domingo - 15/10/2017 - 09:09h

Aécio apenas rima com tédio…


Por Paulo Linhares

Vladimir Maiakóvski, num dos versos do poema dedicado a Sierguéi Iessiênin, deixou lançada uma dessas frases que a massa ignara de todos os cantos haverá de repetir por séculos a fio: “Melhor/ morrer de vodca/ que de tédio” (para nós, de fala lusa, na belíssima tradução de Boris Schneiderman, Augusto de Campos e Haroldo de Campos).

Penso que se vivesse nestas terras de Pindorama, hoje, o vate russo mudaria, um pouco, o seu poema de admoestação ao colega suicida e diria: “Melhor/ morrer de Brasil/ que de tédio!” Sim, porque aqui não se precisa de vodca ou outras potestades alcoólicas para espancar o tédio; o realismo mágico dos acontecimentos do dia a dia desses brasis surpreendentes e contraditórios até não deixam margem às atmosferas tediosas.

Em suma, por tudo que nos revelam os noticiários da grande mídia, a histeria infantil das falas iracundas e não menos desinformadas de diversos matizes políticos e ideológicos que escorrem nas redes sociais, as arengas nojentas do Congresso Nacional, as cretinice ridícula do poder ilegítimo que habita o Palácio do Planalto, os esbirros proto-hegemônicos da Sacra Aliança da Moralidade Pública (juízes implacáveis, anjos vingadores do Ministério Público e Polícia Federal), não há espaço para tédio.

Tudo é medo,  valores não há, surpresas estonteantes abundam, hipocrisias de todos os calibres enojam e as certezas são fantasias meramente republicanas de um Brasil idealizado e bizarro.

O desgraçado do homo medius, a comer o pão que a Globo amassou, como insano bêbado, dá chutes para todos de lados.

Na verdade, botinadas poucos certeiras, porque perplexas apenas. Sem dúvida, é justo que queira compreender para influir nos destinos da “nossa pátria mãe tão distraída”, que jamais sequer percebeu “que era subtraída. Em tenebrosas transações”, para lembrar os versos de Chico Buarque, aquele que não precisa ir para Cuba, porque nosso, tão nosso, no pouco de bom que temos.

Os franceses se orgulham por ter “un fromage pour chaque jour” (algo como “um queijo para cada dia”). Nestas paragens de Castro Alves, o maior dos nossos poetas, envergonha-nos a descoberta de uma pilantragem, um caso monumental de corrupção ou das suas tantas conexões, além dos modos tantos de tratá-los (de preferência, sempre à margem da lei), a cada raiar desse sol inclemente que nos alumia e fascina.

Tédio? Ninguém tem. No máximo, assalta-nos (literalmente) a vergonha, a raiva, a frustração com as instituições, o desalento, a impotência de ver “triunfar as nulidades”, o aborrecimento da cidadania desmoralizada e outras coisas neste mesmo rumo.

Depois de todo esse ‘converseiro’, vale refletir sobre a recente decisão do Supremo Tribunal Federal que afastou do cargo o senador Aécio Neves (PSDB/MG), no bojo do processo que lhe move a Procuradora Geral da República por receber propina do grupo JBS, segundo delação de Joesley (Safadão) Batista. Claro, surpreendeu mesmo a reação majoritária de setores de onde jamais se poderia imaginar.

O PT e alguns parlamentares petistas, seguindo a opinião maciça de juristas, inclusive, de ministros do próprio STF (votaram pelo afastamento de Aécio Neves do mandato de senador da República  e para lhe impor restrições de saídas noturnas ou de se ausentar do país, os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, ficando vencidos os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello).

O grave disso é que os petistas perderam uma grande oportunidade de ficar calados, quando nem os tucanos deram apoio ao seu correligionário, embora seja justo enfrentar essa questão, menos pelo sanador Aécio e mais pela sanidade das instituições, porquanto o STF não pode impor a suspensão do exercício de mandado parlamentar em caráter temporário, como medida liminar, sem previsão legal. O risco é a generalização, quando os juízes dos inúmeros grotões começarem a suspender o exercício de mandados eletivos, inclusive do Poder Executivo, por qualquer banalidade.

No seu voto, o ministro Marco Aurélio Mello demonstrou que o ordenamento jurídico brasileiro, em especial, a Constituição, não prevê essa pena de afastamento temporário do mandato parlamentar, sob qualquer pretexto. Sem lei prévia não há crime nem pena, segundo enunciado famoso atribuído ao filósofo alemão Ludwig Feuerbach (nullum crimen, nulla poena sine lege).

Aliás, percebe-se uma reação cada vez mais consistente aos arroubos do ativismo de setores do Judiciário/Ministério Público, a partir da própria Suprema Corte. No mínimo mais três ministros do STF, nesta matéria, tendem a se alinhar às posições de Marco Aurélio e Alexandre de Moraes: os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

No bojo da histeria coletiva que têm causado as revelações de muitos e vultosos casos de corrupção a envolver importantes figuras da República, fazem-se necessários bom senso e serenidade, sobretudo, para aqueles que têm como encargo manejar as ferramentas da deusa Themis: a balança e a espada.

Neste sentido, perder o fio dos fundamentos do Direito pode ser arriscado e inevitavelmente danoso. Ora, é elementar que as restrições a direitos devem ser precedidas de norma, porquanto ninguém pode ser compelido a fazer ou a deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Esta é a pedra angular de todos os sistemas de direito dos povos civilizados.

Assim, a objeção desse surpreendente número de pessoas à suspensão do mandato senatorial de Aécio Neves tem a marca de um “basta” aos exageros do ativismo judicial no trato dessas questões que envolvem corrupção de contestáveis da República.

