quarta-feira - 28/06/2017 - 09:30h
Senado

Renan ataca Henrique Alves em bate-boca com Garibaldi Filho


Dois ex-presidentes do Senado e integrantes do PMDB bateram boca nessa terça-feira (27) em pleno cenário dessa Casa. A animosidade causou profundo mal-estar na bancada governista.

O entrevero acabou se acirrando, quando Garibaldi Filho (PMDB-RN) cobrou de Renan Calheiros (PMDB-AL) coerência, além de lhe ensinar que “liderança não se impõe”. Ponderava que ele precisava se afinar com a linha política traçada para a bancada, em relação ao projeto de Reforma Trabalhista.

A reação de Renan Calheiros foi curta e dilacerante, mexendo com a suscetibilidade de Garibaldi Filho. O senador alagoano virou-se para Garibaldi e deu um salto verbal mortal.

Assinalou que o ex-ministro, ex-presidente da Câmara Federal Henrique Alves (PMDB), primo de Garibaldi, estava preso por “integrar uma quadrilha, uma quadrilha” (veja AQUI a denúncia contra o ex-parlamentar).

No ataque

- Eu compreendo a provocação do senador Garibaldi. Não é a primeira vez, não será a última vez. Eu compreendo o estado de espírito do senador Garibaldi Alves – ironizou Renan Calheiros, antes de lembrar da prisão de Henrique Alves como suposto quadrilheiro.

Garibaldi engatou uma tréplica em meio ao pronunciamento de Renan, causando uma confusão de vozes. “Senador, senador, o senhor não pode se referir ao ex-ministro Henrique Eduardo Alves dessa maneira…”

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), interveio no confronto ao avisar que estava encerrando a sessão. Mesmo assim, Renan – fora do microfone ainda seguiu no ataque, fitando Garibaldi Filho e vociferando palavras inaudíveis à captação do áudio.

Até bem poucos anos, Renan e Henrique comandavam respectivamente Senado e Câmara Federal na gestão Dilma Rousseff (PT), como dois dos mais importante e poderosos homens da República.

O litígio público entre Renan e Garibaldi expôs o nível de estresse na bancada governista, num momento em que mesmo no poder está em permanente convulsão.

Como desdobramento dessa situação, o PMDB começou a trabalhar saída de Renan da liderança, como o Blog publicou ao final da noite passada (veja AQUI).

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 22/06/2017 - 15:50h
Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5),

Henrique Alves e Eduardo Cunha têm prisões mantidas


Por maioria, a Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), no Recife-PE, negou, nesta quinta-feira (22), os pedidos de habeas corpus feitos pelos ex-deputados federais Henrique Eduardo Lyra Alves (PMDB) e Eduardo Cosentino da Cunha (PMDB-RJ). Ambos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte, a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Para o MPF, há indícios de que Alves e Cunha praticaram, de forma continuada, os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão pela denegação dos habeas corpus acompanhou os pareceres da Procuradoria Regional da República da 5ª Região, órgão do Ministério Público Federal (MPF) que atua perante o Tribunal.

Argumentos do MPF convenceram convenceu maioria dos desembargadores à manutenção de prisão (Foto: arquivo)

Os ex-deputados federais e ex-presidentes da Câmara dos Deputados são acusados de receber propina para favorecer empresas de construção civil na obra do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN). O dinheiro ilegal teria chegado por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, nos anos de 2012 e 2014, em troca de benefícios em favor de empreiteiras como OAS e Odebrecht.

Henrique Alves foi preso preventivamente no último dia 6 de junho, na capital potiguar, dentro da chamada Operação Manus, um desdobramento da Lava Jato. Cunha, que já se encontrava preso no Paraná, por conta de outro processo, tornou-se alvo também desse mandado de prisão preventiva.

Ambos haviam pedido a revogação da prisão preventiva, por meio de habeas corpus, ao TRF5. Na última sexta-feira (16), a PRR5 emitiu pareceres contrários aos pedidos de Henrique Alves e Eduardo Cunha, mantendo o posicionamento do MPF na primeira instância. Hoje (22), a Primeira Turma do TRF5 apreciou os pedidos.

Prisões necessárias

Os desembargadores federais Élio Siqueira, relator do processo, e Roberto Machado acompanharam a opinião do MPF e votaram pela denegação dos pedidos. Apenas o desembargador federal Alexandre Luna foi favorável à concessão dos habeas corpus.

Para o MPF, a manutenção da prisão preventiva de Henrique Alves e Eduardo Cunha é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a efetiva aplicação da lei penal, uma vez que ambos continuam a exercer intensa atividade política em âmbito nacional. Dessa forma, o cerceamento de sua liberdade tem o objetivo de evitar a continuidade das práticas ilícitas.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quarta-feira - 21/06/2017 - 19:36h
Denúncias mostram

Caern é a “última joia da coroa” para negociatas eleitorais

Delatores da Operação Lava Jato envolvem políticos de peso do RN e essa empresa como moeda

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) parece ser a “última joia da coroa” do Governo do Estado do RN. Outra vez a empresa surge em investigações e denúncias, como patrimônio que desperta grande cobiça em transações que envolvem políticos de peso do estado.

A revelação feita pelo Ministério Público Federal (MPF), destacada pelo Blog Carlos Santos à tarde de hoje (veja AQUI), de que a Construtora Norberto Odebrecht teria injetado R$ 2 milhões na campanha ao governo do estado em 2014, do então deputado federal Henrique Alves (PMDB), em troca da privatização da empresa, não é algo novo.

Volta e meia o tema privatização vem à tona, sempre eivado de desconfianças e questionamentos. Mais do que debates em torno da ideia do estado mínimo ou aspectos político-ideológicos, o temor é de sua conversão em empresa privada pela via de acertos escusos.

No mês passado, igual situação envolveu o nome do atual governador Robinson Faria (PSD) e do seu filho e deputado federal Fábio Faria (PSD), enroscados com a J&F (controladora do Grupo JBS) e com a Caern na mesa de negociações (veja vídeo acima). Portanto Henrique não está só nem esteve isolado nessa suposta ‘corrida do ouro’ em 2014, num suposto leilão de esgoto da Caern.

