quinta-feira - 12/01/2017 - 07:28h
Hoje

Robinson Faria cumpre segundo dia de agenda em Mossoró


O governador Robinson Faria (PSD) cumpre seu segundo dia consecutivo de agenda administrativa em Mossoró, hoje (quinta-feira, 12), novamente com predominância de visita a unidades públicas de Saúde.

Também na pauta, inauguração das novas instalações da Junta Comercial (JUCERN) e inauguração do Restaurante Popular no bairro Santo Antônio.

Governador abriu sua agenda ontem (Foto: Assecom)

Um dos destaque é a visita (veja AQUI) do ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em que ele comparecerá ao lado da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), deputado federal Beto Rosado (PP), deputados estaduais Larissa Rosado (PSB) e Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, vereadores etc.

Veja abaixo a programação:

9h – Visita ao Hospital Regional Tarcísio Maia para entrega de tomógrafo e assinatura do Protocolo de Intenções da Alta Complexidade com o município de Mossoró.

10h – Visita ao Hospital Rafael Fernandes.

11h30 – Visita à Regional de Saúde para início do recadastramento pela SETHAS dos postos de distribuição do Programa do Leite e entrega de equipamentos aos usuários cadastrados pelo CRI.

13h30 – Almoço com prefeitos. Local: Município de Areia Branca.

16h00 – Visita à sede da POTIGÁS.

17h30 – Inauguração das novas instalações da JUCERN.

19h – Inauguração do Restaurante Popular (Local: Rua Zeca Cirilino, 2604 – Santo Antônio).

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 02/01/2017 - 10:20h
Amanhã

Larissa assumirá titularidade na Assembleia Legislativa do RN


A suplente e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) voltará à titularidade na Assembleia Legislativa. A posse da deputada será nesta terça-feira, 3 de janeiro, às 10h no gabinete da presidência na Assembleia Legislativa.

O ato de oficialização da posse será coordenado pelo presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e contará com participação de deputados estaduais, autoridades e convidados da empossada.

O titular da cadeira, Álvaro Dias (PMDB), renunciou no final do ano passado, para assumir como vice-prefeito de Natal na gestão do prefeito reeleito Carlos Eduardo Alves (PDT).

Larissa Rosado foi eleita deputada estadual nos anos de 2002, 2006 e 2010 e assumirá o quarto mandato como parlamentar por ser a atual primeira suplente da coligação.

O desembarque de Larissa na AL decorre de engenhosa articulação política comandada pelo comando central do PMDB no RN, envolvendo as eleições de Natal e Mossoró, como o Blog descreveu com exclusividade (veja AQUI).

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 30/12/2016 - 15:52h
Costura política

Larissa retornará à AL e também ao PMDB com o seu grupo


Prestes a retornar à Assembleia Legislativa, após não se reeleger em 2014, a suplente de deputado estadual Larissa Rosado (PSB) deverá mudar também de camisa. O PSB ficará para trás.

Larissa caminha para o PMDB, como parte de costura de apoio à Rosalba em 2016 (Foto: Arquivo)

Larissa e seu grupo político deverão retornar ao PMDB, comandado no Rio Grande do Norte pelo ex-deputado federal Henrique Alves. Estiveram no partido, com o clã Alves, desde 1985, rompendo em 2005.

Ela será empossada como deputada efetiva na próxima terça-feira (3), com a renúncia do deputado titular Álvaro Dias (PMDB), eleito vice-prefeito do Natal.

A volta de Larissa à AL passou por árdua engenharia política e teste nas urnas. Tudo longe do conhecimento da massa eleitora dos dois maiores colégios eleitorais do estado, Natal e Mossoró.

O PMDB negociou a vice na chapa do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), aboletando Álvaro, para poder vislumbrar a recondução de Larissa à Assembleia Legislativa.

Engenharia sinuosa

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Marcelo Queiroz, migrou do PDT para o PMDB para ser o vice de Carlos. Estava “certo”. Acabou descartado.

Paralelamente, em Mossoró, a costura política permitiu montagem de chapão a vereador entre PSB e PMDB, além do PDT e PP, viabilizando eleição da ex-deputada federal Sandra Rosado à Câmara Municipal e a reeleição dos vereadores Izabel Montenegro (PMDB) e Alex Moacir (PMDB).

Ainda nessa engenharia sinuosa, foi possível composição do grupo de Larissa e sua mãe Sandra Rosado com o da candidata a prefeito Rosalba Ciarlini (PP), que se elegeu à prefeitura. O passo seguinte, agora, é a campanha de 2018.

Desenha-se uma ampla aliança para retorno dos Alves ao Governo do Estado (candidatura de Carlos Eduardo Alves) e manutenção de uma vaga do grupo no Senado. A outra seria de apoio à reeleição do senador José Agripino (DEM), que participou do entendimento em Natal.

Rosalba Ciarlini e Sandra Rosado, unidas, são o principal suporte para esse projeto no âmbito de Mossoró e região.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 28/12/2016 - 04:48h
A política como ela é...

Rosalbismo adota prioridades que excluem grupo de Sandra


A adesão (capitulação, entendimento, união, acordão – você escolhe o vocábulo mais adequado) do grupo da ex-deputada Sandra Rosado (PSB) ao da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) teve um dia revelador nessa terça-feira (27). Mais claro, impossível.

Sandra e Rosalba ocupam patamares hierárquicos distintos num grupo que retornará à prefeitura em 2017 (Foto: Carlos Costa, julho de 2016)

Em dois momentos, ainda pela manhã, ficou claro que esse consórcio político amarrado para a campanha municipal deste ano, tende a funcionar sob outro formato daqui para frente. Alguma dúvida?

Nada fora do que esse Blog canta em prosa e verso desde sempre, sem precisar ser genial, mas apenas utilizando a lógica política. O rosalbismo não deve ceder espaços vantajosos ao esquema da ex-parlamentar federal, convertido ao grupo apenas em agosto passado.

Câmara e Assembleia

Cedo da manhã, a prefeita eleita-diplomada Rosalba Ciarlini anunciou rol de futuros secretários (veja AQUI) e, entre eles, o nome da filha Lorena Ciarlini à pasta da Ação Social.

Sinalizador de que será preparada (veja AQUI) para ser candidata a deputado estadual, mesma faixa eleitoral de Larissa Rosado (PSB), filha da vereadora eleita Sandra Rosado. Larissa é suplente de deputada, mas assumirá titularidade no início de 2017, devido eleição do deputado Álvaro Dias (PMDB) como vice-prefeito do Natal.

Poucas horas depois, já no final da manhã, era selada definição do nome da vereadora reeleita Izabel Montenegro (PMDB) para ser a candidata do rosalbismo à Presidência da Câmara Municipal (biênio 2017-2018) – veja AQUI.

“À vontade”

A versão espalhada é de que o líder rosalbista, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, deixou os vereadores “à vontade” para definirem o candidato (a). Faz-nos rir.

Quem conhece a natureza centralizadora e diligente de Carlos, sabe que a expressão “à vontade” embute uma voz de comando. É manifestação de escolha implicitamente já conduzida por ele. Ou alguém acredita numa rebelião de vereadores governistas eleitos/reeleitos?

Sandra Rosado esperava ser ungida como candidata do rosalbismo à presidência, no pleito interno do Legislativo no próximo dia 1º de janeiro. Apostava que teria vantagem pessoal, justamente naquilo que conhece bem: a liderança do primo Carlos Augusto.

Ela errou o cálculo, mas não falhou na avaliação sobre o poder do seu líder.

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Categoria(s): Política
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domingo - 18/12/2016 - 10:34h
Em 2017

Os superpoderes (ou não) de Sandra Rosado


Praticamente banido da cena política de Mossoró e do RN, o grupo da ex-deputada federal e vereadora eleita Sandra Rosado (PSB) começará 2017 com novo fôlego.

Ela na Câmara Municipal de Mossoró e, a filha, Larissa Rosado (PSB), de volta à Assembleia Legislativa.

Novo começo?

Sim. Ou sobrevida.

O futuro dirá.

Se for alçada à Presidência da Câmara Municipal de Mossoró, então.

Superpoderes… ativar!

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 16/12/2016 - 10:50h
Apamim

MPF pede penas maiores para Laíre, Sandra e Larissa Rosado


O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró apresentou alegações finais em ações movidas contra o ex-deputado federal Laíre Rosado Filho (PSB), contra a esposa dele, vereadora eleita Sandra Maria da Escóssia Rosado (PSB), e contra a filha do casal, suplente de deputado estadual Larissa Daniela da Escóssia Rosado (PSB).

Para o MPF, os réus devem ser condenados e ter as penas aumentadas, diante do valor e da natureza dos recursos envolvidos, destinados à saúde pública. Em uma, das duas ações em que as alegações finais foram apresentadas, a pena sugerida pelo MPF a Laíre Rosado é de 12 anos e seis meses, em regime fechado.

Laíre, Sandra e Larissa Rosado fariam parte de um mesmo esquema, diz MPF (Foto: Tribuna do Norte)

O grupo é acusado de desviar recursos do Ministério da Saúde, em convênios celebrados com a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM), entidade filantrópica e sem fins lucrativos, na época dos fatos, de responsabilidade de Laíre Rosado. O valor do convênio firmado com a Apamim na Ação Penal nº 0000877-53.2015.4.05.8401 é de R$ 719.779,00. Já na Ação Penal nº 0000862-84.2015.4.05.8401 os convênios, que originaram os desvios, somam mais de R$ 1,6 milhão.

Para o MPF, os crimes contribuíram para o sucateamento da Apamim, que hoje funciona sob intervenção judicial.

“As investigações demonstraram que os membros da família atuaram em conjunto com empresários da cidade de Mossoró, objetivando a apropriação/desvios de recursos públicos, mediante a simulação de licitações e contratos para encobrir as operações ilícitas”.

Emendas parlamentares

O esquema de desvio funcionava com o direcionamento de emendas parlamentares pela então deputada federal Sandra Rosado à Apamim. Após, simulava-se uma licitação apara encobrir a escolha direta das empresas integrantes do esquema.

As empresas selecionadas recebiam os recursos do convênio, lastreados em notas fiscais que atestavam a suposta aquisição de medicamentos e insumos não fornecidos efetivamente. Ao fim, um dos representantes da “empresa vencedora” da licitação sacava os valores repassados pela entidade para, em seguida, realizar a partilha dos recursos entre os envolvidos, no próprio banco.

Os envolvidos são acusados dos crimes de fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro.

