sábado - 19/08/2017 - 10:08h
Mossoró

Vice-governador do Maranhão é recebido por prefeita


A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) recebeu na tarde desta sexta-feira (18), no Salão dos Grandes Atos, a visita do vice-governador do Maranhão, empresário Carlos Brandão (PSDB), que veio conhecer a fruticultura irrigada do município. Participaram também do encontro o deputado federal Beto Rosado (PP) e a Secretária de Agricultura Katherine Bezerra.

Brandão, ao lado de Rosalba e Beto, conversou sobre fruticultura (Foto: PMM)

“A visita foi bastante proveitosa. A prefeita nos atendeu com muita boa vontade. Viemos conhecer a fruticultura irrigada”, justificou.

Quero inclusive parabenizar a região por gerar muitos empregos através da fruticultura e convidar os empresários para conhecer nossa região e quem sabe instalar um projeto dessa natureza no Maranhão”, destacou Carlos.

Durante a visita a Mossoró, Carlos Brandão foi acompanhado pelo secretário de Administração, Lahyre Rosado Neto (PSB).

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 18/08/2017 - 23:08h
Novo dirigente afirma

Previ teve grande prejuízo e decisões sem ouvir conselheiros


Por Saulo Vale (Jornal da Tarde, Rádio Rural de Mossoró)

“O Previ-Mossoró (Instituto Municipal da Previdência Social dos Servidores de Mossoró) foi muito maltratado na última administração municipal”. A constatação foi feita hoje pelo atual presidente da autarquia, economista Elviro Rebouças, ao programa “Jornal da Tarde”, da Rádio Rural de Mossoró.

“Os repasses, tanto da alíquota de 16,5%, patronal, que cabe à Prefeitura repassar dos seus funcionários para o Previ, nos últimos três anos, 2014, e mais marcantemente, 2015 e 2016, não foram feitos”, disse.

A prática, considerada por ele como apropriação indébita, gerou um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres do instituto. “Fora uma dívida patronal de R$ 22 milhões. Ou seja, encontramos um débito da Prefeitura de Mossoró junto ao Previ, entre servidor e dívida patronal, de R$ 32 milhões”, afirmou.

Liquidez

“Tinha um lastro suficiente, das administrações passadas, que dá para dizer que não há crise. O aposentado e pensionista podem ficar despreocupados, porque não há problema de falta de liquidez, para pagar aposentadoria”, afirmou mesmo assim o entrevistado.

“Hoje, nós temos R$ 52 milhões em caixa no Previ, já com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) pagando a integralidade do que foi descontado dos servidores, de janeiro a junho de 2017, já que a competência de julho se vence em 31 de agosto. Pagando também, de abril a junho, integralmente, a parte patronal, que cabia a Prefeitura pagar.

Elviro ainda acrescentou, que “ela [Rosalba] está parcelando o débito. Há seis parcelamentos em andamento no Previ”.

Parcelamento sem autorização

“No dia 22 de dezembro de 2016, faltando oito dias para Rosalba Ciarlini assumir o cargo [de prefeita], foi feito um parcelamento do débito de R$ 24 milhões, em 60 meses. A gestão passada que não vinha cumprindo com cinco parcelamentos anteriores que tinham sido contratados com a previ fez isso”, esclareceu Elviro Rebouças.

“A presidente do Conselho do Previ (servidora pública e sindicalista Eliete Vieira), afirmou que nenhum dos parcelamentos foi aprovado pelo colegiado”, afirmou ele.

Para Elviro, o fato é muito grave, já que todos os procedimentos do instituto têm que passar pelo Conselho.

Veja a primeira parte dessa entrevista clicando AQUI.

Nota do Blog – Essa semana, a Câmara Municipal de Mossoró aprovou o parcelamento e reparcelamento de dívidas do Previ-Mossoró, numa sessão em que a bancada governista conseguiu garantir essa decisão, com reação flácida da oposição e contestação sem fôlego do Sindicato dos Servidores (SINDISERPUM).

Enfim, tudo como dantes.

Leia também: Previ tem rombo que foi antecipado ainda em 2015 AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública
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sexta-feira - 11/08/2017 - 07:12h
Faculdade Maurício de Nassau

Mossoró receberá mais uma universidade


Reunião com representantes da Nassau ocorreu ontem (Foto: PMM)

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) recebeu nessa quinta-feira (10) representantes da Faculdade Maurício de Nassau, que vai se instalar no município. Mossoró já está consolidada como polo universitário, com mais de 20 mil estudantes dos mais diversos municípios da região, Nordeste e país.

De acordo a direção da universidade, em breve diversos cursos serão oferecidos em um campus próprio.

A prefeita Rosalba destacou a vocação do município para a educação. “Isso representa educação e qualificação de mão de obra para a cidade.”, destacou.

O Centro Universitário Maurício de Nassau é uma instituição privada de ensino superior mantida pelo Grupo Ser Educacional com 23 unidades em funcionamento no Norte e Nordeste do país.

Sua fundação ocorreu em Recife, no ano de 2003.

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Categoria(s): Administração Pública / Educação
quinta-feira - 10/08/2017 - 16:30h
Mossoró

Teatro Municipal tem aniversário comemorado à noite de hoje


Teatro foi investimento importante para a cena cultural da cidade de Mossoró e região (Foto: origem não identificada)

A Prefeitura Municipal de Mossoró promove programação hoje (quinta-feira, 10), pelos 13 anos de inauguração do Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.

Perfil

Tipo de Palco: Italiano

Área Construída: 2.570 m²

Área Coberta: 2.179 m²

Capacidade: 740 lugares (600 na platéia, 68 nos camarotes (1° andar), 64 nas galerias (2° andar) e 8 para pessoas com necessidade especial)

Será realizada no próprio teatro, a partir das 18h, Praça Cícero Dias S/N – centro da cidade.

O teatro fica localizado no denominado “Corredor Cultural”, sendo resultado de investimento da Petrobras em parceria com o município, em valor à época da ordem de R$ 6 milhões.

Foi entregue na terceira gestão Rosalba Ciarlini (PP), atual prefeita municipal pela quarta vez.

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Categoria(s): Administração Pública / Cultura
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quinta-feira - 10/08/2017 - 15:42h
Primeira mão

Apesar de forte potencial, Cidade Junina virou “festa caseira”

Estudo entregue pela Fecomércio mostra como evento se transformou num "arraial", mas pode crescer

O Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017 foi uma festa superdimensionada pela propaganda oficial. Na prática, o evento em sua 21ª edição deu mostras de encolhimento, segundo pesquisa quanto ao perfil do seu público. Mas ao mesmo tempo, é um produto “feito”, que sendo bem trabalhado poderá voltar a ter dimensão maior – com resultados superlativos à economia e imagem de Mossoró.

O Cidade Junina 2017 não passou de um “arraial”, longe de impulsionar o turismo e de fomentar o meio circulante com turistas de outras regiões do país ou até do exterior. O dinheiro “novo”,  de fora para dentro, foi parcela mínima do movimento gerado pela festa.

Marcelo entregou agora à tarde a pesquisa que é importante para a prefeitura planejar futuros eventos (Foto: Fecomércio/RN)

Essas impressões são facilmente identificadas no trabalho científico levantado entre os dias 22 e 25 de junho, realizado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), órgão auxiliar da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN).

À tarde de hoje, o presidente da Fecomércio/RN, Marcelo Queiroz, acompanhado de comitiva empresarial de Mossoró, entregou à prefeita Rosalba Ciarlini (PP) no Palácio da Resistência (sede da municipalidade), a íntegra da pesquisa realizada pelo IPDC.

Uma festa caseira

A maior parte (74%) dos entrevistados que esteve no Mossoró Cidade Junina era da própria cidade. Daí o conceito de “festa caseira”. Pessoas que saíram dos bairros, de suas residências, para a área do evento. Entretanto a pesquisa diagnosticou a presença de 26% de turistas e visitantes no município durante o evento, sendo estes com vários propósitos, entre eles: visitar, conhecer a cidade e participar dos festejos.

No tocante ao local de origem das pessoas que participaram das comemorações juninas em Mossoró, a pesquisa mostra que o público participante da festa é predominantemente do Rio Grande do Norte (90%), com os moradores de Mossoró, Natal e municípios da região Oeste aparecendo em destaque.

As pessoas de outros estados que estiveram nas celebrações juninas de Mossoró vieram predominantemente do Ceará (5,4%), Pernambuco (1,6%), Bahia (0,6%), Paraíba (0,6%), São Paulo (0,6%), Maranhão (0,4%), Minas Gerais (0,2%), Paraná (0,2%) e Sergipe (0,2%). Normalmente, pessoas a trabalho que usufruíram de algo na programação.

Hospedagem menor em hotéis

A análise dos dados sobre os meios de hospedagem utilizados pelos turistas entrevistados revela a preferência pelas casas de parentes e amigos como a principal forma de hospedagem,representando 73,1% dos casos.

A expressividade desse tipo de hospedagem, provavelmente, se explica pelo fato da cidade acolher muitas pessoas que por algum motivo não moram nela, mas que no período da festa se fazem presentes como uma forma de seguir a tradição. Outro meio de hospedagem importante para o fluxo turístico presente no evento são os hotéis e pousadas utilizados por 26,1% dos pesquisados.

Cidadela e Chuva de Bala se destacam

Sobre os locais/atividades que frequentaram durante a participação no Mossoró Cidade Junina, verificou-se que a Cidadela recebeu presença maciça do público que esteve na festa, neste caso, 82,4% do total dos entrevistados, mesmo com sua enorme redução em relação a anos anteriores.

