domingo - 22/10/2017 - 04:06h
Conversando com... Bruno Barreto

Mossoró poderia ter se desenvolvido mais sem oligarquia

Jornalista lançará livro sobre "Rosados divididos" em espaço temporal e geopolítico visto por jornais

O jornalista Bruno Barreto (TV Cabo Mossoró-TCM e 95.7 FM de Mossoró; ex-O Mossoroense/93 FM), 35, lança no dia 9 de novembro, às 19h30, no Memorial da Resistência, em Mossoró, o livro “Os Rosados Divididos: como os jornais não contaram essa história”. É seu primeiro título, fruto de dissertação de mestrado em Ciência Sociais e Humanas da Universidade do Estado do RN (UERN).

Nesta conversa, esse natalense convertido ao “mossoroísmo”, fala sobre o livro, política, caminhos para o jornalismo, atividade literária e acadêmica, além do ativismo nas redes sociais. Leia:

Bruno lança livro no próximo dia 9 de novembro no Memorial da Resistência em Mossoró, às 19h30 (Foto: Fernando Nicholas)

Blog Carlos Santos – “Os Rosados Divididos” é um livro para estudo da história, contestação da história, confirmação da história ou para alimentar o debate da história a partir de uma pesquisa acadêmica?

Bruno Barreto – Diria que é um livro para iniciar uma discussão. Edgard Morin, filósofo e estudioso do pensamento complexo, afirma que um trabalho científico deve ser feito aberto à contestação. É assim que pensei esse trabalho desde o início por ser o ponto de partida de lago que ainda não tinha sido objeto de estudo até então. A divisão política da família Rosado sempre foi abordada de forma tímida em trabalhos acadêmicos e, via de regra, levantando a tese conspiratória de que foi tudo “combinado”. Essa ideia não faz sentido, mas pode muito bem surgir alguém fazendo um contraponto no futuro ou confirmando o que explano no trabalho. É o risco de se fazer um trabalho pioneiro.

Jornalismo, Internet e história

BCS – O desaparecimento gradual dos jornais impressos e, com certeza, o fim do seu apogeu, compromete a documentação no campo acadêmico e até mesmo a pesquisa sobre a história política, ou a Internet supre essa lacuna inteiramente?

BB – Durante o período da pesquisa fazia essa reflexão: “como será a pesquisa histórica sobre os meios de comunicação?”. É um caso complicado porque o jornal impresso está no museu e salvo uma tragédia estará lá do mesmo daqui a cem anos. Mas na Internet? Os sites possuem curta duração, os blogs acabam quando os seus editores morrem. As páginas saem do ar quando o servidor deixa de receber os pagamentos e uma infinidade de documentos se perde. É um problema sério para a pesquisa histórica no futuro, principalmente no plano local.

BCS – Os Rosados compõem uma das mais duradouras e bem-sucedidas oligarquias do país e do Nordeste, onde se concentra esse modelo de poder político. Em sua ótica, o que determinou tamanha longevidade?

BB – Primeiro é preciso entender a natureza da atuação política dos Rosados. Diferente de Alves e Maias, eles souberam construir um imaginário em torno deles cuja Coleção Mossoroense teve um papel fundamental. Outro aspecto importante é que eles surgiram enquanto grupo político durante a primeira experiência democrática de fato no Brasil (1945/64) dentro de um contexto urbano.

Além disso, os Rosados sempre foram atuantes em seus mandatos e isso foi fundamental para a construção de um imaginário de que Mossoró só dá certo com eles. Hoje essa ideia anda meio capenga, mas ainda tem peso relevante. Olhando sob o aspecto positivo eu diria que se trata de uma oligarquia de resultados. Pelo negativo cravo que é um modelo que me deixa a sensação de que Mossoró poderia ter se desenvolvido muito mais porque via de regra o modelo oligárquico é patrimonialista. 

BCS – É escassa a produção bibliográfica sobre política no Rio Grande do Norte. Boa parte dela, a propósito, com o forte odor da deificação de nomes e grupos, além de termos casos de “encomendas” biográficas ou hagiográficas, ao gosto de quem pagou. O senhor concorda ou pensa diferente?