Independentemente de quem seja, Aécio ou qualquer outro parlamentar deste país, a suspensão temporária de mandatos conferidos pela soberania do povo, sem previsão legal, é uma inominável aberração. Engraçado é que, no azougado espaço das redes sociais, pode ser encontrada diatribe mais ou menos assim: “os senadores do PT estão a defender Aécio já pensando em si próprios, num futuro próximo”.

Todavia, muitos petistas do meio artístico se mostraram indignados com a nota do partido e a posição da sua bancada no Senado, preferindo, isto sim, ver Aécio Neves se ferrar  de qualquer maneira.

Pode até nem haver esse resguardo do ponto de vista pessoal, mas, seguramente cada cidadão, de variadas formas, deve contribuir para a continuidade e o aperfeiçoamento das instituições democráticas e republicanas, de modo a evitar mais uma tragédia política, uma recaída ditatorial, que poderia infelicitar milhares de pessoas e impedir o desenvolvimento espiritual e material do povo brasileiro, bem dentro do espírito daqueles versos do poeta brasileiro Eduardo Alves da Costa (erroneamente atribuídos ora a Bertolt Brecht, ora a Maiakóvski):

Na primeira noite eles se aproximam/ e roubam uma flor/ do nosso jardim./ E não dizemos nada./ Na segunda noite, já não se escondem;/ pisam as flores,/ matam nosso cão,/ e não dizemos nada./ Até que um dia,/ o mais frágil deles/ entra sozinho em nossa casa,/ rouba-nos a luz, e,/ conhecendo nosso medo,/arranca-nos a voz da garganta./ E já não podemos dizer nada.”

Paulo Linhares é professor e advogado

Categoria(s): Artigo
terça-feira - 10/10/2017 - 13:29h
Em Natal

Vereador diz que classe empresarial “não vale nada”


Por Rubens Lemos Filho

O vereador Fernando Lucena, do PT de Natal, atacou sem piedade as entidades do comércio e da indústria do Rio Grande do Norte.

Gastando adjetivos, bateu no Sebrae, na Fecomércio, na Fiern, na CDL e na Guararapes, que trava uma briga com o Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre o trabalho das pequenas confecções do Seridó.

O vereador, que não tem papas na língua, fica enfurecido quando adversários  dizem  que ele é da “esquerda caviar”.

Nota do Blog - Segundo o petista Lucena, “essa gente não vale nada”, numa referência ao empresariado e os dirigentes de entidades empresariais.

Ele pediu nota de repúdio a “Guararapes e sua gangue toda”.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 29/08/2017 - 21:31h
Rachado

PT não se une mesmo com presença de Lula em Mossoró


A passagem da “Caravana Lula Pelo Brasil” no dia passado, em Mossoró, não mobilizou toda a militância, dirigentes e tendências políticas que compõem o PT no município.

O partido está rachado, fracionado, desde a eleição à presidência da vereadora Isolda Dantas (PT).

Nem o ex-presidente Lula (PT) conseguiu o feito de juntar os “cacos”.

Vários nomes da “velha guarda” não digerem até hoje a ascensão de Isolda ao comando partidário e à conquista de mandato na Câmara Municipal.

Depois traremos bastidores.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 10/08/2017 - 10:54h
Currais Novos

Proposta de cidadania a Lula é retirada pelo próprio PT


Por Dinarte Assunção (Portal Noar)

A Câmara de Vereadores de Currais Novos retirou da pauta da sessão dessa quarta-feira a propositura da vereadora Tércia Leda (PT), autora do pedido de concessão de título de cidadão para o ex-presidente.

Foi a própria parlamentar quem decidiu não colocar o item em votação.

O recuo se deu após pressão de movimentos contrários ao petista sobres vereadores, que foram indagados por que a Câmara de Vereadores concederia o título a alguém condenado pela Justiça e por que igual concessão não foi dada a pessoas, que não sendo de Currais Novos, empregam seu esforço e trabalho pela cidade.

Caravana

Como os vereadores simpatizantes do projeto captaram que não iriam conseguir o número mínimo de votos para aprovar a matéria (sete), desistiram do requerimento.

Lula tem agenda em Currais Novos no próximo dia 27 deste mês, dentro de uma programação nacional do PT de sair pelo Brasil com o ex-presidente para fortalecer sua imagem para o ano de 2018, de eleições nacionais.

Nota do Blog Carlos Santos – Currais Novos é comandado por um prefeito petista, Odon Júnior.

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Categoria(s): Política
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quarta-feira - 26/07/2017 - 18:48h
Agosto

Ex-presidente Lula terá programação política em Mossoró


Do Blog Carol Ribeiro

O ex-presidente Lula deve vir à Mossoró durante o mês de agosto.

A data ainda está sendo definida, mas a vinda do líder partidário inclui também visita à cidade de Currais Novos, onde o prefeito é o petista Odon Junior.

O planejamento está sendo realizado pelo partido.

A confirmação e maiores detalhes devem ser divulgados nos próximos dias.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 17/07/2017 - 23:38h
Salomão Gurgel

“A gente tem que afastar essas oligarquias,” diz pré-candidato


Gurgel: aliança sem corrupto (Foto: arquivo)

Em entrevista ao programa “Cenário Político” hoje à noite (segunda-feira, 17), da TV Cabo Mossoró (TCM), o médico, ex-prefeito (três vezes) de Janduís e ex-deputado federal Salomão Gurgel (Psol) disse que o modelo político potiguar está esgotado.

“A gente tem que afastar essas oligarquias atrasadas. Eles colocam eleitores presos às migalhas que resolvem dar, mas não têm mais o que oferecer”, afirmou o entrevistado, em depoimento ao jornalista-âncora Vonúvio Praxedes.

Ele é pré-candidato a governador do estado. Já concorrera antes, em 1990, inscrito à época no PT.