Em segundo lugar aparece o espetáculo ‘Chuva de Balas no País de Mossoró’, com 69,2% das citações; em terceiro o ‘Pingo da Mei Dia’, com 40%das menções.

Espetáculo "Chuva de Bala" é uma marca diferenciada e de enorme apelo popular (Foto: divulgação)

Em quarto e quinto lugar aparecem o Memorial da Resistência (32,2%) e o Circo do Forró (30,4%), respectivamente. Em seguinda, as feiras de comidas, com 12,8%, e o Festivalde Quadrilhas Juninas, com 6,2% das respostas. Outras atividades citadas foram Boca da Noite,Parque de Diversão, Show de Humor e Estação das Artes.

Evento conhecido e foça da Internet/Redes Sociais

Os resultados expostos revelam que quase a metade (49,2%) dos entrevistados já conhecia a festa, por ter participado em anos anteriores. Os comentários entre amigos e parentes aparecem com 21,6% das indicações. As redes sociais vêm logo após, como um dos meios mais usados para busca de informações sobre o evento, com 20% das respostas, além de 10% de Internet.

A televisão apareceu com 11%. Outros meios mencionados foram rádio (2%), agência de turismo (0,8%) e folder (0,6%).

Gasto médio mostra alimentação como forte

A pesquisa apontou que o gasto médio por dia de cada mossoroense na festa foi de R$46,84. Na análise por segmento, foi gasto R$ 14,01 com alimentação; R$ 4,83 com transporte;R$ 9,22 com diversão; e R$ 18,79 com compras.Quanto aos turistas que participaram do Mossoró Cidade Junina, o gasto médio diário individual foi de R$ 107,79.

Na distribuição por atividade econômica, foi gasto R$ 48,67 com hospedagem; R$ 18,77 com alimentação; R$ 6,96 com transporte; R$ 13,93 com diversão; e gastaram em torno de R$ 19,46 com compras.

Tradição e lazer atraem turistas, nativos e visitantes

Os entrevistados puderam dizer o que mais agradou durante a realização da festa nacidade. A pesquisa conseguiu comprovar que a tradição, associada ao lazer, é o ponto forte do município, já que a maior fatia (43%) indicou os atrativos históricos da festa como item que mais gostaram.

Em segundo lugar aparece a organização das atrações, com 21,4%. As atrações em geral promovidas pelo evento surgem na terceira posição, como um dos pontos que mais deixaram o público satisfeito, com 17,4% das citações, seguidas pela segurança do evento (14,6%), infraestrutura (11,2%), animação/decoração (5,2%), comércio (4,6%), limpeza pública(3,8%), atendimento (3,8%), movimento da cidade (2,2%), culinária (1,4%) entre outros.

Maioria pretende se divertir em 2018

Sobre a questão da satisfação do público com o Mossoró Cidade Junina, questionamos dos participantes o desejo de estarem presente no evento em 2018 e 89,6% apontam que tem a intenção de retornar para a festa. Os atrativos oferecidos pela festa, aliado à tradição, lazer, entretenimento e satisfação com o evento, parecem ser questões apropriadas para a pretensão em comemorar os festejos juninos do município.

Em torno de 96,2% dos entrevistados que participaram do Mossoró Cidade Junina 2017, indicariam as comemorações para amigos e parentes. As pessoas gostaram da festa, manifestaram vontade de participar no próximo ano e veem os festejos juninos da cidade com um potencial econômico enorme.

Metodologia da pesquisa

Para alcançar os objetivos da pesquisa foi utilizada uma amostra aleatória de 500 pessoas entrevistadas, selecionadas conforme critérios estatísticos de pesquisa.

No trabalho de campo foram considerados como unidades elementares da amostra: o turista (aquele que esteve no Mossoró Cidade Junina e efetuou pelo menos um pernoite na cidade durante o evento); o visitante (aquele que permaneceu na cidade menos de 24h para participar de alguma atividade da festa); e os moradores da cidade (cuja principal finalidade foi de captar as percepções sobre os festejos do Mossoró Cidade Junina).

Essas pessoas participaram do evento e frequentaram a festa por algum dos seguintes fatores: tradição, lazer, diversão, férias, negócios, família, etc.

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Categoria(s): Administração Pública / Economia / Reportagem Especial
quinta-feira - 10/08/2017 - 06:46h
Mossoró

Fecomércio apresenta hoje pesquisa relativa ao Cidade Junina


O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Marcelo Queiroz,  cumpre agenda hoje (quinta-feira, 10), em Mossoró.

O ponto alto de sua agenda será apresentação de estudo feito pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC) quanto ao Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017.

Ele e comitiva farão apresentação da pesquisa à prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e imprensa, às 15 horas, no Palácio da Resistência (sede da prefeitura).

O IPDC é órgão estatístico que trabalha exclusivamente para a Fecomércio/RN.

Leia também: Nova pesquisa mostra perfil de público do MCJ 2017 AQUI;

Leia também: Veja agenda de Marcelo Queiroz em Mossoró AQUI.

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Categoria(s): Gerais
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quarta-feira - 09/08/2017 - 13:16h
Reflexão

Robinson Faria precisa pedir desculpas ou perdão


Vai chegar um dia em que o governador Robinson Faria (PSD) precisará fazer um “mea culpa”.

Deverá usar uma gotícula mínima que seja de humildade para admitir que exagerou ou mentiu.

Refiro-me à sua pregação na pré-campanha – e em parte da campanha de 2014-, quando afirmava e repetia como mantra: “O problema do RN não é financeiro, é de gestão”.

Rosalba e Robinson fazem parte de uma história de enredos parecidos e desculpas que explicam o RN hoje (Foto: arquivo)

Acusava a então governadora Rosalba Ciarlini (PP) por conduzir temerariamente o governo estadual. Não teria competência para tal, era bem claro, sem rodeios.

Perto de completar seu terceiro ano de administração, o que Robinson tem a dizer sobre essa declaração diante do que tem feito ou deixado de fazer?

“Enem” do Robinson

Opção A: Precipitou-se ao fazer aquelas afirmações, por não conhecer a realidade;

Opção B: Agiu equivocadamente para ganhar de qualquer jeito a eleição;

Opção C: Não sabe.

No primeiro caso, cabe um pedido de desculpas à ex-governadora e ao povo do seu estado, pelas asneiras tantas vezes ruminadas.

Houve arrobo político ao falar sobre um assunto que não dominava nem entende até hoje: gestão pública.

Na segunda hipótese, o jeito é se ajoelhar e pedir perdão aos céus.

Cá na terra, não há salvação. Todos pagamos.

Ah, e não me venha falar em “julgamento das urnas” em 2018!

Urna não julga.

A massa-gente, menos ainda.

Se a escolha for o “Não sabe”, sem problema.

Percebemos há tempos. Faz sentido.

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Categoria(s): Só Pra Contrariar
terça-feira - 08/08/2017 - 15:56h
Opinião

Empréstimo e esmola


Por François Silvestre

Vejo nas folhas que o governo do Estado pretende tomar dinheiro emprestado para atualizar o pagamento de servidores. Rosalba Ciarlini fez isso com o Fundo Previdenciário. E o Fundo foi pro fundo, do poço.

Logo depois, voltou o atraso na Folha. O que se quer agora?

Toma-se dinheiro emprestado e se põe o pagamento em dia. Até quando? Até vencer as eleições e começar tudo de novo, com o mesmo atraso. Empréstimo e esmola só servem no momento da aquisição.

Acabado o dinheiro do empréstimo ou da esmola, volta tudo ao status anterior.

Nem precisa ser inteligente para concluir isso.

Leia também: Robinson tenta atualizar salários com empréstimo bancário AQUI.

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Categoria(s): Política
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terça-feira - 01/08/2017 - 07:24h
Lorena Ciarlini

Carlos Augusto começa campanha de filha a deputado estadual


Rosalba, Carlos e Lorena: politica para 2018 (Foto: AL)

Mentor da carreira política de sua mulher (prefeita Rosalba Ciarlini-PP) ao longo de quase 30 anos, com largo histórico de vitórias e escassos insucessos, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado assumiu outra missão política.

Cuida da candidatura da filha Lorena Ciarlini à Assembleia Legislativa. Sem perda de tempo, que se diga.

Pressa

Titular da pasta do Desenvolvimento Social da Prefeitura de Mossoró, Lorena é imberbe em política e na gestão pública. Seu pai, não.

Com pesquisas políticas à mão que recomendam pressa, ele planifica e age nos bastidores. Tenta atrair logo apoios estratégicos e ocupar espaços preciosos em favor de Lorena.

Presume, com razão, que haverá densa concorrência nessa faixa eleitoral. Daí, a “antecipação” de ações que possem evitar surpresas.

Lorena Ciarlini é a prioridade número um para o próximo ano. Não há espaço para projeto paralelo no grupo, no governo municipal e no coração de pai e mãe.

Parece cedo, mas não é. Até porque, 2018 é bem ali.

Leia também: Rosalba terá filha em equipe focando Assembleia Legislativa AQUI;

Leia também: Lorena, filha de Rosalba, começa a ser projetada para 2018 AQUI.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 31/07/2017 - 09:49h
Mossoró

Fafá Rosado receberá Julianne Faria em seu apartamento


Será no apartamento da própria ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), em Mossoró, o encontro entre ela e a primeira-dama do estado Julianne Faria (PSD), definido para acontecer no próximo dia 15.

As duas já se falaram, acertando o encontro que contará com outros convidados, em  horário ainda a ser definido.

Não ocorreu à semana passada, por pequeno contratempo na agenda de Julianne na região.

