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segunda-feira - 18/09/2017 - 07:40h
Política

Um conflito deflagrado


Do Blog da Chris

Não chame para o mesmo local a vereadora Sandra Rosado (PSB) e o vereador Raério Cabeção PRB).

Os dois têm trocado farpas constantes no plenário da Câmara Municipal de Mossoró, a ponto de dificultar a convivência até mesmo na relação pessoal.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 16/08/2017 - 18:30h
Hoje

Julianne Faria tem dia estressante em passagem por Mossoró


A primeira-dama do estado e secretária de Estado do Trabalho, Habitação e Assistência Social (SETHAS), Julianne Faria  (PSD), conviveu com pequenos focos de insatisfações e protestos de movimentos organizados do funcionalismo estadual. Foi hoje (quarta-feira, 16), em Mossoró.

No final da manhã, Julianne protagonizou a inauguração do posto avançado da Central do Cidadão no “Shopping Estação”, centro da cidade.

Representou seu marido, o governador Robinson Faria  (PSD), que cancelou desembarque na cidade.

Forças organizadas do Sindicato dos Trabalhadores na Saúde do RN (SINDSAÚDE/RN) a hostilizaram e às demais autoridades presentes, como a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), deputada estadual Larissa Rosado (PSB), vereadora Sandra Rosado (PSB), alguns vereadores, entre outras.

Vaias, apitaço e palavras de ordem, além de faixas, foram utilizadas pelos manifestantes.

Julianne (à direita, de azul), inaugurou o Posto Avançado ao lado de políticos locais e da região (Foto: PMM)

Já à tarde, ela visitou o Centro Administrativo Diran Ramos do Amaral, onde está instalada a Central do Cidadão e funciona a rodoviária intermunicipal.

Mais pressão

Verdadeira operação de guerra foi desencadeada antes por servidores terceirizados do estado, para manutenção da estrutura com o mínimo de limpeza. O local há muito tem desejado a desejar em termos de higiene, iluminação etc.

Em sua rápida passagem pelo local, Julianne Faria deparou-se com outro protesto. Servidores da Fundação Estadual da Criança e do Adolescentes (FUNDAC) e Departamento Estadual do Trânsito (DETRAN/RN) cobraram com faixas e palavras de ordem, “cumprimento de acordo judicial”.

Manifestantes aguardaram Julianne no Centro Administrativo com faixa dirigida ao "governador" (Foto: cedida)

Uma das faixas era dirigida ao “Governador”, que tinha agenda marcada para a cidade, mas terminou não comparecendo, devido à forte pressão desde ontem, em Natal, com a “Operação Anteros” (veja AQUI).

Ela chegou a conversar com alguns manifestantes, em tom cordial. Repetiu argumento que o governo tem expressado, para o não-atendimento de entendimentos salariais: o limite prudencial imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Julianne conversou com manifestantes, ponderando sobre dificuldades do governo em atender pleitos (Foto: cedida)

Julianne Faria não chegou a Mossoró em aeronave do estado. Utilizou carro. Foi entrevistada pontualmente por setores da imprensa nesse ínterim, mas desmarcou outros compromissos.

Funcionamento

A Central do Cidadão funcionará de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, para emissão de carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e atendimento do Moradia Cidadã, numa média de 4 mil atendimentos mensais.

O município cedeu seis servidores para garantir o funcionamento da unidade. A ideia de sua implantação surgiu do próprio empreendimento, pertencente ao Grupo Porcino Costa, que cedeu toda a estrutura, mobiliário e equipamentos.

A unidade já existente no Centro Administrativo-Rodoviária, segue com atendimento entre 7 e 13 horas.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
  • Repet
quinta-feira - 10/08/2017 - 08:22h
Em Brasília

Dias de muita tensão


O grupo político-familiar da vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) vive dias tensos.

Problemas no campo judicial geram esse estresse.

A estada dela e da filha e deputada estadual Larissa Rosado (PSB), em Brasília, diz muito dessa atmosfera aflitiva.

Os escaninhos do poder são percorridos milimetricamente na Capital Federal, em busca de apoio saneador.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 25/07/2017 - 10:30h
Eleições 2018

Tião caminha à disputa estadual desconectado da realidade

Ex-candidato a prefeito aparece como um bom nome, mas distante ainda de ser um bom candidato

O empresário e ex-candidato a prefeito de Mossoró em 2016 Tião Couto (PSDB) tem se mexido fora de Mossoró para ser o candidato do seu partido ao governo estadual no próximo ano. Peregrina da capital ao interior. Até aqui, Tião segue como um bom nome, mas não um bom candidato.

O simples fato de existir desgaste cumulativo e robusto da política tradicional, dos partidos e dos políticos, não o credencia a ocupar esse espaço como algo novo, alternativo e diferenciado. A administração estadual de Robinson Faria (PSD) reprovada popularmente, ajuda-o a marchar, sem que instantaneamente o faça favorito à sucessão no próximo ano.

Francisco José perdeu contato com a realidade; Tião marcha para nova disputa com mesmo pecado (Foto: Mossoró Notícias)

A própria votação cevada empalmada por ele na disputa à prefeitura – 51.990 (39,39%) votos -, não o credencia “naturalmente” à concorrência estadual.

Basta aprender com os erros crassos de avaliação de voto, cenário e conceitos sobre a política e os políticos, vivenciados pelo ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Em 4 de maio de 2014, Francisco José Júnior foi eleito à prefeitura em disputa suplementar, com 68.915 (53,31%) votos. Em outubro de 2016, quase dois anos e cinco meses depois, só foram contabilizados 602 votos válidos a seu favor, em face até de sua desistência pública de candidatura, por detectar falta de apoio popular ao seu nome.

Ativo frágil

Tratássemos do “voto” pela ótica das Ciências Econômicas, poderíamos afirmar com segurança que é o caso típico de um “ativo” frágil. Seria uma “moeda” flutuante, sujeita às volatilidades de riscos, conforme o momento ou externalidades referentes às eleições e à dinâmica da própria política.

Francisco José Júnior não entendeu, que o DNA dos seus votos excepcionais em 2014 guardava composição heterogênea, resultado de uma conjuntura particular e favorável a seu projeto. Vestiu-se de líder e assumiu para si o capital que de verdade não lhe pertencia no todo.

Dois dias após sua eleição, o Blog Carlos Santos traçou o código genético de seu triunfo e alertou-o. Fomos ignorados. Vaidade embaciou seus olhos. Já estava tomado por uma certeza: era um líder.

Os votos derivavam de sua surpreendente gestão interina na prefeitura; do impedimento à nova candidatura da prefeita eleita, cassada e afastada Cláudia Regina (DEM); de uma corrente histórica anti-Rosado/anti-oligarquia; do apoio maciço do eleitor da então governadora Rosalba Ciarlini (PP), que queria derrotar outra vez a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e da incerteza de legalidade da própria postulação da parlamentar adversária.

Sandálias do bom senso

Com Tião, tudo indica, acontece igual pecado de análise dos números e desconexão da realidade dos fatos e do contexto em que esteve envolvido. Empavona-se com uma atmosfera política pontual e com votação que pode ser avaliada sem maior esforço. Foram votos anti-rosalbismo, anti-Rosado, anti-união Rosado-Rosado e em favor do perfil que procurou representar como homem de sucesso.

Daí é precipitado acreditar, que os 51.990 (39,39%) votos que recebeu à prefeitura em 2016, fazem parte do seu patrimônio particular como político da nova safra. Precisa refazer contas, reavaliar cenário e calçar as sandálias do bom senso.

Francisco José Júnior em 2014 obteve numérica e percentualmente, a maior vitória eleitoral em disputa municipal em todos os tempos, superando a própria Rosalba Ciarlini que em 1996 atropelou Sandra Rosado (PSB, então no PMDB). Compreensível, em parte, seu delírio com o poder.