BB – Concordo. O que foge dessa regra que você citou fica restrito à academia que, via de regra, não transforma seus estudos em livros para o grande público. Fora da academia eu destaco nosso colega jornalista João Batista Machado, que escreveu um livro fundamental para compreender como eram escolhidos dos governadores do Rio Grande do Norte durante a ditadura militar. A história política do Estado precisa de mais estudos que sejam publicizados.

BCS – Há mais de dez anos Bruno Barreto atua na imprensa mossoroense, com presença no jornal impresso, rádio e TV. Evoluímos ou involuímos nesse tempo e qual o papel do Curso de Comunicação da Uern nesse contexto?

BB – Estamos em evolução. A primeira turma de comunicação da nossa universidade, da qual faço parte, comemora em 21 de dezembro dez anos de formatura. Há uma mudança de perfil no nosso jornalismo graças ao curso que só não está mais acelerado porque o nosso mercado entrou em colapso deixando a maioria dos colegas desempregados. Essa é uma questão que me deixa angustiado porque vejo muita gente talentosa tendo que mudar de profissão por falta de espaço.

BCS – O ativismo nas redes sociais faz parte do seu cotidiano, expondo opiniões, tomando posições, debatendo e às vezes se digladiando com internautas. A Web é um canal de democratização da comunicação ou um ambiente inóspito para quem teima em não ser estúpido e intolerante?

BB – Primeiramente entendo que o jornalista hoje em dia não pode ficar enclausurado. É preciso ter esse contato com o público via redes sociais. É uma forma eficiente de tirar a temperatura do cidadão médio. Eu me desgasto muito por ter esse perfil, digamos, mais combativo, mas também aprendo muito. Mas por outro lado há uma armadilha nisso que são as provocações estúpidas de quem não está querendo um debate saudável, mas o desejo doentio de se impor ou buscar contradições no interlocutor numa discussão inócua. O segredo é buscar ser tolerante e não levar para o lado pessoal. Já caí nessa arapuca e não foi uma boa experiência.

BCS – Uma pergunta que sempre me fazem quando participo de eventos ou bate-papos sobre mídia: qual o futuro do jornalismo?

BB – O jornalista. Estamos numa crise em que vamos emergir como fundamentais na defesa da informação de qualidade. Todo mundo acha hoje que pode ser jornalista, mas desconhece as técnicas de produção e apuração da notícia. Na medida em que as pessoas forem percebendo quem são os sites de fake News também perceberão o quanto somos importantes para a democracia que passa por uma informação de qualidade. Talvez demore um pouco para isso acontecer, porque o cidadão médio tem um divórcio com a leitura e se baseia apenas em manchetes. Mas o jornalista que vive da informação e da análise dos fatos (como eu e você) ainda faz a diferença.

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terça-feira - 17/10/2017 - 10:56h
Hoje

Audiência Pública discutirá situação de aposentados da UERN


A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) realiza nesta terça-feira, 17, às 14h, audiência pública que discutirá questões relacionadas à permanência dos aposentados na folha de pagamento da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), assim como a continuidade do auxílio saúde dos servidores.

A proposição é da deputada estadual Larissa Rosado (PSB). De acordo com o reitor Pedro Fernandes o projeto de auxílio saúde dos servidores da UERN encontra-se no gabinete da reitoria e, após discussão junto à governadoria, será devolvido ao Governo do Estado, para que este possa encaminhar a matéria para apreciação e aprovação na Assembleia Legislativa.

O assessor jurídico da Instituição, Ítalo Dantas, reforça que o projeto prevê a concessão do auxílio saúde tanto para os servidores ativos quanto para os aposentados. Quanto à permanência dos aposentados na folha de pagamento, é consenso entre as entidades ligadas à Universidade, que haja união em torno do tema.

“Este é um problema que não é de hoje. Esperamos encontrar a melhor solução possível para a questão”, frisa o reitor Pedro Fernandes.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado.

