

Novo aditivo milionário beneficia empresa terceirizada


A gestão Rosalba Ciarlini (PP) dá outra grande injeção financeira em outra terceirizada. Dessa vez é a Prime Locação de Mão-de-obra e Terceirização de Serviços Ltda.

A empresa tem aditivo milionário.

Jornal Oficial do Município (JOM) mostra novo aditivo para contrato advindo de gestão passada (Foto: reprodução)

Segundo edital publicado no mais recente Jornal Oficial do Município (JOM), edição 421, de 18 de agosto, o valor do “enxerto” por sete meses apenas chega a R$ 3. 165,523,20.

Em campanha, a então candidata Rosalba Ciarlini prometeu fazer ampla revisão de contratos firmados na administração Francisco José Júnior (PSD). Até aqui, na prática, faz justamente o inverso. Engorda-os fartamente.

Maior exemplo é com a empresa Vale Norte Construtora Ltda,, que ganhou um aditivo multimilionário por mais seis meses, também sem licitação alguma, em valores que se aproximam de R$ 14 milhões.

Leia também: Prefeita mantém serviço milionário e ‘suspeito’ sem licitação AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública
domingo - 30/07/2017 - 09:16h

Esse monstro chamado violência


Por Gutemberg Dias

A segurança pública no âmbito do município de Mossoró, assim como no estado do Rio Grande do Norte, é um grande problema que precisa de solução urgente independente de cores partidárias. Esse monstro de mil formas é onipresente e assustador.

Esse ano só o estado teve caminha célere para alcançar marca de 1.500 homicídios, a maioria provocada por armas de fogo. Se comparado com o mesmo período do ano anterior já se tem um aumento de aproximadamente 22%. Em Mossoró os números são uma reprodução do que acontece no estado e até agora já são mais de 140 homicídios.

Os números apresentados são do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), que faz levantamento com base em metodologia científica e não tem ligação com qualquer entidade partidária.

Diante dos números fica a pergunta que muitos fazem todo santo dia: – o que fazer para solucionar esse grave problema? Existe solução a curto prazo?

Sei que não é fácil resolver esse sério problema que em suma é de competência da gestão estadual, já que é ela a responsável pela segurança pública no âmbito institucional, principalmente, quando grandes facções criminosas (PCC e Sindicato do Crime) duelam pelo poder e agravam ainda mais o quadro geral.

Mas, voltando à questão da segurança em Mossoró. Hoje está claro que a gestão municipal não tem foco nessa área e que as ações administrativas, pelo menos aparentes, não seguem uma sincronia com as envidadas pelo governo do estado. Isso ficou claro quando a gestora municipal discordou em público do gestor estadual quanto as ações de segurança para o município (veja link para matéria ao final desse artigo).

Com o encerramento do programa das BIC’s (Base Integrada Cidadã) que foi uma das bandeiras dos dois últimos gestores (Cláudia Regina e Francisco José) pela atual gestão, o município praticamente extinguiu ações mais efetivas de combate à violência.

Defendo que o município seja parceiro do estado na organização de estratégias de combate a violência. Isso é possível devido Mossoró ter uma secretaria voltada a segurança pública e ter um grande efetivo de guarda civil, ou seja, a base já está pronta.

A Guarda Civil Municipal com um contingente de mais de 300 homens tem um papel importante no relacionamento com a população. Acredito que ela deva ser utilizada no modelo de polícia de aproximação e estar muito mais presente junto à população.

Podemos dizer que ela poderia ser o grande elo entre o povo e a Polícia Militar que, constitucionalmente, é a responsável direta pelas ações de enfrentamento.

O Gabinete de Gestão Integrada (GGI) que se reúne basicamente em momentos de crise, deveria ter um calendário regular para que os entes que fazem a gestão da segurança pública possam dialogar constantemente. Tenho plena convicção que muitos projetos poderiam ser gestados no âmbito do GGI com foco no enfrentamento dessa grave crise que assola o sistema de segurança pública.