Votos, liderança e perdas

Leia também: Novo prefeito ganha para dividir a história ou confirmar os Rosado AQUI;
Leia também: Voto se revela um ativo de alto risco na política de Mossoró AQUI;
Leia também: Rosalba chega à quarta eleição para a Prefeitura de Mossoró AQUI;
Leia também: O perigo do “Efeito Orloff” no futuro de Tião AQUI.

Àquele ano de 1996, Rosalba Ciarlini (filiada ao PFL) teve 57.407 (52,64%) votos, botando maioria de 31.289 votos sobre a prima Sandra.

Em 4 de maio de 2014, o prefeito interino Francisco José Júnior foi mais além. Destroçou Larissa Rosado com a soma de 68.915 (53,31%), numa maioria de 31.862 sobre ela.

Sandra e Larissa Rosado deixaram a oposição sem "dono" (Foto: Arquivo do Blog Carlos Santos e Costa Branca News)

Para provar como voto é um bem instável e de difícil manutenção e multiplicação, o ex-prefeito Francisco José está aí vivo para contar o enredo pós-urnas. Se tiver um espasmo de humildade, pode até reconhecer pecados e que chegou a ser avisado sobre o fenômeno.

Estuário

Na prática, os votos da oposição não têm dono e não possuem referência desde que o grupo de Sandra Rosado capitulou, convertendo-se em “neorosalbista”. Podem crescer ou não, dependendo de vários fatores, como a gestão Rosalba. Até aqui, não há um estuário para esses eleitores.

O ex-prefeito sonha em retornar à política e sabe que precisará investir muito mais para obter outro mandato eletivo. Um detalhe: Francisco José Júnior venceu a primeira eleição a prefeito da qual participou. Tião, não.

São dois momentos distintos, dois personagens muito diferentes, claro. Porém não custa estudar a história e respeitar os ensinamentos que ela oferece. Os fatos estão aí.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
  • Repet
domingo - 23/07/2017 - 04:18h

Aliança com prazo de validade?


Por Bruno Barreto

A dicotomia Rosado x Rosado durante 30 anos dividiu a política em Mossoró. Embora o grupo de Rosalba Ciarlini tenha sido hegemônico durante praticamente todo esse período, o sandrismo equilibrava as forças tendo mandatos na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados.

Sem contar que na maior parte desse período esteve aboletado na estrutura do Governo do Estado.

O rosalbismo também tinha seus espaços na Assembleia e Câmara dos Deputados. Havia um equilíbrio de poder entre as duas alas do rosadismo. Agora o cenário é diferente e lembra o período anterior à divisão política dos Rosados.

O grupo rosadista tinha Carlos Augusto Rosado na Assembleia Legislativa e Vingt Rosado na Câmara Federal e o comando da Prefeitura de Mossoró com Dix-huit Rosado. Agora esses papeis são ocupados por, respectivamente, Larissa Rosado, Beto Rosado e Rosalba Ciarlini.

Como no período que antecedeu o pleito de 1986, há uma tensão abafada nos veículos de comunicação. Larissa quer ser reeleita como Carlos Augusto queria há 31 anos.

Mas o rosalbismo quer lançar um nome novo de dentro de casa, Lorena Ciarlini, como Vingt Rosado queria fazer com Laíre Rosado no passado.

Beto Rosado quer renovar o mandato como antes desejara Vingt, mas Sandra Rosado quer retomar o espaço que foi de seu clã por 13 legislaturas na Câmara Federal.

No passado, esse embate familiar provocou uma cisão que durou três décadas. Hoje não há a condição de grupo unido, mas de aliados de ocasião e com prazo de validade (?).

A estrutura da Prefeitura de Mossoró não tem condições de bancar duas dobradinhas federal/estadual no próximo ano. Na lógica rosadista é sempre “os de casa” primeiro.

Sem uma estrutura de poder, a ala sandrista sabe que não voltará a ter o poderio de antes e já provou disso em 2014. Insistir numa candidatura de Sandra a deputada federal pode por em risco uma reeleição possível de Larissa.

Só uma estrutura tornaria a dobradinha viável. Sem a ajuda palaciana, Sandra vai aceitar passivamente engolir mais um sapo ou seguirá máxima eternizada por seu pai, Vingt Rosado, de abrir os braços para não ser engolida?

A resposta a essa pergunta ajudará a responder a pergunta do título desta postagem: a aliança Rosado/Rosado tem prazo de validade?

Bruno Barreto é jornalista da FM 95.7 (Mossoró) e TV Cabo Mossoró (TCM)

Categoria(s): Artigo
terça-feira - 18/07/2017 - 17:48h
Sandra e Larissa

Grupo Rosado confirma prioridades eleitorais para 2018


Num bate-papo no programa “Jornal da Tarde” de hoje na Rádio Rural de Mossoró, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) foi direta:

Em 2018, o seu grupo tem duas prioridades: sua reeleição e o retorno de sua mãe e atual vereadora Sandra Rosado (PSB) à Câmara Federal.

Leia também: Sandra Rosado sonha o sonho difícil de novo mandato federal AQUI.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 17/07/2017 - 09:58h
Eleições 2018

Sandra Rosado sonha o sonho difícil de novo mandato federal


A vereadora Sandra Rosado (PSB) voltou a sonhar em, novamente, ocupar assento na Câmara Federal. Algo possível, sim. Mas extremamente difícil numa análise mesmo pueril.

As eleições de 2018 seriam esse trampolim para ela, que já esteve nesse poder em três mandatos. Não se reelegeu em 2014.

A prisão de Henrique Alves (PMDB), ex-presidente da Câmara Federal, praticamente o alija de uma vaga tida como “certa”, podendo abrir espaço à acomodação de outras forças – como a exumação de Sandra e seu grupo. O Rio Grande do Norte tem oito assentos de deputado federal.

Larissa, Henrique e Sandra: articulação de Henrique puxou Larissa e agora pode viabilizar Sandra (Foto: arquivo)

Mesmo bastante descapitalizada eleitoralmente e financeiramente, a saída de Sandra pode ser abrir caminho através de um “chapão”, costura já realizada no passado pelos dinossauros da política potiguar, barateando campanhas e oportunizando eleição dos mesmos nomes.

Paralelamente, não deve ser esquecido ainda, o projeto de reeleição de Larissa Rosado (PSB) à Assembleia Legislativa. Filha de Sandra, ela não se reelegeu em 2014.

Ardilosa articulação

Larissa foi içada novamente a esse parlamento no início deste ano, como desfecho de uma ardilosa articulação feita por Henrique nas eleições municipais de Natal e Mossoró ano passado (veja AQUI: ‘Consórcio’ Alves-Maia-Rosado planifica poder para 2018). Ele espera delas em 2018 a contrapartida, e não o contrário.

Noutro ângulo de análise surge mais um complicador para a vereadora e ex-deputada: ela hoje é uma neorosalbista. Integra bancada e grupo da ex-adversária por quase 30 anos, prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que tem o sobrinho-afim Beto Rosado (PP) como seu candidato à reeleição à Câmara Federal.

Prioridades de Rosalba

A prioridade de Rosalba é Beto à Câmara Federal e tende a lançar sua filha e atual secretária da Ação Social, Lorena Ciarlini Rosado (PP), à Assembleia Legislativa. Sandra e Larissa têm que se virar sozinhas, se reinventando político-eleitoralmente.

Até 2014, os grupos de Sandra e Rosalba, primas e contendoras políticas, fabricavam laboratorialmente uma disputa majoritária entre seus candidatos à Câmara Federal, numa emulação que beneficiava os dois lados em Mossoró. Sempre tinham os candidatos mais votados em Mossoró, com grande acervo de votos à eleição de cada um. Começaram nessa “dobradinha” em 2004.