Um pouco antes, em abril, a ex-governadora e atual prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) tivera seu nome chacoalhado nesse submundo. Dessa feita em relação à campanha de 2010 (ao governo estadual), em que Robinson e Fábio também eram protagonistas.

O ex-diretor de relações institucionais da J&F (controladora do Grupo JBS) Ricardo Saud (veja AQUI) disse que houve acerto de dinheiro para campanha de Robinson e seu filho (deputado federal Fábio Faria-PSD) em 2014, em troca de facilidade para privatização da Caern (veja no trecho no boxe abaixo). Até se queixou que pai e filho teriam feito igual negociata com outros grupos, passando a perna na JBS.

Robinson, Fábio e a Caern

“Eles procuraram a gente, nós fizemos um jantar na casa do Joesley (Joesley Batista, um dos dirigentes do JBS). Nós não tínhamos nada no Rio Grande do Norte, mas nós estávamos montando uma empresa de concessão de águas e esgotos. (…) E lá nós falamos com eles que nós temos interesse muito grande desde que você privatize – nós já tínhamos feito um estudo mais ou menos das empresas que estavam quebradas, assim, de companhia de água e esgoto, que a gente poderia comprar, desde que nós participássemos do edital pra facilitar porque senão ninguém concorria com a OAS e com a Odebrecht Ambiental, era impossível isso. Porque o mesmo dinheiro que tomou da gente tomou das outras duas também falando que ia vender a água e esgoto”, disse Ricardo Saud ao MPF.

Em nota conjunta, Robinson Faria e Fábio Faria informaram que conheceram a JBS no período eleitoral e confirmam que receberam “doações da empresa citada, somente durante o período de eleições, oficialmente, legalmente, devidamente registradas na Justiça Eleitoral e sem qualquer contrapartida nem ato de ofício”.

Negaram interesse em privatização da Caern.

Rosalba, Odebrecht e Caern

Quanto à Rosalba Ciarlini, o seu nome surgiu em abril último, em meio às delações da Odebrecht que foram tornadas públicas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal  (STF), Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato nessa corte. As referências à ela – em afinação com Robinson e Fábio – foi para um tempo e campanha eleitoral mais remotos, no ano de 2010, quando disputou e venceu governo estadual. Robinson era seu vice.

Sua campanha teria sido cevada com recursos da construtora, que tinha interesse também na Caern, principalmente com investimentos que se encaminhavam em obras de saneamento. Os três (veja AQUI) foram citados como beneficiados pelo “Departamento de Propina” da empresa, em valores até modestos.

Robinson, Rosalba e Fábio tiveram valores de apoio em 2010 revelados em abril; os três negaram (Foto: arquivo)

Em nota, a Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Mossoró atestou que ela “nunca recebeu doação de campanha da Odebrecht nem durante seu período no Governo do estado do Rio Grande do Norte contratou qualquer obra ou serviço com essa empresa ou o grupo e também não recebeu deles qualquer benefício ou favor.” Desconsiderou a denúncia, tratando-a por “improcedente”.

A Caern é uma sociedade de economia mista. Maior acionista é o Governo do Estado. Foi criada na gestão do então governador Walfredo Gurgel, no dia 2 de setembro de 1969.

De lá para cá, mesmo sendo objeto de muitas críticas dos consumidores, segue atraente ao capital privado e aos negócios (negociatas) do submundo político. Pelo menos é o que tem denunciado o Ministério Público Federal.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
quarta-feira - 21/06/2017 - 13:58h
Denúncia

Henrique tinha compromisso de privatizar Caern por Caixa 2


Delações obtidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e investigações da Polícia Federal atestam que o ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) tinha o compromisso de privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN), caso fosse eleito em 2014 ao governo do estado. A suposta negociação seria desdobramento de apoio recebido por ele à campanha eleitoral daquele ano.

Essas informações constam da denúncia encaminhada pelo MPF – veja AQUI – no dia passado (terça-feira, 20) à Justiça Federal.

Segundo é assegurado pelos nove procuradores que formalizaram a denúncia em 88 páginas, Henrique Alves “de forma oculta e disfarçada, por meio de doação eleitoral não contabilizada (caixa dois), acertada com o executivo da Odebrecht, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis,” empalmou R$ 2 milhões dessa empreiteira, numa negociação da qual participou o também ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Operação Manus

“O repasse de propina por meio de valores em espécie, a pretexto de utilização em campanha eleitoral, não tendo havido a correspondente declaração em prestação de contas, consistiu em estratégia de dissimulação da origem ilícita dos valores, provenientes de crime de corrupção. Os ex-parlamentares cometeram os crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro qualificada.

Henrique foi preso no dia 6 deste mês em Natal, na “Operação Manus” (veja AQUI) e Cunha segue preso em Curitiba-PR, na esteira da “Operação Lava Jato”.

O assunto já tinha vindo à tona com a publicização de todas as delações dos executivos da Construtora Norberto Odebrecht, liberadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin – veja AQUI - no mês passado. Veja vídeo nessa postagem sobre o assunto.

Através de sua assessoria jurídica, Henrique tem negado irregularidades na relação com a Odebrecht.

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Categoria(s): Política
  • Repet
quarta-feira - 21/06/2017 - 08:12h
Operação Manus

MPF denuncia Henrique Alves, Cunha e mais quatro pessoas


O Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Norte denunciou os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Lyra Alves (PMDB) e Eduardo Consentino da Cunha (PMDB-RJ), além de outros quatro envolvidos no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa investigado na Operação Manus, deflagrada no último dia 6 de junho (veja AQUI e AQUI) e que deriva da Operação Lava Jato.

A denúncia foi entregue à Justiça Federal nesta terça-feira (20).

Eduardo Cunha já se encontrava no Complexo Médico Penal do Paraná, quando a Justiça Federal, a pedido do MPF no RN, acatou um novo mandado de prisão preventiva contra ele e Henrique Alves. Este, por sua vez, foi preso pela Polícia Federal em sua residência, em Natal, e se encontra atualmente custodiado na Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

Eduardo Cunha e Henrique Alves estão presos e convivem com mais problemas judiciais sérios (Foto: Luís Macedo)

Além dos dois, também foram denunciados pelo MPF José Adelmário Pinheiro Filho, o “Leo Pinheiro”, presidente da OAS e que está preso na Polícia Federal, no Paraná; o executivo da Odebrecht Fernando Luiz Ayres da Cunha, que vem colaborando com as investigações; o empresário e ex-secretário de Obras de Natal, Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva, conhecido como “Fred Queiroz”, atualmente preso no Quartel da PM, em Natal; e o empresário Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, sócio da Art&C Marketing Político Ltda., com sede na capital potiguar.