“Nós vamos fazer aliança de jeito nenhum com partidos com políticos comprometidos com a corrupção”, deixou claro. Mas não confirmou candidatura, pois será uma decisão do “partido, que é um partido democrático”.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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segunda-feira - 03/07/2017 - 11:38h
Números

Maiores partidos do país sofrem baixa devido a Lava Jato


Do jornal O Globo

Desde 2016 até maio deste ano, o Partido dos Trabalhadores (PT) já registrou 7.458 baixa de integrantes, em grande parte, provocada pelos efeitos da Operação Lava Jato sobre o partido. Desse número, 3.875 se desfiliaram apenas nos cinco primeiros meses de 2017. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram revelados pelo jornal O Globo desta segunda-feira (3).

Nomes de PT, PMDB e PSDB: desgaste (Foto: arquivo)

Na época da conclusão do julgamento do mensalão, em 2014, conforme mostra a reportagem, a redução de filiados havia sido de 2.514. Com a reeleição da petista Dilma Rousseff naquele ano, o partido conseguiu recuperar simpatizantes no ano seguinte, mas os efeitos da Lava Jato novamente tomaram o cenário, e o ritmo de crescimento da recomposição não durou muito. Atualmente, a legenda tem 1,5 milhão de filiados.

Na mira da Lava Jato este ano, o partido do presidente Michel Temer (PMDB), denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo crime de corrupção passiva, bem como a legenda do senador Aécio Neves (PSDB-MG), também denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, começaram a sentir os efeitos das investigações que apontam para crimes de corrupção cometidos pelas cúpulas dos partidos e boa parte de seus integrantes que ocupam cargos políticos no Congresso.

Baixas

Nos primeiros cinco meses deste ano, o partido perdeu 853 filiados. Apesar de uma redução tímida, a legenda rompeu ciclo de filiações que, por exemplo, entre 2015 e 2016 teve cerca de 25 mil pessoas ingressando, por ano, na sigla peemedebista. Atualmente, o PMDB tem 2,4 milhões de filiados.

Terceiro em número de filiados, o PSDB não registrou baixa até maio. No entanto, teve o ritmo de crescimento drasticamente reduzido. Em 2015, o partido teve ampliação de 60 mil novas pessoas. Em 2016 esse número caiu para 36 mil. Este ano, 2017, apenas 4.275 entraram para a legenda tucana. O Partido tem 1,4 milhão de filiados.

De acordo com a reportagem, as estatísticas do TSE não mostram o perfil das pessoas que estão deixando os partidos, mas especialistas ouvidos pelo jornal afirmam que as baixas tratam de um grupo desiludido e outro pragmático. Os desiludidos que se desfiliaram haviam entrado para a legenda por identificação programática, já os pragmáticos se desfiliaram para evitar que desgastes do partido atrapalhasse seus planos políticos.

Veja reportagem completa clicando AQUI.

Leia também:

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 28/06/2017 - 10:22h
Pôla Pinto (Messias Targino)

Vice-prefeito oestano sofre delicado problema de saúde


Pôla Pinto é vice-prefeito (Foto: arquivo)

O vice-prefeito de Messias Targino (conheça município AQUI), Genésio Pinto Neto (PT), “Pôla Pinto”, sofreu um preocupante problema de saúde à manhã de hoje.

O Blog não obteve maiores informações sobre o caso.

As fontes consultadas apontaram situação de alto estresse emocional.

Foi preliminarmente medicado na própria cidade.

É-nos adiantado, que Pôla Pinto estaria sendo transportado para atendimento mais amiúde e especializado em Mossoró.

Daremos maiores detalhes sobre seu quadro clínico, como atualização dessa mesma postagem.

Nota do Blog – Saúde.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 18/05/2017 - 12:26h
Hoje

PT fará evento contra Temer e por eleições diretas


Hoje tem ato “Fora, Michel Temer” e por “Diretas Já!” em Mossoró.

A mobilização é organizado pelo PT em todo o país.

Em Mossoró, ocorrerá na Praça Rodolfo Fernandes (Praça Do Pax), às 15h.

Nota do Blog – Precisamos acrescentar às bandeiras de luta o “Chega de corrupção” de esquerda ou direita.

Esse é o mais importante movimento que precisamos empreender, cruzada de todo brasileiro, independentemente de sua tendência política.

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Categoria(s): Pensando bem...
domingo - 07/05/2017 - 22:42h
Hoje

Júnior Souto é eleito como novo presidente do PT no RN


O areia-branquense Júnior Souto volta a ser eleito presidente estadual do PT.

O pleito ocorreu hoje em Natal, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE/RN).

Júnior Souto e Eliete Vieira concorreram à presidência do partido em pleito ocorrido hoje (Foto: PT)

Ex-deputado estadual e ligado à senadora Fátima Bezerra, Souto venceu Eliete Vieira.

O pleito fez parte da etapa estadual do 6º Congresso do Partido dos Trabalhadores.

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Categoria(s): Política
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quarta-feira - 03/05/2017 - 09:40h
Francamente

“Ministro do PSDB” solta chefe do PT e você fica aí arengando


Quer dizer que o denominado “ministro do PSDB” no Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, soltou o chefe petista Zé Dirceu (veja AQUI)?

E você ainda mata e morre por essa gente?

Cara de uns, focinho dos outros.

Francamente!

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Categoria(s): Só Pra Contrariar
domingo - 16/04/2017 - 07:48h

PT e PSDB amavam Odebrecht enquanto fanáticos se odiavam


Por Josias de Souza

PT e PSDB monopolizam as eleições presidenciais no Brasil há mais de duas décadas. Com o passar do tempo, as disputas foram adquirindo um quê de briga de pátio de colégio. Na sucessão de 2014, a coisa descambou. O tucanato dizia que o petismo roubara no mensalão e no petrolão. E o petismo respondia que o tucanato é que assaltara no mensalão mineiro e no escândalo dos trens paulistas.

