sábado - 22/04/2017 - 16:25h
Conversando com... Milton Marques

“Eu acho que sou um homem simples… em paz!”


Abaixo, o Blog Carlos Santos apresenta a íntegra de entrevista feita pela jornalista Ana Paula Cadengue, para o jornal O Mossoroense, em julho de 2007.

Ela conversava com o professor Milton Marques de Medeiros, falecido hoje (veja AQUI). Leia:

Nascido em Upanema no dia 9 de julho de 1940, filho de pai tabelião e mãe doméstica, Milton Marques de Medeiros é casado com Zilene e  tem quatro filhos e três netos.

Médico, advogado, professor, empresário e atual reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), ele veio para Mossoró aos seis anos de idade para estudar e considera o apoio da família, a educação da família fundamental.

Nesta entrevista, Milton Marques nos conta um pouco sobre a sua vida e seus desafios, e se define como “um homem a serviço”.

Por: Ana Paula Cadengue

O Mossoroense – Com quantos anos você veio para Mossoró?

Milton Marques - Vim cedo, aos seis anos de idade, para estudar porque minha cidade era pequena e meu pai e meu irmão mais velho tinham interesse que eu estudasse…  Aqui, fui morar com uma tia, Donana Bezerra. Uma santa, que teve 12 filhos e ainda me acolheu dentro de casa. Era um grupo de muitas crianças e jovens.

OM – Como foi a experiência de sair de casa tão cedo?

MM – Essa é uma experiência que com o tempo é que a pessoa vai percebendo que há diferenças, principalmente na tolerância, na questão de suportar situações novas, sem que isso pareça tão estranho.

Eu vim  de um lar com bastante afeto, amor por parte de meu pai e de minha mãe e fui morar numa residência que tinha muitos irmãos, um prole muito numerosa, e foi uma experiência muito boa e dolorida algumas vezes, porque a gente sai de um contexto  muito individual, já que era o filho mais novo, para um contexto onde você passa a ser semelhante aos demais e tem que aprender a dividir a atenção. Mas, ela e seu Né Bezerra, que foram meus orientadores, meus tutores, eram muito bons, delicados, afáveis, queriam muito bem aos filhos e eu acho que nós nos criamos num ambiente muito bom, sadio.

OM – Ficou em Mossoró até quando?

Milton Marques faleceu hoje em Fortaleza (Ceará) - Foto: arquivo

MM - Eu fiquei até terminar o segundo científico no Colégio Diocesano Santa Luzia. Como eu pretendia fazer vestibular para Medicina e aqui em Mossoró não tinha esse curso, eu me desloquei a João Pessoa, na Paraíba.

OM – Estudar Medicina numa outra cidade e desta vez sem família… O senhor tinha quantos anos?

MM - Eu estava com vinte e poucos anos, vinte e dois, mas também fui morar na residência de outra família. Porque naquele tempo existiam poucas chances, a não ser através das famílias. Era muito comum os jovens que queriam estudar e as famílias acolhiam com facilidade. Era uma família daqui de Mossoró que já estava morando há algum tempo em João Pessoa, a família Leite.

Depois eu fui para São Paulo, onde fiz especialização na USP, Universidade de São Paulo, em psiquiatria.

OM – Por que psiquiatria?

MM – Quando chegou determinada fase da evolução do curso, lá pelo terceiro ano do curso, começam a surgir os pendores e eu comecei a ver… a cirurgia eu achava que era muito repetitivo, muito comum, um parto era sempre o mesmo parto, aí fui para outras especialidades e fui parar na psiquiatria. A psiquiatria era uma especialidade que, na época, exigia bastante.

OM – São Paulo nos anos 60, como foi a experiência?

MM – Muito interessante. A residência não era de ficar residindo mesmo no hospital, então eu morei com uns amigos numa república. A juventude ajuda bastante a gente, São Paulo não era tão grande como é hoje e o caráter científico prendia muito a gente.

OM – Dos anos 60 para cá, houve grandes mudanças no tratamento das pessoas portadoras de distúrbios mentais. Como foi essa passagem?

MM – O que aconteceu é que naquela época o profissional que cuidava da saúde mental era o médico. Basicamente, existiam muito poucos enfermeiros, não existia o assistente social, o psicólogo, o terapeuta ocupacional… O doente era cuidado só pela medicina e hoje é cuidado por uma equipe multidisciplinar. Conseqüentemente, mudaram todos os métodos de tratamento, que foram sendo acrescidos, humanizados.

Mas, eu quero destacar que a saúde mental ainda continua na mão do médico, os outros profissionais auxiliam, mas na verdade ainda continua na mão do médico porque os quadros profundos continuam os mesmos. Há dois mil anos as pessoas se suicidam. O que acontece com a saúde mental é que falta “o” remédio.

Por que é que não acabam os hospitais de psiquiatria? Porque até agora não apareceu a droga heróica que a pessoa ao tomar fique boa imediatamente, como aconteceu com a tuberculose, com a hanseníase. Não existem mais hospitais de tuberculose e de hanseníase porque apareceu a droga que cuida em casa mesmo. No dia em que aparecer uma medicação que cure a psicose maníaco-depressiva, a esquizofrenia, com certeza os hospitais não vão ter mais necessidade de existir.

OM – Da vida médica para a vida acadêmica…

MM - Eu desde cedo que tenho uma vocação para a academia, para se ter uma idéia, eu nunca deixei de ensinar. Na época que eu era estudante, existia o Colégio Universitário,  em João Pessoa, e eu já dava aulas de química. Em São Paulo, eu não ensinei, mas assim que voltei para Mossoró eu comecei a ensinar na Faculdade de Enfermagem, na FURRN. Depois eu terminei o curso de Direito e comecei a ensinar também no curso de Direito e ainda consegui ser professor do curso de Medicina e, por último, cheguei aqui na Reitoria.

OM – É um desafio?

MM - É. Hoje a Universidade está passando por um processo de reestruturação, consolidação do que foi implantado recentemente. A Universidade implantou 18 cursos novos, faculdades inteiras, campus inteiros. Esses pontos passaram a ser desafiadores porque a demanda para que se tenha estrutura física, laboratórios, equipamentos, transporte, acervo bibliográfico, professores é muito grande. A demanda passou a ser maior do que a oferta orçamentária e financeira. Para este ano nós precisamos de 21 milhões de reais para a estrutura física e operacional da Universidade. Nós estamos com seis milhões de reais. O que tem que fazer?convocar todos e dizer: gente, vamos escolher as prioridades. Mas, é claro, que as pessoas nem sempre estão dispostas a fazer parte desse pacto. Mas eu estou dizendo para a comunidade universitária que em três anos – 2007, 2008 e 2009 –  o nosso projeto é que a Universidade fique pronta. Porque se nós aplicarmos seis milhões este ano, sete no próximo e oito no seguinte, nós teremos exatamente vinte e um milhões de reais.