Crimes

Caso a denúncia seja aceita pela Justiça Federal, os dois políticos irão responder por corrupção passiva (artigo 317, §1º, do Código Penal) e lavagem de dinheiro (artigo 1º, § 4º, da Lei n. 9.613/1998); Léo Pinheiro e Fernando Ayres por corrupção ativa e lavagem de dinheiro; e os empresários Fred Queiroz e Arturo Arruda por lavagem de dinheiro e organização criminosa (artigo 2º, § 4º, inciso II, da Lei n. 12.850/2013). Os ex-deputados e os executivos da OAS e Odebrecht não foram denunciados por organização criminosa porque já respondem por esse crime em outras ações.

O MPF requer ainda a reparação dos danos materiais e morais, no valor mínimo de R$ R$ 15,5 milhões, e a decretação da perda da função pública para os condenados detentores de cargo, emprego público ou mandato eletivo. O processo tramita na Justiça Federal sob o número 0001430-69.2016.4.05.8400.

Provas

A denúncia do MPF reúne mensagens de celulares, prestações de contas eleitorais, dados bancários e telefônicos, depoimentos testemunhais, diligências de campo, documentos e depoimentos de colaborações premiadas. Esse conjunto confirma as ilegalidades cometidas pelo grupo. Para o MPF, entre Eduardo Cunha e Henrique Alves existia uma “parceria criminosa”.

De acordo com a denúncia, os dois ex-parlamentares, pelo menos entre 2012 e 2014, “solicitaram, aceitaram promessa nesse sentido e efetivamente receberam vantagens indevidas, de forma oculta e disfarçada, por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, em razão da atuação política e parlamentar de ambos em favor dos interesses de empreiteiras”.

Por sua vez, Fred Queiroz – administrador de fato da Pratika Locação de Equipamentos e aliado do ex-ministro Henrique Alves – e o cunhado do ex-parlamentar, Arturo Arruda Câmara, contribuíram com a “estrutura organizada para lavagem, por meio de prestações de contas eleitorais, dos valores ilicitamente obtidos”. Esquema utilizado principalmente na campanha de Henrique ao Governo do Rio Grande do Norte, em 2014.

Favores

Alguns dos “favores” feitos pelos ex-deputados à OAS, em troca das propinas, são detalhados na denúncia e ocorreram “em especial no ano de 2013, por meio da superação de restrições à participação da empresa na privatização dos aeroportos do Galeão e de Confins, por meio da aprovação do projeto da Lei Complementar n. 283/2013, referente à rolagem da dívida pública do Município de São Paulo, e da superação de entraves à liberação de financiamento do BNDES relativo à obra da Arena das Dunas, em Natal/RN.”

Léo Pinheiro: OAS (Foto: UOL)

Para o Ministério Público Federal, disfarçar a propina por meio de doação eleitoral foi uma das estratégias mais usadas. Em junho de 2012, ainda antes do período de campanha, foram pagos R$ 700 mil pela OAS, por meio do Diretório Nacional do PMDB, sempre com aval de Léo Pinheiro.

Ainda da OAS, veio repasse de mais R$ 500 mil em 13 de agosto do mesmo ano, através do Diretório Nacional. Até setembro chegaram mais R$ 1 milhão e posteriormente mais R$ 500 mil para a dupla, pelo mesmo caminho. Já em outubro, outros R$ 500 mil. Entre junho e setembro, dessa vez em 2014, o MPF registra repasses de R$ 650 mil e de R$ 3 milhões, através da conta de campanha ou pelo Diretório do PMDB no Rio Grande do Norte.

Odebrecht

Em outubro de 2014 houve nova solicitação de propina, por parte dos ex-parlamentares. A Odebrecht, dessa vez, foi quem repassou pelo menos R$ 1 milhão, através do Diretório Nacional e Estadual. Eram “valores devidos pela OAS, mas, em razão da afirmativa de ‘Léo Pinheiro’ de que não era viável a realização do pagamento naquela ocasião, as quantias acabaram sendo solicitadas à Odebrecht, para posterior compensação entre as empreiteiras.”

Nem todos os valores pagos pela Odebrecht, contudo, foram para “quitar” dívidas da OAS com os parlamentares. Em troca de interesses da própria Odebrecht, os ex-presidentes da Câmara receberam, de agosto a outubro de 2014, R$ 2 milhões em “caixa dois”, valor acertado com Fernando Luiz Ayres, “em razão da promessa de privatização da Companhia de Água e Esgoto do Rio Grande do Norte, operação na qual havia interesse da empreiteira em realizar investimento”.

Carioca e Andrade Gutierrez

De junho a outubro do mesmo ano, outros R$ 400 mil foram repassados pela Carioca Engenharia, através de doações eleitorais oficiais feitas à conta de campanha de Henrique Alves. Eduardo Cunha já vinha agindo em prol dos interesses da Carioca, em especial entre os anos de 2011 e 2013, por meio da obtenção de financiamento perante a Caixa Econômica para obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Em função dessa “ajuda”, os dois ex-deputados receberam propina no exterior, “fato que já é objeto de ação penal própria”.

A Andrade Gutierrez, por sua vez, doou ao Diretório do PMDB no RN R$ 1,25 milhão entre julho e setembro de 2014, dos quais R$ 100 mil foram diretamente para a conta de campanha de Henrique Alves. “Os valores consistiram em contrapartida pela atuação de Eduardo Cunha na alteração da redação da Medida Provisória n. 627/2013, que tratava da tributação do lucro de empresas brasileiras no exterior, de modo que o texto final (…) contemplasse os interesses da empresa, o que acabou de fato ocorrendo.”