De repente, os delatores da Odebrecht esclarecem que os dois lados têm razão. E os torcedores fanáticos, que pareciam dispostos a matar e morrer por uma honra inexistente, percebem que fizeram papel de bobos. Não sabem onde enfiar o ódio que estocaram para alimentar suas lacraias interiores.

Há dois anos e meio, quando Dilma foi reeleita, Aécio era o principal líder da oposição e Lula se jactava de ter dado à luz um poste pela segunda vez —algo nunca antes visto na história do país. Hoje, Dilma é matéria-prima para Sergio Moro, Aécio divide com o notório Jucá o título de campeão de inquéritos da lista de Fachin e Lula nunca esteve tão próximo da cadeia.

Legenda de um líder só, o PT está no brejo sem cachorro. Com Alckmin e Serra no mesmo pântano, o PSDB ficou num mato com João Doria. O tucanato, incorporado ao governo de Michel Temer, virou força auxiliar de um apodrecido PMDB. O PT, devolvido à oposição, derrete como sorvete exposto ao sol.

A lição primeira da hecatombe produzida pela colaboração da Odebrecht deveria ser a de que todas as premissas sobre as quais o eleitor brasileiro construiu as suas ilusões políticas depois da redemocratização do país precisam no mínimo pegar um pouco de ar. Para que o desastre servisse de aprendizado, seria preciso que os brasileiros se convencessem de que a industrialização do ódio pior do que uma sandice, é um erro. A maluquice se apaga com o esquecimento. O erro exige reflexão e correção.

Enquanto os fanáticos se odiavam em praça pública —ou nas redes sociais, que muitos acreditam ser a mesma coisa— petistas e tucanos amavam a Odebrecht no escurinho do departamento de propina da empreiteira. Parte da torcida ainda tenta fechar os olhos para a realidade. Mas está cada vez mais difícil.

Os 78 delatores da Odebrecht azucrinam os fanáticos em toda parte. Eles estão na tevê, no rádio, na internet, no jornal, na revista…. E não adianta ignorar o noticiário. A voz de Marcelo Odebrecht pode invadir o grupo da família no aplicativo do celular, exigindo uma reação do fanático. Pode ser uma cara de nojo.

Há também a opção de continuar enxergando a democracia como o regime em que as pessoas têm ampla e irrestrita liberdade para exercitar a sua capacidade de fazer besteiras por conta própria, tratando a eleição como uma loteria sem prêmio e encarando o voto como um equívoco que pode ser renovado de quatro em quatro anos.

De resto, aqueles que preferem odiar alguém a amar o país, podem odiar-se a si próprios. Como diria Nelson Rodrigues, um dia o sujeito acaba arrancando a própria carótida e chupando o próprio sangue, como um vampiro de si mesmo.

Josias de Souza é jornalista do portal UOL e do Folha de São Paulo

Categoria(s): Artigo / Política
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domingo - 09/04/2017 - 20:13h
Mossoró

Vereadora Isolda Dantas é eleita presidente do PT


Do Blog Bruno Barreto

A vereadora Isolda Dantas foi eleita hoje presidente do diretório municipal do PT.

Com 57% dos votos ela venceu Nelson Gregório, atual comandante da agremiação, e o ex-diretor do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) Valmir Alves.

A eleita disse que agora é hora de unir o PT local. “Esses processos do PT de disputa e debate só faz com que o partido se fortaleça.

Vencer no PT significa fazer o diálogo com todas as forças que fazem parte do partido”, disse Isolda.

A presidência estadual será definida no final de maio.

Categoria(s): Política
domingo - 09/04/2017 - 08:28h

Um dia para esquecer


Por Paulo Linhares

Hoje, 04 de abril de 2017, 09h. Começo a escrever estas linhas despretensiosas quando tem início um dos principais julgamentos da história judiciária do Brasil. Sim, no Superior Tribunal Eleitoral, em Brasília, a sessão inicial de julgamento pelo plenário daquela Corte, das ações  propostas pelo PSDB após a eleição presidencial de 2014 (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo 761/Representação 846 – Ações de Investigação Judicial Eleitoral 154781 e 194358), em que pede a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder econômico e recebimento de propinas, todas juntas num só feito processual cujo relator é o ministro Herman Benjamim.

Grave é que nesse meio-tempo em que “o mundo gira e a Lusitana roda”, Temer e seu PMDB empalmaram o comando do governo da Republica, tendo o PSDB do senador Aécio Neves como seu parceiro político preferencial a ocupar quatro ministérios importantes e outros postos estratégicos da máquina administrativa federal.

Segundo o El País, edição brasileira de 04/04/2017, “O que parecia ser uma estratégia para inicialmente desgastar a presidenta Dilma voltou como bumerangue não só contra o Governo Temer, mas também contra o PSDB e seu líder, o senador mineiro Aécio Neves. A expectativa em Brasília é que Benjamin recomende a cassação da chapa, o que tem potencial para atingir o próprio autor da ação.”

Os riscos de uma cassação da chapa Dilma/Temer são grandes. Para Dilma que, ao menos nesta quadra já está ‘morta’, pouco se altera, a não ser pela possibilidade da suspensão de seus direitos políticos por 8 anos; com Temer, todavia, o estrago será enorme, sobretudo, pela previsão constitucional da realização de uma eleição indireta, no Congresso Nacional, para um novo presidente da República concluir o atual mandato.

De princípio, ressaem duas questões jurídicas relevantes: as contas da chapa Dilma/Temer já foram aprovadas pelo TSE; e, a tese da separação  da chapa – para incriminar Dilma e livrar Temer, claro – contraria a jurisprudência reiterada desse Tribunal, em especial quando se levar em conta que todos os seus sete ministros já relataram processos nos quais a separação da chapa entre o titular (geralmente, candidatos a prefeito ou governador) e o seu vice respectivo não pode ocorrer.