OM – O senhor considera que houve um crescimento sem planejamento?

MM - É verdade, deveria sempre se fazer o seguinte: quando se fosse criar um curso, deveria ter se criado a área física, salas de aula, laboratórios, equipamentos. Mas não houve isso, a Universidade criou o curso sem a parte física que ficou na dependência de outras instituições.

OM – Médico, advogado, professor, atual reitor, empresário. O senhor também tem pretensões políticas?

MM - Não, eu não tenho essa pretensão política. Há sempre uma posição de estar presente na comunidade. Como médico eu passei 35 anos atuando, atendendo, até que chegou o ponto que eu entendi que tinha que deixar essa parte para a nova geração. Como professor eu também continuei atuando normalmente na Universidade até chegar à Reitoria, onde continuo a fazer a prestação desse serviço público. Quero ver se consigo também fazer parte da comunidade dentro da atividade pública, mas não tenho projeto político.

OM – Essa sempre é a conversa pré-eleitoral…

MM - O que eu vejo é que a atividade política deve ser exercida por quem já está no exercício da política. Quem tem e quem deve ter prioridade para qualquer cargo político deve ser as pessoas que já estão identificadas com a política. Por exemplo nesse grupo nosso, com a governadora Wilma de Faria, quem que aqui em Mossoró tem representação política? É a deputada Sandra  Rosado, é a deputada Larissa Rosado, que além de deputada é secretária de governo, é o próprio secretário Marcelo Rosado, Renato Fernandes… Então eu vejo que tem um leque de pessoas que estão identificadas com a política, que já fazem a sua atuação ligada à política, que tem vocação, que fazem grandes e excelentes trabalhos nas suas áreas. Então, eu só vejo que a comunidade deva primeiro ter que olhar essa parte dos políticos. A parte que me cabe é uma parte mais de trabalho junto à sociedade, da prestação de serviços, seja como privado ou como público.

OM – Escorregadio?

MM - Não. A política precisa que a pessoa tenha um certo histórico… e eu nem sou filiado a partido político.

OM – O senhor trabalha com a gestão pública…

MM – Eu vejo que eu tenho prestado bastante serviços públicos, já fui secretário de Saúde, diretor do Inamps, presidente do IPE e hoje já estou aqui dando a minha contribuição, dentro das milhas limitações, à Universidade. Olhando para trás, não me vejo identificado com parte política propriamente, isso é uma arte, precisa saber fazer, ter o apoio da comunidade, da sociedade. Eu vejo que hoje tem que se racionar em quem já está nesse processo. Eu fico bem acomodado na minha posição de reitor…

OM – Com direito à reeleição?

MM - (risos) Eu juro que não estou pensando… ainda não me apareceu na cabeça isso não…

OM – Como se define o homem Milton Marques?

MM - Eu acho que sou um homem simples, que vem de família humilde, que esteve presente em vários momentos da sociedade como estudante, como profissional, como operador na parte pública e que por isso ganhou  certa capacidade de suportar situações novas, enfrentar desafios. Considero-me dinâmico, não consigo conviver com a inércia, ligado ao pijama. Eu ainda me considero bastante ativo, pró-ativo social e muito em paz, sem maiores ambições, conformado com o processo de vida.

OM – O que vai pedir de presente de aniversário?

MM - Saúde, paz e até certo ponto forças a Deus para continuar esse trabalho. Eu me considero a serviço, a serviço da comunidade.

OM – A pergunta que não quer calar: por que tirar o bigode depois de tantos anos?

MM – Porque ele foi ficando cada vez mais branco (risos) e a tinta começou a não pegar mais, não é por vaidade, mas começou a ficar incômodo, difícil, uma mão-de-obra… Tinha que pintar ou então deixar branco, um branco diferente do cabelo que já está começando a ficar branco…

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Conversando com... / Entrevista/Conversando com...
terça-feira - 18/04/2017 - 19:20h
Assembleia Legislativa

Deputada propõe audiência pública sobre a Estrada do Cajueiro


Apresentado nesta terça-feira, 18, requerimento da deputada Larissa Rosado (PSB) propõe discussão acerca da questão da BR-437 – Estrada do Cajueiro. A audiência pública deverá ser realizada na Câmara Municipal de Mossoró, em conjunto com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em data a ser definida conjuntamente com o legislativo municipal mossoroense.

A Estrada do Cajueiro compreende um trecho de 80 km da BR 437 que liga a Chapada do Apodi (RN) ao Vale do Jaguaribe (CE).

Reivindicação antiga busca asfaltar o trecho que tem 38 km no estado do Rio Grande do Norte e 42km no do Ceará.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado.

Categoria(s): Política
segunda-feira - 03/04/2017 - 20:35h
Requerimento

Larissa Rosado quer abertura de restaurante aos sábados


A deputada estadual Larissa Rosado (PSB) solicitou ao Governo do Estado, através de requerimento, que os restaurantes populares do RN sejam abertos aos sábados.

“É de extrema importância e relevância social a extensão desses serviços para os sábados em todas as unidades, subsidiando de modo mais efetivo as ações de combate a fome”, sugere Larissa.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado.

Categoria(s): Política
quarta-feira - 22/03/2017 - 13:19h
Pleito

Deputada Larissa pede recuperação do Caic de Mossoró


A deputada Larissa Rosado (PSB), através de requerimento, cobrou do Governo do Estado, a recuperação da estrutura do Centro de Atenção Integrada à criança (CAIC) do Bairro Carnaubal, em Mossoró, assim como a reimplantação dos serviços para os quais se dispõe o equipamento.

O CAIC, como é conhecido, foi durante muito tempo referência para os moradores de Carnaubal e bairros circunvizinhos.

Nesse imóvel já funcionaram creche e escolas de ensino fundamental e médio, Unidade Básica de Saúde, posto de entrega do Programa do Leite, e até local apropriado para atividades de lazer.