“Os recursos que não eram imediatamente repartidos entre os integrantes do esquema criminoso eram branqueados através da utilização da Apamim, sendo também destinados às contas bancárias dos membros da família Rosado, antes passando por assessores parlamentares ou assessores pessoais. O branqueamento de capitais, assim, assumia essas duas formas: 1) ocultação através do depósito na conta de interpostas pessoas (assessores parlamentares e pessoais); 2) utilização das contas da APAMIM para a mesma finalidade”, destaca o procurador da República Emanuel de Melo Ferreira, que assina as alegações finais.

Além de Laíre, Sandra e Larissa Rosado, o MPF pede a condenação de outras oito pessoas envolvidas no esquema. Já em relação a outros quatro réus o MPF pediu a absolvição por não ter ficado comprovado que tinham ciência da ilicitude dos recursos que eram depositados nas contas bancárias deles.

Com informações do MPF.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quinta-feira - 20/10/2016 - 12:50h
Reengenharia política

‘Consórcio’ Alves-Maia-Rosado planifica poder para 2018

Articulações envolvem grupos tradicionais e acertos passaram por eleições em Natal e Mossoró

Nos intramuros da política, é possível se ouvir sussurradamente que o senador Garibaldi Filho (PMDB) não concorrerá à reeleição ao Senado em 2016. Recuará para se acomodar politicamente em Natal mesmo.

Saúde em jogo, além de projeto de reengenharia política do clã Alves, está à mesa.

Seu primo Henrique Alves (PMDB), por mais de 40 anos ocupante de assento na Câmara Federal, poderá ser substituto como candidato ao Senado. Está sem mandato, desde que perdeu eleições ao Governo do Estado em 2014. Garibaldi pode apostar num recuo aos primórdios: a Assembleia Legislativa – seu ‘lar’ no início político nos anos 70.

Garibaldi e Rosalba em Brasília (ontem): reengenharia feita esquadrinhando a política do RN (Foto: cedida)

Walter Alves (PMDB), filho do senador, seria mantido como candidato à reeleição à Câmara Federal em 2018, sem a concorrência de Henrique na mesma faixa de eleitor, algo já profundamente desgastado.

Um Alves a menos na chapa proporcional, serve para descongestionar a disputa nessa costura política que também envolve o rosalbismo-Rosado em Mossoró e o grupo do senador José Agripino (DEM).

Na mesma formatação “tática” está o prefeito reeleito de Natal – Carlos Eduardo Alves (PDT), além do grupo da ex-deputada federal e vereadora eleita de Mossoró Sandra Rosado (PSB).

Essa costura política em andamento não começou agora, que fique claro. O “primeiro turno” do arranjo ou rearranjo político passou pelas eleições municipais de Natal e Mossoró, postas em sincronismo pelos Alves, Maia e os Rosado.

Marcelo Queiroz

O próprio Blog assinalou essa tessitura há alguns meses, através de postagens elucidativas (veja AQUI). Na montagem da chapa à sucessão municipal de Natal, o então presidente licenciado da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÈRCIO/RN), Marcelo Queiroz (PMDB), estava “definido” para ser vice de Carlos Eduardo Alves. Era o preferido do prefeito.

Queiroz: descartado em nome da reengenharia (Foto: arquivo)

Nos intramuros da negociação, Queiroz perdeu vez para o deputado estadual Álvaro Dias (PMDB), que tem sua base eleitoral assentada de verdade na região Seridó e não Natal. O acerto que escanteou Marcelo, nasceu da necessidade de se puxar a deputada estadual suplente Larissa Rosado (PSB) para a Assembleia Legislativa, com a inserção de Álvaro ou o também deputado Hermano Morais (PMDB) na chapa governista natalense.

O senador José Agripino interveio e Carlos Eduardo acabou cedendo à pressão, aceitando Álvaro Dias. O reflexo em Mossoró permitiu que o rosalbismo freasse o ímpeto de Sandra Rosado em impor o nome do vereador e seu filho, Lahyrinho Rosado (PSB), como vice à Prefeitura, da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP).

Na hora de negociar a adesão de Sandra e seu grupo à candidatura de Rosalba, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado – marido da ex-governadora – deixou claro: “o seu problema já está resolvido em Natal”. A ex-deputada federal entendeu a mensagem e flexibilizou as negociações, para também ter condições de ser eleita a vereador num “chapão” (veja AQUI) que foi montado à Câmara Municipal com PP, PMDB, PDT e PSB.

Sobrevivência

Todo esse delicado quebra-cabeça passou por um entendimento para unir os grupos de Carlos Augusto e Sandra, após quase 30 anos de litígio (veja AQUI). Mais do que afinidade, em jogo está a necessidade de sobrevivência dos Rosado, Maia e Alves, que se descapitalizaram nos últimos anos com a ascensão de nomes como Wilma de Faria (PTdoB) e o atual governador Robinson Faria (PSD).

Henrique e Agripino: está favorável (Foto: Câmara Federal)

Passado o susto e contabilizada as perdas, eles montam um consórcio político de olho em 2018. Esquadrinham o cenário político para acomodar peças de cada um dos seus consorciados, fechando a porta a novas surpresas. Por enquanto e até aqui, tudo está bem encaminhado, principalmente com a continuada esqualidez da gestão Robinson Faria e o esvaziamento do poder de fogo de Wilma e outros atores fora da tríade Alves-Maia-Rosado.

Para 2018, dando tudo certo e “combinado” com o povo, Henrique e José Agripino concorrem às duas vagas ao Senado da República e a chapa à Câmara Federal fica desobstruída à reeleição de Walter, Beto Rosado (PP) e Felipe Maia (DEM). Larissa terá meios a novo mandato de deputada estadual e Carlos Eduardo Alves será o nome de todos ao Governo do Estado.

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Categoria(s): Reportagem Especial
quinta-feira - 13/10/2016 - 11:20h
Gilson Cardoso

Ex-candidato a vereador é demitido de rádio após eleições


“Por questões que não cabe aqui está explicando, acabo de ser demitido da 93 FM.” A mensagem lacônica foi postada há pouco mais de 15 minutos em redes sociais pelo radialista e apresentador de TV, Gilson Cardoso.

Gilson na campanha 2016 (Foto: reprodução)

O comunicado foi feito a ele pessoalmente pela ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB), diretora da emissora. Estava na emissora há mais de 15 anos (desde 2001).

Gilson participou há poucos dias da terceira campanha municipal mossoroense, como candidato a vereador, mas sem sucesso nas urnas.

Nas duas anteriores, fora integrante do PSB – partido liderado em Mossoró pela ex-deputada federal Sandra Rosado. Ela foi eleita vereadora no pleito do último dia 2, devendo substituir na Câmara Municipal o seu filho Lahyrinho Rosado (PSB), que não disputou a reeleição.

Dessa feita, Gilson foi candidato pelo PRB, ficando na primeira suplência.

Votações e escolha

Do ponto de vista político, ficou em posição oposta aos controladores da emissora. Enquanto Sandra desembarcou no palanque da ex-adversária Rosalba Ciarlini (PP), Gilson viu seu partido compor coalizão – mesmo contra seu voto – liderada pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Com a desistência do prefeito da candidatura à reeleição, Gilson optou – como maioria do PRB – por apoio à candidatura à Prefeitura do empresário Tião Couto (PSDB).

Como candidato a vereador, ele obteve 1.520 votos em 2008; em 2012, empalmou 1.398 votos. Agora, amealhou 944 votos e seu partido elegeu dois vereadores: Raério Dantas (Raério Cabeção) e Édson Duarte Morais (Didi de Arnor).

Nota do Blog - Meu caro, votei em você para vereador, como é público e notório, sem um pingo de arrependimento.

Vida que segue. Independentemente das razões da demissão, profissionais ou políticas, o importante é que tens valores pessoais e como comunicador, capazes de fortalecê-lo nos próximos projetos. Conte comigo, dentro do que lhe posso ofertar como amigo e indivíduo do meio. Abração.

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Categoria(s): Comunicação / Política
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segunda-feira - 10/10/2016 - 11:36h
Pós-eleições 2016 II

Voto se revela um ativo de alto risco na política de Mossoró

Francisco José Jr. teve votos expressivos e perdeu tudo; Rosalba e Tião têm alto capital a ser cuidado

Tratássemos do “voto” pelo ótica das Ciências Econômicas, poderíamos afirmar com segurança que é o caso típico de um “ativo” frágil. Seria uma “moeda” flutuante, sujeita às volatilidades de riscos, conforme o momento ou externalidades referentes às eleições e à dinâmica da própria política.

Como investimento que pode se dissipar rapidamente, em questão de poucos anos ou mesmo dias, ninguém pode afirmar com segurança que é “dono” desse capital. Albergar-se nele com nariz empinado, tratando-o por “meu”, é como dormir com o inimigo.

Em 2014, Francisco José Júnior se capitalizou com votação expressiva que depois foi sumindo até virar pó (Foto: arquivo)

Os casos de falta de liquidez desse ativo tem-se tornado comum na política brasileira. Muitos se capitalizam numa eleição e às vezes não chegam à próxima em condições de bancar novo investimento.

Talvez o caso mais emblemático e próximo que temos a narrar seja do ex-vereador, prefeito interino e depois prefeito eleito em disputa suplementar Francisco José Júnior (PSD). Em pouco mais de dois anos, ele viu seu ativo de 68.915 (53,31%) votos simplesmente desaparecer.

Eleito à Prefeitura de Mossoró no dia 4 de maio de 2014, quase dois anos e 5 meses depois chegou às eleições deste ano sem sequer sustentar candidatura à reeleição.

Eleições de 2014 (Pleito Suplementar):

- Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
- Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
- Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 3.825 (4,90%);
- Josué Moreira (PSDC) – 3.025 (3,88%);
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 2.265 (2,90%);
- Brancos – 4.428 (3,29%);
- Nulos – 15.000 (11,15%)
- Abstenção - 30.429 (18,45%);
- Maioria pró-Francisco José Júnior de 31.862 (25,76%).

Espécie de “ativo flutuante”, o voto maciço que “Francisco” (como passou a ser denominado na campanha eleitoral deste ano) empalmou em 2014, paulatinamente foi sendo perdido. A evaporação vinha sendo constatada há tempos por pessoas com o mínimo de bom senso, distanciamento crítico e conhecimento dos primados da política eleitoral de Mossoró.

Micarla: drama na Justiça (Foto: G1/RN)

Cego diante do espelho do seu ego, cercado por espertalhões que lhe incensavam e conselheiros estúpidos, Francisco empobreceu a ponto de não ficar com um níquel de votos. Nunca antes na história de Mossoró e em raras ocasiões na política.