Arena e clubes

No caso da Arena das Dunas, a OAS necessitava de aval do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) para a liberação de novas parcelas do financiamento do BNDES para a obra. Contudo, o tribunal não teve acesso ao projeto executivo completo e não podia avalizar a liberação. Henrique Alves foi procurado pela empreiteira e se dispôs a agir junto ao TCE e ainda a ir “pra cima do TCU”, o Tribunal de Contas da União.

No Acórdão 1982/2013, o TCU comunicou ao TCE/RN que, “apenas em situações em que fosse constatada irregularidade de gravidade suficiente, o fato fosse comunicado ao BNDES”. Como o tribunal potiguar não tinha as informações necessária para se posicionar sobre o assunto, o banco continuou a liberar as parcelas e a obra foi concluída, com um superfaturamento de R$ 77 milhões.

O conselheiro relator do caso no TCE, Carlos Thompson Fernandes, informou que Paulo Roberto Alves – então presidente do tribunal e primo de Henrique Alves – declarou a ele em um conversa que o ex-deputado “o tinha procurado em busca de informações sobre esse processo”. Em mensagens, Henrique antecipou a Léo Pinheiro que falaria com o primo para buscar o aval do TCE.

“Ele [Henrique Alves], no mínimo, omitiu-se de seu dever funcional, como parlamentar federal, de fiscalizar a regular aplicação de recursos do BNDES, para, em vez disso, favorecer interesses particulares de empreiteira”, reforça o MPF, acrescentando que o ex-parlamentar ainda obteve vantagens indevidas da OAS no contrato de utilização da Arena das Dunas, para as equipes do ABC Futebol Clube e do América de Natal, que receberam, somente a título de “luvas”, o valor de R$ 2 milhões da empreiteira, cada uma.

Lavagem de dinheiro

Os valores que chegavam para a campanha de Henrique Alves eram “lavados” através de um esquema montado com empresários próximos do então candidato. Entre julho de 2014 e fevereiro de 2015, ele, Fred Queiroz e Arturo Arruda usaram empresas familiares, de aliados políticos e até de fachada para “justificar, ocultar e dissimular, em prestação de contas eleitoral, a utilização de recursos de origem e destinação ilícitas (em proveito pessoal, em compra de votos e de apoio político)”.

Fred e Érika aparecem em investigação

Informações da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram que, somente pela Pratika, transitaram mais de R$ 9 milhões da campanha de Henrique Alves, dos quais R$ 5,5 milhões foram sacados em espécie.

A empresa está no nome da esposa de Fred Queiroz, Erika Montenegro Nesi, e também teria recebido em suas contas parte da propina repassada em dinheiro, via “caixa dois”, pela empreiteira Odebrecht.

Prefeitos, vereadores, lideranças…

A empresa serviu como instrumento para compra de apoio à campanha de 2014. Foram feitos repasses a 18 prefeitos, vereadores, lideranças políticas e familiares de políticos do interior e da capital. Outros R$ 1,1 milhão tiveram como destino a M N Queiroz Serviços e Eventos, empresa em nome de Matheus Nesi Queiroz, filho de Fred e Erika: “o que evidencia o desvio de recursos em benefício particular do grupo familiar em questão”, conclui o MPF.

Já para a Art&C Marketing Político Ltda., do cunhado Arturo Arruda, a campanha do ex-ministro transferiu R$ 1,3 milhão, que teriam sido revertidos em favor da família do candidato. “Arturo (…), juntamente com Carlos Frederico, foi o grande artífice do esquema de lavagem de valores ilícitos por meio de prestação de contas eleitorais na campanha de Henrique em 2014.”

Outras sete empresas de fachada receberam dinheiro da campanha. “Paralelamente a isso, em diligência de busca e apreensão autorizada pelo STF (…), foi arrecadada na residência de Henrique Alves em Natal/RN uma planilha que retrata distribuição de valores a “lideranças” em sua campanha (…), o que demonstra a efetiva prática de compra de votos.”

Veja denúncia na íntegra clicando AQUI.

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terça-feira - 20/06/2017 - 17:25h
Grupo Alves

Um nome para concorrer ao governo estadual em 2018


Classificado: Precisa-se de um candidato a governador que não tenha nome sujo, seja de confiança e preferencialmente não seja político profissional.

É assim que o grupo Alves começa a avaliar a sucessão estadual 2018.

Enfrentar o grupo governista, a princípio com o governador Robinson Faria (PSD) concorrendo à reeleição, é a meta para a campanha do próximo ano.

O desgaste moral dos Alves, a partir da prisão do líder Henrique Alves (PMDB) – veja AQUI -, recomenda mudança de planos em relação à postulação do prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) ao governo.

O cenário está confuso e nebuloso.

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Categoria(s): Política
  • Repet
sexta-feira - 16/06/2017 - 20:15h
Hoje

MPF é contra habeas corpus para Henrique e Eduardo Cunha


O Ministério Público Federal (MPF) na 5ª Região, com sede no Recife (PE), emitiu nesta sexta-feira (16) pareceres contrários à concessão de habeas corpus a Henrique Eduardo Lyra Alves e Eduardo Cosentino da Cunha. A prisão preventiva dos dois ex-deputados federais foi decretada pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte, a pedido do MPF naquele estado. Para o MPF, há indícios de que ambos praticaram, de forma continuada, os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Henrique e Eduardo comandaram a Câmara Federal e seguem presos (Foto: Folha de São Paulo 25-10-16)

Henrique Alves foi preso preventivamente no último dia 6, em Natal (RN), dentro da chamada Operação Manus, um desdobramento da Lava Jato. Cunha, que já se encontrava preso no Paraná, por conta de outro processo, tornou-se alvo de um novo mandado de prisão preventiva.

Eles são acusados de receber propina por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, nos anos de 2012 e 2014, em troca do favorecimento de empreiteiras como OAS e Odebrecht, nas obras do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN).

Processos em seis estados

Ambos pediram a revogação da prisão preventiva, por meio de habeas corpus ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), no Recife, a segunda instância da Justiça Federal para processos que tramitam em seis estados do Nordeste, incluindo o Rio Grande do Norte.

A Procuradoria Regional da República da 5ª Região (PRR5), unidade do MPF que atua perante o TRF5, manteve o posicionamento do MPF na primeira instância e emitiu parecer contrário ao pedido dos ex-deputados.