Na última campanha municipal, Fafá e parte do seu esquema político foram para o palanque de Tião Couto (PSDB). Distanciaram-se do PMDB que apoiou Rosalba Ciarlini (PP).

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Categoria(s): Política
domingo - 30/07/2017 - 11:24h
Revista Piauí

O julgamento de Jararaca

Reportagem mostra júri simulado de cangaceiro e outros aspectos da história do combate em Mossoró

Por Adriana Negreiros (Revista Piauí)

De todas as crueldades atribuídas ao cangaceiro José Leite de Santana, vulgo Jararaca, a mais famosa consistia em arremessar crianças para o alto e apará-las com a ponta do punhal. Trespassados pela lâmina, garotinhos leves o bastante para serem lançados na direção do sol morriam lenta e dolorosamente, em meio aos gritos dos pais – e às gargalhadas do cangaceiro.

Além de assassino sádico e cruel, Jararaca – “Forte, resistente, ágil, moreno-escuro, atirador exímio, grande lutador de facas”, na descrição do historiador Luís da Câmara Cascudo – também carrega fama de pecador santificado pelo martírio. O túmulo onde jaz, no Cemitério São Sebastião, na cidade de Mossoró, recebe constantemente a visita de fiéis em busca de milagres.

Nas celebrações de Finados, em 2 de novembro, é a sepultura mais visitada daquele município do oeste do Rio Grande do Norte, a 280 quilômetros de Natal. Diante da lápide, os devotos depositam cestos de flores, laços de fita e velas acesas. Não raro também se encontram, entre as oferendas, preservativos usados – uma das crenças locais é a de que Jararaca intervém em casos de fraqueza sexual aos que se entregam ao amor por sobre seus restos mortais.

Grupo de resistência ao ataque de Lampião no distante ano de 1927 em Mossoró (Foto: reprodução da época)

Na manhã do último dia 9 de junho, uma sexta-feira, a nata da intelectualidade mossoroense reuniu-se no salão do tribunal do júri, no Fórum Desembargador Silveira Martins, para tentar chegar a um veredicto sobre a figura algo dúbia de Jararaca. Três advogados, uma professora, um padre, um jornalista e um médico formavam o conselho de sentença do tribunal simulado que decidiria, noventa anos depois de sua morte, se o cangaceiro deveria entrar para a história como bandido sanguinário ou vítima da opressão do Estado.

Nascido em 5 de maio de 1901 na cidade de Buíque, no agreste pernambucano, Santana é um dos personagens centrais do episódio mais glorioso da história de Mossoró: a vitória da resistência local ante a tentativa de invasão da cidade pelo bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, o Rei do Cangaço.

Em 1927, quando decidiu conquistar Mossoró, Lampião já era o grande terror dos sertões, o bandido mais temido de toda a história do Nordeste. Superara, em fama e prestígio, os ilustres cangaceiros que o antecederam, como o pernambucano José Gomes, o Cabeleira (celebrizado no romance de mesmo nome, de Franklin Távora); o baiano Lucas Evangelista, o Lucas da Feira; e o potiguar Jesuíno Brilhante.

Rodolfo: líder da resistência

Terror

Lampião e seus asseclas espalhavam violência por onde passavam, praticavam saques, incêndios e assaltos.

Com um punhal de 80 centímetros, Virgulino furava os inimigos – rendidos e ajoelhados – próximo ao osso situado logo abaixo do pescoço, a chamada saboneteira, descendo pelo corpo em linha diagonal e fazendo sangrar os grandes órgãos. O procedimento impunha à vítima uma morte vagarosa, ao gosto dos cangaceiros.

Pela habilidade de escapar à perseguição das forças policiais, Lampião já havia, àquela altura, sido elevado à categoria de lenda. Nas décadas de 20 e 30, era uma figura onipresente nos jornais, revistas e até na cena cultural do país. Em 1926, um ano antes do ataque a Mossoró, a peça Manda Chuva de Lampião garantira uma rentável bilheteria ao Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. O Rei do Cangaço gostava de atribuir a boa sorte de não ser capturado à proteção de padre Cícero, de quem era devoto, e ao fato de ter o “corpo fechado”.

Na verdade, o fator decisivo para o sucesso das fugas do bandido era, além de seu sofisticado senso estratégico, o apoio de muitos líderes políticos e coronéis da região, a quem seu bando servia como uma espécie de milícia. Embora muitos estudiosos tenham tentado compreender Virgulino Ferreira da Silva a partir do viés marxista da luta de classes – o que lhe conferiria certo caráter de Robin Hood sertanejo –, o fato é que ele atendia sobretudo aos interesses da elite agrária.

Mossoró em 1927 e o temível Lampião

A notícia de que Lampião avançava na direção de Mossoró chegou aos ouvidos dos moradores em abril de 1927. À época, a Capital do Oeste Potiguar, como seus habitantes ainda gostam de intitulá-la, já era um dos municípios mais importantes do interior nordestino. Com 20 mil habitantes, localizada no meio do caminho entre duas capitais – Natal e Fortaleza –, em nada se assemelhava às pequenas cidades onde Lampião e seu bando saqueavam o comércio, invadiam salas de cinema e interrompiam festas de casamento, muitas vezes mandando os convidados tirarem a roupa e dançarem nus.

Mossoró sediava, àquela altura, um dos maiores parques salineiros do país e três firmas de descaroçamento e prensa de algodão, o chamado “ouro branco”. Também tinha uma agência do Banco do Brasil e três jornais – um deles, O Mossoroense, circulava desde 1872. As filhas e mulheres dos barões do sal e do algodão mandavam confeccionar seus vestidos com tafetás e sedas que chegavam da França e da Inglaterra pelo porto de Areia Branca, município litorâneo vizinho.

O presidente da Intendência Municipal de Mossoró era, ele próprio, um vistoso representante da elite salineira. Aos 55 anos, magro, bigode pincel e porte elegante – mesmo no excruciante calor mossoroense, não dispensava o terno e a gravata-borboleta –, Rodolfo Fernandes possuía, como Lampião, aguçado senso estrategista. Ao ser informado de que o cangaceiro-mor já se encontrava em território norte-rio-grandense, acionou o alerta vermelho.

Seus conselheiros mais próximos, entretanto, achavam aquela preocupação um exagero. Virgulino podia ser ousado, mas não era maluco a ponto de tentar a sorte em uma potência como Mossoró, diziam seus interlocutores. Ademais, a Catedral de Santa Luzia tinha duas torres. E, como se sabia, Virgulino costumava dizer que “cidade com mais de uma torre de igreja não é lugar para cangaceiro”. Não se tratava de superstição, mas de raciocínio lógico – municípios com tal característica eram maiores e, portanto, mais difíceis de dominar.

Durante alguns dias, Fernandes dedicou-se a elaborar um plano de resistência. Deixou os homens da cidade de sobreaviso para que, ao primeiro sinal, despachassem mulheres, idosos e crianças para as cidades vizinhas e engrossassem as trincheiras oficiais. Recorreu aos industriais e comerciantes da cidade e apurou 23 contos de réis para a aquisição de cinquenta rifles e fuzis, além de 9 mil cartuchos.

Massilon abre caminho

O intendente já tinha informações de que, em Apodi, distante apenas 80 quilômetros dali, sob o comando do cabra Massilon – que, por ser da região, liderava a incursão pelo estado –, o bando invadira a cadeia e roubara os revólveres dos praças. Não que armas fossem artigo em falta entre eles.

Massilon conhecia bem a cidade; Lampião liderava bando a distância e Sabino foi ao combate (Foto: reprodução)

No ano anterior, 1926, Lampião e seus asseclas haviam sido convocados para formar os batalhões patrióticos e combater a Coluna Prestes no sertão nordestino, tarefa conduzida pelo deputado federal Floro Bartolomeu, com a anuência de padre Cícero. Os bandoleiros nunca chegaram, de fato, a correr atrás da Coluna – mas garantiram, além de uma falsa patente de capitão para Virgulino, novíssimos fuzis de uso exclusivo do Exército para o bando.

O coronel Antônio Gurgel, um dos barões da região, acompanhava, angustiado, a evolução do grupo. Sua esposa passava uns dias em uma fazenda próxima dali, e as notícias de invasões a propriedades privadas, com alardeados estupros, espancamentos e incêndios, eram frequentes. Na tarde de 12 de junho, um domingo, Gurgel juntou em uma bolsa uma pistola, cinquenta balas e 1 conto de réis.

Tinha decidido ir ao encontro da mulher. Ainda na estrada, contudo, foi rendido pelo cangaceiro Coqueiro, que tomou sua bolsa e o levou a Lampião. A partir daquele instante, o coronel se tornou mais um refém do Rei do Cangaço – outros já haviam sido feitos na jornada dos cabras pelo Rio Grande do Norte.

Naquele mesmo domingo em que Gurgel foi capturado, os mossoroenses vestiram-se de azul e branco, de um lado, e alvinegro, de outro, para assistir a uma partida do clássico entre Humaitá e Ipiranga, os dois gigantes do futebol local. Depois do jogo, os atletas do vitorioso Humaitá saíram em passeata pela cidade. Um petit comité formado por jogadores e torcedores reuniu-se para um sarau dançante em um dos casarões de estilo colonial do Centro de Mossoró.

Quando o convescote estava no auge da animação, por volta das nove da noite, um mensageiro chegou com a má notícia: Lampião já estava em São Sebastião, povoado vizinho, em posição de ataque. Houve quem questionasse se aquilo não seria um boato plantado pela torcida do Ipiranga para interromper a comemoração do time adversário. Pelo sim, pelo não, deliberou-se pelo fim da festa.