Similar, próximo, temos em Natal com a ex-prefeita Micarla de Sousa (eleita pelo PV) que em 2008 foi consagrada nas urnas e em 2012 ganhou título de governante mais rejeitada do país, com mais de 90% de reprovação. Foi catapultada do cargo antes do fim do mandato e hoje vive às votas com a Justiça.

Milionário e sem votos

Francisco José Júnior é o “investidor” que não estava atento ao “mercado”. Empavonou-se. Ignorou sinais claros de tempestades e insistiu em aplicações erradas, comprometendo o bem primário adquirido em maio de 2014.

Contabilista por formação, tornou-se milionário na vida privada (veja AQUI) em pouco mais de dois anos na Prefeitura, mas na política se revelou um desastre, com déficit superlativo de votos.

O Blog tratou desse assunto com visão premonitória, o alertando através de matéria especial publicada no dia 6 de maio de 2014. Porém o prefeito recém-eleito preferiu se considerar um líder ungido pela maioria dos eleitores. Para ele, os votos eram apenas seus. Ledo engano. Era um crédito pré-fixado, não um salvo-conduto para tantas aberrações administrativas e políticas.

Novo prefeito ganha para dividir história ou confirmar os Rosado” (veja AQUI), assinalamos na matéria que explicava o significado da vitória de Francisco José Júnior, até então um humilde prefeito, que ouvia a todos, valorizava o servidor e prometia atender aos anseios populares.

Novo prefeito ganha para divir história ou confirma os Rosado –  06/05/2014 – 11:51h

A votação de Silveira (Francisco José Júnior) tem DNA multifacetado, onde se incluem – ainda – até consideráveis votos de seguidores de Rosalba Ciarlini e Cláudia Regina (DEM), que enxergaram no palanque de Larissa Eosado (PSB) “um mal maior”. Ambas declararam “neutralidade” no pleito. A maioria dos seus eleitores captaram a mensagem subliminar.

Em tese, a vitória de um não-Rosado causaria menor estrago a ambas do que a entronização do ramo familiar comandado por Sandra Rosado, legítima herdeira do “doutor Vingt”, Vingt Rosado, seu pai.

Ao mesmo tempo, a vitória espelha sentimento de mudança, mas não de seis para meia dúzia, de uma oligarquia multidecenal para outra emergente – o “Silveirismo” (!!).

Entender o significado de uma vitória ou mesmo saber fazer leitura de uma derrota, é como funciona a cabeça de um investidor competente. Seus ativos podem se volatizar num piscar de olhos ou se robustecer. Preservar o básico para sobreviver e tentar novos saltos, também faz parte do jogo.

Nas eleições de 2016, Silveira acabou sendo o principal cabo-eleitoral de quem ele pretendia banir da política: a ex-governadora e ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Sua gestão caótica, serviu para que a candidata produzisse um marketing de comparação e escondesse a passagem sofrível pelo Governo do Estado. De lá, a propósito, sequer conseguiu meios à tentativa de reeleição por estar soterrada com mais de 80% de rejeição.

O prefeito teve que desistir da própria candidatura (veja AQUI) à reeleição por falta de ativo elementar: voto.

Eleições 2016

- Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
- Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
- Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
- Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
- Branco – 2.974 (2,06%)
- Nulo – 9.416 (6,54%)
- Válidos – 131.988 (91,40%)
- Eleitores Aptos – 167.120
- Abstenção – 22.683 (13,59%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

Rosalba capitalizou-se com votação – 67.476 (51,12%) votos  – consagradora, mesmo que paralelamente visse nascer um nome que surpreendeu com 51.990 (39,39%) votos na estreia nas urnas, o empresário Tião Couto (PSDB).

Rosalba e Tião: muito ativo a ser administrado (Foto: montagem)

Os dois, vencedora e vencido, têm um bom exemplo a não seguir: Francisco José Júnior, Francisco, Silveira ou seja lá que nome venha a adotar adiante – se conseguir sobreviver à própria tsunami que provocou em sua vida política.

O farto capital de hoje pode se esgarçar adiante. Não ficará disperso. Tende a mudar de mão e de mãos. O que foi de Francisco José Júnior já não lhe pertence mais. Na verdade, era um ativo que exigia muito zelo em seu investimento.

O voto  não some. Como todo ativo de alto risco, exige muita habilidade para não mudar de mão.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
domingo - 09/10/2016 - 16:12h
Revelação

Robinson afirma que apoiou nome de Rosalba em Mossoró

Governador diz que faltou "humildade" a "Francisco" e seu interesse era aliança com ex-governadora

A decisão do prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, de ser candidato à reeleição este ano não tinha e não teve o endosso do governador Robinson Faria (PSD), seu líder político. A preferência de Robinson foi a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), vencedora do pleito no domingo (2) passado.

Ele chegou até mesmo a estimular o voto nela, em contatos com eleitores e liderados em Mossoró, contrariando o projeto pessoal de Francisco, que em sua ótica não teve humildade, pois “as pesquisas mostravam que ele não tinha nenhuma chance de reeleição.”

Robinson fez essas confissões e revelou outros detalhes de bastidores relativos à sucessão municipal 2016, no programa “Diógenes Dantas Entrevista” (veja boxe acima, a partir dos 20 minutos de gravação), exibido hoje pela TV Tropical, afiliada da Rede Record de Televisão.

Robinson afirmou que após se reunir em Natal com o prefeito no período da pré-campanha (sem precisar o tempo), “ele tomou uma posição em Mossoró sem me consultar. Sem consultar o governador. Apoiou o candidato Tião da Prest (Tião Couto-PSDB), levou o PSD, sem consultar o governador. Então eu não tenho motivo de ir a Mossoró” (sic).

O governador deixou claro que se desembarcasse na cidade não seria para defender a candidatura do prefeito do seu partido, mas para “apoiar o nome de Rosalba. Rosalba era o nome que eu desejaria que o PSD apoiasse em Mossoró”.

Conversas com Carlos Augusto

Informou que chegou a conversar com várias vezes com o líder do rosalbismo (Carlos Augusto Rosado), marido de Rosalba, e adiantar para “alguns amigos meus: você vote em Rosalba.”

Sobre as relações político-administrativas, com eleitos em outubro deste ano, deixou patente que não adotará seletividade com base em afinidades partidárias ou não. “Eu sou o governador de todos os partidos, tenho que governar com as cidades”.

Disse que já telefonou para Carlos Eduardo Alves (PDT), vislumbrando uma parceria administrativa necessária e importante para a capital entre Prefeitura e Estado.

As relações com o prefeito mossoroense que está nos últimos meses de gestão, é que parecem esgarçadas. ”Eu disse a ele, aqui, que o nome dele não tinha nenhuma viabilidade para reeleição”, destacou o governador, relembrando reunião no primeiro semestre do ano, com Francisco.

- Falei que ele pensasse, tivesse humildade, que as pesquisas mostravam que ele não tinha nenhuma chance de reeleição. E depois ele desapareceu, lançou-se candidato, sem conversar comigo (…), botou o bloco nas ruas – disse a Diógenes Dantas.

Rosalba cumprimenta o sucessor Robinson pela vitória, no dia 31 de outubro de 2014, ao lado do marido Carlos (Foto: arquivo)

Amélia Ciarlini

O que Robinson Faria parece não ter digerido mais ainda nesse enredo da sucessão mossoroense, conforme expôs na entrevista, foi a forma como o prefeito e sua mulher Amélia Ciarlini tentaram satanizá-lo, num episódio burlesco (veja AQUI e AQUI):

- Ele foi para as redes sociais com a primeira-dama, querer questionar o governador, querer cobrar uma conta que não era minha. Além de renunciar a candidatura, teve aquela questão de sua esposa, da rede social que eu nem respondi, nem ia responder – isolou.

Quem terminou se envolvendo na polêmica à ocasião foi a primeira-dama do Estado, Juliane Faria (veja AQUI), que tratou Amélia como farsante, precipitando dias depois a desistência da candidatura do próprio Francisco José Júnior  (veja AQUI).

Robinson e Rosalba foram eleitos governador e vice em 2010, após ele romper com o grupo da então governadora Wilma de Faria (PSB), insatisfeito com inclinação dela a apoio à sua própria sucessão, ao vice-governador Iberê Ferreira (PSB).

Com menos de um ano de mandato, ele rompeu com Rosalba e começou a pavimentar caminho à sua sucessão em 2014. Foi eleito e Rosalba sequer conseguiu se viabilizar à reeleição, devido estrondosa reprovação popular.

Rosalba e Robinson estão ‘juntos’

Nesse espaço de tempo, os dois não chegaram a alimentar um fosso político entre si. Muito pelo contrário. Em 2014, Rosalba orientou seu eleitorado a votar em Robinson em Mossoró, na disputa ao Governo do Estado entre ele e Henrique Alves (PMDB), seu ex-aliado.

Meses antes, fizera o mesmo na eleição suplementar à Prefeitura de Mossoró: insuflou seus eleitores a descarregarem votos em Francisco José Júnior, para frustrar possibilidade de vitória da adversária (hoje aliada) e então deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Ainda em 2014, a transição de governo foi pacífica e alimentada por interesses de parte a parte. Robinson não criou dificuldades para que Rosalba aprovasse matéria para uso do Fundo Previdenciário do Estado (FUNFIR), para completar folha de pessoal. Ela sabia que precisaria pegar quadro menos dramático em relação aos servidores.

Robinson também deu sinal verde para que Rosalba nomeasse a sua secretária de Infra-estrutura, engenheira Kátia Pinto, como diretora Agência Reguladora de Serviços Públicos do Rio Grande do Norte (ARSEP), em dezembro de 2014. O cargo tem mandato de quatro anos, dentro justamente da administração do seu sucessor.

Vale ser anotado, que além de Kátia Pinto, a professora Isaura Amélia (cunhada da ex-governadora) é titular da Fundação José Augusto (FJA), órgão da cultura do Estado.

Um vice para Rosalba

O PP, partido controlado no RN pelo ex-deputado federal Betinho Rosado, cunhado de Rosalba, é da base aliada do governador.

Na campanha municipal, o marketing de Rosalba poupou a gestão de Robinson e procurou exaltar a passagem dela pela prefeitura em três mandatos, num contraponto com a administração de Francisco José Júnior.

Em Natal, o Blog ouviu ainda no final do primeiro semestre deste ano, em várias oportunidades, que o Governo alimentava hipótese de indicar um vice de Rosalba, mas sem influência direta ou indireta do prefeito Francisco José.