Em paralelo, o município poderia desenvolver ações voltadas à juventude nos bairros periféricos, principalmente, nos mais susceptíveis ao domínio do tráfico de drogas. Essas ações poderiam se alicerçar na implantação de projetos voltados ao esporte e cultura que consigam atrair a juventude e mantê-la longe das ruas e da influência deletéria do crime organizado.

Ainda, é importante frisar o papel da escola na discussão permanente desse tema. Dessa forma, a sala de aula deve ser mais um campo de difusão de práticas que impulsionem o distanciamento dos jovens da influência do crime organizado.

Escuridão

Outro ponto, que o próprio Blog Carlos Santos já salientou em várias postagens, alertando para maiores condições à prática de crimes, é a iluminação pública. Mossoró está às escuras, do centro à periferia. Nem o chamado “bairro nobre” do Nova Betânia escapa a essa realidade.

Diante disso, fica claro que o município de Mossoró tem muito a oferecer em relação ao enfrentamento da violência. Para isso é preciso muita organização e parceria com o governo do estado para que os projetos possam efetivamente acontecer.

Na atual crise que vive a segurança pública no estado e, obviamente, o reflexo acontece nos municípios, a junção de forças é de extrema importância para que tenhamos resultados efetivos. Bem como, os gestores precisam entender que esse problema é generalizado e sem parceria não chegarão a canto algum.

De um modo geral, o povo não precisa de um governador, prefeito ou seja lá o que for da segurança; na realidade o povo precisa de um estado forte que atue integrado para lhe dar, pelo menos, a sensação de segurança.

Leia também: Robinson cobra Rosalba por apoio à segurança e ela se esquiva AQUI.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

Categoria(s): Artigo
quinta-feira - 27/07/2017 - 18:24h
Saúde

Diretores do Tarcísio Maia aguardam oficialização de saída


Os diretores do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) Jarbas Mariano (Geral), Fernando Albuerne Bezerra (Técnico) e Liginey de Oliveira (Clínico) aguardam formalização do pedido de exoneração que apresentaram à semana passada.

Mariano: irreversível (Foto: Costa Branca News)

Decisão é classificada por eles como “irreversível”. Ponto final.

O governador Robinson Faria (PSD) e o secretário de Estado da Saúde Pública George Antunes correm para preenchimento dos cargos o mais rápido possível.

Robinson e George tiveram reunião com Jarbas Mariano em Natal na terça-feira (25), tentando demovê-lo da decisão que influenciou diretamente os demais diretores. Não conseguiu.

Ao telefone

Ainda conversou por telefone com ele, que continuou irredutível.

Para sacramentar a posição dos três, hoje saiu nomeação de substituta de Lúcia Bessa (veja AQUI) na chefia do Departamento Administrativo Financeiro do HRTM.

Sabedores que a qualquer momento ela seria ejetada do cargo, há muito que Mariano, Albuerne e Oliveira tinham firmado pacto para tomada de decisão comum de permanência ou saída dos cargos, caso houvesse algum tipo de perseguição de origem política.

Acompanhe o caso

Leia também: Mãe do ex-prefeito Francisco José Júnior é exonerada AQUI;

Leia também: Diretor Geral do Tarcísio Maia confirma sua saída do cargo AQUI;

Leia também: Tarcísio Maia pode ter exoneração coletiva de dirigentes AQUI;

Leia também: Robinson tenta reverter saída de diretor do HRTM AQUI.

Lúcia Bessa é mãe do ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD), que de aliado avaliado por Robinson como um dos principais responsáveis por sua vitória ao governo em 2014, acabou convertido em ex-aliado e adversário irreconciliável.

Vida política que segue.

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Categoria(s): Administração Pública / Política / Saúde
quinta-feira - 27/07/2017 - 09:08h
Tarcísio Maia

Governador nomeia nova diretora Administrativo-Financeira


Após exonerar “a pedido” Lúcia Bessa da chefia do Departamento Administrativo-Financeiro do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), à semana passada, hoje o governador Robinson Faria (PSD) publica portaria com nome da substituta dela. Está no Diário Oficial do Estado (DOE).