Batendo em retirada

Foi melhor assim. Às onze, os sinos das torres da Catedral de Santa Luzia começaram a badalar. Na sequência, tocou também o sino da Igreja de São Vicente e, depois, da Igreja do Coração de Jesus. A música produzida pelos quatro sinos ecoou por toda a cidade, avisando aos moradores que era chegada a hora da batalha.

No meio da noite, levas de comboios com mulheres, velhos, crianças e, dizem as más-línguas, os covardes, deixaram Mossoró – a maioria carregava os pertences mais valiosos em pequenas trouxas feitas às pressas. O município de Areia Branca triplicou a população em questão de horas. Houve até quem pegasse barcos e navegasse rumo ao alto-mar, com temor de ser capturado por Lampião em terra firme.

Durante a madrugada, barricadas de fardos de algodão foram montadas para proteger os lugares onde os soldados se abrigariam para o combate. A casa de Rodolfo Fernandes era uma das mais seguras, com uma barreira em forma de U protegendo a frente e as laterais da residência.

A operação foi comandada pelo tenente Laurentino de Morais, enviado de Natal pelo governo do estado. Boa parte dos 150 homens armados postou-se no alto da Igreja de São Vicente. Havia combatentes também nos telhados de casas e de prédios da região. Quando o dia amanheceu, Fernandes recebeu uma carta do coronel Antônio Gurgel enviada por um portador de Lampião.

“Meu caro Rodolfo Fernandes. Desde ontem estou aprisionado do grupo de Lampião, o qual está aquartelado aqui bem perto da cidade. Manda, porém, um acordo para não atacar mediante a soma de 400 contos de réis. Posso adiantar sem receio que o grupo é numeroso, cerca de 150 homens bem equipados e municiados à farta.”

Mais à frente, implorava em nome da própria neta, Yolanda, de 2 anos, para que arrumassem a quantia e salvassem sua vida. Fernandes, sem perder tempo, enviou a resposta: “Antônio Gurgel. Não é possível satisfazer-lhe a remessa de 400 contos, pois não tenho, e mesmo no comércio é impossível encontrar tal quantia. Ignora-se onde está refugiado o gerente do Banco do Brasil, sr. Jaime Guedes. Estamos dispostos a recebê-los na altura em que eles desejarem.”

Rodolfo Fernandes x Lampião

Ao receber a correspondência, Lampião resolveu tratar o assunto de chefe para chefe. Como a ocasião exigia formalidade, escolheu um papel timbrado. No alto, lia-se a inscrição “Capitão Virgulino Ferreira (Lampião)”.

De próprio punho, garatujou as seguintes ponderações: “Coronel Rodolfo. Estando eu até aqui pretendo dinheiro. Já foi um aviso aí para os senhores. Se por acaso resolver me mandar, será a importância que aqui nos pede, eu evito a entrada aí. Porém, não vindo essa importância, eu entrarei até aí, pensa que a Deus querer eu entro e vai haver muito estrago por isto, se vir o doutor. Eu não entro aí, mas me resposte logo. Capitão Lampião.” O intendente, atendendo ao pedido do cangaceiro, foi ligeiro na resposta. Mas inflexível: “Estamos dispostos a acarretar com tudo o que o senhor queira fazer contra nós. A cidade acha-se firmemente inabalável na sua defesa.”

Como a negociação não prosperou, Lampião reuniu seu estado-maior, formado pelos cangaceiros Moderno, Ezequiel e Luís Pedro, e anunciou o início da marcha sobre Mossoró. Montados a cavalo, seguiram até a localidade de Saco, distante 2 quilômetros do Centro, onde seis reféns – entre eles, o coronel Gurgel –, permaneceram sob a vigilância de um bandido.

Os demais bandoleiros foram divididos em dois grupos, liderados respectivamente por Sabino e Massilon. Jararaca, que bebera mais cachaça do que o recomendado a um guerreiro prestes a entrar em combate, fora destituído do seu tradicional posto de líder e passara a integrar o time de Massilon. Lampião e seus tenentes seguiram para o cemitério. O combinado era que, após o assalto vitorioso, o bando voltasse a se encontrar.

Com os fuzis apoiados sobre os ombros e cantando Mulher Rendeira, o grito de guerra das invasões (Olê, mulher rendeira/olê, mulher rendá/me ensina a fazer renda/que eu te ensino a guerrear), os cangaceiros entraram na região central de Mossoró. Os ocupantes das trincheiras no alto da Igreja de São Vicente e da casa do intendente tinham visão privilegiada do avanço das tropas.

Tão logo o grupo surgiu no horizonte, iniciaram-se os disparos. Os cangaceiros, acostumados a desfilar nos povoados sem serem incomodados, foram surpreendidos. O cabra Colchete, do grupo de Massilon, tentou avançar sobre uma barricada de algodão e foi morto por um tiro certeiro na cabeça. Jararaca, ao ver a cena, correu na direção do companheiro e foi atingido por um tiro no peito. Mesmo machucado e ainda embriagado, conseguiu levantar-se e correr, ocasião em que levou outro balaço, dessa vez na coxa, perto da bunda.

Derrotados, Sabino, Massilon e os demais correram em direção ao cemitério e transmitiram as más notícias para o estado-maior cangaceiro. De lá, o grupo seguiu até o Saco, pegou os reféns e os cavalos e fugiu em disparada. Aquele episódio acabaria por se constituir na maior humilhação imposta ao Imperador dos Sertões, o Governador da Caatinga, o todo-poderoso Rei do Cangaço. Também serviria para despertar o espírito cívico dos mossoroenses.

Orgulho mossoroense

Desde então, seus moradores passaram a se referir ao município, hoje com 290 mil habitantes, como “País de Mossoró”.

“Todo mossoroense cresce ouvindo, com orgulho, os relatos da vitória contra o bando de Lampião”, disse-me a atual prefeita do País de Mossoró, Rosalba Ciarlini, uma sorridente médica de 64 anos cujo penteado e jeito de se vestir lembram o da ex-presidente Dilma Rousseff.

Enquanto aguardávamos o início do julgamento de Jararaca, a prefeita me ocuparia contando histórias reveladoras do espírito vanguardista e libertário da cidade. Lembrou que em 1927, mesmo ano dos fatos gloriosos, a professora Celina Guimarães Viana tornou-se a primeira eleitora do Brasil. Antes que o voto feminino fosse regulamentado pelo Código Eleitoral de 1932, uma lei potiguar estabeleceu a indistinção de sexo para votar e ser votado. Guimarães, além de entusiasta do ideário do humanismo cívico, também era juíza de futebol.

Cunha Lima e Honório de Medeiros: duelo de alto nível intelectual (Foto: arquivo)

Rosalba Ciarlini recordou ainda que, em 1875, 300 mulheres saíram às ruas de Mossoró para protestar contra o alistamento militar obrigatório. Com pedaços de pau e pedras, renderam um juiz de paz e, na sequência, confiscaram e picaram os documentos relativos à convocação de seus filhos e maridos.

Também rasgaram os editais de alistamento afixados pela cidade e, em uma praça, chegaram a trocar sopapos com os soldados da força pública. O motim, que entraria para a história como a Marcha das Mulheres, seria outra demonstração inequívoca da valentia e bravura dos nascidos no País de Mossoró. “A líder da Marcha, Anna Floriano, é minha tataravó”, disse a prefeita, sem disfarçar o orgulho.

Minha aula de história foi bruscamente interrompida um minuto depois das nove e meia da manhã, quando o juiz Breno Valério Fausto de Medeiros, da 3ª Vara de Família da Comarca da cidade, declarou aberta a sessão do júri. “Este é um julgamento de valor sociológico”, explicou. “A população mossoroense, representada pelos jurados aqui presentes, irá decidir se Jararaca é vítima ou culpado.”

Cerca de oitenta pessoas tinham ido assistir ao debate entre defesa e acusação, a maioria estudantes e professores de direito e história. Vestiam-se com capricho.

Duelistas proeminentes no júri

O ar-condicionado gelava o salão espartano, adornado com um mobiliário funcional em tons de cinza. Os homens podiam trajar seus ternos elegantes, a despeito do calor de 30ºC do lado de fora. Algumas mulheres usavam saltos altos, bem como rímel, delineador e sombra esfumada nas pálpebras.

O julgamento havia sido idealizado e organizado pela Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) como parte das comemorações pelos 90 anos da Resistência, termo usado pelos mossoroenses para referir-se ao episódio de 1927.

Um desavisado que, por distração, intitule o fato de “invasão” corre o risco de ser submetido a mínimos dez minutos de explanação semiótica sobre o evento, a depender do interlocutor.

À exceção de uma mulher com chapéu de cangaceira na plateia, o evento não tinha nada de folclórico ou caricato.

Acusação e defesa foram assumidas por duas figuras proeminentes na cena jurídica local, ambas vestidas a caráter, com toga: os advogados Diógenes da Cunha Lima, ex-reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e presidente da Academia Norte-rio-grandense de Letras; e Honório de Medeiros, mestre em filosofia do direito e assessor jurídico do governo do estado. Cada um dispôs de sessenta minutos para fazer, respectivamente, a acusação e a defesa do cangaceiro.

“Jararaca não tinha esse nome por ser feio”, discursou Cunha Lima, fazendo suspense sobre o apelido do réu. “Mas pelos atos de animal peçonhento”, concluiu o advogado, um homem magro e bonito que, ao sorrir, parece ter menos do que seus 80 anos. Cunha Lima argumentou que o cangaceiro obedecia a um chefe sanguinário, que frequentemente cortava a língua de seus inimigos.