Categoria(s): Política
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segunda-feira - 16/10/2017 - 19:19h
Hoje

Vereadores de Caicó realizam audiência de apoio à Uern


Sessão teve ampla participação (Foto: Willana Dantas)

Por Wilana Dantas

A Câmara de Vereadores de Caicó discutiu na tarde desta segunda-feira (16), a situação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Proposta pelos Vereadores José Rangel e Lobão Filho, a audiência reuniu diversas pessoas que se somam à luta pela manutenção deste instrumento de inclusão e acesso de milhares de jovens ao ensino superior.

De acordo com Rangel, o debate foi muito proveitoso e a Casa pode dar o seu apoio à Uern, em pauta que tem como um de seus pontos a autonomia financeira.

A reunião contou com a participação do diretor do campus da Uern, professor Álvaro Inácio. Participaram ainda da audiência pública padre Francisco Costa (representado a Diocese de Caicó); Sandra Kelly (diretora do Ceres/Caicó); Alexandro Diógenes (diretor do IFRN); Lúcia Clemente (secretária de educação do município); Galileu Galilei (membro da Uern/Caicó), além de outros participantes.

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Categoria(s): Gerais
terça-feira - 03/10/2017 - 21:10h
Brasília

Universidades do RN pedem apoio para liberação de recursos


Nesta terça-feira (3), a bancada federal do Rio Grande do Norte se reuniu com os reitores das universidades federais e estadual do RN, para discutir a necessidade do repasse de recursos financeiros direcionados nas emendas de bancada de 2016. Ocorreu em Brasília.

“Tivemos um encontro positivo, as universidades pediram apoio da bancada para que o Governo Federal faça a liberação de recursos financeiros já previstos nas emendas de bancada de 2016, mas por enquanto não foram 100% liberados”, explicou o deputado Felipe Maia (DEM), coordenador da bancada.

Reunião integrou bancada para foco em prioridades das universidades públicas do RN (Foto: cedida)

No encontro, Felipe Maia destacou que já foi dado um encaminhamento na Secretaria de Governo para que sejam autorizados os pagamentos dos recursos. “O objetivo principal é conseguir fazer com que as universidades utilizem os recursos repassados para custeio e para investimentos nas instituições, como a continuidade nas obras que estão paralisadas e a aquisição de equipamentos”, enfatizou.

Durante o encontro, foi entregue pelo reitor da Universidade Estadual do RN (UERN), Pedro Fernandes, um abaixo-assinado que pede a liberação de mais de R$ 1,5 milhões para a construção de um prédio que oferecerá mais de 10 cursos superiores. “Professores e alunos assinaram esse documento para a extensão da nossa universidade, há oito anos iniciamos a obra deste prédio que terá sete cursos de graduação, quatro de mestrado e 27 laboratórios para cursos focados nas áreas de ciências naturais e exatas. A conclusão da obra beneficiará o município de Mossoró e também todo o estado potiguar”, disse o reitor.

Participantes

Participaram da reunião, o coordenador da bancada federal, a senadora Fátima Bezerra (PT), os deputados federais Rafael Motta (PSB) e Zenaide Maia (PR), os reitores Ângela Paiva, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Wyllys Farkatt, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN); Pedro Fernandes, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN); e José de Arimatea de Matos, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

Também estiveram presentes no encontro, o coordenador geral da Secretaria de Orçamento do MEC, Adalton Rocha de Matos; o subsecretário substituto da Secretaria de Orçamento do MEC, Waslei Jose da Silva e o Secretário da Assessoria Parlamentar do MEC, Gabriel Vilar.

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Categoria(s): Administração Pública / Educação / Política
sexta-feira - 29/09/2017 - 18:48h
Uern

Oposição erra feio ao destilar suas raivas


A esquerda “democrática” e oposicionista da Universidade do Estado do RN (UERN) outra vez andou destilando mal sua raiva.

Na 49ª Assembleia Universitária na noite passada (veja AQUI), no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, a presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB), foi vaiada e rotulada de “golpista”.

Profundo equívoco.