Walter, Fábio, Jácome, Zenaide, Beto, Rafael, Felipe e Rogério Marinho compõem atual bancada (Foto: montagem)

Bancada Federal – Os atuais deputados federais do RN são estes: Felipe Maia (PDT), Rogério Marinho (PSDB), Walter Alves (PMDB), Antônio Jácome (PMN), Beto Rosado (PP), Fábio Faria (PSD), Rafael Motta (PSB) e Zenaide Maia (PR). Desses, provavelmente Zenaide será candidata ao Senado por outra sigla. Os demais devem tentar a reeleição.

Dessa feita, se Sandra conseguir fôlego mínimo para ser candidata, não terá a seu favor essa atmosfera de disputa para provocar o eleitorado mossoroense a se dividir fartamente entre ela e outro Rosado. É possível que amealhe bem menos votos “contra” o “adversário” Beto Rosado.

Em 2006, por exemplo, ela empalmou em Mossoró 19.852 votos, contra 28.709 votos do seu primo Betinho Rosado (então no DEM, hoje presidente estadual do PP e pai de Beto Rosado). Já em 2010, conseguiu 25.072. Betinho alcançou 32.245.

“Duelos” de faz-de-conta

Em 2014, Sandra “enfrentou” Betinho Segundo, que depois de eleito adotou o nome político de Beto Rosado. Em Mossoró, ela somou 18.271 votos, contra 15.321 de Beto/Betinho.

Os tempos são outros. Os “duelos” de faz-de-conta provavelmente não terão o mesmo efeito no próximo ano, se forem outra vez reeditados.

Leia também: Após quase 70 anos, Mossoró pode ficar sem nome na Câmara Federal (AQUI).

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Categoria(s): Política
terça-feira - 04/07/2017 - 14:14h
Câmara Municipal de Mossoró

Sandra justifica voto contra prestações de contas de Fafá


“Jamais votaria a favor da prestação de contas de uma administração incorreta e desonesta”. A frase foi disparada pela vereadora governista Sandra Rosado (PSB), no plenário da Câmara Municipal de Mossoró, na sessão de hoje.

Foi sua reação, além de votos, contra a aprovação em regime de urgência, das prestações de contas da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), referentes aos exercícios 2011 e 2012 (veja AQUI).

Apesar de acordo no governismo para aprovação “cega” às duas matérias, ela redarguiu a quem não gostou de sua postura, de forma áspera.

“Eu não mudaria de opinião. Mossoró sabe como foi governada nesses anos”, completou.

Apesar de primas, Sandra e Fafá seguem como adversárias irreconciliáveis até aqui.

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Categoria(s): Política
  • Repet
terça-feira - 04/07/2017 - 13:56h
Vapt-vupt

Câmara aprova duas contas de Fafá Rosado em uma sessão


Tudo resolvido. Numa sessão com algumas escaramuças, certas resistências, a Câmara Municipal de Mossoró aprovou hoje com votação expressiva, as prestações de contas dos anos 2011 e 2012 da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

Fafá: alívio com união de bancadas (Foto: arquivo)

O placar foi de 14 votos favoráveis, um contra (vereadora governista Sandra Rosado-PSB) e quatro abstenções.

Na última quinta-feira (29), na sala da presidência da Casa, foi fechado acordo para que as prestações de contas fossem aprovadas consensualmente (veja AQUI). Uma reprovação teria sérias consequências para a ex-prefeita e outros personagens, como inelegibilidade e hipotéticas sanções cíveis e até criminais.

Bancadas de governo e parte da oposição endossaram o entendimento em plenário, mesmo sem conhecerem o conteúdo de nenhuma.

O assunto tem um enredo nebuloso e não começa e termina hoje. Por algum tempo, a prestação de contas de 2012 simplesmente sumiu da Câmara Municipal. Reapareceu como num passe de mágica.

Projetos de resolução

A sessão chegou a ser suspensa, para que fossem feitos às pressas projetos de resolução tratando das respectivas matérias, de modo a que fossem votadas e aprovadas em plenário. Sem esse instrumento jurídico, como recomenda o Tribunal de Contas do Estado (TCE), as votações poderiam ser nulas.

Apenas duas vozes foram ostensivamente contra o vapt-vupt nas votações: Sandra Rosado e a líder oposicionista Isolda Dantas (PT) – veja AQUI.

A decisão do legislativo foi comemorada também no Palácio da Resistência, sede da prefeitura, apesar de Fafá Rosado ser “adversária” da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Leia também: Mobilização política faz blitz para aprovação de contas de Fafá AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sábado - 01/07/2017 - 10:56h
Mossoró

Mobilização política faz blitz para aprovação de contas de Fafá


Do Blog Carol Ribeiro, TV Cabo Mossoró (TCM) e Blog Carlos Santos

Na próxima terça-feira (03) os vereadores de Mossoró, mesmo em recesso, devem realizar sessão extraordinária para avaliar as contas municipais referentes a 2011, da gestão Fafá Rosado (PMDB).

A sessão foi convocada na última terça (27) e gerou discussão entre os parlamentares. O plenário questionou o porquê da matéria ter sido colocado neste momento final do semestre.

De acordo com os vereadores, se soma a isso o desconhecimento sobre o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) a respeito dos números, que foram “aprovados com ressalvas”.

Fiscalização

O Blog Carlos Santos mergulhou nos bastidores desse intrincado caso (veja AQUI). Há pressa na aprovação das contas, até mesmo de “adversários” da ex-prefeita Fafá Rosado, incrustados no Palácio da Resistência (sede da municipalidade).

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o seu marido e líder político, Carlos Augusto Rosado – primo de Fafá -, não aparecem diretamente no enredo. Porém não estão alheios a ele. A bancada governista tem “independência” para aprovar sem questionamento as contas da adversária e ex-aliada do rosalbismo.

Rosalba e Fafá: passado, presente (Foto: Jornal de Fato)

Outra vez, a Câmara Municipal de Mossoró está no epicentro de discussões, longe do conteúdo técnico e avessa ao seu papel fiscalizador. Assume uma tarefa política de anteparo da ex-prefeita e de outras pessoas importantes ao seu governo.

A Casa pode mais uma vez abdicar de sua prerrogativa de defender o interesse público. Já ostenta o recorde de nunca, absolutamente nunca em toda sua história, ter instalado uma Comissão Especial de Investigação (CEI).

“Presunção de inocência”

O legislativo mossoroense adotou historicamente o princípio da “presunção de inocência” do executivo, como regra do seu trabalho, em vez do primado da desconfiança.

Por que a pressa? A quem interessa a aprovação em estilo vapt-vutp? Por que até adversários políticos estão empenhados nessa jornada?

Contudo mesmo no governismo, há vozes contrárias a essa urgência. A vereadora Sandra Rosado (PSB) recorre ao Regimento Interno da Casa para questionar esse imediatismo.

Já a presidente da Câmara Municipal, Izabel Montenegro (PMDB), não vê nada como “extemporâneo”. Isolda Dantas (PT), líder oposicionista, cobra zelo ao próprio mandato e obrigações do vereador.

Entre os vereadores, quase  ninguém ou ninguém conhece o conteúdo do calhamaço. Nem deverá conhecer melhor. Até aqui não houve tempo hábil para isso.

A costura política que foi desencadeada nesta semana – inclusive com reunião a portas fechadas na Câmara Municipal – visou sua aprovação. E ponto final. Terça-feira, 3, sairá o resultado prático dessa blitz.