Hoje, se encontra defasado e não atende mais a população que tanto precisa de assistência.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado.

Categoria(s): Política
  • Lion, Moda Masculina, de João Paulo Araújo - 11-08-15
terça-feira - 14/03/2017 - 12:44h
Sancionada

Lei de Larissa Rosado beneficia dependentes químicos


Projeto de Lei de autoria da deputada Larissa Rosado (PSB), aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo Governo, destina 2% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) de bebidas alcoólicas, cigarros e congêneres ao tratamento de dependentes químicos no Estado.

Apresentado em 2013 pela parlamentar, a Lei 10.160 de 21 de fevereiro de 2017 diz que o Governo do Estado deverá publicar no Portal da Transparência, mensalmente, o valor destinado ao que dispõe a Lei. O Executivo tem 90 dias para execução, a contar da data de publicação.

Com informações da Assembleia Legislativa.

Categoria(s): Administração Pública / Saúde
quinta-feira - 09/03/2017 - 19:37h
Wallber Virgolino

Secretário promete Plano Diretor do Sistema Carcerário


Os deputados que compõem a Comissão Especial do Sistema Carcerário sabatinaram o secretário estadual de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino, na manhã desta quinta-feira (9) na Assembleia Legislativa. Virgolino foi convocado para fazer um relato do diagnóstico da situação da segurança pública no Rio Grande do Norte.

Comissão tem seis meses para entregar trabalho que teve audiência hoje (Foto: Eduardo Maia)

Ele anunciou a apresentação do Plano Diretor do Sistema Carcerário para o mês de abril.

A Comissão Especial do Sistema Carcerário foi criada pelo presidente da Casa Ezequiel Ferreira (PSDB) durante a crise instalada no Estado com a rebelião de presos em 14 de janeiro na Penitenciária de Alcaçuz e é formada pelas deputadas Larissa Rosado (PSB) e Márcia Maia (PSDB) e pelos deputados Vivaldo Costa (PROS), Hermano Morais (PMDB), Jacó Jácome (PSD), Kelps Lima (Solidariedade), Getúlio Rêgo (DEM), Dison Lisboa (PSD) e Fernando Mineiro (PT). O prazo para a conclusão dos trabalhos da comissão é de seis meses.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Com informações da AL.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política / Segurança Pública/Polícia
quarta-feira - 08/03/2017 - 03:16h
2018

Sandra Rosado vê se seu grupo volta inteiro ou não pro PMDB


Sandra: em análise (Foto: Edilberto Barros)

Em entrevista ao repórter João Marciliano, o “Joãozinho GPS” da Rádio Difusora de Mossoró, a vereadora Sandra Rosado (PSB) disse que tem convite dos líderes peemedebistas Henrique Alves (ex-presidente da Câmara Federal) e do senador Garibaldi Filho (PMDB) para retornar ao partido.

Mas, por enquanto, apenas sua filha e deputada estadual Larissa Rosado (PSB), confirma essa migração (veja AQUI).

- Estamos verificando todos esses arranjos diante de uma nova legislação eleitoral que poderá surgir e nós temos que fazer sempre essa avaliação – disse.

Acrescentou que a afinação com o grupo Alves e o PMDB “é uma parceria que já vem de muito tempo”. Entretanto reiterou que não há definição se ela e seu grupo estarão integralmente no PMDB ou serão aliados numa composição interpartidária em 2018.

Ela e seu grupo ficaram cerca de 20 anos no PMDB.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política
quarta-feira - 01/03/2017 - 15:34h
Larissa Rosado

Deputada pede garantias para estudantes de escola estadual


A deputada Larissa Rosado (PSB) apresentou na Assembleia Legislativa, requerimento solicitando ao Governo do Estado que sejam tomadas providências urgentes para garantir o início do ano letivo na Escola Estadual Manoel Justiniano de Melo, em Mossoró.

A escola, que fica no bairro no bairro Belo Horizonte, perdeu parte de sua estrutura física em desabamento, no mês de outubro de 2016. Na ocasião, seis crianças com idade entre 10 e 12 anos foram atingidas por escombros da estrutura, sem grave dano físico.

Após o desabamento, a escola teve que terminar seu ano letivo nas instalações da Escola Estadual Francisco Antônio de Medeiros, o que dificultou a vida de alunos, suas famílias, professores e servidores técnico-administrativos.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Educação
  • Lion, Moda Masculina, de João Paulo Araújo - 11-08-15
quinta-feira - 23/02/2017 - 10:18h
Impasse

Izabel freia desembarque inteiro do rosadismo no PMDB


Izabel e Sandra: próxima? Nem tanto (Foto: arquivo)

Segundo o jornalista Bruno Barreto, do Blog do Barreto (veja AQUI), a mudança iminente da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) para o PMDB (veja AQUI), não é determinante da mudança de sua mãe e vereadora Sandra Rosado (PSB) à mesma sigla.

O impasse está na relação indócil entre Sandra e a presidente da Câmara Municipal de Mossoró e dirigente do peemedebismo local, Izabel Montenegro.

“As duas se repelem”, avisa Bruno.

Tempo

O distanciamento entre ambas se agravou na disputa para presidência da Câmara Municipal de Mossoró. O fosso aumenta, antes mesmo do início do período de sessões ordinárias, pois Sandra é questionadora de compromissos da presidente com bancada governista.

O PMDB já foi de Sandra, Larissa e seu grupo. O retorno inteiro e, não de apenas Larissa, pode não ser apenas uma questão de tempo.

Nota do Blog - A jornalista Carol Ribeiro em seu blog homônimo já tinha adiantado que Sandra e seu filho e secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Lahyrinho Rosado (PSB), não fariam essa “travessia” para o PMDB. Por enquanto, ficam no PSB.

Henrique Alves, pela força crescente de Izabel na politica paroquial e sua capacidade de trabalho na organização partidária, prefere não mexer no vespeiro.

Sua experiência anterior, ao ejetar Izabel Montenegro do comando do PMDB, para aboletar a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), teve resultados desastrosos.

Fafá foi incapaz de aglutinar forças e de pelos menos dar ordem burocrática à sigla em Mossoró.

Vai repetir? Hoje, não.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política
quinta-feira - 23/02/2017 - 09:26h
Federal e Estadual

Governismo esquadrinha caminhada eleitoral de seus candidatos


O grupo governista municipal mossoroense esquadrinha formatação para as eleições que virão em 2018. Nada acordado ainda, mas intimamente pensado e já costurado, sujeito a improvável – mas possível – alteração.