Para o MPF, a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a efetiva aplicação da lei penal, uma vez que ambos continuam a exercer intensa atividade política em âmbito nacional. Dessa forma, o cerceamento de sua liberdade tem o objetivo de evitar a continuidade das práticas ilícitas.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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segunda-feira - 12/06/2017 - 19:45h
Decisão

Desembargador garante manutenção de Henrique no RN


O Estado de São Paulo

desembargador Ney Belo, do Tribunal Regional da 1ª Região, concedeu, na última sexta-feira, 09, liminar que barrou a transferência do ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN/Governos Dilma e Temer), para um presídio em Brasília. Ele está preso preventivamente no Rio Grande do Norte, alvo das Operação Manus e de investigação da Procuradoria da República no Distrito Federal.

A Operação Manus investiga fraudes de R$ 77 milhões na construção da Arena das Dunas para a Copa 14. Henrique Alves está sob suspeita de receber propinas das empreiteiras OAS e Odebrecht na campanha eleitoral daquele ano, quando concorreu ao governo do Estado.

A ação, executada em parceria entre a Polícia Federal e a Procuradoria da República no Distrito Federal, também apura irregularidades que teriam sido cometidas pelo grupo liderado pelo ex-presidente da Cãmara Eduardo Cunha nas vice-presidências de Fundos e Loterias e Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal (CEF).

Habeas corpus

Pelo fato de ser investigado por crimes diferentes nos dois estados, Henrique Alves foi alvo de dois mandados de prisão. Acabou detido, na última terça-feira, 6, em Natal. A transferência dele havia sido pedida pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal.

A defesa de Alves protocolou habeas corpus alegando ser a transferência do ex-ministro ‘desprovida de fundamento jurídico e razoabilidade’. De acordo com o advogado Marcelo Leal, o pedido para enviar Alves a Brasília fere ‘o direito subjetivo do custodiado de permanecer onde se encontra à disposição do Juízo da Vara Federal de Natal’.

O desembargador Ney Belo, do Tribunal Regional da 1ª Região, acatou o pedido.

“Tecidas considerações prévias, confiro relevância jurídica à presente impetração, tendo em vista que vislumbro a ocorrência concomitante da fumaça do bom direito, este em face da tese esposada no writ, quanto à desnecessidade de transferência do paciente para lugar diverso de sua residência, aliada ao fato de ser onerosa e descabida, haja vista que tanto o magistrado federal de Natal/RN quanto o do Distrito Federal gozam das mesmas prerrogativas funcionais e institucionais”, anota o magistrado.

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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domingo - 11/06/2017 - 05:10h

E pensar que um dia o povo “falou” por ele


Por Bruno Barreto

O ano é 1998. Henrique Alves enfrentava graves problemas vocais e estava impedido de falar após se submeter a um tratamento no exterior.

Como fazer um candidato ser reeleito sem proferir um único discurso? Nada que um marketing não resolva. O slogan era tão óbvio quanto o peso de uma máquina azeitada graças à venda da Cosern no final do primeiro governo Garibaldi Filho: “O povo fala por ele”.

Não deu outra!

Henrique Alves foi o deputado federal mais votado com 163.572 sufrágios, 60 mil a mais que o segundo colocado Iberê Ferreira de Souza. A força monetária fez o povo colocar no Congresso Nacional pela oitava vez um político que nunca falou por ele. Muito pelo contrário, era famoso por ser o deputado “Copa do Mundo”.

O agora detento Henrique Alves teve uma carreira política de altos e baixos. Depois de 1998 foi eleito mais três vezes se tornando um recordista de passagens pela Câmara dos Deputados com 11 mandatos.

Em 1988 e 1992 perdeu a Prefeitura de Natal. Na primeira dispunha das máquinas municipal, estadual e federal, mas acabou perdendo para Wilma que na época ainda usava o sobrenome Maia. Quatro anos depois saiu da condição de favorito pela estrutura e ausência de adversários fortes para a de derrotado por incríveis 961 votos para um desconhecido Aldo Tinôco.

Mas o sonho de Henrique era ser governador do Estado. As condições para isso só surgiram após se tornar presidente da Câmara dos Deputados, sentar interinamente na cadeira de presidente da República e juntar muita grana.

Ele já havia se engraçado com o cargo em 2002, mas deu um passo maior para ser vice na chapa de José Serra (PSDB) e terminou tombando após Mônica Azambuja emergir da condição de esposa traída para a de delatora. Uma capa de Revista escancarando uma conta secreta fez Henrique às pressas, e com voz, ser eleito deputado mais uma vez.

Para ser governador Henrique juntou gatos, cachorros e ratos (verdadeiras ratazanas) em seu palanque. O roteiro era perfeito: o único adversário, Robinson Faria, por pouco não esteve no palanque dele e montou uma frágil aliança com o PT. Aliança que provocava escárnio dos adversários, saiu das anedotas ao êxito nas urnas.

Graças ao apoio de Henrique Alves que, segundo Ministério Público e Polícia Federal, bancou várias candidaturas com doações oficiais e caixa dois, a propina abasteceu várias campanhas no violentado elefante.

Só na base henriquista foram eleitos 18 estaduais das 24 vagas em jogo e mais seis federais das oito cadeiras disponíveis ao Rio Grande do Norte.

Nunca um político uniu tantos desafetos em um palanque. Nunca um político teve tanto apoio numa campanha. Mesmo assim ele perdeu o pleito porque o povo não quis.

Henrique hoje está preso para vergonha do um Estado que ele diz ter representado, mas na verdade nunca deu a mínima.

Pensar que um dia o povo “falou” por ele…

Bruno Barreto é jornalista

Categoria(s): Artigo
sábado - 10/06/2017 - 07:53h
Prisão

Juiz ouvirá MPF para decidir se transfere Henrique ou não


Henrique foi preso, sob dois mandados de prisão, na terça-feira desta semana (Foto: Web)

Da coluna Expresso (Revista Época)

O juiz Francisco Farias, da 14ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, suspendeu a transferência para Brasília do ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB), alvo de duas operações da Justiça Federal na última terça-feira (06).

O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, havia pedido ao juiz Francisco Farias, da 14ª Vara Federal do RN, a transferência de Alves para Brasília.