Julgar diferentemente, agora, será uma ruptura jurisprudencial tão drástica que exporá gravemente o TSE e lançará uma poderosa sombra que comprometerá indelevelmente a idoneidade moral de seus membros, no implacável pretório da História.

Em matéria de contradição, os tucanos estão em palpos de (venenosa) aranha, se defenderem a permanência de Temer,  a tirar pelo que disseram em duríssimo trecho de uma das suas petições: “A eleição presidencial de 2014 (…) revelou-se manchada de forma indelével pelo abuso de poder, tanto político quanto econômico, praticados em proveito dos primeiros réus, Dilma Vana Rousseff e Michel Miguel Elias Temer Lulia”.

Defenestrada da presidência Dilma Rousseff e desbaratado o esquema de poder petista, eis que o PSDB muda de opinião nas razões finais apresentadas nos mesmos processos, desavergonhadamente, ao reconhecer que “ao cabo da instrução destes processos não se constatou em nenhum momento o envolvimento do segundo representado [Temer] em qualquer prática ilícita”, porém, “já em relação à primeira representada [Dilma Rousseff], há comprovação cabal de sua responsabilidade pelos abusos ocorridos”.

Engraçado é que, das delações que agora compõem as 8 mil paginas dos autos processuais, o senador mineiro Aécio Neves, além de outros próceres tucanos, é citado como recebedor de gordas propinas (veja a capa da Veja, de 05/04/2017), o mesmo ocorrendo com Temer e muitos dos seus correligionários peemedebistas.

A infâmia manifesta e o desdém pelas instituições republicanas são evidentes nesse julgamento que promete ser uma das maiores farsas da história judiciária do Brasil, mormente se houver a separação da chapa Dilma/Temer, na contramão da jurisprudência uniforme do TSE. A única saída racional para mais essa crise que se avizinha é uma decisão que fulmine a pretensão do PSDB, com a improcedência da ação.

Assim, para o bem ou para o mal, Michel Temer terminaria o mandato iniciado em janeiro de 2015, restando-nos a esperança de resgatar, em 2018, o Estado Democrático de Direito que soçobrou com o golpe branco que confiscou o mandato presidencial de Dilma Rousseff.

Por  paradoxal que pareça, nada é tão salutar à nossa enfermiça democracia tupiniquim, que vive mais um piripaque na sua sina de alternadas “sístoles e diástoles”, segundo o dito de Golbery do Couto e Silva. Neste momento, um  Brasil já de tantas rachaduras, não suportaria mais outros solavancos sem se estraçalhar de vez.

São 12:00h, do mesmo dia 4 de abril. Uma série de incidentes terminaram por adiar o julgamento tão esperado. O TSE resolveu reabrir a instrução e ouvir mais quatro pessoas, sob protesto do relator, Herman Benjamim que, diante da possibilidade da oitiva de um número indefinido de novos depoentes, num gesto entre dramático e cômico assinalou:

Se vai ouvir doleiros porque não ouvir também os motoqueiros, o porteiro do prédio, o garçom do inferninho onde o dinheiro foi entregue (…) Não podemos transformar esse processo num processo sem fim. Não podemos intimar Adão e Eva e provavelmente a serpente“…

Tudo parte dessa novela chamada Brasil.

Aguardemos os próximos capítulos.

Paulo Linhares é professor e advogado

Categoria(s): Artigo
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terça-feira - 21/02/2017 - 16:14h
Mossoró

Isolda Dantas, a voz articulada da oposição


Isolda: articulada (Foto: arquivo)

A sessão extraordinária de hoje na Câmara Municipal de Mossoró mostrou que Rosalba Ciarlini (PP) vai ter uma oposição combativa, mesmo que minoritária e em vias de encolher mais ainda.

Pelo menos se depender de Isolda Dantas, vereadora estreante em cargo eletivo e na Casa, advinda dos quadros do PT.

Ex-secretária da Cultura na gestão Francisco José Júnior (PSD), ela mostrou bom desempenho, apesar de novata, na sessão especial de hoje.

Deve se destacar em relação aos demais, se não houver nenhum contratempo ou desatino.

Ah, já é líder! Nome ungido para ser líder da oposição.

Aguardemos, pois.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 08/02/2017 - 14:18h
Inflação

Foguetões para a mentira


Por François Silvestre

O governo federal comemora com foguetões e fanfarra a “inflação” baixa de janeiro.

Patifes.

Como haver inflação na recessão? Desemprego crescente, consumo declinante, inflação de quê?

Custo de vida Altíssimo. Tudo caro, mas a “inflação” é medida com artimanhas e números mentirosos.

Terminou o “progresso” da esmola, com o PT  e os aliados de ontem que tomaram o poder, e começou o “desenvolvimento” da mentira.

No meio dessa merda, a população, que não é petista nem tucana/peemedebista, é apenas sofrida e roubada por esses cretinos e pelas castas que fiscalizam também de mentira.

Tudo rico, no assalto aos cofres públicos, seja pela corrupção ou pelos contracheques desavergonhadamente inchados de mumunhas e privilégios.

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Categoria(s): Artigo
quinta-feira - 01/12/2016 - 07:08h
Juntos e misturados

PMDB e PT se uniram para derrubar medidas contra corrupção

Investigados pela "Operação Lava Jato" na Câmara Federal votaram em defesa própria na madrugada

Fábio foi o único deputado do RN contra a desfiguração do projeto (Foto: arquivo)

A Câmara dos Deputados concluiu na madrugada de quarta-feira (30) a votação do pacote que reúne um conjunto de medidas de combate à corrupção. O texto não reflete a proposta original (veja AQUI), decorrente de mobilização popular, convertendo-se no muito mais numa ‘autodefesa’ de investigados e potenciais investigados em punição de juízes e membros do Ministério Público por crime de responsabilidade.