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Categoria(s): Política
  • Repet
terça-feira - 20/06/2017 - 15:05h
Rio Branco

Sandra propõe nome de Wilma para avenida de Mossoró


Wilma: avenida que ajudou a mudar (Foto: arquivo)

Na sessão da Câmara Municipal de Mossoró de hoje (20), a vereadora Sandra Rosado (PSB) homenageou, em discurso na tribuna, a ex-governadora Wilma de Faria, falecida quinta-feira (15).

A parlamentar disse que Wilma merece homenagem à altura em Mossoró, sua terra natal, e anunciou Projeto de Lei, denominando Avenida Rio Branco de Governadora Wilma de Faria.

Nota do Blog – Justa homenagem. Foi o maior nome do governo estadual em favor de Mossoró nas últimas décadas. Seu acervo de realizações é exponencial, em favor de sua terra natal – Mossoró.

A própria Avenida Rio Branco, com Corredor Cultural cheio de equipamentos públicos que mudaram a cara da região central da cidade, não teria se tornado realidade sem ela.

Aplausos.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 13/06/2017 - 13:20h
Câmara Municipal de Mossoró

Audiência discutirá nova utilização do Hospital da Polícia


Em reunião hoje (terça-feira, 13) na Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), novamente foi discutida a possibilidade de reabertura do Hospital da Polícia Militar em Mossoró. A ideia em andamento na Uern, é de transformação desse equipamento num “Hospital Universitário”.

Uern sediou mais uma etapa das discussões sobre o tema que mobiliza outras instituições (Foto: cedida)

Várias instituições defendem essa nova destinação do Hospital da Polícia Militar em Mossoró.

Como contribuição da Câmara Municipal, a vereadora Sandra Rosado (PSB) encaminhou aprovação na sessão ordinária desta manhã, de audiência pública para discutir o tema, no plenário da Casa, em data a ser agendada.

“Importante o debate para envolver o Legislativo e o Município nessa causa, porque Mossoró precisa do Hospital da Polícia”, justifica.

Com informações da Assessoria de Sandra Rosado.

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terça-feira - 30/05/2017 - 23:50h
Mossoró

UTIs e recursos à Saúde revelam indignação de vereadores


Izabel: outros hospitais (Foto: CMM)

A presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PSB), defendeu hoje em sessão ordinária, da Casa, a criação de uma Frente Parlamentar para defender os hospitais locais e procurar soluções à manutenção e ampliação dos leitos na cidade de Mossoró.

“Essa luta não é só de Mossoró. Todos os municípios da região têm obrigação de lutar com a gente, pois usam esse serviço em nossa cidade,” disse. E foi mais enfática: “Há questões políticas? Por que não credenciar leitos de outros hospitais e apenas beneficiar o Hospital Wilson Rosado (HWR)?”

Antes, a vereadora Aline Couto (PHS) cobrou regulação para os leitos de UTI do SUS que estão nos hospitais particulares e lembrou que a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), tem oferta, não aproveitada pelo estado. “Precisamos de uma  central de regulação para o nosso município para fiscalizar o uso desses leitos destinados ao SUS. Eu já ouvi que tem hospital que procura o perfil do paciente para saber se pode atender na UTI e isso é errado”, questionou.

Izabel Montenegro ratificou posição de Aline e lamentou retenção de recursos da LMECC, que compromete o atendimento a milhares de pessoas, “que não podem esperar”.

Audiência pública

Alex Moacir (PMDB), líder governista, elogiou o deputado Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, por ter promovido audiência pública na última sexta-feira (26) em Mossoró (veja AQUI). Ele fez intervenção em aparte à Aline, que salientava essa iniciativa do deputado.

Aline: defesa da LMECC (Foto: CMM)

Já Sandra Rosado (PSB), diante do anúncio do Governo do Estado de dez novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Mossoró, propôs que sejam destinados, total ou parcialmente, à LMECC. Mas Aline destacou, que na audiência pública o governo já adiantara decisão favorecendo o Hospital Wilson Rosado.

“Mas a regulação para envio de pacientes será da direção do Tarcísio Maia”, lembrou ela.

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Categoria(s): Política / Saúde
segunda-feira - 22/05/2017 - 21:00h
Mossoró

Comissão rejeita mudança em “Tribuna Popular”


A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Câmara Municipal de Mossoró rejeitou, na manhã desta segunda-feira, o projeto de autoria da Mesa Diretora que modifica a Tribuna Popular, a qual dá espaço para representantes da sociedade nas sessões da Câmara.

A proposta reduz o tempo de discurso de dez para cinco minutos e restringe intervenções dos vereadores (apartes) sobre o tema tratado. A proposição foi rejeitada pelos três membros da CCJR presentes à reunião: vereadora Sandra Rosado (PSB, presidente), vereador Genilson Alves (PMN) e vereadora Isolda Dantas (PT).

Com informações da Assessoria de Sandra Rosado.

Categoria(s): Administração Pública / Política
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terça-feira - 16/05/2017 - 18:00h
Hoje

Sandra Rosado garante em plenário que provará inocência


Em discurso na Câmara Municipal de Mossoró, nesta terça-feira, a vereadora Sandra Rosado (PSB) reafirmou não ter praticado irregularidades a ela atribuídas em recente decisão da 8ª Vara Federal de Mossoró (veja AQUI), a respeito de utilização de recursos públicos pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Ex-deputada federal lembrou nome do seu pai, o deputado federal Vingt Rosado, já falecido (Foto: Edilberto Braga)

“Provarei minha inocência na instância superior, porque é uma decisão judicial sem provas e fora da realidade, fundada no interesse político de chancelar a malfadada intervenção na Apamim e que, para tanto, necessita de um bode expiatório”, disse, em pronunciamento na tribuna do plenário.

Equívoco

A vereadora esclareceu não ter apresentado a emenda parlamentar, a qual baseia a decisão judicial. “A emenda a que se refere o juiz teria sido liberada em convênio celebrado aos 31 de dezembro de 2003. Eis aí o maior erro da decisão de primeiro grau, pelo simples fato de que a iniciativa jamais poderia ser atribuída a mim, que cheguei à Câmara dos Deputados em fevereiro daquele ano”, explica.

Disse que quem entende o mínimo do funcionamento de uma casa legislativa sabe que senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores só podem propor emendas para o exercício orçamentário do ano seguinte.

Acrescentou que não trabalhou na Apamim, nunca interferiu na administração nem tirou benefício econômico da entidade. “Nunca agi em relação à Apamim, a não ser em seu auxílio, quando pediram, por compreender a magnitude do papel social da maternidade onde nasceram os meus quatro filhos”, frisou.

Integridade

Sandra lembrou que nos 12 anos que exerceu o mandato de deputada federal, apresentei dezenas de emendas ao Orçamento Geral da União, que, levando-se em consideração a cota anual de R$ 15 milhões reservada ao parlamentar, alcançaram cerca de R$ 180 milhões, para municípios de todas as regiões do Estado.

“Se pretendia me beneficiar de emendas, por que apenas uma para a Apamim entre dezenas? Por que somente R$ 719 mil no universo de R$ 180 milhões? Por que eu, filha de Vingt Rosado, sujaria minhas mãos e desonraria a memória de meu pai por R$ 3 mil, se nem milhões me desviariam do bom caminho?”, referindo-de ao valor pelo qual foi condenada.

Lembrou ter trabalhado no Congresso Nacional entre 2003 e 2014 e, mesmo diante da enxurrada de delações premiadas, verdadeiras e falsas, o nome dela jamais foi associado a escândalos de corrupção.