O advogado Marcelo Leal apresentou pedido de habeas corpus contra a decisão. Farias solicitou posicionamento do Ministério Público Federal e depois vai decidir sobre o pleito de permanência em Natal.

Em seu habeas corpus, Leal afirmou que o objetivo era expô-lo à “execração pública” e questionou:

- “Qual a lógica de transferir Henrique para colocá-lo à disposição de outro juiz de igual envergadura fazendo com que o Estado arque com custos de transporte aéreo, escolta, alimentação e outros, quando o requerente pode ser ouvido pelo juízo do Distrito Federal por videoconferência?”.

Nota do Blog - Henrique está preso na Academia de Polícia Militar em Natal, após passar por sabatina na Polícia Federal e audiência de custódia na Justiça Federal, na terça-feira (6).

O pedido de sua transferência aconteceu ontem (veja AQUI).

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sexta-feira - 09/06/2017 - 19:30h
Operação Manus

Henrique Alves deverá ser transferido, como Blog antecipou


O que este Blog noticiou (veja AQUI) em primeira mão na última quarta-feira (7), às 16h10, vai se confirmando.

“Não se deve descartar hipótese de Henrique ser transferido para uma penitenciária (Papuda, em Brasília, é uma hipótese) até mesmo fora do estado,” adiantou esta página.

Hoje, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveiral, da 10ª Vara em Brasília, solicitou transferência do ex-deputado federal e ex-ministro Henrique Alves (PMDB), preso esta semana na “Operação Manus” e “Operação Sépsi” (veja AQUI e AQUI) para o Distrito Federal.

O juiz federal da 14ª Vara Federal em Natal, Francisco Eduardo Guimarães Farias, que assinou um dos dois mandados de prisão contra Henrique, providenciará a medida nas próximas horas.

Há poucos minutos no RNTV 2ª Edição, da InterTV Cabugi, houve divulgação de que advogados de Henrique tentarão sua manutenção em Natal, na Academia de Polícia Militar do RN em Natal, onde está desde a sua prisão na terça-feira (6).

Consideram que a decisão judicial é desnecessária, visando tão-somente promover o “escárnio público” do ex-ministro e ex-deputado federal.

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sexta-feira - 09/06/2017 - 11:06h
Natal

Prefeito resolve tirar secretário preso por corrupção


O Diário Oficial do Município de hoje (sexta-feira, 9)  traz a exoneração do secretário municipal de Obras da Prefeitura do Natal, Fred Queiroz.

Também tem portaria efetivando o engenheiro Tomaz Neto, que estava interinamente na pasta, desde a prisão de Queiroz no último dia 6 (veja AQUI), na “Operação Manus”.

O prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) tenta evitar que sua gestão seja “contaminada” pelos casos de corrupção que envolvem Fred Queiroz, na relação político-empresarial com o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB).

O ex-secretário estava preso no Centro de Detenção Provisória (DP) do bairro Ribeira, mas foi transferido para o quartel geral da Polícia Militar do RN, localizado na Avenida Rodrigues Alves, bairro do Tirol, capital potiguar – noticiou há pouco o portal Agorarn.

Ele tem prisão preventiva, assim como o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves, que está preso na Academia da Polícia Militar do RN.

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Categoria(s): Política
  • Repet
quarta-feira - 07/06/2017 - 16:52h
Veja

MPF detalha crimes cometidos por presos na Operação Manus


As investigações do Ministério Público Federal (MPF) que resultaram na prisão preventiva do ex-presidente da Câmara Federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), nessa terça-feira (6) em Natal, detalham a ligação entre o ex-parlamentar com o também ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB) – que já se encontrava preso no Paraná.

Também trata da participação de outros envolvidos em desvios de milhões do erário.

Arena das Dunas é um dos focos de investigações do MPF e do envolvimento de políticos com empreiteiras (Foto: Canindé Soares)

Os outros três alvos dos pedidos de prisão preventiva no Rio Grande do Norte foram Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva (Fred Queiroz), Erika Montenegro Nesi e Matheus Nesi Queiroz, sendo que estes dois últimos tiveram suas prisões revertidas em medidas cautelares, após a audiência de custódia à noite de ontem.

Os dois ex-parlamentares são acusados de receberem propina, por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, nos anos de 2012 e 2014, em troca de favorecimento a empresas de construção civil, como a OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia.

Informações

Já os demais presos pela Operação Manus, da Polícia Federal, auxiliaram Henrique Alves na ocultação dos valores recebidos ilegalmente.

Em coletiva de imprensa no dia passado (veja AQUI), procuradores federais, representantes da Polícia Federal e Receita Federal, deram informações sobre a “Operação Manus” que cumpriu 33 mandados, sendo cinco mandados de prisão preventiva (sem prazo), seis de condução coercitiva, quando alguém é levado a depor, e 22 de busca e apreensão nos no Rio Grande do Norte e no Paraná.

Só em superfaturamento na construção da Arena das Dunas, os números passam de R$ 77 milhões.

Hoje, o próprio Ministério Público Federal liberou cópias das fundamentações apresentadas à Justiça Federal, para desencadear essa operação.

Veja AQUI, AQUI e AQUI as três, com detalhamento do que foi apurado pelo MPF.

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quarta-feira - 07/06/2017 - 16:10h
Operação Manus

Henrique pode ser transferido para penitenciária fora do RN


O ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) foi levado à Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Norte por volta de 21h40 de ontem (terça-feira, 6), onde ficará preso. Mas sua permanência numa sala com condicionador de ar, nesse endereço, pode ser provisória.

Não se deve descartar hipótese de Henrique ser transferido para uma penitenciária (Papuda, em Brasília, é uma hipótese) até mesmo fora do estado.

Ele prestou depoimento à Polícia Federal, em seguida participou de audiência de custódia na Justiça Federal (veja AQUI) no dia passado.

Outros presos

Seus advogados tentam habeas corpus, mas Henrique foi preso na “Operação Manus” sob a ordem de dois mandados judiciais distintos (veja AQUI e AQUI).