A Câmara dos Deputados atesta oficialmente que 69,6% dos votantes aprovaram a desfiguração do projeto, num conluio que envolve siglas como PMDB e PT, que bradam luta contra a corrupção com densa retórica, mas na prática e no voto, postaram-se maciçamente contra o aprofundamento dessa luta.

Investigados na “Operação Lava Jato” votaram em peso contra medidas anticorrupção (veja AQUI).

Veja AQUI o comportamento de todas as bancadas e todos os deputados, voto a voto. Atente ao abrir o link como os partidos e seus deputados se comportaram. As bancadas de PMDB e PT, em especial, foram orientadas para a desfiguração do pacote anticorrupção. Postura que revela como ambas se parecem e são parceiras de esgoto.

Bancada do RN

Entre os oito parlamentares do Rio Grande do Norte, apenas Fábio Faria (PSD) foi contra às mudanças promovidas pela Câmara dos Deputados.

A bancada do PDT na Casa apresentou proposição com lista as situações em que juízes e promotores poderão ser processados, com pena de seis meses a dois anos de reclusão. A legislação atual já prevê o crime de abuso de autoridade, mas é mais genérica.

Entre as condutas que passariam a ser crime estariam a atuação dos magistrados com motivação político-partidária e a apresentação pelo MP de ação de improbidade administrativa contra agente público “de maneira temerária”.

Nesse caso, além de prisão, os promotores também estariam sujeitos a indenizar o denunciado por danos materiais e morais ou à imagem que tiver provocado.

Judiciário e Ministério Público veem a votação majoritária dos deputados como clara “retaliação” à cruzada contra corrupção.

P.S - (Às 9h02) - PSDB foi o principal articulador da urgência do pacote anticorrupção (veja AQUI).

PS – (Às 18h30) - Juízes e promotores protestam contra mudanças em pacote anticorrupção (veja AQUI).

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 31/10/2016 - 12:14h
Números

PT perdeu sete de cada dez votos obtidos em 2012


Do Congresso em Foco

Além de ter o seu pior desempenho em capitais desde 1985, com apenas um prefeito eleito, e de eleger pouco mais de 250 prefeitos em 2016, o PT perdeu sete de cada dez votos que conquistou em 2012. Em meio à maior crise de sua história, o partido dos ex-presidentes Lula e Dilma somou 7.602.958 votos nos dois turnos da eleição para prefeito.

Quase 70% a menos do que os 24.261.376 obtidos ao final da disputa de 2012. O desaparecimento desses votos resultou na perda da prefeitura de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, de capitais importantes e de grandes cidades em regiões onde a sigla acumulava bons resultados, como o Nordeste e o ABC Paulista.

O partido despencou do primeiro lugar em número de votos para a sexta colocação. A queda do PT coincide com o desgaste provocado pelo agravamento da crise econômica, por denúncias de corrupção contra lideranças petistas, os desdobramentos da Operação Lava Jato e o impeachment de Dilma.

Dilma e Lula aparecem como alvos principais de uma derrota eleitoral acachapante em 2016 (Foto: Roberto Stuckert Filho)

Principal adversário do PT nas últimas duas décadas, o PSDB viu sua votação crescer 11% em quatro anos: saltou de 19.523.898 para 21.733.680. Vice em 2012, foi a mais votada entre todas as siglas em 2016. A legenda vai comandar 24% do eleitorado do país, sete das 26 capitais estaduais, inclusive a paulista, e cidades onde não tinha tradição, como Porto Alegre e São Bernardo do Campo (SP), onde mora o ex-presidente Lula.

Embora tenha sido o partido que mais conquistou prefeituras este ano, a exemplo de 2012, o PMDB, do presidente Michel Temer, perdeu 1.421.667 votos de uma eleição para outra, queda de 7,6%. Ainda assim, os peemedebistas passaram do terceiro para o segundo lugar no ranking de votos conquistados.

Também superaram o PT em número de votos este ano, somados os dois turnos, o PSB, o PSD e o PDT. Os pedetistas foram os únicos da base de apoio de Dilma a ver sua votação crescer: de 7.783.559, há quatro anos, para 8.045.545 agora.

Confira a votação de cada partido a prefeito, em 2012 e 2016, ao final dos dois turnos:

Partido 2012 2016
PSDB 19.523.898 21.733.680
PMDB 18.654.619 17.232.952
PSB 10.357.846 10.283.810
PSD 6.543.039 9.165.019
PDT 7.783.559 8.045.545
PT 24.261.376 7.602.958
PRB 2.672.710 6.160.331
PR 4.231.135 6.092.206
PP 6.131.268 5.891.565
DEM 5.358.556 5.392.747
PTB 4.418.281 3.873.299
Psol 2.826.021 3.752.445
PPS 2.792.847 3.471.471
PV 2.370.199 2.095.621
PCdoB 2.671.328 1.996.308
PSC 2.073.321 1.766.736
SD 1.680.358
PHS 315.515 1.573.832
PMN 564.895 1.502.824
Rede 1.310.607
PTN 347.914 1.100.636
Pros 689.958
PSL 287.112 487.592
PMB 370.125
PEN 286.493
PTC 688.184 268.155
PTdoB 294.938 267.680
PSDC 227.149 211.648
PRTB 402.044 162.215
PPL 146.686 158.650
PSTU 176.336 77.952
Novo 38.512
PCB 45.119 24.501
PCO 4.284 5.689
Total 126.172.191  

124.776.136

 

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
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segunda-feira - 03/10/2016 - 01:57h
Mossoró

Partido de prefeito é campeão de votos e tem maior bancada


O PSD, partido que abriga o prefeito Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, é o campeão de votos nas eleições mossoroense deste ano. Apesar do fracasso do projeto de reeleição do prefeito, seu partido é campeão de votos.