Sua entrevista de hoje confirma o que era notícia corrente entre auxiliares próximios de Robinson, que ele não acreditava em candidatura à reeleição do prefeito. Não estimulava essa aventura e teve que engolir o delírio do aliado, que realmente não teve humildade.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política / Reportagem Especial
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sábado - 24/09/2016 - 19:33h
Política e Net

Laire Rosado diz que interesse prioritário é eleição em Natal


Em resposta a um interlocutor que o abordou em seu Twitter hoje à noite, o ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB) mostrou qual sua prioridade nas eleições deste ano:

- O resultado não se refere à Mossoró. Tenho interesse em Natal – disse.

Para bom entendedor… não precisa desenhar.

Diálogo entre Laíre e webleitor mostra prioridade em eleição de Natal e não de Mossoró (Foto: reprodução)

Laíre respondeu ao internauta Éric Nascimento, quase uma hora e 20 minutos após ter postado o seguinte, que provocou a interpelação:

- Em círculo fechado candidato comemora resultado de pesquisa que acaba de receber (veja AQUI postagem deste Blog).

Rosalba

Laíre e seu grupo estão apoiando em Mossoró a candidatura a prefeito da ex-governadora e ex-adversária Rosalba Ciarlini (PP).

Em Natal, aposta na eleição do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), por uma razão bem pragmática: em caso de reeleição de Carlos, o seu vice Álvaro Dias (PMDB), deputado estadual, cederá espaço na Assembleia Legislativa para Larissa Rosado (PSB).

Como não se reelegeu em 2012, Larissa (filha de Laíre e da ex-deputada federal Sandra Rosado-PSB, que concorre à Câmara Municipal este ano) retornará à AL com mandato efetivo.

Carlos Eduardo é favoritíssimo para vencer eleições ainda no primeiro turno. Larissa, para ser convertida outra vez em deputada a partir de 2017.

Sandra é observada como virtual eleita à Câmara Municipal de Mossoró.

Assim, o que é prioridade estará plenamente atingido para o grupo de Sandra, Larissa e Laíre.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
sábado - 24/09/2016 - 17:28h
Mossoró

Laíre Rosado aponta boa pesquisa para “candidato” adversário


Em seu endereço no Twitter (rede social), o ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB) postou agora à tarde (16hh55) uma nota instigante e que pode ter sido ato falho.

Postagem de Laíre fala sobre suposta pesquisa boa para 'adversário' Tião (Foto: reprodução)

Ou não.

- Em círculo fechado candidato comemora resultado de pesquisa que acaba de receber – disse Laíre Rosado, sem se aprofundar na informação.

Minutos depois, um webleitor interage com ele com uma indagação: “Tião crescendo nas pesquisas?”

Laíre Rosado não lhe respondeu.

candidato, presume-se, seja Tião Couto (PSDB) da Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor.

Marido da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) e pai da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB), Laíre e família estão apoiando a candidatura a prefeito da ex-governadora e ex-adversária Rosalba Ciarlini (PP) após quase 30 anos de litigância político-eleitoral.

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quinta-feira - 22/09/2016 - 11:31h
Sucessão Municipal IV

Rosalba tem o tempo a seu favor para confirmar favoritismo

Mas há tempos saiu da zona de conforto e vê Tião Couto se aproximar numa polarização prevista

A 10 dias da sua quarta eleição municipal como candidata a prefeito, a ex-prefeita (três vezes), ex-senadora (uma vez) e ex-governadora (uma vez) Rosalba Ciarlini (PP) enfrenta dificuldades comuns à sua trajetória vitoriosa, mas com peculiaridades próprias de um novo embate. É favorita ao pleito, mas não pode ser tratada por imbatível.

Também não lhe cabe o epíteto de “prefeita em férias”, como muitos trombeteiam apaixonadamente há tempos.

O desafio de Rosalba Ciarlini – Coligação Força do Povo – é retomar a Prefeitura de Mossoró, onde arranchou por três mandatos, além de outros dois em que apoiou Fafá Rosado (PMDB). Some-se, ainda, a curta duração com Cláudia Regina (DEM), eleita em 2012 com seu maciço empenho.

Rosalba trabalha com carisma, populismo e o tempo a seu favor para evitar a "onda" Tião (Foto: Carlos Costa)

Seu retorno não é uma “convocação”, como a retórica de sua campanha prega à massa-gente. Na verdade, é uma tentativa de recomeço e de retomada de fôlego político-eleitoral, após desapontamentos recentes na política local e estadual.

Ela nega; sua assessoria, idem. Todos em seu entorno mais próximo garantem que a Prefeitura não é um trampolim para a volta à cena estadual, como candidata ao Senado com o pleito de 2018. O mandato na municipalidade é para ser completado na íntegra, caso seja mesmo eleita. Assim é repetido e repetido.

Estratégia

Desde o começo da campanha e mesmo antes da largada oficial da contenda pelo voto, Rosalba priorizou uma estratégia que agora em sua reta final é redimensionada e ajustada para outra realidade. O que é comum, normalíssimo em termos de marketing eleitoral.

Primeiramente, ela forjou um embate comparativo de sua passagem pela Prefeitura com a administração do prefeito Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, transformando-o numa espécie de sparring (termo inglês que define um treino com pessoa para esse fim no boxe).

Paralelamente, procurou evitar um mergulho em sua passagem pelo Governo do Estado, de onde as recordações não lhe ajudariam em nada na corrida ao Palácio da Resistência, sede do governo municipal.

Rosalba Ciarlini tem um bom acervo de realizações, em especial na Saúde e infra-estrutura de Mossoró nos governos 1989-1992, 1997-2000 e 2001-2004. “Reconstruir” Mossoró é a senha para vender a ideia de pessoa preparada para voltar a governar sua cidade.

Ela começou a campanha com quase todos os ventos a favor. A começar pelo tempo reduzido (45 dias em vez dos anteriores 90 dias) de campanha, em face da nova legislação eleitoral. Tinha pesquisas para consumo interno que a apontavam com vantagem confortável.

“Acordão”

Precisaria apenas fazer um trabalho de manutenção para enxerto suplementar no seu acervo de intenções de votos até às urnas. Simples, teoricamente.

A dificuldade começou antes mesmo de sua convenção municipal no dia 5 de agosto. Firmou uma aliança com adversários históricos, ao longo de quase 30 anos. Costura até hoje com seus eleitores a convivência com o grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB). Os adversários tratam o entendimento com um pejorativo: “acordão”.

Sandra (esquerda), Lahyrinho, Rosalba e Larissa: acordo, acordão (Foto: arquivo)

Na ponta do lápis, as pesquisas qualitativas que seu marketing faz têm apontado que há prejuízo nessa composição que é justificada como algo “pelo bem de Mossoró”. Mas foi levada a termo como um “mal menor” para a candidatura rosalbista.

Pior seria, se o grupo até então adversário fosse para um palanque oposto. Rosalba acomoda Sandra, o vereador (que não concorre à reeleição) Lahyrinho Rosado (PSB) e a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) com compromissos claros e normais. Entre eles, ocupação de espaços no futuro governo, como uma secretaria para Lahyrinho. Vídeo que vazou na Web recentemente confirma essa informação.

Com um “cabo-eleitoral” como Francisco José Júnior e sua administração maciçamente reprovada pelo povo, a campanha de Rosalba não deveria ter maiores problemas. Mas teve e tem: o candidato a prefeito Tião Couto, da Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor.

Ele está em seu “retrovisor”. Ê… Tião existe!

Na prática, seu sparring (Francisco) nunca foi um adversário à altura, pois por si só foi se autodestruindo. O Governo Robinson Faria (PSD), seu sucessor no Estado, também a ajuda consideravelmente. Não é muito melhor do que o que ela fez.

Perfil de eleitorado

Pesquisas ainda anteriores (veja AQUI) à própria campanha davam sinais de que Rosalba poderia ter Tião Couto como seu real adversário, mesmo que não estivesse à altura do seu cabedal de vitórias e vivência na política paroquial. Foi subestimado.

Há meses o Blog antecipou essa polarização, sem tirar em momento algum o patamar de favoritismo de Rosalba. Fez observações atestando que ele estaria no páreo, tendo o tempo em seu desfavor.

Com a saída de cena, mesmo que ainda não oficialmente confirmada perante a Justiça Eleitoral, da candidatura de Francisco José Júnior, há um solavanco na nau de Rosalba Ciarlini. A migração maciça de candidatos a vereador e partidos é na direção de Tião Couto.

A ex-governadora, ex-senadora e ex-prefeita tem contra si uma “onda” Tião Couto em reta final de campanha, que mobiliza sobretudo e maciçamente o público jovem, criando capilaridade até nos rincões e grotões do eleitorado tradicionalmente rosalbista. Isso é perturbador para ela.

O eleitorado de Rosalba é majoritariamente concentrado nessas áreas, mas envelheceu sem maior renovação. Seu eleitor fiel tem esse perfil, porque a memória coletiva e individual mais recente quase não alcança a juventude de forma favorável à ela.

A Rosalba próxima é a Rosalba governadora, que praticamente não acrescentou nada a Mossoró em seus quatro anos de gestão. A Rosalba prefeita saiu do Palácio da Resistência no final de 2004, há quase 12 anos. Uma criança de 10 anos à época, hoje tem 22 anos.

Frear Tião

O tempo de pouco mais de  uma semana, reitere-se, é o que a candidata tem de mais forte para confirmar sua hipotética vitória. Até o dia 2 de outubro, seu trabalho é evitar maiores perdas.

Nesse ínterim, seu discurso é para convencer o maior número possível de pessoas que pode ser a prefeita para esse momento difícil da administração municipal e de uma conjuntura nacional muito desfavorável. Continuará satanizando Francisco, que lhe é útil.

Vai ao ataque ou contra-ataque para frear Tião. Não há meio-termo nesse momento.

Teve de sair da zona de conforto de quase toda a campanha para uma batalha em campo aberto, da qual não poderá fugir. Está exposta.

A “Rosa”, com seu carisma pessoal e populismo, parece infatigável em mais um prélio eleitoral. Que venham as urnas.

Veja AQUI matéria analítica sobre campanha de Francisco José Júnior do PSD;

Veja AQUI matéria analítica sobre campanha de Gutemberg Dias do PCdoB;

Veja AQUI matéria analítica sobre campanha de Josué Moreira do PSDC.

Amanhã, matéria analítica sobre a campanha de Tião Couto do PSDB.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
terça-feira - 20/09/2016 - 13:28h
Análise do Blog

Rosalba e Tião vivem disputa que se desenhava bem antes


No dia 23 de maio deste ano, mais de dois meses antes de começar a atual campanha municipal, o Blog Carlos Santos fez análise de números de uma pesquisa do Instituto Perfil/Rádio Difusora, que fora divulgada no sábado (21) pela emissora, com dados levantados entre os dias 6 e 8 do mesmo mês, sobre a sucessão municipal, ouvindo 702 pessoas.