“Trago as mãos limpas e asseguro: jamais recebi sequer propostas indecentes, porque todos me conhecem e ninguém teria a petulância de me oferecer vantagem indevida. Embora a injustiça seja uma arma dolorosa, tranquilizam-me a consciência de minha inocência e a certeza de que o erro será reparado na instância superior. Com fé em Deus e convicta de que a Justiça prevalecerá”, concluiu o pronunciamento.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 15/05/2017 - 22:54h
Justiça Federal

Ação Penal coloca Sandra, Laíre e Larissa em novo julgamento

Costura política nas eleições municipais 2016 ajuda grupo a empurrar sentença para Tribunal Federal

Do Mossoró Hoje e Blog Carlos Santos

O núcleo político comandado pela ex-deputada federal e atual vereadora Sandra Rosado (PSB) tem mais e mais problemas em fila na Justiça Federal. Eles alcançam também seu marido e ex-deputado federal Laíre Rosado (PSB), bem como a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), filha de ambos.

A Ação Penal sob número 0000862-84.2015.4.05.8401, protocolada em novembro de 2015 pelo Ministério Público Federal (MPF/RN), com assinatura do procurador Emanuel de Melo Ferreira, trata de suposto desvio de R$ 3.429.779,00 no período 2004/2005. Seriam recursos federais destinados à Saúde, através da Fundação Vingt Rosado, comandada pela família de Sandra, Laíre e Larissa.

Laíre, Sandra Rosado e Larissa Rosado são denunciados duramente pelo MPF em ação penal (Foto: arquivo)

Nesse rol, ainda aparecem 12 outros envolvidos (veja lista em boxe dentro desta postagem).

A demanda judicial desembarca no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede em Recife (PE), devido à presença da deputada “Larissa Daniela da Escóssia Rosado” como ré. Ela tem foro privilegiado, por ser deputada estadual.

O processo, que já estava concluso para sentença, seria julgado na 8ª Vara da Justiça Federal de Mossoró. Não ocorreu devido a essa situação política-jurídica excepcional obtida por Larissa em janeiro deste ano, como resultado de minuciosa articulação política desencadeada pelo ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) no ano passado. A costura envolveu também o grupo rosalbista (veja AQUI), e ligou as eleições municipais de Natal com as de Mossoró em 2016.

Henrique – que quer retornar à Câmara Federal  em 2018 – aboletou o então deputado estadual Álvaro Dias  (PMDB) como vice-prefeito do Natal, Carlos Eduardo (PDT), para que a suplente Larissa Rosado virasse titular. Assim, o mandato dela teria também tem essa serventia, como chicana no labirinto judicial.

Todo esse anteparo político não é suficiente, assim mesmo, para aplacar o cerco do MPF/RN ao grupo Rosado. O que a ação penal em foco descreve, no labirinto dos recursos federais milionários que teriam evaporado a caminho de Mossoró, é desconsertante.

Gestores e dirigentes corruptos

“Como uma instituição que sempre recebeu milhões e milhões de reais para investimento nos vários serviços de saúde para cuja prestação foi criada, quase fechou as suas portas por incontestável inoperância? Simples. As mulheres e recém-nascidos de Mossoró/RN tiveram o azar de depender de uma entidade de saúde constituída por gestores e dirigentes corruptos que não tiveram o menor pudor em retirar os recursos do cuidado com a saúde dos seus pacientes para aplicá-los em finalidades completamente escusas”, vocifera o procurador da República Emanuel de Melo Pereira, de Mossoró, no texto que denuncia pai, mãe, filha e mais 12 envolvidos.

O procurador da República Emanuel de Melo Ferreira destaca que para a “eficiência desta espécie de desvio de dinheiro público eram necessárias as atividades de quatro tipos de agentes, devidamente delineados.

Henrique: costura (Foto: Marcelo Camargo)

“Deputado autor da emenda; entidade pública e respectivo gestor destinatário dos recursos provenientes das emendas parlamentares; empresas privadas e sócios pré-definidos, indicados mediante o auxílio dos agentes intermediadores, que executariam o objeto do convênio, com pagamento de propina ao parlamentar; integrantes de comissão de licitação que fabricariam os certames públicos para ofertar ares de legalidade à trama improba,” descreveu Emanuel de Melo Ferreira.

No caso em questão, a então deputada federal Sandra Rosado, no ano 2004, destinou recursos (quase R$ 3 milhões em emendas) para a Fundação Vingt Rosado, que na época era administrada por Francisco de Andrade Silva Filho.

Ele era marido de sua filha Larissa Daniela da Escóssia Rosado, então deputada estadual.

Os réus na Ação Penal 0000862-84.2015.4.05.8401

Laíre Rosado Filho;
Sandra Maria da Escóssia Rosado;
Larissa Daniela da Escóssia Rosado;
Francisco de Andrade Silva Filho;
Damião Cavalcante Maia;
Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque;
Francisco Wilton Cavalcante Monteiro;
Francisco Wallacy Monteiro Cavalcante;
Maria Alves de Sousa Cavalcante;
Maria Goreti Melo Freitas Martins;
Maria Melo Forte Cavalcante;
Manuel Alves do Nascimento Filho;
Suane Costa Brusamerello;
Anderson Luis Brusamarello;
José do Patrocínio Bezerra

Como a Fundação Vingt Rosado não é hospital, simulava-se compra de material e equipamentos para a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), controlada pelo então marido de Sandra Rosado, o ex-deputado federal e médico Laíre Rosado Filho. Segundo relata o MPF na denúncia acatada pela Justiça Federal, cada centavo enviado pelo Governo Federal para a saúde de Mossoró era desviado.

“A fraude cometida pelos investigados não se propunha a frustrar o caráter competitivo das licitações, que, repita-se, sequer chegaram a ocorrer. A manipulação da documentação foi posterior ao repasse dos recursos entre os integrantes da associação criminosa e teve o objetivo de burlar a prestação de contas, dificultando a identificação das operações ilícitas”, explicou o MFP em sua denúncia.

O procurador federal Emanuel de Melo Ferreira foi enfático, claro e direto em afirmar que a família Rosado está praticando este tipo crime gravíssimo contra a população de Mossoró há muitos anos usando a Apamim, que está sob intervenção federal desde setembro de 2014.

“Neste ponto, cumpre destacar que a utilização da Apamim por Laíre Rosado Filho, Sandra Rosado e Larissa Rosado como fachada para a prática de atos ilícitos vem de um longo contexto histórico, em que ele, agindo na condição de superior mandatário da Apamim, capitaneou reiterados desvios de recursos públicos destinados à prestação de serviços de saúde nesta cidade, os quais são notadamente de origem federal (oriundos do Ministério da Saúde, a exemplo dos vários convênios que firmou com o Fundo Nacional de Saúde – FNS)” – apontou o procurador federal.

Veja matéria completa no Mossoró Hoje clicando AQUI;

Veja a denúncia na ÍNTEGRA clicando AQUI.

Veja também: Sandra Rosado tem condenação a 9 anos e dois meses de prisão (AQUI);

Veja também: Vereadora Sandra garante ser inocente (AQUI).

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sexta-feira - 12/05/2017 - 23:54h
O outro lado

Vereadora Sandra Rosado garante ser inocente


A vereadora Sandra Rosado (PSB), condenada a 9 anos e dois meses de prisão pela Justiça Federal (veja AQUI), emitiu nota se pronunciando sobre essa sentença.

Veja sua íntegra abaixo:

Nota de Esclarecimento

A respeito de recente decisão da 8ª Vara Federal, envolvendo meu nome, asseguro não haver praticado as irregularidades que me são atribuídas, quando, na condição de deputada federal, indiquei, dentro da Lei, emendas ao Orçamento da União que resultaram em desenvolvimento para vários municípios do RN, sem tirar disso qualquer proveito pessoal.

Recebo a notícia com serenidade, embora discorde veementemente das conclusões expressas na sentença, que, diante da comprovação de minha inocência, será modificada em instância superior.