Além de ter obtido 18.443 votos (13,70%), a sigla governista que estava em coligação ainda com o PEN e o PPL, elegeu três vereadores: Tony Cabelos (PSD) com 2.375 votos (o terceiro mais votado), além de Maria das Malhas (PSD) com 2.041 votos e Emílio Ferreira (PSD) que empalmou 1.947 votos.

Plenário da Câmara Municipal terá nova configuração partidária a partir de 2017 (Foto: Valmir Alves)

Em sua coligação (Liderados do Povo I), ainda foi reeleito o vereador Flavinho Tácito (PPL).

Veja abaixo, o percentual e o total de votos obtidos a vereador por cada partido nas eleições desse domingo (2) em Mossoró:

PSD -13,70% – 18.473 votos
PRB – 7,74% – 10.435
PMN – 7,56% – 10.193
PHS – 6,26% – 8.440
PP – 6,01% – 8.107
PV – 5,98% – 8.070
PR – 4,38% – 5.907
PSDB – 4,26% – 5.749
PTN – 4,22% – 5.697
PMB – 4,05% – 5.461
PMDB – 4,02% – 5.423
PT – 3,75% – 5.053
PDT – 3,46% – 4.661
PRP – 2,64% – 3.565
PSC – 2,47% – 3.327
PTC – 2,35% – 3.166
PSB – 1,88% – 2.538
DEM – 1,86% – 2.504
SD – 1,82% – 2.453
PROS – 1,63% – 2.197
PRTB – 1,60% – 2.160
PPL – 1,57% – 2.122
PEN – 1,39% – 1.880
PSDC – 1,28% – 1.728
PC do B – 1,26% – 1.699
PTB – 1,12% – 1.509
PSL – 0,59% – 794
PPS – 0,40% – 540
PT do B – 0,40% – 537
PSOL – 0,17% – 230
PSTU – 0,17% – 228.

Veja AQUI como foi o desempenho em termos de votação a vereador dos partidos que participaram das eleições em Mossoró em 2012.

O peemedebismo alcançou 19.800 votos (14,40%). Foi o campeão de votos com seus candidatos a vereador, à quele ano. Reelegeu Claudionor dos Santos e ganhou Izabel Montenegro, bem como o campeão de votos Alex Moacir, ex-secretário de Recursos Urbanos do município.

Este ano é apenas o 11º nesse item, com 5.423 votos, mas com dois reeleitos – Izabel Montenegro e Alex Moacir – veja AQUI.

Bancadas

Ao todo, a próxima legislatura (2017-2020) começará com 16 partidos. Atualmente são 17. PTC, PROS, PSB, PP, PMB, PPL, PV, PRTB, PT, DEM, PR, e PHS com um vereador.

PSD, com três; PMDB, PRB e PMN com dois.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
domingo - 18/09/2016 - 03:41h

E como dói!


Por Albert Dines

A Nova República não caiu , sequer começou. O temperamento de Dilma Roussef mostrou que ela é ingovernável, incapaz de controlar seus maus bofes. Caiu quando já não tinha mais nada a oferecer ao país. Caiu clamando vingança.

No último minuto , enquanto Temer oferecia pacificação e união, ela levantou o sabre. Conseguiu fracionar o país novamente.

Quem garante é um filósofo, Renato Janine Ribeiro, com uma curta experiência como ministro da Educação no governo Dilma Rousseff: “Acabou o Fla-Flu”.Para Janine, PT e PSDB já não servem para a política, esgotaram-se de tanto vociferar. O coadjuvante (PMDB), como nas piores peladas , levou a bola para casa.

“Partidos rachados conseguem propor um futuro?” Partidos rachados conseguem ao menos montar um simulacro de sustentabilidade e confiança? Os dois , PT e PSDB saem de língua de fora.

Mudar foi bom, mas não o suficiente, não foi legitimado por um voto e sim por um golpe. Renato Janine Ribeiro pergunta, que horizonte temos hoje?

Ninguém ganhou com a destruição dos dois partidos social-democratas que não conseguiram dialogar enquanto o Brasil naufragava nos últimos anos. O filósofo sabe que ambos não perceberam o tamanho do desastre. Nós , brasileiros, vamos descobrir na pele, nos próximos penosos meses.

O último capítulo do julgamento mais importante deste século XXI mostrou a face obscura e rasa do Brasil levando o país a extremos de vergonha e orgulho , dúvida e certeza. Traição, golpe, farsa, acusações, ofensas, Deus no meio de tudo, até Jesus Cristo baixou no Congresso.

day after

No final , a imensa tristeza sobre o que o futuro nos reserva. Qualquer que fosse o resultado nos deixaria num beco penoso. Nem Chico Buarque ali presente nos deu a certeza de seu canto , ” apesar de você, amanhã há de ser outro dia…”– no caso de Chico, o alvo seria Temer. Não há nada a comemorar.

Palavras, mentiras, dúvidas, suspeições, o capítulo final terminou sem nenhuma grandeza, talvez só o suicídio de Getúlio ou a cicuta de Sócrates salvaria esta semana para a História.

Este “day after” é ainda mais árido do que o vivido pelos brasileiros no final das Olimpíadas.

A reconstrução do gigante adormecido vai levar tempo e custar muitas ilusões, ceifando parte dos sonhos imaginados quando o Brasil era grande e beirava o Primeiro Mundo.

Caímos, julgamos, acusamos, este capítulo final não teve vencedores nem heróis,  não temos líderes nem carismas, acordamos no ponto morto, cansados de tentar arrancar durante tanto tempo.

Encolhemos, vai ter trabalho, muito trabalho, para voltarmos ao ponto zero.

Aquele Brasil grande que sonhamos é apenas um retrato na parede e nas capas das revistas estrangeiras. E como dói.