Rosalba e Tião vivem cenário levantado por Blog há mais de quatro meses (Foto: montagem)

Veja AQUI os números da pesquisa.

Nessa postagem, fizemos uma avaliação das potenciais candidaturas e do cenário sucessório em si, apresentando algumas assertivas.

Veja abaixo o que postamos à ocasião:

O mais óbvio: Rosalba Ciarlini (PP) segue favorita à Prefeitura. Imbatível, não.

Outra obviedade: o prefeito Francisco José Júnior (PSD) está fora do páreo. Caso perdido há tempos.

O que é evidente: Larissa Rosado (PSB) continua sem fôlego para chegar no topo. Dificilmente reverterá posição secundária.

Tião Couto (PSDB), o “Tião da Prest”, está viabilizado à campanha. À vitória, não.

Hoje

O que podemos afirmar hoje, a 12 dias das eleições e após quase quatro meses do que foi postado em maio?

Rosalba segue favorita, mas realmente não é imbatível, como asseveramos.

Francisco José Júnior desistiu de sua candidatura (veja AQUI), portanto fora do páreo de fato, como prevíamos.

Larissa Rosado sequer tentou ser candidata pela quinta-vez consecutiva, após quatro insucessos, tendo aderido ao projeto de eleição da ex-adversária Rosalba Ciarlini, como foi cogitado por essa página.

Tião Couto está na disputa e pode surpreender.

Veja AQUI a matéria completa do dia 23 de maio, sob o título O que os números dizem e escondem na sucessão municipal.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
domingo - 18/09/2016 - 14:24h
Mossoró

Conheça resultados e história de quase 50 anos de eleições

Trabalho do Blog ajuda webleitor a se situar no tempo e entender cada disputa municipal desde 1968

Blog Carlos Santos volta a publicar trabalho ímpar para servir aos seus webleitores, que tem se tornado referência em cada campanha eleitoral nos últimos anos. Trata-se de levantamento atualizado de resultado e cenário político das eleições municipais de Mossoró desde 1968.

Ao todo, damos um resumo de 11 eleições municipais – o que compreende quase 50 de história.

É um exaustivo levantamento sobre os pleitos municipais mossoroenses, tarefa que na verdade nunca está completa. Novos dados se incorporam, informações são ajustadas, leitura e releitura de fatos são feitas, bastidores e conjuntura de cada pleito são dissecados.

O esforço é no sentido de continuarmos ofertando produto diferenciado aos nossos webleitores. Ao mesmo tempo, reitero que no uso de dados parcial ou por completo, não esqueça de citar a fonte. É uma questão de ordem legal, mas principalmente respeito ao trabalho árduo que realizamos.

Aproveite!

Eleições de 1968 (Fonte:  Vingt-un Rosado, Coleção Mossoroense):

- Antônio Rodrigues (MDB) – 11.132 votos;
- Vingt-un Rosado (Arena) – 11.034 votos;
- Maioria – 98 votos a favor de Antônio Rodrigues.

O pleito municipal de 1968 foi emblemático. Quem viveu essa disputa testemunhou (participou) da mais renhida campanha municipal mossoroense de todos os tempos.

Antônio Rodrigues : 98 votos

A vitória de “Toinho do Capim” (Antônio Rodrigues) foi comandada nas últimas 72 horas pelo ex-governador Aluízio Alves, que fez mais de 170 comícios-relâmpagos, com resultado tida até então como improvável, sobre Vingt-un Rosado.

O líder enfrentou e contrariou grupo de aliados locais na escolha de Toinho, pois desejavam o médico Cid Duarte, filho do senador Duarte Filho, como candidato a prefeito.

Eleições de 1972 (Colaboração: Bruno Barreto):

- Dix-huit Rosado (Arena) – 16.194;
- Lauro Filho (MDB) – 11.995;
- Brancos – 205;
- Nulos – 296;
- Maioria Pró-Dix-huit Rosado –  4.199 votos.

O eleitorado habilitado ao voto era de 28.690. Dix-huit venceu as eleições tendo o professor Canindé Queiroz como vice, deixando para trás a chapa Lauro Filho-Emery Costa avalizada pelo aluizismo.

Os Rosado, com a vitória, retomavam o poder em Mossoró, após o hiato provocado pela vitória de Antônio Rodrigues de Carvalho em 1968, que suplantou Vingt-un Rosado nas urnas por apenas 98 votos de maioria.

Eleições de 1976 (Colaboração: Bruno Barreto):

- João Newton da Escóssia (Arena 1) – 20.165
- Leodécio Néo (MDB 1) – 10.840
- Assis Amorim (MDB 2) 6.970
- Antônio Rodrigues de Carvalho (Arena 2) – 1.327
- Maioria Pró-João Newton sobre os demais – 3.232 votos.

Neste ano, o regime militar em curso produziu o casuísmo da “sublegenda”, permitindo que o mesmo partido pudesse ter mais de um candidato. Vivíamos fase do bipartidarismo (Arena e MDB). A ideia era sufocar a “oposição consentida”, feita pelo MDB, que possuía bem menor representatividade em todo o país, com condições raquíticas de lançar mais de um candidato a prefeito.

Em Mossoró, com melhor representatividade oposicionista, o MDB chegou até a apresentar duas candidaturas, mas o cunhado do líder Vingt Rosado (Arena), João Newton da Escóssia, levou a melhor com folga – tendo o empresário Alcides Fernandes, o “Alcides Belo”, como vice.

Eleições de 1982:

Dix-huit: cartaz de campanha em 82 (Foto: Arquivo)

- Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
- João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
- Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
- Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
- Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
- Brancos – 8.145 (15,79%);
- Nulos – 1.621 (3,14%);
- Abstenção - 15.435 (23,02%);
- Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores. A abstenção atingiu um recorde com 15.435 (23,02%) votantes.

Neste ano também ocorreram eleições para Governo do Estado, deputado estadual, deputado federal, além de uma vaga ao Senado e Câmara Municipal. Foram as primeiras eleições com a retomada do pluripartidarismo, na reta final do regime militar de 1964. O mandato dos prefeitos/vereadores foi de 6 anos em vez de 4, como temos desde o pleito de 1988.

Com a existência do casuístico instituto da sublegenda, cada partido poderia lançar mais de um candidato a prefeito, foi o que ocorreu em Mossoró. O grupo Rosado, unido, lançou Dix-huit Rosado pelo PDS.

Já o sistema Maia apresentou o jornalista Canindé Queiroz, pelo mesmo partido, para dar suporte à candidatura a governador do engenheiro e ex-prefeito indireto de Natal, José Agripino Maia (PDS). Agripino venceu seu principal adversário, o ex-governador Aluízio Alves (PMDB), com mais de 107 mil votos de maioria no estado.

Eleições de 1988:

- Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 (49,7%);
- Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 (40,2%);
- Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%);
- Brancos – 3.594 (4.8%);
- Nulos – 1.503 (2%);
- Abstenção - 5.180 (…%);
- Maioria Pró-Rosalba – 7.081 (9,5%).

Rosalba foi eleita três vezes, a começar de 1988 (Foto: reprodução do Blog Carlos Santos)

O eleitorado habilitado ao voto era de 80.397, em 275 secções. Compareceram 75.217 eleitores. As abstenções foram de 5.180 votantes. Pela primeira vez na história, dois integrantes da família Rosado disputam o voto diretamente, na luta pela Prefeitura de Mossoró.

Rosalba, mulher do então deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL), leva a melhor em chapa ao lado do empresário Luiz Pinto (genro do vice-prefeito à ocasião, empresário Sílvio Mendes).

O prefeito Dix-huit Rosado, só no mês final de campanha anuncia seu apoio à Rosalba, num momento em que ela já tinha dianteira em relação a Laíre Rosado (PMDB) e de sua vice Rose Cantídio (PMDB).

Eleições de 1992:

- Dix-huit Rosado (PDT) – 37.188 (47,79%);
- Luiz Pinto (PFL) – 32.795 (42,15%);
- Luiz Carlos Martins (PT)– 6.557 (8,43%);
- Paulo Linhares (PSB) – 1.273 (1,64%);
- Brancos – 5.669 (6,49%);
- Nulos – 3.913 (4,48%);
- Abstenção - 11.381 (…%);
- Maioria pró-Dix-huit Rosado – 4.393 (5,64%)

O eleitorado cadastrado à época era de 99.623. Compareceram 87.395, as abstenções chegaram a 11.381 e os votos nominais atingiram 77.813.

Tendo Sandra Rosado (PMDB) como vice, sua sobrinha e filha do irmão Vingt Rosado (deputado federal), Dix-huit retoma hegemonia política. Em 1988 os dois irmãos tinham rompido politicamente, devido o apoio de Dix-huit à Rosalba.

Eleições de 1996:

Sandra e Francisco José (pai): humilhação (Foto: reprodução)

- Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
- Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
- Jorge de Castro (PT) – 4.878 (5,32%);
- Valtércio Silveira (PMN) – 3.237 (3,53%);
- Brancos – 1.549 (1,69%);
- Nulos – 3.802 (…);
- Abstenção - 17.227 (15.08%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289 (24,14%).

Existiam 114.218 eleitores aptos, mas compareceram 96.991. As abstenções atingiram 17.227 (15.08%), com 91.640 sendo a votação nominal.

Rosalba tem vitória acachapante, graças principalmente ao desgaste do prefeito Dix-huit Rosado, que lançou o engenheiro e seu ex-secretário de Obras Valtércio Silveira como candidato governista. Sandra Rosado, dissidente do prefeito e tio, enveredou por candidatura próprio com a companhia do deputado estadual Francisco José (pai), mas experimentou resultado humilhante também.

Eleições de 2000:

- Rosalba Ciarlini (PFL)– 57.369 (54,86%);
- Fafá Rosado (PMDB) – 42.530 (40,67%);
- Socorro Batista (PT) – 4.447 (4,25%);
- Mário Rosado (PMN) – 228 (0,22%);
- Brancos – 1.757 (1,59%);
- Nulos – 4.395 (3,97%);
- Abstenção - 17.168 (13.42%)
- Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 14.839 (14,19%).

Existiam 127.894 eleitores aptos, mas compareceram 110.726. As abstenções atingiram 17.168 (13.42%), com 104.574 (94.44%) sendo a votação nominal em 358 urnas.

Rosalba foi candidata utilizando o novo instituto da reeleição. Enfrentou o grupo da adversária e prima Sandra Rosado, que temendo novo fracasso direto apostou no nome da enfermeira (e prima) Fafá Rosado, que nunca disputara uma campanha eleitoral.