Beto e Larissa, mesmo grupo e duas frentes de votos (Foto: arquivo)

No esboço inicial, o deputado federal Beto Rosado (PP) deverá ser candidato à reeleição em dobradinha com a prima Lorena Ciarlini (PP), atual secretária do Desenvolvimento Social da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), sua mãe.

Já a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) está fechada com o grupo Alves (veja AQUI).

Últimas eleições

Sua parceria no âmbito de Mossoró e outros municípios caminha para ser com o ex-presidente da Câmara Federal Henrique Alves (PMDB).

Em 2014, últimas eleições, Beto esteve em comunhão com Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, ex-prefeito de Areia Branca. Ambos foram eleitos pela primeira vez.

Lorena: de Rosalba (Foto: Carlos C.)

Já Larissa era parceira da mãe e hoje vereadora Sandra Rosado (PSB), que tentava reeleição. As duas não obtiveram êxito.

Prioridades de Rosalba

Vale ser lembrado, que em 2014 Rosalba era governadora e não teve condições de ser candidata à reeleição e Sandra e Larissa estavam como adversárias dela. Hoje, não. Estão no mesmo grupo.

Apesar dessa “união”, precisam sobreviver e dar novo salto eleitoral com meios próprios de caminhada.

No governismo, as prioridades de Rosalba para 2018 serão Beto e Lorena. Sandra e Larissa sabem disso.

Ponto final.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política
  • Repet
quinta-feira - 16/02/2017 - 07:52h
Dependente com deficiência

Projeto prevê redução de jornada de trabalho para servidor


Foi apresentado pela deputada estadual Larissa Rosado (PSB), projeto de Lei que garante ao servidor estadual que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência, a redução na jornada de trabalho, mantendo a remuneração.

O Projeto prevê alteração no art. 112 da Lei Complementar nº 122, de 30 de junho de 1994. Segundo o texto, ele passaria a vigorar como lei a exigindo a compensação de horário na repartição, respeitada a duração semanal do trabalho.

Ainda segundo o texto, será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência, quando comprovada a necessidade por junta médica oficial, independentemente de compensação de horário, extensivo ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência

No tocante a esta matéria, o Poder Judiciário está tomando decisões no sentido de concessão da jornada de trabalho reduzida independente de compensação. Da mesma forma, a União reconheceu por meio da Lei nº 13.370/2016 o direito a redução da jornada de trabalho sem redução da remuneração ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Administração Pública / Política
terça-feira - 07/02/2017 - 14:28h
Hoje

Uern e Segurança são prioridades em mandato, diz Larissa


Larissa foi aparteada e cumprimentada (Foto: João Gilberto)

De volta à Assembleia Legislativa, com a renúncia do atual vice-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PMDB), a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) fez seu primeiro pronunciamento na sessão desta terça-feira (07). A parlamentar focou na defesa da Universidade do Estado do RN (UERN), uma de suas bandeiras como parlamentar e na Segurança Pública.

Ela integrará na Casa a comissão para debater sobre os problemas do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte e a que trata da defesa da Universidade.

“Mesmo sem mandato, sempre lutei pelos problemas do nosso Estado. Foi quando estava fora da Assembleia, surgiu a esquisita e esdrúxula ideia de privatizar a UERN. Também sem mandato cobrei ações do Governo do Estado para diminuir a criminalidade na minha cidade Mossoró e em todo o Rio Grande do Norte”, declarou, anunciando que defende a autonomia financeira da Universidade, e que solicitou à Mesa Diretora da Casa uma audiência pública para debater o tema.

Sem autonomia

“Se formos pedir autonomia financeira para a UERN temos que pedir também para o Detran, para a Fundação José Augusto, o DER, a Fundac”, retrucou o deputado Nélter Queiroz (PMDB).

Outros deputados a apartearam, endossando suas palavras e a parabenizando pelo retorno à Casa: Gustavo Carvalho (PSDB), José Adécio (DEM), Hermano Morais (PMDB), Souza (PHS), Raimundo Fernandes (PSDB), Kelps Lima (Solidariedade), Márcia Maia (PSDB) e Dison Lisboa (PSD),

Com informações da Assembleia Legislativa e Blog Carlos Santos.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política
domingo - 29/01/2017 - 09:02h
2018

Sandra Rosado pode ‘se sacrificar’ com nova candidatura


Há desejo pessoal. Há interesse político estratégico. Mas ainda está sob estudo projeto de nova candidatura à Câmara Federal (2018), da ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado (PSB).

Larissa, Henrique e Sandra: aposta no PMDB (Foto: arquivo)

Sua filha e deputada estadual recém-empossada, Larissa Rosado (PSB), admitiu a hipótese de sua mãe ser candidata em entrevista ao programa “Conversa de Alpendre” da TV Cabo Mossoró (TCM). Mas tudo precisa ainda passar por “análise”.

Segundo Larissa, há estímulo do presidente estadual do PMDB e ex-presidente da Câmara Federal Henrique Alves (PMDB), para que Sandra seja candidata.

O núcleo familiar de Sandra acumulou 13 mandatos consecutivos na Câmara Federal, sendo sete com seu pai – Vingt Rosado, três com seu marido Laíre Rosado e igual número com ela.

Estragos

Mas a derrocada em 2014, que também puxou a própria Larissa à não-reeleição, deixou estragos até aqui insanáveis.

Uma nova candidatura a federal é possível, é até provável, mas não é fácil sua viabilização eleitoral.

A costura de Henrique Alves é interessante para ele próprio, que planifica retornar a Brasília. Daí a importância de Sandra para fazer “esteira”.

Um eventual ‘sacrifício’ de Sandra, certamente passará por cobrança de meios para garantir nova eleição de Larissa, que precisará de colégios eleitorais fora de Mossoró para ensejar novo mandato.

O grupo de Sandra deverá migrar para o PMDB de Henrique, como este Blog assinalou em primeira mão no ano passado.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política
quinta-feira - 12/01/2017 - 07:28h
Hoje

Robinson Faria cumpre segundo dia de agenda em Mossoró


O governador Robinson Faria (PSD) cumpre seu segundo dia consecutivo de agenda administrativa em Mossoró, hoje (quinta-feira, 12), novamente com predominância de visita a unidades públicas de Saúde.