Alberto Dines é jornalista, escritor e co-fundador do Observatório da Imprensa

Categoria(s): Artigo
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terça-feira - 13/09/2016 - 15:24h
Sucessão Municipal II

Gutemberg tenta marcar posição num cenário desvantajoso


Houve um tempo em que o mundo se dividia em dois blocos. Ocidente e Oriente viviam em choque em função das ideologias comunista e capitalista, num antagonismo marcado pela chamada “Guerra Fria” protagonizada por Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas  (URSS).

Isso é passado.

Desse lado do planeta, no Hemisfério Sul, Ocidente, precisamente no Brasil, sobrevive o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). É nas urnas que ele tenta fazer história em Mossoró, ladeado pelo PT – partido que vive momento delicado no plano nacional, depois do apogeu.

Pela segunda vez – num espaço de pouco mais de dois anos – o PCdoB disputa a Prefeitura de Mossoró com a Frente Mossoró Tem Jeito.

Gutemberg e Rayane têm missão eleitoral difícil e tarefas políticas que também não são fáceis (Foto: redes sociais)

Em 2014, na disputa de pleito suplementar, o geógrafo e empresário Gutemberg Dias já fora candidato a prefeito. Hoje, tenta outra vez, agora numa composição que até historicamente ocorreu em outras ocasiões no município, mas sempre com a sigla em posição secundária.

Dessa feita, o PT cedeu a cabeça de chapa ao PCdoB, oferecendo a jovem Nayane Andrade como vice.

Mas a tarefa de Gutemberg e Nayane não é fácil: chegar à Prefeitura. Não obstante ser o objetivo visível do partido e do seu companheiro de chapa, o PT, a prioridade mesmo é marcar posição no tabuleiro político em movimento no município, elegendo bancada à Câmara Municipal.

Uma boa votação a prefeito pode dar maior visibilidade a Gutemberg. Mas é imprescindível para PCdoB e PT ter um palanque como o Legislativo, de onde saiu o atual vice-prefeito dissidente Luiz Carlos Martins (PT), eleito ao lado do também vereador Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, à Prefeitura,  em 2014.

Por coincidência, ou não, PCdoB e PT fizeram parte do Governo Francisco José Júnior até bem poucos meses, sem que esses laços até hoje pareçam completamente desfeitos. Daí, sofrerem parte desse desgaste avassalador do prefeito – candidato à reeleição – e da gestão.

Partidos governistas

Na propaganda em rádio e TV, Gutemberg talvez seja o que tenha melhor desenvoltura na apresentação de um conteúdo em tom professoral, que prioriza propostas e avaliação da gestão pública de forma genérica, no pequeno escasso disponível.

Sua atuação não o coloca em oposição ao governo atual nem em contraposição ao que pareça velho ou de fachada nova. Fica no limbo. Por vezes passa a ideia de ser uma peça auxiliar do governismo ou estrategicamente equidistante dele.

A candidatura de Gutemberg não é exatamente de oposição ao Governo Francisco José, ou governista. Flutua na abordagem temática da administração, sem efetivamente enfrentar o modelo que Francisco repete, copiado com esmero da oligarquia Rosado.

PCdoB e PT vivem momento delicado no plano nacional, que se reflete em Mossoró. Conseguiram chegar ao poder municipal como peças acessórias (Gutemberg foi secretário do Planejamento), sem conseguirem melhorá-lo e sem ganho no capital imagem perante a sociedade.

Se não conseguirem eleger  um único vereador, o que não pode ser descartado, enfrentarão um difícil recomeço. A experiência não será nova, mas se desenrolará dentro de um cenário diferente.

Há reorganização de forças e o surgimento de novos atores políticos em Mossoró, como é o caso do empresário e candidato a prefeito pela Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor, Tião Couto (PSDB).

Gutemberg faz parte desse elenco de ‘novidades’, com presença relativamente nova na política local. Foi candidato a prefeito em 2014 (pleito suplementar) e novamente aparece agora buscando igual cargo.

Motivar militância, ganhar a confiança das lideranças mais antigas, atrair novos partisans à defesa de um projeto de poder e criar um bloco de esquerda eleitoralmente competitivo e dinâmico são tarefas complexas que se impõem ao candidato e seus aliados.

Votos em 2012

Com 18 candidatos a vereador (dez do PCdoB e oito do PT), a coligação PCdoB terá que desenvolver esforço concentrado para o pleito, que possa pelo menos eleger um vereador. Em 2012, os sete candidatos do PCdoB empalmaram 1.509 votos cumulativamente. Já os quatro do PT obtiveram 4.058 e elegeu Luiz Carlos Martins.

Em termos de eleição majoritária, a experiência de Gutemberg em 2014 acabou dando visibilidade a seu nome, mas ofuscado pela vitória acachapante do então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD), hoje denominado de “Francisco”.

Ele foi o quinto (último) colocado com 2.265 (2,90%) votos, numa chapa “puro sangue” do seu partido, haja vista que o PT tinha Luiz Carlos Martins como vice de Francisco José Júnior.

O que esperar das urnas agora?

Ser uma surpresa e evitar um vexame, em momento delicado da política local e da nacional.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
quinta-feira - 08/09/2016 - 22:10h
Descida do São Manoel

Frente Mossoró Tem Jeito ganha direito de ocupar avenida


Resolvido. Finalmente resolvido. Caberá à Frente Mossoró Tem Jeito, formada por PCdoB e PT o direito de ocupar a Avenida Presidente Dutra no próximo sábado (10), à noite, em movimentação política.

A tradicional “Descida do Alto de São Manoel” só teve definição hoje, através da Comissão de Segurança das Eleições 2016 em Mossoró.

A Frente Mossoró Tem Jeito pleiteava essa prerrogativa, contestando anúncio e decisão da Coligação Força do Povo (da candidata a prefeito Rosalba Ciarlini-PP e da vice Nayara Gadelha-PP) em realizar programação nesse trecho urbano nessa mesma data.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
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