Os demais presos pela Operação Manus no estado tiveram outras destinações: a jornalista Érika Nesi e seu filho Matheus Nesi foram libertados após audiência de custódia e Fred Queiroz (secretário de Obras da Prefeitura de Natal) foi mantido preso.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 06/06/2017 - 23:50h
Operação Manus

Henrique fica preso em quartel da Polícia Militar em Natal


O quartel da Polícia Militar em Natal, é o local onde o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB), 68, ficará preso.

Sua prisão ocorreu ainda pela manhã em Natal, na “Operação Manus” (veja AQUI).

Henrique prestou depoimento na sede da Polícia Federal e depois participou de audiência de custódia na Justiça Federal, conduzida pelo juiz da 14ª Vara da Justiça Federal, Francisco Eduardo Guimarães.

Seus advogados tentam habeas corpus.

O ex-parlamentar foi acossado por dois mandados de prisão no dia de hoje (terça-feira, 6). Veja informações sobre o segundo AQUI.

O empresário e secretário de Obras de Natal Fred Queiroz, sua esposa Érika Nesi e filho Matheus Nesi também tiveram mandado de prisão.

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terça-feira - 06/06/2017 - 16:54h
Anote, por favor

Derrocada de Henrique Alves “zera” corrida eleitoral


A campanha eleitoral 2018 no Rio Grande do Norte, que era imprevisível até às 6 horas de hoje (terça-feira, 6), passou a ser algo ainda mais nebuloso depois desse horário. Àquele momento, policiais federais, integrantes da Receita Federal e do Ministério Público Federal (MPF) passaram a ocupar apartamento em endereço nobre de Natal.

A prisão do ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) – veja AQUI e AQUI – sob dois mandados judiciais, é marco zero de tudo que se discutia, se costurava, se arrumava até então quanto às eleições do próximo ano.

Henrique x Robinson: momento delicado (Foto: montagem)

Zerou.

Não que Henrique trabalhasse e tivesse planos de nova candidatura ao governo estadual, mas porque reside nele a capacidade cerebral de articulação do grupo Alves e costura política à arrumação oposicionista.

Mas no governismo, personificado pelo desgastado governador Robinson Faria (PSD), não há motivos também para foguetório e comemorações muito efusivas pela derrocada de Henrique, que causa efeito danoso a tudo em sua volta.

“Pau que bate em Chico, bate em Francisco”, ensina um ditado popular.

Robinson sabe que o círculo se fecha também contra si e seu esquema político. A “Operação Lava Jato” já o deixou patinhando na lama, de forma mais recente com delações do Grupo JBS (veja AQUI).

Também emerge seu nome em investigações no âmbito da Assembleia Legislativa, na Operação Dama de Espadas – veja AQUI -, e no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), a Operação Candeeiro.

Zerou.

Daí a imprevisibilidade quanto à sucessão estadual, suas coligações, chapas, eventuais candidaturas proporcionais e concorrentes às duas vagas ao Senado da República.

Compreensível, até, o relativo silêncio (veja AQUI) com que a situação de Henrique é tratada pela militância de Robinson Faria. Melhor não incitar o escárnio ou pregar o moralismo, recomenda-se.

Os dados estão na mesa. Segue o jogo.

Teremos muitas novidades em breve.

Anote, por favor.

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  • Repet
terça-feira - 06/06/2017 - 12:28h
Operação Manus

Dinheiro de “Caixa 2″ foi usado à compra de apoios em 2014


A campanha estadual de 2014, que teve como um dos candidatos ao governo estadual o então deputado federal Henrique Alves (PMDB), é um dos focos da investigação do Ministério Público Federal (MPF) na “Operação Manus”. Há indicadores fortes de que farto dinheiro de “caixa 2″ alimentou campanha dele ao governo estadual, dando combustão à compra de apoios.

O procurador da República, Rodrigo Telles, admitiu essa linha de apuração em entrevista hoje pela manhã, em Natal, ao lado de outros integrantes do MPF, representante da Receita Federal e delegados da Polícia Federal.

Preso hoje, Henrique teria usado empresas para municiar sua campanha e compra de apoios (Foto: Estadão)

Disse que MPF, Receita Federal e Polícia Federal apuram o caminho do dinheiro que irrigou a campanha de Henrique, preso hoje (veja AQUI e AQUI), tendo substancial documentação de “ilicitudes” na origem,  no uso e na tentativa de legalização desses recursos.

Houve empresas usadas “especificamente para repasse de recursos” à campanha. Algumas foram criadas pouco antes da própria campanha e outras já existiam, sublinhou Telles.

A empresa “Prátika Locações” (conheça AQUI) aparece em relevo. Chegou a sacar grandes volumes de dinheiro em espécie na campanha, despertando a atenção da Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAFI). Por suas contas passaram cerca de R$ 9 milhões.

Seu diretor, sócio-proprietário Fred Queiroz, é um dos presos preventivamente hoje (veja AQUI), ao lado de sua esposa, jornalista Érika Nesi e do filho Matheus Nesi. Atualmente, Queiroz é secretário de Obras da Prefeitura de Natal.

“A gente analisando a própria época desses saques de valores em espécie nota inclusive que nas vésperas do 2º turno foram sacados cerca de R$ 2 milhões em espécie, o que gerou a suspeita concreta de que esses recursos possam ter sido utilizados para compra de votos”, destacou o procurador Rodrigo Teles.

Compra de apoio político

“A empresa Prátika realizou diversos repasses para políticos nessa época de campanha, exatamente em momento posterior ao recebimento de repasse da conta de campanha de Henrique Alves ao governo de 2014 que indica aí também a compra de apoio político”, deduziu o procurador.

Fred e Érika foram presos também hoje

Revelou ainda, que Henrique Alves teve uma atuação para liberar o financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) quando aconteceu impasse sobre superfaturamento da obra da Arena das Dunas. O Tribunal de Contas só indicou o sobrepeso em 2016.

Depois de resolver o imbróglio, “a OAS deu dinheiro para a campanha de Alves para o governo do estado do RN”, disse o procurador. Mas também houve irrigação financeira da Construtora Norberto Odebrecht, Carioca Engenharia e da Andrade Gutierrez.

Empresas de fachada

Parte do valor de R$ 77 milhões foi repassado de maneira ilícita para as campanhas eleitorais, divididos em repasses oficiais e por caixa 2.