Assim, com fé em Deus e convicta de que essa grave injustiça será reparada, agradeço a todos pelas manifestações de solidariedade, assegurando que o acontecimento não abalará em nada o trabalho que realizo em benefício do povo de Mossoró.

Mossoró-RN, 12 de maio de 2017.

Sandra Rosado

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 12/05/2017 - 23:36h
Desvio de recursos

Sandra Rosado tem condenação a 9 anos e 2 meses de prisão


Do Mossoró Hoje

A vereadora Sandra Rosado (PSB) foi condenada a 9 anos e 2 meses de prisão por apropriação indevida de recursos repassados pela União à Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM). A sentença, do juiz federal Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal de Mossoró, foi assinada na última quarta-feira, 10, e será publicada neste fim de semana no Diário de Justiça Eletrônico.

Sandra tem condenação (Foto: arquivo)

Na sentença, o magistrado destaca que houve um “conluio para apropriar-se indevidamente de recursos repassados pela União (Convênio nº 1782/2003-FNS – SIAFI nº 495578) para APAMIM – Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró, no valor de R$ 719.779,00”. Estes recursos foram repassados em cinco parcelas de R$ 143.955,80.

No processo, ficou configurado que a então deputada federal Sandra Rosado, no ano de 2004, agilizou em Brasília a liberação dos recursos junto ao Ministério da Saúde, destinando-os para a APAMIM, em Mossoró, que por sua vez era administrada na época pelo marido dela, Laíre Rosado Filho e o genro, Francisco Andrade Silva Filho.

Confira a situação de cada réu no processo:

RÉU – Sandra Maria da Escóssia Rosado – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Manuel Alves do Nascimento Filho – 9 anos e 2 meses de prisão;

RÉU – Maria Goreti Melo Freitas Martins – 8 anos e 6 meses de prisão;

RÉU – Cláudio Montenegro Coelho de Albuquerque – 7 anos e 4 meses de prisão;

RÉU – Francisco de Andrade Silva Filho – 4 anos de prisão;

RÉU – Maria Melo Forte Cavalcante – Absolvido;

RÉU – Suane Costa Brusamarello – Absolvido;

RÉU – Anderson Luis Brusamarello – Absolvido;

RÉU – José do Patrocinio Bezerra ¬ Absolvido;

RÉU – Samuelson Pinto Dantas Diniz – Absolvido.

“No que diz respeito às condutas de cada investigado, percebe-se que a peça do MPF as descreve minuciosamente, enfatizando que SANDRA MARIA ESCÓSSIA ROSADO, enquanto Deputada Federal, com seu prestígio e poder, realizou emendas ao Orçamento da União com o intuito de direcionar recursos à APAMIM (associação dirigida à época por seu esposo e genro, Laíre Rosado e Francisco Andrade, respectivamente), culminando com o Convênio nº 1782/2003 – FNS e o repasse de R$ 719.779,00 (setecentos e dezenove mil, setecentos e setenta e nove reais)”, assinala a narrativa da sentença.

“Aduz, o parquet (Ministério Público), que o direcionamento para posterior desvio torna-se ainda mais nítido com a participação direta do assessor de Sandra, Sr. MANUEL ALVES DO NASCIMENTO, bem como por parte dos recursos ter parado na conta de SUANE C. BRUSAMARELLO ME (empresa pertencente à esposa de outro assessor de SANDRA ROSADO – ANDERSON LUIS BRUSAMARELLO)”, salienta.

A denúncia do Ministério Público Federal, nesse processo, foi recebida pela Justiça Federal no dia 17 de dezembro de 2015. A partir desse momento, todos os réus apresentaram suas defesas, arrolaram testemunhas e também anexaram provas em suas defesas. Vários advogados atuaram fortemente junte à Justiça Federal em Mossoró, na defesa dos réus, inclusive Sandra e Laire Rosado.

No dia 16 de novembro de 2016, a Justiça Federal de Mossoró procedeu a oitiva de várias testemunhas tanto de defesa como de acusação, como Maria de Fátima Freitas Cruz e José Pereira de Lima, arroladas no processo pelos promotores de justiça.

Já como testemunha de defesa foram arroladas pelos advogados Flávio Humberto Noronha Freitas, Adauto Pereira da Rocha Neto, Kátia Maria de Oliveira França, Paulo Henrique Perna Godeiro, Rubem Antônio Machado Martins, Katiana Maria de Azevedo, Lahyre Rosado Filho (declarante), Evaristo Moreira Freire, Tazia Maria da Costa Alencar Freire, e Raimundo Benjamim Junior. Os seus depoimentos foram gravados em vídeo.

No dia seguinte, foi ouvida a testemunha de defesa Christianne Patrícia Bezerra de Oliveira, além dos réus. Cada um apresentou sua defesa e tiveram todos os direitos respeitados no processo de defesa. Ao final da instrução processual, o Ministério Público Federal atestou:

Apesar dos esforços dos advogados, ficou devidamente comprovado que Sandra Rosado atuou fortemente em Brasília para conseguir a liberação dos recursos que seriam para beneficiar os serviços de saúde prestados pela então Casa de Saúde Dix Sept Rosado, que atualmente é o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), gerido pela APAMIM.

Àquela época, quem administrava a APAMIM era o marido de Sandra Rosado, o ex-deputado Laíre Rosado. Segundo O Ministério Público Federal, o processo de licitação foi fraudado.

O juiz federal Orlan Donato Rocha, apesar do pedido do Ministério Público Federal, por força de Lei teve que extinguir a pena prevista em lei aos réus Maria Gorete Melo Freitas Martins, Maria Melo Forte Cavalcante e Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque, pelos crimes de fraude em licitação.

Em suas considerações, o juiz Orlan Donato deixa claro que “tal desvio foi perpetrado mediante sofisticado esquema que envolveu fraudes em licitações, montagem de prestação de contas e utilização de interpostas pessoas para efetuação de saques e da movimentação do dinheiro público”.

Após desviar os recursos, numa tentativa de escapar das barras da justiça, a acusada Sandra Rosado usou as contas bancárias pessoais dos assessores parlamentares, bem como seus parentes, para movimentar os recursos desviados dos recursos públicos. Envolveu, inclusive os assessores da filha Larissa Rosado, que posteriormente eram retirados e usados para pagar as despezas do casal Rosado.

À sentença cabe recurso em segunda instância. Uma vez que concluído o julgamento deste processo em segunda instância, conforme ficou decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os réus terão que começar a tirar cadeia, especial Sandra Rosado, Manoel Alves e Maria Gorete.

Dezenas de processos

Também na Justiça Federal, existem dezenas de processos também por desvios de recursos federais através da APAMIM por Laire, familiares e amigos. Com relação ao processo que envolve o nome da deputada estadual Larissa Rosado, este foi enviado para ser julgamento no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), por ela ter foro privilegiado.

A Apamim está sob intervenção federal desde outubro de 2014, quando chegou a fechar a então Casa de Saúde Dix Sept Rosado. Através de uma junta de Intervenção, a Justiça Federal reabriu o hospital e determinou o retorno do nome antigo: Hospital Maternidade Almeida Castro.

HMAC vive hoje uma outra realidade sob intervenção da Justiça Federal (Foto: Blog Carlos Carlos Santos)

Os interventores, com a fiscalização dos promotores de Justiça Federal, Estadual e do Trabalho, assim como de várias entidades, especialmente o Conselho Estadual de Medicina, estão conseguindo reerguer a estrutura, que atualmente já se encontra com quase 200 leitos.

Com os cuidados da Junta de Intervenção e com os olhares atentos da Justiça, o Hospital Maternidade Almeida Castro se tornou referência em toda região Oeste do Rio Grande do Norte em partos de alto risco, não se negando a receber também mulheres para ter seus bebes da Paraíba e do Ceará.