É Francisca Nilza Batista, que já foi diretora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Raimundo Benjamim Franco, da Prefeitura de Mossoró, na gestão Francisco José Júnior (PSD) e ocupou uma gerência na Secretaria da Saúde Pública do Tibau, gestão Josinaldo Marcos (Naldinho), do PSD.

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Lúcia é mãe do ex-prefeito e ex-aliado do governador Francisco José Júnior.

Quanto ao cargo de diretor geral do HRTM, até o momento não houve mudança oficial, apesar do odontólogo Jarbas Mariano ter apresentado sua exoneração também na semana passada, em solidariedade à Lúcia Bessa.

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quarta-feira - 26/07/2017 - 09:07h
Tarcísio Maia

Robinson tenta reverter pedido de exoneração de diretor


O governador Robinson Faria (PSD) tenta contornar, no diálogo, o pedido de exoneração apresentado à semana passada pelo odontólogo Jarbas Mariano, da Direção Geral do  Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), de Mossoró.

Até o momento, ele não nomeou ninguém para seu lugar.

Aposta que possa contornar a questão, desencadeada com a exoneração de Lúcia Bessa da chefia Administrativo-Financeira do HRTM.

Ela é mãe do ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD).

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Nota do Blog – Torçamos para que o governador consiga resolver com sapiência esse impasse. Impressiona a aceitação do trabalho de Jarbas Mariano, em meio ao caos na saúde.

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terça-feira - 25/07/2017 - 10:30h
Eleições 2018

Tião caminha à disputa estadual desconectado da realidade

Ex-candidato a prefeito aparece como um bom nome, mas distante ainda de ser um bom candidato

O empresário e ex-candidato a prefeito de Mossoró em 2016 Tião Couto (PSDB) tem se mexido fora de Mossoró para ser o candidato do seu partido ao governo estadual no próximo ano. Peregrina da capital ao interior. Até aqui, Tião segue como um bom nome, mas não um bom candidato.

O simples fato de existir desgaste cumulativo e robusto da política tradicional, dos partidos e dos políticos, não o credencia a ocupar esse espaço como algo novo, alternativo e diferenciado. A administração estadual de Robinson Faria (PSD) reprovada popularmente, ajuda-o a marchar, sem que instantaneamente o faça favorito à sucessão no próximo ano.

Francisco José perdeu contato com a realidade; Tião marcha para nova disputa com mesmo pecado (Foto: Mossoró Notícias)

A própria votação cevada empalmada por ele na disputa à prefeitura – 51.990 (39,39%) votos -, não o credencia “naturalmente” à concorrência estadual.

Basta aprender com os erros crassos de avaliação de voto, cenário e conceitos sobre a política e os políticos, vivenciados pelo ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Em 4 de maio de 2014, Francisco José Júnior foi eleito à prefeitura em disputa suplementar, com 68.915 (53,31%) votos. Em outubro de 2016, quase dois anos e cinco meses depois, só foram contabilizados 602 votos válidos a seu favor, em face até de sua desistência pública de candidatura, por detectar falta de apoio popular ao seu nome.

Ativo frágil

Tratássemos do “voto” pela ótica das Ciências Econômicas, poderíamos afirmar com segurança que é o caso típico de um “ativo” frágil. Seria uma “moeda” flutuante, sujeita às volatilidades de riscos, conforme o momento ou externalidades referentes às eleições e à dinâmica da própria política.

Francisco José Júnior não entendeu, que o DNA dos seus votos excepcionais em 2014 guardava composição heterogênea, resultado de uma conjuntura particular e favorável a seu projeto. Vestiu-se de líder e assumiu para si o capital que de verdade não lhe pertencia no todo.

Dois dias após sua eleição, o Blog Carlos Santos traçou o código genético de seu triunfo e alertou-o. Fomos ignorados. Vaidade embaciou seus olhos. Já estava tomado por uma certeza: era um líder.