Também na pauta, inauguração das novas instalações da Junta Comercial (JUCERN) e inauguração do Restaurante Popular no bairro Santo Antônio.

Governador abriu sua agenda ontem (Foto: Assecom)

Um dos destaque é a visita (veja AQUI) do ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em que ele comparecerá ao lado da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), deputado federal Beto Rosado (PP), deputados estaduais Larissa Rosado (PSB) e Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, vereadores etc.

Veja abaixo a programação:

9h – Visita ao Hospital Regional Tarcísio Maia para entrega de tomógrafo e assinatura do Protocolo de Intenções da Alta Complexidade com o município de Mossoró.

10h – Visita ao Hospital Rafael Fernandes.

11h30 – Visita à Regional de Saúde para início do recadastramento pela SETHAS dos postos de distribuição do Programa do Leite e entrega de equipamentos aos usuários cadastrados pelo CRI.

13h30 – Almoço com prefeitos. Local: Município de Areia Branca.

16h00 – Visita à sede da POTIGÁS.

17h30 – Inauguração das novas instalações da JUCERN.

19h – Inauguração do Restaurante Popular (Local: Rua Zeca Cirilino, 2604 – Santo Antônio).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Administração Pública / Política
  • Repet
segunda-feira - 02/01/2017 - 10:20h
Amanhã

Larissa assumirá titularidade na Assembleia Legislativa do RN


A suplente e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) voltará à titularidade na Assembleia Legislativa. A posse da deputada será nesta terça-feira, 3 de janeiro, às 10h no gabinete da presidência na Assembleia Legislativa.

O ato de oficialização da posse será coordenado pelo presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e contará com participação de deputados estaduais, autoridades e convidados da empossada.

O titular da cadeira, Álvaro Dias (PMDB), renunciou no final do ano passado, para assumir como vice-prefeito de Natal na gestão do prefeito reeleito Carlos Eduardo Alves (PDT).

Larissa Rosado foi eleita deputada estadual nos anos de 2002, 2006 e 2010 e assumirá o quarto mandato como parlamentar por ser a atual primeira suplente da coligação.

O desembarque de Larissa na AL decorre de engenhosa articulação política comandada pelo comando central do PMDB no RN, envolvendo as eleições de Natal e Mossoró, como o Blog descreveu com exclusividade (veja AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política
sexta-feira - 30/12/2016 - 15:52h
Costura política

Larissa retornará à AL e também ao PMDB com o seu grupo


Prestes a retornar à Assembleia Legislativa, após não se reeleger em 2014, a suplente de deputado estadual Larissa Rosado (PSB) deverá mudar também de camisa. O PSB ficará para trás.

Larissa caminha para o PMDB, como parte de costura de apoio à Rosalba em 2016 (Foto: Arquivo)

Larissa e seu grupo político deverão retornar ao PMDB, comandado no Rio Grande do Norte pelo ex-deputado federal Henrique Alves. Estiveram no partido, com o clã Alves, desde 1985, rompendo em 2005.

Ela será empossada como deputada efetiva na próxima terça-feira (3), com a renúncia do deputado titular Álvaro Dias (PMDB), eleito vice-prefeito do Natal.

A volta de Larissa à AL passou por árdua engenharia política e teste nas urnas. Tudo longe do conhecimento da massa eleitora dos dois maiores colégios eleitorais do estado, Natal e Mossoró.

O PMDB negociou a vice na chapa do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), aboletando Álvaro, para poder vislumbrar a recondução de Larissa à Assembleia Legislativa.

Engenharia sinuosa

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Marcelo Queiroz, migrou do PDT para o PMDB para ser o vice de Carlos. Estava “certo”. Acabou descartado.

Paralelamente, em Mossoró, a costura política permitiu montagem de chapão a vereador entre PSB e PMDB, além do PDT e PP, viabilizando eleição da ex-deputada federal Sandra Rosado à Câmara Municipal e a reeleição dos vereadores Izabel Montenegro (PMDB) e Alex Moacir (PMDB).

Ainda nessa engenharia sinuosa, foi possível composição do grupo de Larissa e sua mãe Sandra Rosado com o da candidata a prefeito Rosalba Ciarlini (PP), que se elegeu à prefeitura. O passo seguinte, agora, é a campanha de 2018.

Desenha-se uma ampla aliança para retorno dos Alves ao Governo do Estado (candidatura de Carlos Eduardo Alves) e manutenção de uma vaga do grupo no Senado. A outra seria de apoio à reeleição do senador José Agripino (DEM), que participou do entendimento em Natal.

Rosalba Ciarlini e Sandra Rosado, unidas, são o principal suporte para esse projeto no âmbito de Mossoró e região.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política
quarta-feira - 28/12/2016 - 04:48h
A política como ela é...

Rosalbismo adota prioridades que excluem grupo de Sandra


A adesão (capitulação, entendimento, união, acordão – você escolhe o vocábulo mais adequado) do grupo da ex-deputada Sandra Rosado (PSB) ao da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) teve um dia revelador nessa terça-feira (27). Mais claro, impossível.

Sandra e Rosalba ocupam patamares hierárquicos distintos num grupo que retornará à prefeitura em 2017 (Foto: Carlos Costa, julho de 2016)

Em dois momentos, ainda pela manhã, ficou claro que esse consórcio político amarrado para a campanha municipal deste ano, tende a funcionar sob outro formato daqui para frente. Alguma dúvida?

Nada fora do que esse Blog canta em prosa e verso desde sempre, sem precisar ser genial, mas apenas utilizando a lógica política. O rosalbismo não deve ceder espaços vantajosos ao esquema da ex-parlamentar federal, convertido ao grupo apenas em agosto passado.

Câmara e Assembleia

Cedo da manhã, a prefeita eleita-diplomada Rosalba Ciarlini anunciou rol de futuros secretários (veja AQUI) e, entre eles, o nome da filha Lorena Ciarlini à pasta da Ação Social.

Sinalizador de que será preparada (veja AQUI) para ser candidata a deputado estadual, mesma faixa eleitoral de Larissa Rosado (PSB), filha da vereadora eleita Sandra Rosado. Larissa é suplente de deputada, mas assumirá titularidade no início de 2017, devido eleição do deputado Álvaro Dias (PMDB) como vice-prefeito do Natal.

Poucas horas depois, já no final da manhã, era selada definição do nome da vereadora reeleita Izabel Montenegro (PMDB) para ser a candidata do rosalbismo à Presidência da Câmara Municipal (biênio 2017-2018) – veja AQUI.