Num tom grave, recorreu a uma narrativa que adquiriu tons de lenda e é constantemente lembrada, com um ou outro detalhe diferente, pelos que contam as peripécias de Lampião. Conforme a história, certa vez, durante a invasão a uma fazenda, o sicário tentou beijar uma moça à força. Seu noivo, ao presenciar a cena, foi tirar satisfações com o bandido.

Ato contínuo, o pobre homem teve calças e cueca arrancadas e os testículos trancados a chave na gaveta de uma cômoda. Sobre o móvel, Lampião deixou um facão. “Volto em dez minutos”, avisou ao rapaz. “Se você ainda estiver aqui, será morto.” A lenda não conclui se o jovem cortou os testículos para sobreviver ou se foi torturado e aniquilado pelo cangaceiro.

Acusador, Lampião e Shakespeare

“Esse era o tipo de coisa que Lampião e sua gente fazia. Não se pode considerar que um homem como Jararaca não seja culpado”, argumentou Cunha Lima, com os olhos fixos nos sete jurados. Os cangaceiros, ele disse, cometiam atos bárbaros motivados por ganância, pura maldade e desejo de fama. Comparou Lampião ao personagem Macbeth, de Shakespeare. “Um tornou-se rei da Escócia. Outro, do sertão. Ambos usavam ouro sobre a cabeça – um, em forma de coroa; outro, nos enfeites do chapéu. Os dois diziam ter os corpos fechados. Ambos tinham mulheres bandidas – Lady Macbeth e Maria Bonita – e eram sanguinários e destruidores de vidas”, explicou.

“Que ninguém se esqueça dos crimes que os cangaceiros fizeram contra a heroica cidade de Mossoró”, concluiu. E, em tom jocoso, lembrou aos jurados que havia um certo ex-presidente brasileiro que também se considerava uma jararaca.

Enquanto Lampião e seu bando galopavam o mais rapidamente possível para bem longe de Mossoró, Jararaca conseguiu rastejar por entre a multidão – que estava distraída arrastando o corpo do cangaceiro Colchete pela cidade – e alcançar a ponte férrea, na saída para Areia Branca. Dormiu próximo a um arbusto e, ao amanhecer, arrastou-se por mais alguns metros até encontrar um grupo de trabalhadores da estrada de ferro. A um deles, chamado Pedro Tomé, Jararaca entregou uma quantia em dinheiro e pediu que fosse à cidade buscar algodão, gaze e água oxigenada.

Pedro Tomé, um homem caseiro, trabalhador e pouco dado aos fuxicos que corriam pelas praças da cidade, estava por fora dos eventos virtuosos da véspera. Ouvira o barulho dos tiros, ao longe, mas os tomara por fogos de artifício – 13 de junho é o dia em que se acendem enormes fogueiras em homenagem a santo Antônio. Ao chegar à farmácia e contar sobre o homem ferido, foi alertado de que se tratava de um cangaceiro. Apavorado, Tomé voltou para casa protegido por dois policiais. Jararaca recebeu voz de prisão e foi levado para a cadeia pública de Mossoró, no Centro da cidade.

A cela em que Jararaca ficou trancado tinha grades que davam para a rua. Centenas de mossoroenses amontoavam-se em frente ao local para ver um cangaceiro de perto, como um leão feroz preso a uma jaula do zoológico. Enchiam-lhe de perguntas. Queriam saber quantos homens já havia matado. Se amealhara fortuna no cangaço. Quais eram seus arrependimentos. Até hoje, corre a lenda de que, nesse momento, Jararaca teria confessado sentir um único remorso: de aparar crianças com a ponta do punhal.

Jararaca: morte em Mossoró (Foto: reprodução)

Um dos que correu até a cadeia para ver o bandido foi Raul Fernandes, filho do intendente Rodolfo. Tinha então 19 anos. Mais tarde, já médico, escreveria o livro A Marcha de Lampião, no qual descreve Jararaca como um sujeito “mestiço, de estatura média, músculos rijos, compleição robusta, mais forte do que os soldados circundantes”.

O bandido recebeu cuidados médicos na prisão e foi autorizado a permanecer, parte do tempo, em uma sala mais reservada, onde podia se acomodar numa espreguiçadeira de lona. Foi ali, provavelmente, que ele recebeu Lauro da Escóssia, filho do dono do diário O Mossoroense, depois que o jornalista conseguiu autorização da direção da cadeia para realizar a primeira entrevista com Jararaca.

Segundo o relato de Escóssia, seu interlocutor fazia barulho ao respirar, por causa do tiro no pulmão, e tinha olhos opacos. O preso também revelaria detalhes operacionais da tentativa de invasão, como o fato de ter sido Massilon o idealizador do ataque. O concorrente O Correio do Povo também traria uma entrevista bombástica com Jararaca: ao repórter, o bandido citara nomes de políticos e coronéis nordestinos que davam proteção e recebiam dinheiro de cangaceiros.

Na sequência às delações de Jararaca, o tenente Laurentino de Morais, comandante da operação de resistência, foi chamado às pressas a Natal por seus superiores.

Possivelmente na noite de 20 de junho – a data exata ainda é motivo de controvérsias entre pesquisadores –, Jararaca foi acordado por dois policiais, com a justificativa de que seria levado à capital para tratamento médico. Sonolento, o bandido, segundo escreveria Raul Fernandes, teria pedido alguns minutos para recolher os pertences, dentre eles seu velho par de alpercatas. “Deixe-as aí. Em Natal, você será presenteado com sapatos de verniz”, disse, com ironia, um dos policiais.

Do lado de fora da cadeia, uma escolta formada por oficiais – dentre eles, o tenente Laurentino de Morais – aguardava o cangaceiro, logo acomodado no banco de um possante Willys-Knight com capota de lona. Quando o veículo já pegava velocidade, o cangaceiro olhou pela janela e estranhou o caminho que estavam tomando. Em vez da estrada para Natal, iam na direção contrária. Em frente ao Cemitério São Sebastião, o motorista pôs o pé no freio e desligou o motor. Os policiais arrastaram o bandido para fora do carro, adentraram o cemitério e, ao dobrar à esquerda, chegaram a uma cova aberta.

O que se sucedeu foi, durante anos, motivo de controvérsia. O pesquisador Kydelmir Dantas, membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, lembra que, enquanto esteve na ativa, o sargento Pedro Silvio de Morais, um dos comandantes da resistência, sustentou que Jararaca havia sido morto com uma coronhada do fuzil de um policial, “sem que seu corpo sofresse qualquer decepação”. O depoimento de Morais consta do livro Lampião em Mossoró, publicado pelo historiador potiguar Raimundo Nonato em 1955.

Em 1996, já na reserva, o mesmo Morais daria outra versão dos fatos para o historiador Raimundo Soares de Brito, autor de Nas Garras de Lampião: “De todas as ocorrências daquela noite, a que mais me comoveu foi quando os seus coveiros quebraram, com picaretas e coices de armas, as pernas do infeliz bandoleiro, pois a cova que fora cavada antes era muito pequena.”

A defesa com filosofia

O advogado Honório de Medeiros, encarregado de defender Jararaca, recorreu a uma livre interpretação de um dos mestres da filosofia racionalista do século XVII para dar início a sua fala. “Espinoza dizia que quem tudo compreende tudo perdoa”, sentenciou, batendo as pontas dos dedos contra o tablado do púlpito enquanto encarava a plateia com ar solene. Aos 59 anos, cabelos grisalhos e olhos vivos, Medeiros é um homem alto, de corpo forte e presença vigorosa na corte, em contraste com os modos suaves do acusador Diógenes Cunha Lima.

“Jararaca nasceu pobre, preto e bastardo. Jararaca nasceu condenado”, disse, em tom dramático. “Levava uma vida sem esperança, sem médico, sem música, sem alimento, sem nada. Olhava para o futuro e via, entre amanheceres e anoiteceres, longos dias de trabalho praticamente escravo”, argumentou. “Cangaceiros, ao contrário, eram homens embriagados de liberdade, assim como, no oeste americano, foram Billy the Kid e Bonnie & Clyde”, afirmou, em referência ao ladrão que aterrorizou os Estados Unidos no final do século XIX e ao casal fora da lei especializado em assaltar bancos durante a Grande Depressão americana.

O advogado pediu aos jurados e à plateia que evitassem julgar os crimes de Jararaca com os olhos de hoje. Fez uma longa explanação sobre insubmissão e evolução do processo civilizatório. Disse que madre Teresa de Calcutá e o físico Albert Einstein, assim como Jararaca e Massilon (sobre cuja trajetória publicou um livro), também eram rebeldes.

“A insubmissão está consagrada na história e na ciência”, defendeu. “Os insubmissos mudam a ordem das coisas. Com a Lava Jato, o Ministério Público Federal também criou uma ruptura.”

Nos minutos finais da defesa, ao ser alertado por um oficial de Justiça de que o tempo estava prestes a se encerrar, narrou, com fortes tintas, o triste fim de José Leite de Santana. “Os soldados, sob observação de tenentes e sargentos, levam Jararaca até uma cova previamente aberta. Percebem que ele estertora. Não estava morto. Os oficiais recuam e determinam que o ponham dentro da cova. E, estertorando, Jararaca recebe a primeira pazada de areia na cara. É sepultado. Vivo”, contou, levantando a voz ao pronunciar a última palavra.

“O Estado prendeu, julgou, condenou e executou Jararaca sem que ele tivesse direito à defesa. Pagou uma pena violenta e tenebrosa. E estamos aqui reunidos para condená-lo de novo?”, indagou, enfaticamente, dirigindo-se aos advogados, ao padre, ao jornalista e ao médico que compunham o conselho de sentença. “O que peço é que compreendamos Jararaca. E, porque o compreendemos, sejamos capazes de perdoá-lo”, concluiu.