Num comparativo com as eleições de 1996, esses números guardam uma preciosidade. Rosalba obteve menos votos do que na eleição anterior.

Enquanto em 96 tinham sido 57.407 em eleitorado de 114.218 aptos, em 2000 – contra Fafá, conseguiu 57.369 num contingente de 127.894 aptos. Ou seja, 38 votos a menos, apesar de aumento de 13.676 votantes.

Eleições de 2004:

- Fafá Rosado (PFL) – 57.743 (49,06%);
- Larissa Rosado (PMDB) – 34.688 (29,45%);
- Francisco José (PSB) – 21.210 (18,02%);
- Crispiniano Neto (PT) – 4.083 (3,47%);
- Brancos – 2.063 (…);
- Nulos – 5.708 (…);
- Abstenção - 17.376 (12%);
- Maioria pró-Fafá Rosado de 23.075 (19,61%).

Existiam 143.235 eleitores aptos, mas compareceram 125.475. As abstenções atingiram 17.376 (12%).

Nesta eleição, Fafá foi cooptada pelo primo Carlos Augusto para ser candidato do seu grupo, na sucessão de Rosalba. Venceu com relativa facilidade à deputada Larissa Rosado, filha de Sandra.

Eleições de 2008:

- Fafá Rosado (PFL) – 65.329 (53,01%);
- Larissa Rosado (PSB) – 46.149 (37,44%);
- Renato Fernandes (PR) – 11.306 (9,17%);
- Heronildes Bezerra, “Heró”  (PRTB) – 464 (0,38%);
- Brancos – 3.678 (2%);
- Nulos – 7.400 (5%);
- Abstenção – 18.701 (12%)
- Maioria pró-Fafá Rosado de 19.018 (16%).

Existiam 153.027 eleitores aptos, mas compareceram 134.326. Desse volume, 123.248 foram considerados válidos. As abstenções atingiram 18.701 (12%). Existiam 416 seções eleitorais.

Outra vez a força do rosalbismo e estrutura da Prefeitura deixaram a filha de Sandra Rosado, a deputada estadual Larissa Rosado, em segundo lugar.

Eleições de 2012:

Larissa e Cláudia: disputa acirrada (Foto: arquivo)

- Cláudia Regina (DEM) – 68.604 (50,90%);
- Larissa Rosado (PSB) – 63.309 (46,97%);
- Josué Moreira – 1.932 (1,43%);
- Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 948 (0,70%);
- Edinaldo Calixto (PRTB) – 0 (0%);
- Brancos – 2.323 (1,61%);
- Nulos – 6.737 (4,68%);
- Abstenção - 21.122 (12,80%);
- Maioria pró-Cláudia Regina de 5.295 (3,93%).

Existiam 164.975 eleitores aptos. Desse volume, 134.793 (93,70%) foram considerados válidos a prefeito, 137.463 votos válidos à Câmara Municipal, entre votos diretos aos candidatos (283 ao todo) e os votos de legenda. O comparecimento ocupou 460 secções organizadas pela Justiça Eleitoral.

As abstenções atingiram 21.122 (12,80%).

A chapa Cláudia Regina-vice Wellington Filho (PMDB), apesar de eleita por pouca margem de votos em relação à Larissa Rosado (PSB)-vice Josivan Barbosa (PT), terminou sendo cassada em 4 de dezembro de 2013, quando faltava poucas semanas para completar o primeiro ano de gestão. Vereadora, recebera maciço apoio das estruturas da Prefeitura e do Governo do Estado, ocupados respectivamente pelas aliadas Fafá Rosado (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM).

Eleições de 2014 (Pleito Suplementar):

- Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
- Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
- Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha” (Psol) – 3.825 (4,90%);
- Josué Moreira (PSDC) – 3.025 (3,88%);
- Gutemberg Dias (PCdoB) – 2.265 (2,90%);
- Brancos – 4.428 (3,29%);
- Nulos – 15.000 (11,15%)
- Abstenção - 30.429 (18,45%);
- Maioria pró-Francisco José Júnior de 31.862 (25,76%).

A apuração apontou ao final o total de 134.511 (81,55%) votos válidos, no dia 4 de maio de 2014. Mossoró tinha 164.940 eleitores aptos ao voto.

Houve alto percentual de abstenção, com 30.429 (18,45%) votos. Foi a primeira eleição suplementar da história de Mossoró, em face da cassação e afastamento da prefeita eleita em 2012, Cláudia Regina (DEM), no dia 4 de dezembro de 2013. Ela ainda tentou concorrer no pleito suplementar, mas não obteve registro e seu partido não promoveu substituição.

A Justiça Eleitoral tinha colocou em funcionamento 514 urnas eletrônicas distribuídas pelos 72 locais de votação durante o pleito. Pela primeira vez, também, foi utilizado o sistema biométrico de identificação do eleitor. Foram juízes no pleito os magistrados Ana Clarisse Arruda (34ª Zona) e José Herval Sampaio Júnior (33ª Zona).

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política / Reportagem Especial
sábado - 17/09/2016 - 19:48h
Campanha eleitoral 2016

Gravações mostram fanfarrice e estimulam distorção dos fatos

Como outra vez primeira-dama local aparece para protagonizar novo episódio lamentável da política

Webleitores perguntam: o que o Blog acha das gravações que vazaram na imprensa e redes sociais, desde ontem (veja AQUI), com novo protagonismo da primeira-dama de Mossoró, bacharela em direito Amélia Ciarlini?

Tudo indica que o material divulgado – e captado furtivamente – contém sua voz e de outras pessoas conhecidas do staff da campanha do seu marido, prefeito e candidato à reeleição Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”.

Rosalba, um nome que segue favorito; Tião cresce na campanha e 'Francisco' cai velozmente (Foto: montagem)

Isso me parece inquestionável. Com corte ou não, é nítido que as pessoas identificadas, pelas vozes, participavam dessa polêmica reunião de campanha. A própria Coligação Liderados Pelo Povo (veja AQUI) admite, não obstante questionar suposta edição (cortes) nas gravações:

- “(…) Em primeiro lugar, é preciso chamar a atenção para o fato do áudio divulgado estar editado, o que por si só já remete para uma forte suspeita de desvirtuamento das falas, que se tratam apenas de comentários gerais sobre temas eleitorais. Em reuniões deste tipo, é absolutamente comum abordar hipóteses e cenários - disse nota da coligação.

Pouco crédito

Em relação ao conteúdo, o Ministério Público Eleitoral (MPE) certamente vai agir de ofício (por iniciativa própria, sem precisar ser provocado), para identificar se as palavras de Amélia são verídicas ou se tratam de pura fanfarrice, quando fala de entendimento entre seu grupo e do adversário Tião Couto (PSDB) da Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor.

Cravo a primeira hipótese, sem titubear. Amélia tem antecedentes próximos, que lhe dão pouco ou nenhum crédito ao que fala ou supostamente encena (veja AQUI). Qualquer dúvida, é só perguntar à primeira-dama do Estado, Juliane Faria (veja AQUI). Ela matou a charada.

Existe uma obviedade que não precisa de acordo, acordão, entendimento, acerto explícito ou afinação subliminar na corrida eleitoral deste ano em Mossoró: o concorrente a ser derrotado é Rosalba Ciarlini (PP), da Coligação Força do Povo. Não é Francisco, que nunca esteve realmente em condições mínimas de vitória, ou mesmo Tião, que claramente cresceu dentro da própria campanha.

Rosalba é favorita antes mesmo de começar a campanha. Continua favorita, segue favorita e, dificilmente, pelo cenário de hoje – será derrotada.

Impossível? Não. Difícil, só!

Raciocínio lógico

A tese de conchavo entre as campanhas do prefeito e de Tião não se sustenta nos fatos visíveis da própria campanha e no que temos de informações de bastidores. Porém é claro que é espalhada como real, factível e incontestável pela campanha e militância de Rosalba.

Afinal de contas, a quem interessaria essa versão? Como as gravações caíram nas mãos da imprensa de Natal e, de lá, foram pulverizadas? Não interessaria ao próprio Francisco e muito menos a Tião Couto, claro. Então…

Para poder sonhar em vencer as eleições e atropelar de forma fantástica Rosalba, Tião necessariamente não precisa de Francisco. Com o esvaziamento continuado, veloz e insanável da candidatura do prefeito (veja AQUI), parcela considerável de seus potenciais eleitores migra para o candidato da Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor.

Isso é um raciocínio lógico.

Uma hipotética desistência de Francisco, apenas sedimentaria e amplificaria esse deslocamento em massa. A manutenção da candidatura dele causa grande prejuízo à sua própria imagem, quanto a futuros projetos, além de funcionar como uma centrífuga em relação aos seus candidatos a vereador.

Isso também é um raciocínio lógico. Não há nada de genial nessa análise, como na assertiva anterior que exprimimos.

Subterrâneos sujos

Quem conhece o mínimo da história das campanhas e da política de Mossoró, sabe que em seus subterrâneos sempre passaram personagens e situações dignas da crônica policial e, não, da política. Alguns teimam em patinhar na lama, por vocação e sua própria natureza de vermículo humano.

Lembra-se do Caso do Capitão 40 nas eleições de 2008? Conheça um pouco desse submundo clicando AQUI.

Lembra-se do Caso Blog do Paulo Doido? Conheça ou lembre um pouco do caso clicando AQUI.

Lembra-se do caso de uma gravação na campanha de 2012, em que uma personagem fala de suposto serviço sujo a ser feito contra a candidatura da então candidata a prefeito Larissa Rosado (PSB)?

- “(…) Porque o serviço que eles estão fazendo eu não tenho coragem de fazer. Ave Maria! Se você não tem coragem de fazer, É DE MATAR PRA LÁ”! - atesta a gravação. Veja clicando AQUI.

A política de Mossoró casa com o que prega um slogan relativo ao ‘Mossoró Cidade Junina’: “É muito mais do que você imagina!” Acredite, se quiser.

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Categoria(s): Eleições 2016
  • Repet
segunda-feira - 12/09/2016 - 10:41h
Sucessão Municipal I

Francisco e o estigma do político gelatinoso e sem credibilidade

Candidato enfrenta dificuldades que ele mesmo causou para si inflando o ego e fugindo da realidade

Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), o Francisco José Júnior, Silveira, agora político-eleitoralmente trabalhado por seu marketing como “Francisco”, tenta a reeleição à Prefeitura de Mossoró depois de revelar muita destreza política e ser bafejado pela sorte, digamos.

Francisco é persuasivo, articulado e boa parte do que diz em seus programas eleitorais, sobre gestão e adversários, é verossímil. Mas por que ele não decola? Vamos tentar explicar.