Apesar de filiada ao partido do presidente Michel Temer (PMDB), Izabel foi uma voz em favor da permanência da então presidente Dilma Rousseff (PT). Em entrevistas e discursos contrariou os próprios líderes partidários.

Os “companheiros” erraram feio.

No mínimo, foram injustos.

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Categoria(s): Gerais / Política
terça-feira - 26/09/2017 - 06:30h
Arrocho

Nova gestão da Uern deverá promover profundos cortes


A segunda gestão consecutiva do atual reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), professor-doutor Pedro Fernandes Neto, que será empossado no próximo dia 28, promete profundas mudanças na instituição.

Há sinalizadores nos intramuros da Uern, que o reitor empreenderá consideráveis cortes para melhor adequação às exigências de orçamento cada dia mais asfixiante.

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Categoria(s): Administração Pública
terça-feira - 19/09/2017 - 20:10h
Mossoró

“Novas formas de justiça” acontecerá segunda-feira


O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) apresentará em Mossoró, na segunda-feira (25), o seminário “Novas Formas de Justiça, novos caminhos para a sociedade”, destinado a profissionais e estudantes da área de Direito da região Oeste do estado.

Expedito preside o TJ (Foto: TJRN)

Os temas são os mais palpitantes da justiça brasileira e estadual nos últimos tempos como conciliação, justiça restaurativa, ressocialização e audiências de custódia.

O evento será aberto pelo presidente do TJRN, desembargador Expedito Ferreira, às 15h30, no Teatro Dix-huit Rosado.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do link http://www.tjrn.jus.br/seminario125/.

Os participantes receberão certificado de quatro horas/aula.

O evento é realizado em parceria com a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).

O evento é parte das comemorações pelos 125 anos de criação do TJRN.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
quinta-feira - 14/09/2017 - 11:07h
Agora

Uern busca meios para garantir segurança em Campus


O reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), professor-doutor Pedro Fernandes Neto, reúne comando da Polícia Militar, Polícia Civil e representação do Ministério Público nesse momento.

Reitor (centro da mesa) trata de assunto bastante delicado e que tem se agravado nos últimos tempos (Foto: cedida)

A reunião ocorre em seu gabinete, na Reitoria da Uern, em Mossoró.

Em pauta, a segurança no Campus Central da Uern, que ontem passou mais uma vez por pânico, com arrastão promovido por bandidos armados (veja AQUI).

Depois daremos mais detalhes.

Leia também: “Só falta morrermos dando aula” na Uern, afirma professor AQUI.

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Categoria(s): Gerais / Segurança Pública/Polícia
terça-feira - 05/09/2017 - 08:41h
Formação

Justiça, Esmarn e Uern avançam em projeto de mestrado


Cláudio Santos recebeu reitor e outros interlocutores (Foto: cedida)

O diretor da Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (ESMARN), desembargador Claudio Santos, reuniu-se nessa segunda-feira (4), com o reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), professor Pedro Fernandes Ribeiro Neto. Trataram sobre a definição dos termos do Protocolo de Intenções entre as duas instituições e o Tribunal de Justiça do RN (TJRN), para o estabelecimento de um Mestrado Profissional em Direito Público, Governança e Cidadania.

O Projeto de Mestrado encontra-se em fase de finalização e será apresentado ao credenciamento perante a CAPES/MEC. Tão logo obtido o credenciamento, haverá a definição dos termos para aperfeiçoamento da parceria.

O mestrado será oferecido em Natal, no campus da UERN ou na sede da Esmarn, a definir.

O Termo de Cooperação técnica, científica, educacional e cultural visa ao desenvolvimento e execução conjunta de programas e projetos, voltados para capacitação de magistrados e servidores do Poder Judiciário do RN, em especial, o Mestrado Profissional em Direito Público, Governança e Cidadania.

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Categoria(s): Educação / Justiça/Direito/Ministério Público
sexta-feira - 01/09/2017 - 17:08h
Assembleia geral

Professores da Uern freiam nova greve na instituição


Assembleia freou ímpeto por greve (Foto: Aduern)

Bom senso. Postura de inteligência.