“À vontade”

A versão espalhada é de que o líder rosalbista, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, deixou os vereadores “à vontade” para definirem o candidato (a). Faz-nos rir.

Quem conhece a natureza centralizadora e diligente de Carlos, sabe que a expressão “à vontade” embute uma voz de comando. É manifestação de escolha implicitamente já conduzida por ele. Ou alguém acredita numa rebelião de vereadores governistas eleitos/reeleitos?

Sandra Rosado esperava ser ungida como candidata do rosalbismo à presidência, no pleito interno do Legislativo no próximo dia 1º de janeiro. Apostava que teria vantagem pessoal, justamente naquilo que conhece bem: a liderança do primo Carlos Augusto.

Ela errou o cálculo, mas não falhou na avaliação sobre o poder do seu líder.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política
domingo - 18/12/2016 - 10:34h
Em 2017

Os superpoderes (ou não) de Sandra Rosado


Praticamente banido da cena política de Mossoró e do RN, o grupo da ex-deputada federal e vereadora eleita Sandra Rosado (PSB) começará 2017 com novo fôlego.

Ela na Câmara Municipal de Mossoró e, a filha, Larissa Rosado (PSB), de volta à Assembleia Legislativa.

Novo começo?

Sim. Ou sobrevida.

O futuro dirá.

Se for alçada à Presidência da Câmara Municipal de Mossoró, então.

Superpoderes… ativar!

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Política
  • Lion, Moda Masculina, de João Paulo Araújo - 11-08-15
sexta-feira - 16/12/2016 - 10:50h
Apamim

MPF pede penas maiores para Laíre, Sandra e Larissa Rosado


O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró apresentou alegações finais em ações movidas contra o ex-deputado federal Laíre Rosado Filho (PSB), contra a esposa dele, vereadora eleita Sandra Maria da Escóssia Rosado (PSB), e contra a filha do casal, suplente de deputado estadual Larissa Daniela da Escóssia Rosado (PSB).

Para o MPF, os réus devem ser condenados e ter as penas aumentadas, diante do valor e da natureza dos recursos envolvidos, destinados à saúde pública. Em uma, das duas ações em que as alegações finais foram apresentadas, a pena sugerida pelo MPF a Laíre Rosado é de 12 anos e seis meses, em regime fechado.

Laíre, Sandra e Larissa Rosado fariam parte de um mesmo esquema, diz MPF (Foto: Tribuna do Norte)

O grupo é acusado de desviar recursos do Ministério da Saúde, em convênios celebrados com a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM), entidade filantrópica e sem fins lucrativos, na época dos fatos, de responsabilidade de Laíre Rosado. O valor do convênio firmado com a Apamim na Ação Penal nº 0000877-53.2015.4.05.8401 é de R$ 719.779,00. Já na Ação Penal nº 0000862-84.2015.4.05.8401 os convênios, que originaram os desvios, somam mais de R$ 1,6 milhão.

Para o MPF, os crimes contribuíram para o sucateamento da Apamim, que hoje funciona sob intervenção judicial.

“As investigações demonstraram que os membros da família atuaram em conjunto com empresários da cidade de Mossoró, objetivando a apropriação/desvios de recursos públicos, mediante a simulação de licitações e contratos para encobrir as operações ilícitas”.

Emendas parlamentares

O esquema de desvio funcionava com o direcionamento de emendas parlamentares pela então deputada federal Sandra Rosado à Apamim. Após, simulava-se uma licitação apara encobrir a escolha direta das empresas integrantes do esquema.

As empresas selecionadas recebiam os recursos do convênio, lastreados em notas fiscais que atestavam a suposta aquisição de medicamentos e insumos não fornecidos efetivamente. Ao fim, um dos representantes da “empresa vencedora” da licitação sacava os valores repassados pela entidade para, em seguida, realizar a partilha dos recursos entre os envolvidos, no próprio banco.

Os envolvidos são acusados dos crimes de fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro.

“Os recursos que não eram imediatamente repartidos entre os integrantes do esquema criminoso eram branqueados através da utilização da Apamim, sendo também destinados às contas bancárias dos membros da família Rosado, antes passando por assessores parlamentares ou assessores pessoais. O branqueamento de capitais, assim, assumia essas duas formas: 1) ocultação através do depósito na conta de interpostas pessoas (assessores parlamentares e pessoais); 2) utilização das contas da APAMIM para a mesma finalidade”, destaca o procurador da República Emanuel de Melo Ferreira, que assina as alegações finais.

Além de Laíre, Sandra e Larissa Rosado, o MPF pede a condenação de outras oito pessoas envolvidas no esquema. Já em relação a outros quatro réus o MPF pediu a absolvição por não ter ficado comprovado que tinham ciência da ilicitude dos recursos que eram depositados nas contas bancárias deles.

Com informações do MPF.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quinta-feira - 20/10/2016 - 12:50h
Reengenharia política

‘Consórcio’ Alves-Maia-Rosado planifica poder para 2018

Articulações envolvem grupos tradicionais e acertos passaram por eleições em Natal e Mossoró

Nos intramuros da política, é possível se ouvir sussurradamente que o senador Garibaldi Filho (PMDB) não concorrerá à reeleição ao Senado em 2016. Recuará para se acomodar politicamente em Natal mesmo.

Saúde em jogo, além de projeto de reengenharia política do clã Alves, está à mesa.

Seu primo Henrique Alves (PMDB), por mais de 40 anos ocupante de assento na Câmara Federal, poderá ser substituto como candidato ao Senado. Está sem mandato, desde que perdeu eleições ao Governo do Estado em 2014. Garibaldi pode apostar num recuo aos primórdios: a Assembleia Legislativa – seu ‘lar’ no início político nos anos 70.

Garibaldi e Rosalba em Brasília (ontem): reengenharia feita esquadrinhando a política do RN (Foto: cedida)

Walter Alves (PMDB), filho do senador, seria mantido como candidato à reeleição à Câmara Federal em 2018, sem a concorrência de Henrique na mesma faixa de eleitor, algo já profundamente desgastado.

Um Alves a menos na chapa proporcional, serve para descongestionar a disputa nessa costura política que também envolve o rosalbismo-Rosado em Mossoró e o grupo do senador José Agripino (DEM).