O prefeito-candidato mergulhou num abismo delirante. As redes sociais da Internet formam um mundo à parte ou espécie de brinquedinho infantil adotado por ele, mas que se volta contra si como um monstro a devorá-lo. É desse mundo virtual que vem boa parte dos seus infortúnios recentes, que desmancham de vez suas utopias eleitorais (veja AQUI, AQUI e AQUI episódio recente que envolve até a primeira-dama do Estado, Juliane Faria).

"Francisco", em plena madrugada, faz filmagem de si na periferia da cidade, para se expor no seu mundo virtual (Foto: Web)

Sua candidatura à reeleição parece mostrar que os ventos sopram noutra direção e várias conspirações do destino que o favoreceram num passado, recente, parecem ter chegado ao fim.

Mas o caso não é exatamente de sorte ou azar. Não estamos lidando com um trevo de quatro pétalas ou a falta dele.

Na mitologia Celta (veja AQUI), os Druidas, filósofos e conselheiros da sociedade dessa etnia da Europa na antiguidade, acreditavam que o trevo de quatro folhas simbolizava a boa fortuna e quem o possuísse passaria a ter a sorte dos deuses e os poderes da floresta.

Sob essa ótica mitológica, pode ser assinalado que o grande capital obtido nos últimos tempos por Francisco não é eleitoral ou de imagem pessoal. Como ele mesmo atesta em suas declarações de bens desde as eleições de 2012 até este ano (veja AQUI), os últimos anos foram de bençãos nos negócios. Tudo indica que encontrou um trevo de quatro pétalas. Ô!!

Egolatria e megalomania

Na política, o candidato à reeleição pela Coligação Liderados pelo Povo caminha para desastre iminente e previsível há vários e vários meses. Na floresta que tem diante de si, na caça ao voto, é presa fácil de adversários que não precisaram se movimentar muito para alijá-lo da disputa.

Francisco, Francisco José Júnior, Silveira, Francisco José Lima Silveira Júnior é vítima de si mesmo (veja AQUI). De uma vaidade doentia, que podemos tratar por nomes complexos como “egolatria” e “megalomania”. Contrastam com o que o seu marketing tenta fervorosamente adesivar ao seu perfil, a partir do prenome papal de “Francisco”.

O prefeito eleito com estrondosa votação no pleito suplementar de 4 de maio de 2014, após cassação e afastamento da prefeita eleita Cláudia Regina (DEM), foi sendo paulatinamente engolido pelo próprio ego. Não entendeu a mensagem das urnas àquele ano, que este Blog decifrou (veja AQUI).

A missão do novo prefeito é muito maior do que talvez ele mesmo imagine. Será divisor de águas ou apenas nuvem passageira“, alertava nossa matéria no dia 6 de maio de 2014, dois dias após a eleição de Francisco José Júnior a prefeito de Mossoró em pleito suplementar.

Turbinado e anabolizado

Ele ficou turbinado e anabolizado com o triunfo. Passou a colecionar mais vitórias diretas e indiretas, mirando projetos mais ousados, levitando como se fosse um ser celestial. Seria a reencarnação do prefeito Rodolfo Fernandes (falecido em 1927), que comandou resistência à invasão do bando de Lampião em Mossoró. Pelo menos assim chegou a disseminar sua mulher, a primeira-dama Amélia Ciarlini.

Logo após as eleições que fizeram do então vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD) o governador eleito do RN, em 2014, Francisco José Júnior passou a repetir como um mantra, que seria candidato ao Senado em 2018 e, depois, nome ‘natural’ para suceder Robinson no Governo do Estado.

Chegou a ponto de pleitear (sem sucesso) uma sala na Governadoria, para poder “despachar” politicamente num mesmo patamar do governador Robinson.

Nesse ínterim, começava a conviver com o espectro de uma reprovação pessoal e administrativa sem precedentes em Mossoró. Seria uma marolinha. Virou tsunami.

Mesmo tendo juntado 14 partidos e 182 candidatos a vereador, Francisco está em queda livre a 20 dias das eleições. Deverá experimentar votação humilhante e debandada em massa dos candidatos a vereador (veja AQUI).

Palavra gelatinosa e volátil

Estigmatizado como uma pessoa sem compromisso e de palavra gelatinosa e volátil, o prefeito repete uma retórica defensiva com surrados clichês – quase todos fora da realidade. Os adversários não se conformariam com o sucesso de um “Francisco” e estariam o atacando feroz e levianamente, resume o candidato.

Menos, menos.

Ele não é vítima da mídia, como repete, por exemplo. A imprensa em sua grande maioria foi paga para incensá-lo, mesmo que não costume receber em dia pelo serviço e não consiga o milagre de escudar e esconder tantas aberrações políticas e administrativas.

A oposição, dispersa e sem liderança alguma, fez o básico do básico na Câmara Municipal. Nada articulado e com força como ele prega. Mais barulho do que algo eficiente.

A última gota da credibilidade perdida (Foto: reprodução)

Praticamente ninguém cresceu nesse vácuo do seu desgaste, como a ex-deputada Larissa Rosado (PSB) que atrofiou politicamente a ponto de se abrigar no rosalbismo, histórico grupo adversário. Inviabilizou-se à sucessão deste ano após quatro tentativas de chegar à Prefeitura.

A ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tira maior proveito desse quadro, pois cristalizou uma liderança em boa parte graças ao próprio ocaso dele e sem fazer oposição ao seu governo. Francisco, paradoxalmente, é seu principal cabo-eleitoral.

Em seu slogan, Francisco José Júnior garante que vai até o final: “Sempre resistir. Recuar Jamais” (sic). Desistindo ou não, já está fora do páreo como asseveramos (veja AQUI).

Boa parte dos seus eleitores deve migrar para um voto útil em contraponto à Rosalba.

Se sustentar fidelidade à bravata do slogan, ele dará o último suspiro naquilo que já perdeu há tempos: a credibilidade. Mas não se salvará do por vir.

O inferno não são os outros.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
quarta-feira - 07/09/2016 - 20:34h
Força do Povo

Vereador se queixa de tratamento diferenciado em coligação


Do Blog de Gutemberg Moura

O clima é pesado na disputa à Câmara Municipal, entre os candidatos da coligação “Força do Povo”, que dá sustentação à candidatura da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) à Prefeitura de Mossoró. A insatisfação é exposta pelo vereador Alex Moacir (PMDB).

Em áudio que circula nas redes sociais, o vereador reclama de “tratamento desigual” por parte de lideranças da coligação. Diz que o deputado federal Beto Rosado (PP) só pede votos para o pai, Betinho Rosado (PP), e a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) só para a mãe, Sandra Rosado (PSB).

Alex diz viver dias de “segunda divisão” e pede que a ex-governadora Rosalba Ciarlini ponha “ordem na casa”.

Nas eleições de 2012, ele foi o mais votado, com 4.701 votos.

O que dizer…Virou rotina o mimimi entre candidatos a vereador.

Na coligação de “Francisco” Silveira Júnior (PSD), um grupo de cinco candidatos retirou candidatura, depois de “acertos” voltou atrás.

Na coligação de Tião Couto (PSDB), a “Unidos por Uma Mossoró Melhor”, a  mesma coisa, com o candidato Benjamim Machado (PR).

Faz parte!

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
  • Repet
quarta-feira - 07/09/2016 - 11:30h
Política e ódio

Quantos amigos você perdeu por causa da campanha passada?


Quem hoje está ferozmente envolvido na campanha eleitoral de Mossoró, da mesma forma que esteve em 2012, se deu conta do que ficou para trás?

Como pessoas maduras, outras tantas consideradas inteligentes, muitas resolvidas, conseguem repetir os mesmos erros?

Deram-se conta do cenário político daquela época tão próxima e o que temos hoje?

Pararam para fazer um inventário das amizades perdidas, das brigas estéreis e das ofensas proferidas e recebidas?

Será que por alguns segundos resolveram identificar onde estão os principais personagens daquele embate extremado, que gerou até cassação e afastamento de uma prefeita eleita?

Vou ajudá-lo.

Em 2012, a então deputada estadual Larissa Rosado (PSB) era candidata oposicionista. Perdeu nas urnas.

Em 2012, sua mãe e então deputada federal Sandra Rosado apostou todas as suas fichas na eleição da filha.

Em 2012, a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), apoiou a então vereadora Cláudia Regina (DEM) a prefeito, ao lado da prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB). Numa reunião em Natal, bateu à mesa e proclamou: “Eu não vou entregar a Prefeitura à Sandra!”

Em 2012, o hoje prefeito e candidato à reeleição Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, foi reeleito vereador no palanque de Larissa. Mas seu tio Galba Silveira já foi candidato a vice de Fafá Rosado em 2000 e seu pai e então deputado estadual Francisco José foi candidato a vice de Sandra Rosado em 1996.

Onde estão esses personagens hoje e seus asseclas que vomitam ódio e julgam a tudo e a todos, conforme suas motivações de hoje?

Vou ajudá-lo.

Sandra é candidata a vereador. Ela e a filha estão no palanque da arqui-adversária Rosalba, garantindo que a “Rosa” é o melhor nome a prefeito de Mossoró”.

Rosalba, que durante quase 30 anos duelou com a prima Sandra e seu grupo, concorre pela quarta vez à Prefeitura. Nas três vezes anteriores venceu o marido de Sandra  (Laíre Rosado), a própria Sandra e Fafá Rosado.

Fafá Rosado, que já foi apoiada pela prima Sandra Rosado a prefeito em 2000 (sendo derrotada por Rosalba), teve duas eleições a prefeito com endosso de Rosalba (2004 e 2008), mas agora apoia o empresário Tião Couto (PSDB) à Prefeitura. É adversária de Rosalba, só para esclarecer.

Já Cláudia Regina, que foi vice-prefeita eleita de Fafá Rosado, com apoio de Rosalba em 2004, além de prefeita eleita em 2012 no mesmo grupo, agora reforça palanque de Tião. É adversária de Rosalba, para ser mais claro.

Quanto a Francisco José, o Francisco, tenta a reeleição em faixa própria, depois de ele e seu pai Francisco José terem sido força-auxiliar das duas bandas Rosado.

Enfim, depois desse breve relato para clarear a memória dessa infantaria que espalha rancores, principalmente via Internet, eu pergunto:

- Quantos amigos você perdeu por causa da campanha passada?

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
domingo - 04/09/2016 - 23:02h
Izabel Montenegro

Vereadora agradece apoio após passar mal em campanha


Izabel: tudo bem (Foto: Arquivo)

Tudo bem. A vereadora Izabel Montenegro (PMDB), que é candidata à reeleição em Mossoró na Coligação Força do Povo, está bem e em recuperação, do  mal-estar sofrido nesse sábado (3), em plena movimentação política (veja AQUI).