A plateia parecia impactada com o discurso de Honório de Medeiros. Os aplausos que ele recebeu (proibidos em um júri convencional, mas liberados naquele julgamento simulado) foram mais intensos do que os dedicados à acusação.

Diógenes da Cunha Lima tinha direito a uma réplica, mas a dispensou. “Ele foi brilhante. Fiquei apaixonado”, confessou o jornalista Raimundo Lopes, presente à audiência.

A sentença

O juiz Breno Fausto de Medeiros determinou que dois oficiais providenciassem a coleta dos votos. Cada um segurava uma urna de tecido vermelho aveludado. Na primeira, os jurados deveriam depositar o voto válido – vítima ou culpado – e, na segunda, o descarte.

Finda a coleta, o juiz recebeu a urna com os votos válidos e passou à leitura das cédulas. “Primeiro voto: culpado”, anunciou, para um auditório em silêncio. “Segundo voto: vítima. Terceiro voto: vítima.” E assim prosseguiu, até o último voto. Por 6 a 1, Jararaca foi absolvido da acusação de inimigo de Mossoró.

Júri simulado ocorreu em Mossoró (Foto: cedida)

O juiz solicitou aos presentes que ficassem de pé para a leitura da sentença. Após um breve resumo do caso, proferiu a conclusão: “O conselho de sentença composto por representantes da sociedade mossoroense, personalidades de reputação ilibada e capacitação inconteste, acolheu, por maioria, a tese da defesa, absolvendo o acusado no seu julgamento histórico e o reconhecendo injustiçado e vítima dos seus algozes.”

Encerrada a audiência, o juiz, alguns jurados, advogados e jornalistas reuniram-se para almoçar num restaurante especializado em costela de javali. “Fiquei surpreso com o resultado”, disse-me o juiz Breno Fausto, enquanto esvaziava uma concha de feijão-verde no prato. “Mossoró é uma cidade peculiar. Ao mesmo tempo em que se orgulha da resistência absolve um cangaceiro”, comentou.

O único voto contra Jararaca tinha partido do médico e advogado Armando Negreiros, cuja revolta contra a sentença adquiria ares dramáticos. “Com esse júri, Mossoró renuncia à resistência e condena a figura de Rodolfo Fernandes”, reclamou, depois de tomar um gole no copo de cerveja. “Jararaca era um delinquente de última categoria, um bandido de alta periculosidade. Como é que um homem desses é vítima de alguma coisa?”

Durante o almoço, Diógenes da Cunha Lima ouviu de mais de um comensal a mesma explicação para o seu infortúnio: tinha perdido a simpatia do corpo de sentença ao citar, indiretamente, a figura do ex-presidente Lula. “Era um júri majoritariamente de esquerda”, ponderou Armando Negreiros. “Não reflete o que a sociedade norte-rio-grandense pensa”, lamentou.

Quis o destino que o júri simulado de Jararaca ocorresse no mesmo dia em que, em Brasília, encerrava-se o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, ocasião em que o voto de minerva do ministro Gilmar Mendes permitiu que o presidente Michel Temer permanecesse no Palácio do Planalto.

No Twitter, observadores da cena potiguar relacionaram os dois casos. “Se até Jararaca foi inocentado em Mossoró, você queria que no TSE fosse diferente?”, indagou @Luzichi. “Jararaca, assaltante de Mossoró, sequestrador, assassino confesso, foi absolvido de quê? Foi o TSE que o liberou?”, escreveu @thadeubrandao.

Mossoró tem, de fato, uma relação dúbia com os cangaceiros. Chuva de Bala no País de Mossoró, espetáculo teatral em que cerca de oitenta atores encenam a expulsão de Lampião, tratando o intendente Rodolfo Fernandes como herói, é um dos pontos altos da programação cultural da cidade, atraindo multidões de espectadores de toda a região.

Já no Memorial da Resistência, espaço construído pela prefeitura, em 2008, para contar os eventos de 1927, há, na entrada, enormes painéis de Lampião e Maria Bonita. Uma escolha que, para muitos, é difícil de entender: se os grandes heróis da Resistência foram os combatentes, por que as fotos destacadas são as dos cangaceiros? “Trata-se de um simbolismo. Os resistentes não venceram qualquer um. Venceram Lampião, o Rei do Cangaço”, teorizou a professora Ludimilla Oliveira, que compôs o júri de Jararaca.

Coincidência ou não, na sessão solene em homenagem ao aniversário de 90 anos da Resistência, na Câmara Municipal, ninguém comentou o mérito da absolvição de Jararaca. “O maior resultado do julgamento é o resgate da história da Resistência, independente da absolvição ou condenação”, esquivou-se a prefeita Rosalba Ciarlini, presente à sessão.

Mais história

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No discurso mais aplaudido da solenidade, o advogado Francisco Marcos de Araújo, presidente da comissão organizadora das comemorações da Resistência, convocou o espírito guerreiro de seus conterrâneos. “Só podemos, no presente, dizer que somos um povo libertário e valente porque não nos tornamos genuflexos ao jugo vandalista do cangaço”, discursou, quase aos gritos.

Ao fim da cerimônia, todos os participantes – inclusive a prefeita – dançaram miudinho ao som do hino de Mossoró, um xote cuja letra diz: Lembramos hoje teus anos de glória/Ousada foste sempre Mossoró/Por ti começa a senda da vitória/Na luta ao cangaceiro Lampião.

Na manhã de 10 de junho, um dia após a absolvição de Jararaca, duas velas queimavam sobre seu jazigo no Cemitério São Sebastião. Um cesto de vime azul ostentava uma rosa branca, com folhas no caule. Potes de plástico transparentes comportavam flores amarelas. Arranjos de flores artificiais, envolvidas em fitas azuis, caíam por sobre a lápide.

Dali era possível ver, a não mais do que 10 metros de distância, o túmulo do herói da Resistência mossoroense, o intendente Rodolfo Fernandes. A construção, bem mais imponente que a de Jararaca, contém um busto do líder político e é adornada por colunas gregas.

Sobre a lápide de Fernandes jazia uma solitária rosa vermelha, com as pétalas já secas, esturricadas pelo inclemente sol da valente Capital do Oeste Potiguar, o País de Mossoró.

Veja matéria originalmente na página da própria Piauí clicando AQUI.

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Categoria(s): Cultura
domingo - 30/07/2017 - 09:16h

Esse monstro chamado violência


Por Gutemberg Dias

A segurança pública no âmbito do município de Mossoró, assim como no estado do Rio Grande do Norte, é um grande problema que precisa de solução urgente independente de cores partidárias. Esse monstro de mil formas é onipresente e assustador.

Esse ano só o estado teve caminha célere para alcançar marca de 1.500 homicídios, a maioria provocada por armas de fogo. Se comparado com o mesmo período do ano anterior já se tem um aumento de aproximadamente 22%. Em Mossoró os números são uma reprodução do que acontece no estado e até agora já são mais de 140 homicídios.

Os números apresentados são do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), que faz levantamento com base em metodologia científica e não tem ligação com qualquer entidade partidária.

Diante dos números fica a pergunta que muitos fazem todo santo dia: – o que fazer para solucionar esse grave problema? Existe solução a curto prazo?

Sei que não é fácil resolver esse sério problema que em suma é de competência da gestão estadual, já que é ela a responsável pela segurança pública no âmbito institucional, principalmente, quando grandes facções criminosas (PCC e Sindicato do Crime) duelam pelo poder e agravam ainda mais o quadro geral.

Mas, voltando à questão da segurança em Mossoró. Hoje está claro que a gestão municipal não tem foco nessa área e que as ações administrativas, pelo menos aparentes, não seguem uma sincronia com as envidadas pelo governo do estado. Isso ficou claro quando a gestora municipal discordou em público do gestor estadual quanto as ações de segurança para o município (veja link para matéria ao final desse artigo).

Com o encerramento do programa das BIC’s (Base Integrada Cidadã) que foi uma das bandeiras dos dois últimos gestores (Cláudia Regina e Francisco José) pela atual gestão, o município praticamente extinguiu ações mais efetivas de combate à violência.

Defendo que o município seja parceiro do estado na organização de estratégias de combate a violência. Isso é possível devido Mossoró ter uma secretaria voltada a segurança pública e ter um grande efetivo de guarda civil, ou seja, a base já está pronta.

A Guarda Civil Municipal com um contingente de mais de 300 homens tem um papel importante no relacionamento com a população. Acredito que ela deva ser utilizada no modelo de polícia de aproximação e estar muito mais presente junto à população.

Podemos dizer que ela poderia ser o grande elo entre o povo e a Polícia Militar que, constitucionalmente, é a responsável direta pelas ações de enfrentamento.

O Gabinete de Gestão Integrada (GGI) que se reúne basicamente em momentos de crise, deveria ter um calendário regular para que os entes que fazem a gestão da segurança pública possam dialogar constantemente. Tenho plena convicção que muitos projetos poderiam ser gestados no âmbito do GGI com foco no enfrentamento dessa grave crise que assola o sistema de segurança pública.

Em paralelo, o município poderia desenvolver ações voltadas à juventude nos bairros periféricos, principalmente, nos mais susceptíveis ao domínio do tráfico de drogas. Essas ações poderiam se alicerçar na implantação de projetos voltados ao esporte e cultura que consigam atrair a juventude e mantê-la longe das ruas e da influência deletéria do crime organizado.

Ainda, é importante frisar o papel da escola na discussão permanente desse tema. Dessa forma, a sala de aula deve ser mais um campo de difusão de práticas que impulsionem o distanciamento dos jovens da influência do crime organizado.