Outra realidade

Ao todo, são 20 leitos de UTI neonatal, 18 de canguru, 12 de berçário, 8 leitos de UTI adulto, além de uma equipe de profissionais dedicado 24 horas por dia para atender toda a região, fazendo, atualmente, uma média de 550 partos por mês.

Os interventores Ivanise Feitosa, Benedito Viana e Larizza Queiroz (coordenadora da intervenção) estão trabalhando a maior obra da intervenção, que é a reforma e ampliação (dentro das normas do Ministério da Saúde) do Centro Obstétrico da Maternidade Almeida Castro.

Essa obra está prevista à conclusão em setembro deste ano. Os trabalhos de manutenção da estrutura estão sendo custeados com recursos do SUS, com contra-partida da Prefeitura Municipal de Mossoró e também do Governo do Estado, seguindo precisamente determinação judicial.

Do processo de intervenção resultam vários outros processos, inclusive criminais, contra Laíre Rosado, familiares e amigos, por desvios de recursos e outros crimes igualmente graves. Em alguns casos, constam investigações correndo em segredo de Justiça, procedidos pela Polícia Federal.

Veja a seguir: Sandra Rosado se pronuncia.

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 10/05/2017 - 10:36h
Desfeita

Rosalba magoa Sandra com nome do ‘Blog do Paulo Doido’


A vereadora Sandra Rosado (PSB) tem ruminado detidamente sobre a nova desfeita do Palácio da Resistência (sede da prefeitura), que ela suporta. Exercita autocontrole incomum, após nomeação (veja AQUI) de Ivanaldo Fernandes Costa Júnior para cargo comissionado na Secretaria Municipal de Cultural.

Ivanaldo: nomeado por Rosalba; Sandra: autocontrole ainda

Ele foi processado por Sandra Rosado, por envolvimento no rumoroso caso do “Blog do Paulo Doido”, produzido a partir da Prefeitura Municipal de Mossoró, na gestão Fafá Rosado (PMDB). A página apócrifa procurava desmoralizar, constranger e até promover ameaças a pessoas tidas como “inimigas” do governo.

Nem netos da então deputada federal Sandra Rosado escaparam do escárnio.

Condenado

Já existem sentenças condenatórias contra Ivanaldo Fernndes Costa Júnior e outros comparsas (veja AQUI) que operavam o apócrifo Blog do Paulo Doido.

Ivanaldo foi secretário de Comunicação Social na gestão Fafá Rosado, também com passagens pelas gestões Cláudia Regina (DEM) e Francisco José Júnior (PSD).

Agora, a prefeita Rosalba Ciarlini o resgata para outra vez ocupar cargo de “confiança”.

Nota do Blog - Chegará o dia em que Sandra Rosado repetirá o pai, ex-deputado federal Vingt Rosado: abrirá os braços para não ser engolida.

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sábado - 22/04/2017 - 16:25h
Conversando com... Milton Marques

“Eu acho que sou um homem simples… em paz!”


Abaixo, o Blog Carlos Santos apresenta a íntegra de entrevista feita pela jornalista Ana Paula Cadengue, para o jornal O Mossoroense, em julho de 2007.

Ela conversava com o professor Milton Marques de Medeiros, falecido hoje (veja AQUI). Leia:

Nascido em Upanema no dia 9 de julho de 1940, filho de pai tabelião e mãe doméstica, Milton Marques de Medeiros é casado com Zilene e  tem quatro filhos e três netos.

Médico, advogado, professor, empresário e atual reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), ele veio para Mossoró aos seis anos de idade para estudar e considera o apoio da família, a educação da família fundamental.

Nesta entrevista, Milton Marques nos conta um pouco sobre a sua vida e seus desafios, e se define como “um homem a serviço”.

Por: Ana Paula Cadengue

O Mossoroense – Com quantos anos você veio para Mossoró?

Milton Marques - Vim cedo, aos seis anos de idade, para estudar porque minha cidade era pequena e meu pai e meu irmão mais velho tinham interesse que eu estudasse…  Aqui, fui morar com uma tia, Donana Bezerra. Uma santa, que teve 12 filhos e ainda me acolheu dentro de casa. Era um grupo de muitas crianças e jovens.

OM – Como foi a experiência de sair de casa tão cedo?

MM – Essa é uma experiência que com o tempo é que a pessoa vai percebendo que há diferenças, principalmente na tolerância, na questão de suportar situações novas, sem que isso pareça tão estranho.

Eu vim  de um lar com bastante afeto, amor por parte de meu pai e de minha mãe e fui morar numa residência que tinha muitos irmãos, um prole muito numerosa, e foi uma experiência muito boa e dolorida algumas vezes, porque a gente sai de um contexto  muito individual, já que era o filho mais novo, para um contexto onde você passa a ser semelhante aos demais e tem que aprender a dividir a atenção. Mas, ela e seu Né Bezerra, que foram meus orientadores, meus tutores, eram muito bons, delicados, afáveis, queriam muito bem aos filhos e eu acho que nós nos criamos num ambiente muito bom, sadio.

OM – Ficou em Mossoró até quando?

Milton Marques faleceu hoje em Fortaleza (Ceará) - Foto: arquivo

MM - Eu fiquei até terminar o segundo científico no Colégio Diocesano Santa Luzia. Como eu pretendia fazer vestibular para Medicina e aqui em Mossoró não tinha esse curso, eu me desloquei a João Pessoa, na Paraíba.

OM – Estudar Medicina numa outra cidade e desta vez sem família… O senhor tinha quantos anos?

MM - Eu estava com vinte e poucos anos, vinte e dois, mas também fui morar na residência de outra família. Porque naquele tempo existiam poucas chances, a não ser através das famílias. Era muito comum os jovens que queriam estudar e as famílias acolhiam com facilidade. Era uma família daqui de Mossoró que já estava morando há algum tempo em João Pessoa, a família Leite.

Depois eu fui para São Paulo, onde fiz especialização na USP, Universidade de São Paulo, em psiquiatria.

OM – Por que psiquiatria?

MM – Quando chegou determinada fase da evolução do curso, lá pelo terceiro ano do curso, começam a surgir os pendores e eu comecei a ver… a cirurgia eu achava que era muito repetitivo, muito comum, um parto era sempre o mesmo parto, aí fui para outras especialidades e fui parar na psiquiatria. A psiquiatria era uma especialidade que, na época, exigia bastante.

OM – São Paulo nos anos 60, como foi a experiência?

MM – Muito interessante. A residência não era de ficar residindo mesmo no hospital, então eu morei com uns amigos numa república. A juventude ajuda bastante a gente, São Paulo não era tão grande como é hoje e o caráter científico prendia muito a gente.

OM – Dos anos 60 para cá, houve grandes mudanças no tratamento das pessoas portadoras de distúrbios mentais. Como foi essa passagem?

MM – O que aconteceu é que naquela época o profissional que cuidava da saúde mental era o médico. Basicamente, existiam muito poucos enfermeiros, não existia o assistente social, o psicólogo, o terapeuta ocupacional… O doente era cuidado só pela medicina e hoje é cuidado por uma equipe multidisciplinar. Conseqüentemente, mudaram todos os métodos de tratamento, que foram sendo acrescidos, humanizados.

Mas, eu quero destacar que a saúde mental ainda continua na mão do médico, os outros profissionais auxiliam, mas na verdade ainda continua na mão do médico porque os quadros profundos continuam os mesmos. Há dois mil anos as pessoas se suicidam. O que acontece com a saúde mental é que falta “o” remédio.

Por que é que não acabam os hospitais de psiquiatria? Porque até agora não apareceu a droga heróica que a pessoa ao tomar fique boa imediatamente, como aconteceu com a tuberculose, com a hanseníase. Não existem mais hospitais de tuberculose e de hanseníase porque apareceu a droga que cuida em casa mesmo. No dia em que aparecer uma medicação que cure a psicose maníaco-depressiva, a esquizofrenia, com certeza os hospitais não vão ter mais necessidade de existir.