Os votos derivavam de sua surpreendente gestão interina na prefeitura; do impedimento à nova candidatura da prefeita eleita, cassada e afastada Cláudia Regina (DEM); de uma corrente histórica anti-Rosado/anti-oligarquia; do apoio maciço do eleitor da então governadora Rosalba Ciarlini (PP), que queria derrotar outra vez a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e da incerteza de legalidade da própria postulação da parlamentar adversária.

Sandálias do bom senso

Com Tião, tudo indica, acontece igual pecado de análise dos números e desconexão da realidade dos fatos e do contexto em que esteve envolvido. Empavona-se com uma atmosfera política pontual e com votação que pode ser avaliada sem maior esforço. Foram votos anti-rosalbismo, anti-Rosado, anti-união Rosado-Rosado e em favor do perfil que procurou representar como homem de sucesso.

Daí é precipitado acreditar, que os 51.990 (39,39%) votos que recebeu à prefeitura em 2016, fazem parte do seu patrimônio particular como político da nova safra. Precisa refazer contas, reavaliar cenário e calçar as sandálias do bom senso.

Francisco José Júnior em 2014 obteve numérica e percentualmente, a maior vitória eleitoral em disputa municipal em todos os tempos, superando a própria Rosalba Ciarlini que em 1996 atropelou Sandra Rosado (PSB, então no PMDB). Compreensível, em parte, seu delírio com o poder.

Votos, liderança e perdas

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Àquele ano de 1996, Rosalba Ciarlini (filiada ao PFL) teve 57.407 (52,64%) votos, botando maioria de 31.289 votos sobre a prima Sandra.

Em 4 de maio de 2014, o prefeito interino Francisco José Júnior foi mais além. Destroçou Larissa Rosado com a soma de 68.915 (53,31%), numa maioria de 31.862 sobre ela.

Sandra e Larissa Rosado deixaram a oposição sem "dono" (Foto: Arquivo do Blog Carlos Santos e Costa Branca News)

Para provar como voto é um bem instável e de difícil manutenção e multiplicação, o ex-prefeito Francisco José está aí vivo para contar o enredo pós-urnas. Se tiver um espasmo de humildade, pode até reconhecer pecados e que chegou a ser avisado sobre o fenômeno.

Estuário

Na prática, os votos da oposição não têm dono e não possuem referência desde que o grupo de Sandra Rosado capitulou, convertendo-se em “neorosalbista”. Podem crescer ou não, dependendo de vários fatores, como a gestão Rosalba. Até aqui, não há um estuário para esses eleitores.

O ex-prefeito sonha em retornar à política e sabe que precisará investir muito mais para obter outro mandato eletivo. Um detalhe: Francisco José Júnior venceu a primeira eleição a prefeito da qual participou. Tião, não.

São dois momentos distintos, dois personagens muito diferentes, claro. Porém não custa estudar a história e respeitar os ensinamentos que ela oferece. Os fatos estão aí.

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sexta-feira - 21/07/2017 - 12:40h
Escanteado

Secretário sabe de exoneração de auxiliar pelo Diário Oficial


Antunes: só mais um a saber (Foto: Blog CS)

O secretário de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP), George Antunes, soube da exoneração (veja AQUI) de Lúcia Bessa da chefia Administrativo-Financeira do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) como qualquer outro mortal: após a publicação da portaria no Diário Oficial do Estado (DOE) hoje (sexta-feira, 21).

Enfim, só mais um a saber.

Apesar de titular da pasta a que Lúcia Bessa estava subordinada, Antunes não foi informado ou se pronunciou a favor ou contra à decisão antes que fosse consumada.

A decisão partiu exclusivamente do governador Robinson Faria (PSD).

Pelo visto, as razões foram eminentemente políticas. Robinson anda enfezado com críticas continuadas do ex-aliado Francisco José Júnior a seu governo.

Elas tornaram-se mais regulares nos últimos dias, na imprensa mossoroense.

Sobrou para Lúcia, mãe do ex-prefeito.

Resta aguardar como será a reação do próprio secretário.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sexta-feira - 21/07/2017 - 07:28h
A pedido

Mãe do ex-prefeito Francisco José Júnior é exonerada


Lúcia Bessa (Foto: web)

A mãe do ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD), Maria Lúcia Bessa da Silveira, foi “exonerada a pedido” da chefia do Departamento Administrativo-Financeiro do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) em Mossoró.