Escuridão

Outro ponto, que o próprio Blog Carlos Santos já salientou em várias postagens, alertando para maiores condições à prática de crimes, é a iluminação pública. Mossoró está às escuras, do centro à periferia. Nem o chamado “bairro nobre” do Nova Betânia escapa a essa realidade.

Diante disso, fica claro que o município de Mossoró tem muito a oferecer em relação ao enfrentamento da violência. Para isso é preciso muita organização e parceria com o governo do estado para que os projetos possam efetivamente acontecer.

Na atual crise que vive a segurança pública no estado e, obviamente, o reflexo acontece nos municípios, a junção de forças é de extrema importância para que tenhamos resultados efetivos. Bem como, os gestores precisam entender que esse problema é generalizado e sem parceria não chegarão a canto algum.

De um modo geral, o povo não precisa de um governador, prefeito ou seja lá o que for da segurança; na realidade o povo precisa de um estado forte que atue integrado para lhe dar, pelo menos, a sensação de segurança.

Leia também: Robinson cobra Rosalba por apoio à segurança e ela se esquiva AQUI.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciências Naturais e empresário

Categoria(s): Artigo
  • Repet
terça-feira - 25/07/2017 - 12:22h
Mossoró

Prefeitura segue sem reforma ou diminuição de comissionados


Do Blog Carol Ribeiro

No começo da gestão, a prefeita Rosalba Ciarlini divulgou que entre as primeiras mudanças na estrutura da Prefeitura, traria a reforma administrativa.

Dizia que a forma como as secretarias foram organizadas pelo antigo gestor – que por sua vez argumentou contenção de gastos para as mudanças – dificultava a administração de áreas importantes.

Hoje, em Mossoró, o mesmo secretário que gere a segurança pública, também administra o trânsito e a mobilidade urbana. O mesmo acontece com a secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Agricultura e Turismo.

Até agora, nenhuma mudança. E nem se fala mais no assunto.

Pelo contrário, a prefeita Rosalba criou uma nova secretaria, a de Cultura, com a nomeação de 41 cargos comissionados.

O número de comissionados, nas demais secretarias, também continuou a crescer. Após o decreto que instituía redução de 50% dos cargos de confiança, publicado em janeiro, a prefeita editou um novo documento, posteriormente, acrescentando exceções à regra – permitindo que diretores de escola e de unidades básicas de saúde não fossem tratados como “serviços essenciais”, não se enquadrando, segundo a Prefeitura, à contagem dos cargos tratada no decreto.

Mas não se fala mais no assunto.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
terça-feira - 25/07/2017 - 10:30h
Eleições 2018

Tião caminha à disputa estadual desconectado da realidade

Ex-candidato a prefeito aparece como um bom nome, mas distante ainda de ser um bom candidato

O empresário e ex-candidato a prefeito de Mossoró em 2016 Tião Couto (PSDB) tem se mexido fora de Mossoró para ser o candidato do seu partido ao governo estadual no próximo ano. Peregrina da capital ao interior. Até aqui, Tião segue como um bom nome, mas não um bom candidato.

O simples fato de existir desgaste cumulativo e robusto da política tradicional, dos partidos e dos políticos, não o credencia a ocupar esse espaço como algo novo, alternativo e diferenciado. A administração estadual de Robinson Faria (PSD) reprovada popularmente, ajuda-o a marchar, sem que instantaneamente o faça favorito à sucessão no próximo ano.

Francisco José perdeu contato com a realidade; Tião marcha para nova disputa com mesmo pecado (Foto: Mossoró Notícias)

A própria votação cevada empalmada por ele na disputa à prefeitura – 51.990 (39,39%) votos -, não o credencia “naturalmente” à concorrência estadual.

Basta aprender com os erros crassos de avaliação de voto, cenário e conceitos sobre a política e os políticos, vivenciados pelo ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Em 4 de maio de 2014, Francisco José Júnior foi eleito à prefeitura em disputa suplementar, com 68.915 (53,31%) votos. Em outubro de 2016, quase dois anos e cinco meses depois, só foram contabilizados 602 votos válidos a seu favor, em face até de sua desistência pública de candidatura, por detectar falta de apoio popular ao seu nome.

Ativo frágil

Tratássemos do “voto” pela ótica das Ciências Econômicas, poderíamos afirmar com segurança que é o caso típico de um “ativo” frágil. Seria uma “moeda” flutuante, sujeita às volatilidades de riscos, conforme o momento ou externalidades referentes às eleições e à dinâmica da própria política.

Francisco José Júnior não entendeu, que o DNA dos seus votos excepcionais em 2014 guardava composição heterogênea, resultado de uma conjuntura particular e favorável a seu projeto. Vestiu-se de líder e assumiu para si o capital que de verdade não lhe pertencia no todo.

Dois dias após sua eleição, o Blog Carlos Santos traçou o código genético de seu triunfo e alertou-o. Fomos ignorados. Vaidade embaciou seus olhos. Já estava tomado por uma certeza: era um líder.

Os votos derivavam de sua surpreendente gestão interina na prefeitura; do impedimento à nova candidatura da prefeita eleita, cassada e afastada Cláudia Regina (DEM); de uma corrente histórica anti-Rosado/anti-oligarquia; do apoio maciço do eleitor da então governadora Rosalba Ciarlini (PP), que queria derrotar outra vez a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e da incerteza de legalidade da própria postulação da parlamentar adversária.

Sandálias do bom senso

Com Tião, tudo indica, acontece igual pecado de análise dos números e desconexão da realidade dos fatos e do contexto em que esteve envolvido. Empavona-se com uma atmosfera política pontual e com votação que pode ser avaliada sem maior esforço. Foram votos anti-rosalbismo, anti-Rosado, anti-união Rosado-Rosado e em favor do perfil que procurou representar como homem de sucesso.

Daí é precipitado acreditar, que os 51.990 (39,39%) votos que recebeu à prefeitura em 2016, fazem parte do seu patrimônio particular como político da nova safra. Precisa refazer contas, reavaliar cenário e calçar as sandálias do bom senso.

Francisco José Júnior em 2014 obteve numérica e percentualmente, a maior vitória eleitoral em disputa municipal em todos os tempos, superando a própria Rosalba Ciarlini que em 1996 atropelou Sandra Rosado (PSB, então no PMDB). Compreensível, em parte, seu delírio com o poder.

Votos, liderança e perdas

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Àquele ano de 1996, Rosalba Ciarlini (filiada ao PFL) teve 57.407 (52,64%) votos, botando maioria de 31.289 votos sobre a prima Sandra.

Em 4 de maio de 2014, o prefeito interino Francisco José Júnior foi mais além. Destroçou Larissa Rosado com a soma de 68.915 (53,31%), numa maioria de 31.862 sobre ela.

Sandra e Larissa Rosado deixaram a oposição sem "dono" (Foto: Arquivo do Blog Carlos Santos e Costa Branca News)

Para provar como voto é um bem instável e de difícil manutenção e multiplicação, o ex-prefeito Francisco José está aí vivo para contar o enredo pós-urnas. Se tiver um espasmo de humildade, pode até reconhecer pecados e que chegou a ser avisado sobre o fenômeno.

Estuário

Na prática, os votos da oposição não têm dono e não possuem referência desde que o grupo de Sandra Rosado capitulou, convertendo-se em “neorosalbista”. Podem crescer ou não, dependendo de vários fatores, como a gestão Rosalba. Até aqui, não há um estuário para esses eleitores.

O ex-prefeito sonha em retornar à política e sabe que precisará investir muito mais para obter outro mandato eletivo. Um detalhe: Francisco José Júnior venceu a primeira eleição a prefeito da qual participou. Tião, não.

São dois momentos distintos, dois personagens muito diferentes, claro. Porém não custa estudar a história e respeitar os ensinamentos que ela oferece. Os fatos estão aí.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
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domingo - 23/07/2017 - 04:18h

Aliança com prazo de validade?


Por Bruno Barreto

A dicotomia Rosado x Rosado durante 30 anos dividiu a política em Mossoró. Embora o grupo de Rosalba Ciarlini tenha sido hegemônico durante praticamente todo esse período, o sandrismo equilibrava as forças tendo mandatos na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

Sem contar que na maior parte desse período esteve aboletado na estrutura do Governo do Estado.

O rosalbismo também tinha seus espaços na Assembleia e Câmara dos Deputados. Havia um equilíbrio de poder entre as duas alas do rosadismo. Agora o cenário é diferente e lembra o período anterior à divisão política dos Rosados.

O grupo rosadista tinha Carlos Augusto Rosado na Assembleia Legislativa e Vingt Rosado na Câmara Federal e o comando da Prefeitura de Mossoró com Dix-huit Rosado. Agora esses papeis são ocupados por, respectivamente, Larissa Rosado, Beto Rosado e Rosalba Ciarlini.

Como no período que antecedeu o pleito de 1986, há uma tensão abafada nos veículos de comunicação. Larissa quer ser reeleita como Carlos Augusto queria há 31 anos.

Mas o rosalbismo quer lançar um nome novo de dentro de casa, Lorena Ciarlini, como Vingt Rosado queria fazer com Laíre Rosado no passado.

Beto Rosado quer renovar o mandato como antes desejara Vingt, mas Sandra Rosado quer retomar o espaço que foi de seu clã por 13 legislaturas na Câmara Federal.

No passado, esse embate familiar provocou uma cisão que durou três décadas. Hoje não há a condição de grupo unido, mas de aliados de ocasião e com prazo de validade (?).