OM – Da vida médica para a vida acadêmica…

MM - Eu desde cedo que tenho uma vocação para a academia, para se ter uma idéia, eu nunca deixei de ensinar. Na época que eu era estudante, existia o Colégio Universitário,  em João Pessoa, e eu já dava aulas de química. Em São Paulo, eu não ensinei, mas assim que voltei para Mossoró eu comecei a ensinar na Faculdade de Enfermagem, na FURRN. Depois eu terminei o curso de Direito e comecei a ensinar também no curso de Direito e ainda consegui ser professor do curso de Medicina e, por último, cheguei aqui na Reitoria.

OM – É um desafio?

MM - É. Hoje a Universidade está passando por um processo de reestruturação, consolidação do que foi implantado recentemente. A Universidade implantou 18 cursos novos, faculdades inteiras, campus inteiros. Esses pontos passaram a ser desafiadores porque a demanda para que se tenha estrutura física, laboratórios, equipamentos, transporte, acervo bibliográfico, professores é muito grande. A demanda passou a ser maior do que a oferta orçamentária e financeira. Para este ano nós precisamos de 21 milhões de reais para a estrutura física e operacional da Universidade. Nós estamos com seis milhões de reais. O que tem que fazer?convocar todos e dizer: gente, vamos escolher as prioridades. Mas, é claro, que as pessoas nem sempre estão dispostas a fazer parte desse pacto. Mas eu estou dizendo para a comunidade universitária que em três anos – 2007, 2008 e 2009 –  o nosso projeto é que a Universidade fique pronta. Porque se nós aplicarmos seis milhões este ano, sete no próximo e oito no seguinte, nós teremos exatamente vinte e um milhões de reais.

OM – O senhor considera que houve um crescimento sem planejamento?

MM - É verdade, deveria sempre se fazer o seguinte: quando se fosse criar um curso, deveria ter se criado a área física, salas de aula, laboratórios, equipamentos. Mas não houve isso, a Universidade criou o curso sem a parte física que ficou na dependência de outras instituições.

OM – Médico, advogado, professor, atual reitor, empresário. O senhor também tem pretensões políticas?

MM - Não, eu não tenho essa pretensão política. Há sempre uma posição de estar presente na comunidade. Como médico eu passei 35 anos atuando, atendendo, até que chegou o ponto que eu entendi que tinha que deixar essa parte para a nova geração. Como professor eu também continuei atuando normalmente na Universidade até chegar à Reitoria, onde continuo a fazer a prestação desse serviço público. Quero ver se consigo também fazer parte da comunidade dentro da atividade pública, mas não tenho projeto político.

OM – Essa sempre é a conversa pré-eleitoral…

MM - O que eu vejo é que a atividade política deve ser exercida por quem já está no exercício da política. Quem tem e quem deve ter prioridade para qualquer cargo político deve ser as pessoas que já estão identificadas com a política. Por exemplo nesse grupo nosso, com a governadora Wilma de Faria, quem que aqui em Mossoró tem representação política? É a deputada Sandra  Rosado, é a deputada Larissa Rosado, que além de deputada é secretária de governo, é o próprio secretário Marcelo Rosado, Renato Fernandes… Então eu vejo que tem um leque de pessoas que estão identificadas com a política, que já fazem a sua atuação ligada à política, que tem vocação, que fazem grandes e excelentes trabalhos nas suas áreas. Então, eu só vejo que a comunidade deva primeiro ter que olhar essa parte dos políticos. A parte que me cabe é uma parte mais de trabalho junto à sociedade, da prestação de serviços, seja como privado ou como público.

OM – Escorregadio?

MM - Não. A política precisa que a pessoa tenha um certo histórico… e eu nem sou filiado a partido político.

OM – O senhor trabalha com a gestão pública…

MM – Eu vejo que eu tenho prestado bastante serviços públicos, já fui secretário de Saúde, diretor do Inamps, presidente do IPE e hoje já estou aqui dando a minha contribuição, dentro das milhas limitações, à Universidade. Olhando para trás, não me vejo identificado com parte política propriamente, isso é uma arte, precisa saber fazer, ter o apoio da comunidade, da sociedade. Eu vejo que hoje tem que se racionar em quem já está nesse processo. Eu fico bem acomodado na minha posição de reitor…

OM – Com direito à reeleição?

MM - (risos) Eu juro que não estou pensando… ainda não me apareceu na cabeça isso não…

OM – Como se define o homem Milton Marques?

MM - Eu acho que sou um homem simples, que vem de família humilde, que esteve presente em vários momentos da sociedade como estudante, como profissional, como operador na parte pública e que por isso ganhou  certa capacidade de suportar situações novas, enfrentar desafios. Considero-me dinâmico, não consigo conviver com a inércia, ligado ao pijama. Eu ainda me considero bastante ativo, pró-ativo social e muito em paz, sem maiores ambições, conformado com o processo de vida.

OM – O que vai pedir de presente de aniversário?

MM - Saúde, paz e até certo ponto forças a Deus para continuar esse trabalho. Eu me considero a serviço, a serviço da comunidade.

OM – A pergunta que não quer calar: por que tirar o bigode depois de tantos anos?

MM – Porque ele foi ficando cada vez mais branco (risos) e a tinta começou a não pegar mais, não é por vaidade, mas começou a ficar incômodo, difícil, uma mão-de-obra… Tinha que pintar ou então deixar branco, um branco diferente do cabelo que já está começando a ficar branco…

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domingo - 16/04/2017 - 17:16h
Câmara Municipal de Mossoró

CCJ vai se reunir para evitar emperramento de projetos


Sandra quer dar agilidade (Foto: Edilberto Barros)

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Mossoró se reunirá segunda-feira (17), às 9h, no plenário da Casa, para analisar Projetos de Lei. O colegiado designará relatores de matérias e discutirá a constitucionalidade de proposições da atual Legislatura.

A presidente da CCJ, vereadora Sandra Rosado (PSB), informa que a reunião objetiva dinamizar o processo legislativo.

Admissibilidade

“É preciso que a Comissão de Constituição e Justiça se posicione sobre a admissibilidade dos projetos, para decidir se terão seguimento, ou não, na Câmara Municipal”, explica.

Além de dar fluidez à tramitação, segundo ela, a intenção também é evitar o acúmulo de projetos no colegiado. Já são cerca de 50 projetos na CCJ, apresentados somente no atual período legislativo, iniciado mês passado.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Sandra Rosado.

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quinta-feira - 23/03/2017 - 23:15h
Câmara Municipal

Sandra Rosado destaca protagonismo da mulher


A presença de mulheres no Parlamento em Mossoró é maior do que a média nacional. Se elas ocupam 13,51% das vagas nas Câmaras Municipais do Brasil, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa proporção é de 23,8% em Mossoró.

Aline, Isolda, Izabel, Maria e Sandra estão na CMM (Foto: arquivo)

Os números foram apresentados pela vereadora Sandra Rosado (PSB), na sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, nesta quinta-feira, na Câmara Municipal de Mossoró.

Na atual legislatura, a Câmara Municipal de Mossoró tem cinco vereadores, de um total de 21 assentos na Casa: Izabel Monteneegro (PMDB), presidente; Sandra Rosado, Maria das Malhas (PSD), Aline Couto (PHS) e Isolda Dantas (PT).

Na sessão de hoje, a vereadora Sandra homenageou a médica Carol Diógenes, com a Medalha do Mérito da Saúde, pela atuação na área de mastologia, sobretudo, no tratamento do câncer de mama.

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Categoria(s): Política
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