Aos amigos e correligionários ela emitiu mensagem os tranquilizando e de agradecimento a pessoas que a ajudaram nesse sobressalto delicado.

Utilizou endereços em redes sociais para esses fins:

Caros amigos e amigas,

Ontem no final da nossa concentração politica eu passei mal, tive uma forte dor no peito, cheguei a desmair, fui socorrida e levada ao Hospital Wilson Rosado, onde fui prontamente atendida, fiquei em observação, fiz alguns exames e recebi alta hoje à tarde.

Quero agradecer a todos que me prestaram socorro, principalmente à e-Deputada  Sandra Rosado (PSB), ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB), Talizy Tomás (filha do vereador Tomaz Neto-PDT), Priscila Barbalho, Miguel Filho e outros que não lembro, devido o meu estado.

As visitas da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), vereador Lucélio Guilherme (PTB), Dilma Soares, e seu esposo Severino Almeida, Júnior Rebouças e sua esposa Sandra Pinheiro, amiga Rose Cantídio, deputado Beto Rosado (PP), candidata a vice-prefeito Nayara Gadelha (PP), colega economiário Alcimar Morais.

Agradeço ainda à equipe médica Dr. Jonatas Carvalho, Dr. Alectsando Fernandes e Dr Luiz Gomes, e a todas as enfermeiras.

Recebi na minha residência a visita do meu amigo Dr Cure de Medeiros e através do telefone e redes sociais inúmeras manifestações de solidariedade.

Obrigada a todos e a cada um de vocês!

Izabel Montenegro.

Nota do Blog – Saúde, vereadora. Cuide-se.

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 30/08/2016 - 16:18h
Rosalba e Sandra

A difícil caminhada, juntas, das adversárias de quase 30 anos


Quem consegue olhar os primeiros dias da campanha mossoroense, testemunhando acontecimentos até insólitos, como a adesão do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) à candidatura da arqui-adversária Rosalba Ciarlini (PP), já percebeu que essa “união” não é ampla, geral e irrestrita. Há incômodo de lado a lado.

Como este Blog já afirmou, elas estão misturadas, mas não juntas (veja matéria especial sobre o tema clicando AQUI). Estão aprendendo a andar no mesmo passo nesses quase 15 dias de campanha (um terço da jornada de 45 dias).

Rosto cerrado de Sandra, com ar de incredulidade, mostra a 'sintonia' com Rosalba ao microfone (Foto: cedida)

Quase três décadas de escaramuças e arranca-rabos não foram aplacados e esquecidos em tão poucos dias. Tratada por adversários e setores da mídia como “acordão”, a aliança é de fato pontual e atende a interesses distintos. O comum é que buscam a sobrevivência política.

A família Rosado tenta sobreviver às intempéries das urnas dos últimos anos. Foi atingida quase à extinção política. A campanha 2016 é um ambiente onde muita coisa vem à tona, a ponto de ocorrer o expurgo de um dos tentáculos políticos da família: a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) foi obrigada a escolher o palanque de Tião Couto (PSDB) – veja AQUI.

Outro cenário

O grupo de Sandra precisava preservar pelo menos uma vaga de vereador na Câmara Municipal, já que perdera espaços na Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Da Prefeitura tem lembrança episódica, de mandato de cerca de 70 dias no distante ano de 1996, com a própria Sandra como prefeita, em face da morte do então titular Dix-huit Rosado (ela era sua vice).

Quanto à Rosalba, a escolha foi e é dolorosa. Ela aposta que parte do capital eleitoral do grupo da prima migrará para sua chapa, sem o inconveniente de ter o vereador Lahyrinho Rosado (PSB), filho de Sandra, como vice. Seria pesado demais.

Depois da campanha e das eleições, aí teremos outro cenário. Se conseguir a vitória a prefeito – favorita que é – pela quarta vez, Rosalba terá fôlego revigorado na política paroquial e passará a sonhar em retomar espaço no plano estadual.

Sandra caminha para possível legislatura como vereadora. A filha e ex-deputada estadual (e suplente) Larissa Rosado (PSB) pode retornar à Assembleia Legislativa com mandato efetivo, caso a chapa prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT)-deputado estadual Álvaro Dias (PMDB) seja eleita à Prefeitura do Natal. Chapa favoritíssima, praticamente sem adversários até aqui.

Recomeço

Esse enredo dando certo, os dois braços familiares do clã Rosado terão o capital mínimo para um recomeço.

Mas não se engane: nada será como antes. Nem como parece ser agora.

Existem sequelas até aqui de todos esses anos de diferenças políticas e até pessoais, que os próprios adversários fazem questão de mexer, revirar e exumar. Não foram poucos os incidentes e constrangimentos as envolvendo, como o caso que a imprensa nacional registrou de Sandra, deputada federal, filmando com seu celular (veja AQUI). Foi no dia 2 de outubro de 2013, quando uma sonora vai cobria a então governadora Rosalba. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff (PT) fazia visita oficial ao RN.

Nota do jornalista Felipe Patury na Época Online deu repercussão ao episódio (Foto: reprodução)

Na própria convivência desses primeiros dias de campanha, Sandra e Rosalba esforçam-se para que tudo pareça normal. Fazem o possível.

Mas às vezes, um simples olhar pode dizer mais do que palavra ou peça de propaganda.

A militância de parte a parte, que antes andava às turras, têm que aprender a conviver com a nova realidade. Isso leva tempo e boa parte dessas cicatrizes seguem insanáveis, principalmente com a decisão de exclusão de um nome indicado por Sandra para vice de Rosalba.

O veto não foi subliminar. Aboletar a jovem ‘desconhecida’ Nayara Gadelha (PP) como vice – Veja AQUI -, em vez de Lahyrinho, por exemplo, é prova clara de que realmente os dois lados têm um acordo para sobrevivência e não de convivência até que a morte os separe.

Exércitos

Foi assim que o rosalbismo fez e deixou Sandra praticamente sem saída, aceitando apenas formar um “chapão” à Câmara Municipal com seu PSB, PDT, PP e PMDB.

Engrossou essa relação de desconfiança mútua e, sincera hipocrisia, a candidatura do ex-deputado federal Betinho Rosado (PP) a vereador, anunciada logo após o fechamento do chapão (veja AQUI), como se representasse um antídoto à candidatura de Sandra. Cunhado de Rosalba, Betinho é um concorrente e não um aliado de Sandra, sua prima também.

Enfim, o passado de beligerância entre os dois grupos da mesma família, os condena à ficarem ressabiados um com o outro.  E não deve ser esquecida uma máxima da política militar: “O exército combatente nem sempre é o de ocupação”.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
segunda-feira - 15/08/2016 - 09:20h
Mossoró

Feriadão poderá causar debandada expressiva de eleitores


Os candidatos a prefeito/vice e vereador em Mossoró devem se preparar para uma iminente debandada de eleitores no dia 2 de outubro, data do pleito municipal. Há boa possibilidade de termos grande percentual de abstenção de votos.

Por que essa previsão?

Mossoró vivenciará o maior feriadão do ano, com quatro dias corridos, a partir da sexta-feira (30) de setembro, completado com o dia 3 de outubro (segunda-feira após as eleições do dia 2).

O feriado do dia 30 é a data magna da cidade, Libertação dos Escravos. Já o dia 2, é data de feriado estadual, dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Portanto – sexta, sábado, domingo e segunda-feira livres para o ócio.

Quatro dias corridos que devem instigar principalmente as classe média e alta a se distanciarem das urnas, justificando o voto longe da cidade.

Isso poderá concorrer muito para queda do quociente eleitoral, por exemplo, que em 2012 foi de 6.545 votos e este ano tende a recuar. Um decréscimo de até mil votos não seria de estranharmos ou até mais

EM 2012 Mossoró teve 137.463 votos válidos à Câmara Municipal, entre votos diretos aos candidatos (283 ao todo) e os votos de legenda.

Mossoró tinha 164.975 eleitores aptos ao voto, mas ocorreu abstenção de 12,80% do eleitorado – 21.122. Foram computados 134.973 (93,70%) votos válidos a prefeito, mas 6.737 (4,68%) nulos e 2.323 (1,61%) em branco.

Em resumo, na soma de abstenções, branco e nulo os candidatos a prefeito nas eleições de 2012 perderam 30.182 votos.

Em relação aos 283 concorrentes a 21 vagas na Câmara Municipal, o estrago foi um pouquinho menor: 27.512 votos.

O que pode concorrer para redução dessa hipótese de debandada em massa de eleitores, é um eventual acirramento entre disputantes à Prefeitura. Mas é bom lembrarmos que mesmo num cenário desses, em 2012 houve esse quadro de dispersão alta do eleitor, como os números mostram acima.

Recorde em 1982

A luta renhida entre as candidaturas de Cláudia Regina (DEM) e Larissa Rosado (PSB) mexeu com o eleitorado até o dia do pleito, mesmo assim houve essa alta abstenção.

Em 2008, os números dessa evasão não foram muito menores. A abstenção fechou na casa dos 12%, com 18.701 eleitores deixando de votar, uma multidão capaz de decidir uma eleição.

Existiam 153.027 eleitores em condições de voto.

Mas o recorde de abstenções levantado pelo Blog está mesmo no distante ano de 1982, com 15.435 (23,02%). O pleito marcou a retomada nas urnas do processo de redemocratização do país, com eleições diretas e conjuntas de governador a vereador. Veja em boxe abaixo, quadro eleitoral para prefeito àquele ano:

Eleições de 1982 (Fonte: Blog CS):

- Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
- João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
- Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
- Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
- Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
- Brancos – 8.145 (15,79%);
- Nulos – 1.621 (3,14%);
- Abstenção - 15.435 (23,02%);
- Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto em 1982 era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores.

Recentemente, na eleição suplementar de 2014, a abstenção teve seu segundo maior percentual em 42 anos (desde 1968), com 30.429 (18,45%) votos. Foram apurados 134.511 votos.

A Justiça Eleitoral tinha o registro de 514 urnas eletrônicas distribuídas pelos 72 locais de votação durante o pleito, com um total de 164.940 eleitores aptos a votar, utilizando pela primeira vez o sistema biométrico de identificação. Foi eleito o então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) e o vice Luiz Carlos Martins (PT).

Em 2016, Mossoró terá eleições com 167.120 eleitores. Em relação ao pleito de 2012, o aumento foi de 2.145.

As duas zonas eleitorais do município, 33a e 34a, têm como titulares os juízes Cláudio Mendes e Breno Valério, respectivamente.

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Categoria(s): Política
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