“O dinheiro declarado oficialmente na campanha saiu para empresas de fachada, que supostamente prestariam serviços para a campanha”, reiterou o delegado Osvaldo Scalezi.

“A investigação mostra um arquétipo clássico da Lava Jato: a troca de favores entre políticos e entre empresas”, comentou o delegado da Receita Federal, Francisco Aurélio de Albuquerque Filho.

Henrique Alves, Fred Queiroz, Érika e Matheus Nesi ficarão presos no RN, porém não houve divulgação do local (ou locais) especificamente.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 06/06/2017 - 11:04h
Operação Manus

Secretário de Carlos Eduardo Alves é um dos presos


Fred é um dos presos hoje (Foto: arquivo)

Além do ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB), a “Operação Manus” (veja AQUI e AQUI) ensejou a prisão do secretário de Obras da Prefeitura do Natal e empresário Fred Queiroz.

Ele é sócio-proprietário da empresa “Prátika Locações” (conheça-a AQUI), que há tempos tem contratos vultosos com a municipalidade, comandada pelo prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), primo de Henrique Alves.

Em Mossoró, o publicitário Arturo Arruda, um dos sócios da agência Art&C e cunhado de Henrique, foi alvo de mandado de condução coercitiva.

Também teve condução coercitiva em Natal, Jaime Mariz, engenheiro, professor- da Universidade Federal do RN (UFRN) ex-secretário do Planejamento no governo Garibaldi Filho (PMDB).

No total, são cumpridos 33 mandados, sendo cinco de prisão preventiva (sem prazo), seis de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão.

A operação ocorreu nas cidades de Natal, Mossoró e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, e Curitiba, no Paraná.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 06/06/2017 - 10:22h
Nota Oficial

Justiça Federal explica natureza da “Operação Manus”


A Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN) emitiu nota há poucos minutos, explicando a “Operação Manus” deflagrada à manhã de hoje (veja AQUI), com participação direta da Polícia Federal e Ministério Público do RN (MPRN).

Deixa claro que “o processo está tramitando em segredo de justiça”.

Políticos como o ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB), empresários e gente especializada na lavagem dinheiro são o foco da operação. Também estão em apuração as empresas Carioca Engenharia, Construtora Norberto Odebrecht e OAS. Nesse “monturo” temos pagamento de propina, promessa de privatizações viciadas, superfaturamento de obras etc.

Leia abaixo:

Nota Oficial da JFRN

Sobre a Operação Manus, deflagrada na manhã de hoje pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Paraná, a Justiça Federal no Rio Grande do Norte esclarece que o processo está tramitando em segredo de justiça.

As acusações são referentes a supostos pagamentos de propinas feitos por empreiteiras com destinação a dois políticos e que teriam contado com a conivência de empresários que atuaram para lavagem de dinheiro.

Os 33 mandados de prisões preventivas, conduções coercitivas e buscas e apreensões foram expedidos pelo Juiz Federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara no Rio Grande do Norte.

Os indícios apontam para o fato de que as empresas Carioca Engenharia, Odebrecht e OAS pagaram propina a políticos, com a promessa de favorecimento em obras, privatizações e facilidade em pagamento de construções.

Logo após toda operação ser concluída, a JFRN emitirá uma nova comunicação sobre os desdobramentos e maiores detalhes.

Leia também: Ministério Público Federal emite informações sobre duas operações paralelas ocorridas hoje (AQUI).

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terça-feira - 06/06/2017 - 09:36h
Com razão

O silêncio dos contendores


Militância cibernética contendora do grupo Alves anda silente, quase imperceptível hoje.

Tem razão.

Faz sentido.

Amanhã será outro dia.

A roda-viva não para.

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  • Repet
terça-feira - 06/06/2017 - 08:34h
Operação Manus

Henrique é tratado como “safado” e “ladrão” por populares


O ex-deputado federal (11 mandatos) e ex-ministro (duas vezes) Henrique Alves saiu por volta de 8h22 de hoje do prédio onde mora, em Natal, escoltado por policiais federais.

Henrique é  um dos presos na Operação Manus (veja AQUI), desdobramento da Operação Lava Jato.

Cercado por repórteres e dezenas de populares com smartphones à mão para fotos e filmagens, ele evitou se pronunciar.

Mas foi fortemente hostilizado por aglomerado de pessoas que resolveram esperar in loco a sua prisão.

Gritos de “ladrão” e “safado” ecoaram no lugar, enquanto Henrique entrava num veículo da Polícia Federal.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 06/06/2017 - 07:50h
Hoje

Henrique é o terceiro e influente amigo de Temer a ser preso


O presidente Michel Temer (PMDB) tem três dos seus principais aliados e, amigos, presos. Henrique Alves (PMDB), ex-deputado federal, hoje (veja AQUI).

Antes dele, o também ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB) e o ex-deputado federal Rocha Loures (PMDB-PR).

Temer com prefeita Rosalba Ciarlini (PP), Henrique Alves, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), secretários municipais de Mossoró Aldo Fernandes e Kátia Pinto; deputado federal Beto Rosado (PP) no dia 30 de março último (Foto: divulgação)

Falta mais quem?

No caso de Henrique Alves, mesmo fora do governo, sem mandato, continua sendo um nome bastante influente na república, a ponto de ter encontros no Palácio do Planalto e no Palácio do Jaburu, sem precisar agendar previamente.

Cicerone

Nos últimos meses, Henrique deu mostras dessa vitalidade política, não obstante profundo desgaste em sua imagem pessoal, numa série de acusações e denúncias por corrupção que não param de vir à tona.

Vinha pavimentando nova marcha à Câmara Federal, via eleições 2018. Ciceroneava prefeitos nos labirintos do poder, para contatos com o próprio Michel Temer e ministros, dirigentes de autarquias, agências reguladoras, empresas estatais etc.

Hábil articulista político, ex-ministro dos governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer, Henrique Alves é herdeiro político do pai e líder já falecido Aluízio Alves, tendo ocupado espaço na Câmara Federal por 11 mandatos. Tentou ser p refeito de Natal em duas disputas (1988 e 1992), sem sucesso. Em 2014, nova frustração majoritária, na corrida ao governo estadual.

Leia também: Alves tem acesso livre a Temer (AQUI).

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