Na mesma formatação “tática” está o prefeito reeleito de Natal – Carlos Eduardo Alves (PDT), além do grupo da ex-deputada federal e vereadora eleita de Mossoró Sandra Rosado (PSB).

Essa costura política em andamento não começou agora, que fique claro. O “primeiro turno” do arranjo ou rearranjo político passou pelas eleições municipais de Natal e Mossoró, postas em sincronismo pelos Alves, Maia e os Rosado.

Marcelo Queiroz

O próprio Blog assinalou essa tessitura há alguns meses, através de postagens elucidativas (veja AQUI). Na montagem da chapa à sucessão municipal de Natal, o então presidente licenciado da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÈRCIO/RN), Marcelo Queiroz (PMDB), estava “definido” para ser vice de Carlos Eduardo Alves. Era o preferido do prefeito.

Queiroz: descartado em nome da reengenharia (Foto: arquivo)

Nos intramuros da negociação, Queiroz perdeu vez para o deputado estadual Álvaro Dias (PMDB), que tem sua base eleitoral assentada de verdade na região Seridó e não Natal. O acerto que escanteou Marcelo, nasceu da necessidade de se puxar a deputada estadual suplente Larissa Rosado (PSB) para a Assembleia Legislativa, com a inserção de Álvaro ou o também deputado Hermano Morais (PMDB) na chapa governista natalense.

O senador José Agripino interveio e Carlos Eduardo acabou cedendo à pressão, aceitando Álvaro Dias. O reflexo em Mossoró permitiu que o rosalbismo freasse o ímpeto de Sandra Rosado em impor o nome do vereador e seu filho, Lahyrinho Rosado (PSB), como vice à Prefeitura, da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP).

Na hora de negociar a adesão de Sandra e seu grupo à candidatura de Rosalba, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado – marido da ex-governadora – deixou claro: “o seu problema já está resolvido em Natal”. A ex-deputada federal entendeu a mensagem e flexibilizou as negociações, para também ter condições de ser eleita a vereador num “chapão” (veja AQUI) que foi montado à Câmara Municipal com PP, PMDB, PDT e PSB.

Sobrevivência

Todo esse delicado quebra-cabeça passou por um entendimento para unir os grupos de Carlos Augusto e Sandra, após quase 30 anos de litígio (veja AQUI). Mais do que afinidade, em jogo está a necessidade de sobrevivência dos Rosado, Maia e Alves, que se descapitalizaram nos últimos anos com a ascensão de nomes como Wilma de Faria (PTdoB) e o atual governador Robinson Faria (PSD).

Henrique e Agripino: está favorável (Foto: Câmara Federal)

Passado o susto e contabilizada as perdas, eles montam um consórcio político de olho em 2018. Esquadrinham o cenário político para acomodar peças de cada um dos seus consorciados, fechando a porta a novas surpresas. Por enquanto e até aqui, tudo está bem encaminhado, principalmente com a continuada esqualidez da gestão Robinson Faria e o esvaziamento do poder de fogo de Wilma e outros atores fora da tríade Alves-Maia-Rosado.

Para 2018, dando tudo certo e “combinado” com o povo, Henrique e José Agripino concorrem às duas vagas ao Senado da República e a chapa à Câmara Federal fica desobstruída à reeleição de Walter, Beto Rosado (PP) e Felipe Maia (DEM). Larissa terá meios a novo mandato de deputada estadual e Carlos Eduardo Alves será o nome de todos ao Governo do Estado.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Reportagem Especial
  • Lion, Moda Masculina, de João Paulo Araújo - 11-08-15
quinta-feira - 13/10/2016 - 11:20h
Gilson Cardoso

Ex-candidato a vereador é demitido de rádio após eleições


“Por questões que não cabe aqui está explicando, acabo de ser demitido da 93 FM.” A mensagem lacônica foi postada há pouco mais de 15 minutos em redes sociais pelo radialista e apresentador de TV, Gilson Cardoso.

Gilson na campanha 2016 (Foto: reprodução)

O comunicado foi feito a ele pessoalmente pela ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB), diretora da emissora. Estava na emissora há mais de 15 anos (desde 2001).

Gilson participou há poucos dias da terceira campanha municipal mossoroense, como candidato a vereador, mas sem sucesso nas urnas.

Nas duas anteriores, fora integrante do PSB – partido liderado em Mossoró pela ex-deputada federal Sandra Rosado. Ela foi eleita vereadora no pleito do último dia 2, devendo substituir na Câmara Municipal o seu filho Lahyrinho Rosado (PSB), que não disputou a reeleição.

Dessa feita, Gilson foi candidato pelo PRB, ficando na primeira suplência.

Votações e escolha

Do ponto de vista político, ficou em posição oposta aos controladores da emissora. Enquanto Sandra desembarcou no palanque da ex-adversária Rosalba Ciarlini (PP), Gilson viu seu partido compor coalizão – mesmo contra seu voto – liderada pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Com a desistência do prefeito da candidatura à reeleição, Gilson optou – como maioria do PRB – por apoio à candidatura à Prefeitura do empresário Tião Couto (PSDB).

Como candidato a vereador, ele obteve 1.520 votos em 2008; em 2012, empalmou 1.398 votos. Agora, amealhou 944 votos e seu partido elegeu dois vereadores: Raério Dantas (Raério Cabeção) e Édson Duarte Morais (Didi de Arnor).

Nota do Blog - Meu caro, votei em você para vereador, como é público e notório, sem um pingo de arrependimento.

Vida que segue. Independentemente das razões da demissão, profissionais ou políticas, o importante é que tens valores pessoais e como comunicador, capazes de fortalecê-lo nos próximos projetos. Conte comigo, dentro do que lhe posso ofertar como amigo e indivíduo do meio. Abração.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Comunicação / Política
segunda-feira - 10/10/2016 - 11:36h
Pós-eleições 2016 II

Voto se revela um ativo de alto risco na política de Mossoró

Francisco José Jr. teve votos expressivos e perdeu tudo; Rosalba e Tião têm alto capital a ser cuidado

Tratássemos do “voto” pelo ótica das Ciências Econômicas, poderíamos afirmar com segurança que é o caso típico de um “ativo” frágil. Seria uma “moeda” flutuante, sujeita às volatilidades de riscos, conforme o momento ou externalidades referentes às eleições e à dinâmica da própria política.