A portaria está publicada hoje (sexta-feira, 21), no Diário Oficial do Estado (DOE).

Lúcia tinha sido preservada no cargo desde o rompimento político do ex-prefeito e do governador Robinson Faria (PSD) em plena campanha municipal do ano passado.

Depois traremos mais bastidores do caso.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
domingo - 16/07/2017 - 08:40h
Mossoró

Prefeitura atrasa relatórios obrigatórios sobre a Saúde


A Prefeitura de Mossoró está com pelo menos dois relatórios quadrimestrais da Saúde em atraso. Um ainda derivado da gestão Francisco José Júnior (PSD), outro já da administração Rosalba Ciarlini (PP).

O que o Relatório Quadrimestral deve apresentar:

I – montante e fonte dos recursos aplicados no período; II – auditorias realizadas ou em fase de execução no período e suas recomendações e determinações; III – oferta e produção de serviços públicos na rede assistencial própria, contratada e conveniada, cotejando esses dados com os indicadores de saúde da população em seu âmbito de atuação.

Segundo a Lei Complementar 141/2012, o Relatório deverá ser enviado ao Conselho Municipal de Saúde para apreciação e apresentado na Câmara Municipal pelo gestor do Sistema Único de Saúde (SUS), a cada quatro meses.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
sexta-feira - 14/07/2017 - 15:50h
Mossoró

Garis param por falta de salários, apesar de contrato milionário


A empresa Vale Norte Construtora Ltda., responsável pelo serviço terceirizado de limpeza urbana/domiciliar de Mossoró, conseguiu contornar pelo menos parcialmente, a revolta de seus garis. Houve paralisação de serviços. A insatisfação está à flor da pele.

Garis começaram a parar no dia passado e divulgaram greve em redes sociais em fotos e vídeos (Foto: cedida)

A greve começou no final do dia passado e se alastrou para hoje. A direção local da empresa procurou agir, assegurando que faria o pagamento do atraso salarial de junho. Busca alternativa a partir daí em outras fontes, para efetuar a quitação de débitos.

Hoje pela manhã, apenas dois caminhões saíram à coleta com equipe completa.

A queixa é que a prefeitura não repassa transferência de recursos contratuais em tempo hábil para a cobertura salarial. Daí o mal-estar e vexame, que se reflete no próprio atendimento à cidade.

A Vale Norte obteve gordo contrato com a gestão Rosalba Ciarlini (PP) em maio deste ano. A governante não agilizou licitação e assegurou nova dispensa que manteve a empresa a serviço da municipalidade, com contrato mais cevado ainda.

Reajuste milionário e sem licitação

Do primeiro contrato da Vale Norte – em maio do ano passado  - para maio deste ano houve um sobrepreço (reajuste) endossado por Rosalba de 45,05%.  São R$ 4.317,604,08 a mais em relação à primeira dispensa de licitação realizada pelo ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD), há um ano. O serviço, em apenas 12 meses com uma conjuntura de recessão, obteve ‘engorda’ contratual que saltou de R$ 9.582.519,36 para R$ 13.900,123,44 na administração Rosalba.

Ela desembarcou na cidade na gestão passada e em um ano empalmou um aditivo e mais três contratos (todos com dispensa de licitação), com a Prefeitura Municipal de Mossoró.

A cidade continua coberta de lixo, com reclamações que podem ser testemunhadas em fotos e vídeos nas redes sociais ou num simples passeio por suas ruas e avenidas, sobretudo na periferia.

Garis, em áudios postados em redes sociais, chegam a citar nominalmente a prefeita e cobram dela responsabilidade pelo pagamento.

Leia também: Prefeita mantém serviço milionário e “suspeito” sem licitação (AQUI).