A estrutura da Prefeitura de Mossoró não tem condições de bancar duas dobradinhas federal/estadual no próximo ano. Na lógica rosadista é sempre “os de casa” primeiro.

Sem uma estrutura de poder, a ala sandrista sabe que não voltará a ter o poderio de antes e já provou disso em 2014. Insistir numa candidatura de Sandra a deputada federal pode por em risco uma reeleição possível de Larissa.

Só uma estrutura tornaria a dobradinha viável. Sem a ajuda palaciana, Sandra vai aceitar passivamente engolir mais um sapo ou seguirá máxima eternizada por seu pai, Vingt Rosado, de abrir os braços para não ser engolida?

A resposta a essa pergunta ajudará a responder a pergunta do título desta postagem: a aliança Rosado/Rosado tem prazo de validade?

Bruno Barreto é jornalista da FM 95.7 (Mossoró) e TV Cabo Mossoró (TCM)

Categoria(s): Artigo
quinta-feira - 20/07/2017 - 10:30h
Comércio

“Aquece Mossoró” terá auditoria para garantir promoções


O “Dia sem Imposto”, o “Feirão de Queima de Estoque” e o “Sorteio de Encerramento” são algumas das ações planejadas para estimular o consumo no período do “Aquece Mossoró”, programado para ocorrer na cidade entre 13 e 30 de setembro deste ano. O lançamento aconteceu à noite dessa quarta-feira (19), no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.

Comércio mossoroense terá tentativa de fomento entre os dias 13 e 30 de setembro (Foto: CNM News)

Outra novidade, é que para dar maior margem de segurança ao consumidor quanto ao ambiente promocional diferenciado do período, com descontos reais, auditores vão visitar as lojas cadastradas antes do início da campanha para fazerem um levantamento dos preços dos produtos. Com o início do “Aquece Mossoró” haverá nova visita para constatar os percentuais de descontos e o cumprimento das normas da campanha pelas lojas cadastradas.

Presenças

A iniciativa é da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato do Comércio Varejistas (SINDIVAREJO), Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mossoró (SINDUSCON) e Associação Comercial e Industrial de Mossoró.

Prestigiaram a iniciativa a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), presidente do sistema FIERN Amaro Sales e o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Flávio Azevedo e presidente da Câmara Municipal de Mossoró Izabel Montenegro (PMDB).

Nota do Blog - Iniciativa da “auditoria” é imprescindível e passa mais credibilidade ao consumidor que em outras promoções do gênero questionava muito supostas adulterações de preços, como no “Liquida Mossoró”.

Mas a maior auditoria é do próprio consumidor, que sabe bem o que é ou não promoção e anda com smartphone à mão, filmando e fotografando tudo.

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Categoria(s): Economia
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segunda-feira - 17/07/2017 - 23:10h
Em Mossoró

Governador promete apoio “dentro da lei” a setor salineiro


“Vim aqui para mostrar nosso apoio à toda cadeia produtiva do sal”, disse o governador Robinson Faria (PSD) hoje em entrevista à imprensa de Mossoró, minutos antes de participar de reunião provocada pelo Sindicato das Indústrias da Extração de Sal do Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL), no auditório do Serviço Social da Indústria (SESI).

Rosalba, "Soutinho" e Robinson posam para fotografia (Foto: redes sociais)

Lembrou que trabalhou por mais de 30 anos no setor, com seu pai, o empresário já falecido Osmundo Faria, sabendo da importância do setor para a economia da região e do estado. “O que puder ser feito, dentro da lei, será feito’, assegurou.

Na reunião, ele recebeu apelo para que se engaje em luta para que segmento ganhe status de “interesse social”, além de empenho ao lado da bancada federal e estadual, para estancar punição milionária do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) ao setor.

Problema milionário

Desde 2013, após a deflagração pelo Ibama da operação denominada ‘Ouro Branco’, o setor salineiro está passando por sérias dificuldades. À época, 35 empresas salineiras foram punidas com 120 multas que ultrapassaram R$ 80 milhões, além de 19 áreas embargadas.

Em decorrência do fato, foi instaurado um procedimento investigatório pelo Ministério Público Federal (MPF), e após três anos, as empresas salineiras foram surpreendidas com pressão do Ministério Público Federal para assinarem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) sem tempo razoável para impugnar/contestar os relatórios apresentados. O setor quer ter meios para defesa, provando que tem importância social e procura obedecer a normas ambientais.

Essa situação compromete mais de 15 mil empregos diretos, de uma indústria responsável pela produção média de 97 por cento da produção nacional de sal.

Robinson recebeu documento reivindicatório do presidente do Siesal, empresário Francisco Ferreira Souto Filho, “Soutinho”. Também houve manifestações de outros políticos presentes (veja AQUI), como a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), senador Garibaldi Filho (PMDB) e outros políticos.

O evento teve baixa representatividade política, não obstante importância da indústria salineira e de suas reivindicações.

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Categoria(s): Economia / Política
segunda-feira - 17/07/2017 - 11:08h
Prefeitura de Mossoró

PDT aguarda, ainda, conversa com Carlos Augusto


Genivan e Tomaz: PDT (Foto: montagem)

Do Blog da Chris

Em sua série de entrevistas denominada “6eis Perguntas”, Christianne Alves (Blog da Chris) entrevista hoje o ex-vereador, farmacêutico-bioquímico e advogado Genivan Vale (PDT).

Entre as indagações que lhe são feitas, uma em especial:

- O PDT, o senhor e o também ex-vereador Tomaz Neto se sentem atendidos no governo Rosalba Ciarlini, ou esperam ou esperavam alguma secretaria?

- O PDT aguarda uma conversa com Carlos Augusto, pois em mais de uma oportunidade a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) deixou claro que era ele quem iria tratar com os partidos, e antes da campanha fechamos um acordo politico, onde PDT, PMDB, PSB, PP e PDT aceitaram participar do chapão da morte, como ficou conhecida nossa coligação, em virtude dos grandes quadros e puxadores de voto, e, portanto, aguardamos essa conversa para poder saber onde o PDT  poderá contribuir com o Governo.

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Categoria(s): Política
domingo - 16/07/2017 - 08:40h
Mossoró

Prefeitura atrasa relatórios obrigatórios sobre a Saúde


A Prefeitura de Mossoró está com pelo menos dois relatórios quadrimestrais da Saúde em atraso. Um ainda derivado da gestão Francisco José Júnior (PSD), outro já da administração Rosalba Ciarlini (PP).

O que o Relatório Quadrimestral deve apresentar:

I – montante e fonte dos recursos aplicados no período; II – auditorias realizadas ou em fase de execução no período e suas recomendações e determinações; III – oferta e produção de serviços públicos na rede assistencial própria, contratada e conveniada, cotejando esses dados com os indicadores de saúde da população em seu âmbito de atuação.

Segundo a Lei Complementar 141/2012, o Relatório deverá ser enviado ao Conselho Municipal de Saúde para apreciação e apresentado na Câmara Municipal pelo gestor do Sistema Único de Saúde (SUS), a cada quatro meses.

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Categoria(s): Administração Pública / Saúde
terça-feira - 11/07/2017 - 21:58h
Mossoró

Robinson volta a garantir voo comercial da Azul Linhas Aéreas


O governador Robinson Faria (PSD) voltou a prometer voo comercial da empresa “Azul Linhas Aéreas” para Mossoró. Postou notícia de encontro seu com executivos da empresa, dando nova garantia quanto a esse compromisso, usando redes sociais hoje.

Na prática, esse lengalenga se arrasta desde o primeiro semestre de 2015, início de sua gestão. Depois houve notícia precipitada no início do ano passado, de que em 12 de abril começaria esse serviço no Aeroporto Dix-sept Rosado.

Leia também

‘Teatro do absurdo’ mistura Rosalba com Robinson e Salomé (AQUI)

De verdade, existe um rol de impedimentos que até hoje o governo estadual não conseguiu transpor em relação ao Dix-sept Rosado. Ninguém aposte alteração dessa realidade mesmo para este ano.

Mas fica a torcida, claro, que antes de concluir sua gestão no próximo ano ele possa materializar esse sonho.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 07/07/2017 - 11:38h
Hoje

Política em pauta com o Blog Carlos Santos no “Jornal da 95″


Estarei hoje (sexta-feira, 7) às 18h30 em bate-papo sobre política na FM 95.7 de Mossoró.

Vai ser no “Jornal da 95″.

Oportunidade para conversar com os âncoras Tárcio Araújo e Elisângela Moura.

Vamos falar sobre a sinuosa gestão Michel Temer (PMDB), recente passagem do governador Robinson Faria (PSD) por Mossoró, os desafios da administração Rosalba Ciarlini (PP) e outros assunto.

Se der tempo, claro.

Acompanhe ao vivo clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 06/07/2017 - 13:19h
Impasse

Sindicato não consegue resposta de prefeita à audiência


Marleide: governos iguais (Foto: Web)

Vai completar um mês no próximo sábado (8), que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) entregou ofício com pedido de audiência à prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Até aqui, nenhuma resposta.

Nadica de nada.

Impasse em questões de reajuste salarial e outros pontos estão na pauta.

- Não tem nenhuma diferença no tratamento que recebemos em relação ao governo anterior – disse Marleide Cunha, presidente da entidade, comparando a relação sindical com a atual gestão e o antecessor Francisco José Júnior (PSD).

“Era assim também”, emendou. “Depois acham ruim quando partimos para a greve”, ameaçou.

Ela foi entrevistada hoje ao meio-dia e meia pelo programa “Jornal da Tarde” da Rádio Rural de Mossoró, apresentado pelo jornalista Saulo Vale.

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Categoria(s): Política
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