Como investimento que pode se dissipar rapidamente, em questão de poucos anos ou mesmo dias, ninguém pode afirmar com segurança que é “dono” desse capital. Albergar-se nele com nariz empinado, tratando-o por “meu”, é como dormir com o inimigo.

Em 2014, Francisco José Júnior se capitalizou com votação expressiva que depois foi sumindo até virar pó (Foto: arquivo)

Os casos de falta de liquidez desse ativo tem-se tornado comum na política brasileira. Muitos se capitalizam numa eleição e às vezes não chegam à próxima em condições de bancar novo investimento.

Talvez o caso mais emblemático e próximo que temos a narrar seja do ex-vereador, prefeito interino e depois prefeito eleito em disputa suplementar Francisco José Júnior (PSD). Em pouco mais de dois anos, ele viu seu ativo de 68.915 (53,31%) votos simplesmente desaparecer.

Eleito à Prefeitura de Mossoró no dia 4 de maio de 2014, quase dois anos e 5 meses depois chegou às eleições deste ano sem sequer sustentar candidatura à reeleição.

Eleições de 2014 (Pleito Suplementar):

- Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
- Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
- Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 3.825 (4,90%);
- Josué Moreira (PSDC) – 3.025 (3,88%);
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 2.265 (2,90%);
- Brancos – 4.428 (3,29%);
- Nulos – 15.000 (11,15%)
- Abstenção - 30.429 (18,45%);
- Maioria pró-Francisco José Júnior de 31.862 (25,76%).

Espécie de “ativo flutuante”, o voto maciço que “Francisco” (como passou a ser denominado na campanha eleitoral deste ano) empalmou em 2014, paulatinamente foi sendo perdido. A evaporação vinha sendo constatada há tempos por pessoas com o mínimo de bom senso, distanciamento crítico e conhecimento dos primados da política eleitoral de Mossoró.

Micarla: drama na Justiça (Foto: G1/RN)

Cego diante do espelho do seu ego, cercado por espertalhões que lhe incensavam e conselheiros estúpidos, Francisco empobreceu a ponto de não ficar com um níquel de votos. Nunca antes na história de Mossoró e em raras ocasiões na política.

Similar, próximo, temos em Natal com a ex-prefeita Micarla de Sousa (eleita pelo PV) que em 2008 foi consagrada nas urnas e em 2012 ganhou título de governante mais rejeitada do país, com mais de 90% de reprovação. Foi catapultada do cargo antes do fim do mandato e hoje vive às votas com a Justiça.

Milionário e sem votos

Francisco José Júnior é o “investidor” que não estava atento ao “mercado”. Empavonou-se. Ignorou sinais claros de tempestades e insistiu em aplicações erradas, comprometendo o bem primário adquirido em maio de 2014.

Contabilista por formação, tornou-se milionário na vida privada (veja AQUI) em pouco mais de dois anos na Prefeitura, mas na política se revelou um desastre, com déficit superlativo de votos.

O Blog tratou desse assunto com visão premonitória, o alertando através de matéria especial publicada no dia 6 de maio de 2014. Porém o prefeito recém-eleito preferiu se considerar um líder ungido pela maioria dos eleitores. Para ele, os votos eram apenas seus. Ledo engano. Era um crédito pré-fixado, não um salvo-conduto para tantas aberrações administrativas e políticas.

Novo prefeito ganha para dividir história ou confirmar os Rosado” (veja AQUI), assinalamos na matéria que explicava o significado da vitória de Francisco José Júnior, até então um humilde prefeito, que ouvia a todos, valorizava o servidor e prometia atender aos anseios populares.

Novo prefeito ganha para divir história ou confirma os Rosado –  06/05/2014 – 11:51h

A votação de Silveira (Francisco José Júnior) tem DNA multifacetado, onde se incluem – ainda – até consideráveis votos de seguidores de Rosalba Ciarlini e Cláudia Regina (DEM), que enxergaram no palanque de Larissa Eosado (PSB) “um mal maior”. Ambas declararam “neutralidade” no pleito. A maioria dos seus eleitores captaram a mensagem subliminar.

Em tese, a vitória de um não-Rosado causaria menor estrago a ambas do que a entronização do ramo familiar comandado por Sandra Rosado, legítima herdeira do “doutor Vingt”, Vingt Rosado, seu pai.

Ao mesmo tempo, a vitória espelha sentimento de mudança, mas não de seis para meia dúzia, de uma oligarquia multidecenal para outra emergente – o “Silveirismo” (!!).

Entender o significado de uma vitória ou mesmo saber fazer leitura de uma derrota, é como funciona a cabeça de um investidor competente. Seus ativos podem se volatizar num piscar de olhos ou se robustecer. Preservar o básico para sobreviver e tentar novos saltos, também faz parte do jogo.

Nas eleições de 2016, Silveira acabou sendo o principal cabo-eleitoral de quem ele pretendia banir da política: a ex-governadora e ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Sua gestão caótica, serviu para que a candidata produzisse um marketing de comparação e escondesse a passagem sofrível pelo Governo do Estado. De lá, a propósito, sequer conseguiu meios à tentativa de reeleição por estar soterrada com mais de 80% de rejeição.

O prefeito teve que desistir da própria candidatura (veja AQUI) à reeleição por falta de ativo elementar: voto.

Eleições 2016

- Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
- Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
- Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
- Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
- Branco – 2.974 (2,06%)
- Nulo – 9.416 (6,54%)
- Válidos – 131.988 (91,40%)
- Eleitores Aptos – 167.120
- Abstenção – 22.683 (13,59%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

Rosalba capitalizou-se com votação – 67.476 (51,12%) votos  – consagradora, mesmo que paralelamente visse nascer um nome que surpreendeu com 51.990 (39,39%) votos na estreia nas urnas, o empresário Tião Couto (PSDB).

Rosalba e Tião: muito ativo a ser administrado (Foto: montagem)

Os dois, vencedora e vencido, têm um bom exemplo a não seguir: Francisco José Júnior, Francisco, Silveira ou seja lá que nome venha a adotar adiante – se conseguir sobreviver à própria tsunami que provocou em sua vida política.

O farto capital de hoje pode se esgarçar adiante. Não ficará disperso. Tende a mudar de mão e de mãos. O que foi de Francisco José Júnior já não lhe pertence mais. Na verdade, era um ativo que exigia muito zelo em seu investimento.

O voto  não some. Como todo ativo de alto risco, exige muita habilidade para não mudar de mão.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Eleições 2016 / Política
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011. Todos os Direitos Reservados.