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Categoria(s): Administração Pública
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quinta-feira - 13/07/2017 - 15:08h
Eleições 2018

Ex-prefeito Francisco José Jr. planeja mudança de partido


De camisa em cor rosa, o ex-prefeito falou de desfiliação (Foto: cedida)

O ex-prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), foi entrevistado nesta quinta-feira (13) pelo jornalista Saulo Vale, no Jornal da Tarde, transmitido pela Rádio Rural de Mossoró.

Ele afirmou que se dedica agora a novos projetos empresariais e à família.

Disse em primeira mão ao programa, que recebeu convite para se filiar a dois partidos: o PSC, encabeçado em Mossoró pelo empresário Renato Fernandes, e o PMN, presidido pelo comerciante Nicó Fernandes.

Segundo o ex-prefeito, a desfiliação ao PSD deve acontecer até o próximo mês, com vistas às eleições de 2018.

Mas não adiantou a que cargo poderá concorrer.

Nota do Blog – O ex-prefeito voltou a ser chamado de “Francisco José Júnior”. Na campanha 2016 – que ele desistiu – adotou apenas o prenome “Francisco”. Coisa de marketing.

Compareceu à entrevista envergando uma reluzente camisa gola polo em cor rosa-choque, simbologia que remete à prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Coisa de marketing?

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 05/07/2017 - 12:44h
Rosalba de ontem

Para situações excepcionais, medidas excepcionais


Parece sem fim a “crise de gestão” na Prefeitura Municipal de Mossoró. Fatores internos, componentes externos, conjuntura nacional, tudo concorre para piorar esse quadro.

No caso de Mossoró, a maior crise continua sendo mesmo decorrente da gestão. Sim, de gestão. Não é apenas econômico-financeira, como gestores costumam se lamuriar defensivamente, justificando sua falta de ousadia, velhos costumes e tentações ocultas.

Sai governo, entra governo, não muda o tom. Do amarelo ao rosa-choque.

Era com Francisco José Júnior (PSD), repete-se com Rosalba Ciarlini (PP). Por isso é fácil entender uma cidade coberta por lixo, com iluminação pública de filme de terror, pavimentação de solo lunar e precários serviços da educação à saúde.

Qual a fórmula mágica, a panaceia, para sairmos desse caos? Nada se materializará por decreto ou a partir de uma ideia genial, com resultado instantâneo.

É questão de ação enérgica; coragem para alterar o curso do rio. Fazer diferente.

Na campanha municipal do ano passado, Rosalba adotou o slogan “Ela faz Mossoró dar certo”, sustentando a crença de que seria aquela pessoa que administrou a prefeitura três vezes e não a que passou pelo governo estadual de forma sofrível.

Os tempos mais se assemelham à sua estada na Governadoria (2011-2014) do que à ocupação do Palácio da Resistência em outros mandatos (1989-1992, 1997-2000 e 2001-2004).

Promover o ramerrame de sempre e esperar resultados de sempre, em momento de crise, é patinhar em areia movediça. Os resultados não serão os de sempre. Não tem sido, sublinho. Continuarão assim.

Isso é tão lógico que chega a ser pueril como alegoria argumentativa.

“Para situações excepcionais, medidas excepcionais”, tenho repetido como mantra e postado aqui também.

Se Rosalba não pensar e agir assim, será devolvida àquela imagem que construiu como governadora do Rio Grande do Norte. Todos lembram bem, não temos dúvidas.

Vai continuar espremendo o cofre público para pagar folha de pessoal, propagando isso como feito hercúleo de sua gestão.

Com mais de 60% da receita líquida (veja AQUI a aberração) da prefeitura sendo devorada pela folha de servidores, até que faz sentido ela se jactar da “realização”.

É pouco para quem disse que ia “fazer acontecer” no governo estadual e… fez o que fez. O mossoroense pode ao final se lembrar, amargamente, de um bordão que Rosalba repetiu inúmeras vezes na campanha de 2016 para estigmatizar a gestão de Francisco José Júnior, em seu favor:

- Minha Mossoró, o que fizeram com você?

Saberemos adiante, se tudo continuar como antes. Ainda há tempo de sobra para mudança de rota e de procedimento.

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Categoria(s): Política
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