Esse o resultado da assembleia de hoje (sexta-feira, 1º) da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) em sua sede, em Mossoró.

O professorado da Uern não entrará em greve.

Optou por um “estado de greve”, que deverá perdurar até o final do semestre em dezembro, quando outra vez se avaliará o cenário, em relação ao atraso salarial e o não-pagamento de reajuste da categoria. Na prática, não haverá paralisação alguma de suas atividades docentes.

A expectativa de deflagração de greve, que setores desejavam e fomentavam, não se confirmou.

Leia também: Uern, uma questão muito maior AQUI.

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 01/09/2017 - 06:52h
Opinião

Uern, uma questão muito maior


O professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) decide hoje indicativo de greve (veja AQUI). São queixas contra salário em atraso e o não-cumprimento de reajuste salarial acordado com o governismo.

Ambas, justíssimas. Repito: justíssimas.

Mas será que uma nova greve, provavelmente longa (novamente), tem chances de catapultar a instituição e seus docentes às conquistas cobradas?

Acredito que não passará de um “haraquiri”. Será um suicídio lento e doloroso da própria Uern. Ao contrário do ritual comum aos samurais do passado milenar japonês, não terá qualquer aura de coragem e sacrifício.

Insisto no que advogo há muitos anos: a Uern precisa ser “vendida” pelo valor que tem e poucos conhecem, porém é mais lembrada por carências e como suposto “fardo” ao erário e ao povo potiguar.

Nos quatro anos da gestão Rosalba Ciarlini (PP), ao todo houve paralisação de 172 dias, sendo uma de 106 dias e outras de 66. Recorde absoluto.

No primeiro ano de Governo Robinson Faria (PSD), lá se foram mais 147 dias perdidos, que nitidamente até hoje não foram recuperados à plenitude.

Quanto prejuízo, quanto desgaste, quanta gente com seu curso e futuro comprometidos. A própria instituição questionada quanto à sua importância e elevada à categoria de algoz e não vítima de conjunturas desfavoráveis e gestores estaduais inaptos.

Só em pouco menos de cinco anos de governos Rosalba e Robinson, atingimos o total de 319 de improdutividade. Praticamente um ano perdido, mas outros tantos de prejuízos para milhares de vidas.

A Uern é a maior obra humana de Mossoró, com um trabalho de vulto para o Rio Grande do Norte e Brasil. Defendê-la não é um gesto de bairrismo, mas de reconhecimento, espírito público e sensatez.

Defendemos essa instituição com unhas, dentes e destemor, mesmo não tendo qualquer vínculo direto, indireto ou subalterno em jogo. É uma questão maior, mesmo assim, muito inferior ao que a Uern representa.

Leia também: Números mostram dimensão e provam importância da Uern AQUI.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
quinta-feira - 31/08/2017 - 18:22h
Uern

Professores vão decidir se param ou não suas atividades


Professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) decidem amanhã (01/09/2017), em assembleia geral, se paralisam ou não suas atividades.

Acontecerá a partir das 8 horas na sede da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN).

O indicativo de greve foi aprovado pela categoria no dia 18 de setembro e é motivado pela falta de calendário de pagamento e do descumprimento do plano de cargos e salários dos docentes.

Leia também: Governo diz que não pode pagar em dia nem dar reposição AQUI.

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Categoria(s): Gerais
  • Repet
quinta-feira - 24/08/2017 - 23:02h
Finep

Uern obtém recursos para biblioteca em Pau dos Ferros


Nesta quarta-feira (23), a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) conseguiu a liberação de mais de 1 milhão de reais para a conclusão da Biblioteca do Campus Avançado “Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia” (CAMEAM/UERN), em Pau dos Ferros, e do bloco de pós-graduação da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais (FANAT), no Campus Central.

Os repasses são de R$ 1.058.764,00, recurso aprovado na Carta Convite da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), num convênio firmado em 2016.

Desde 2009, a Universidade vem aprovando ano após ano, diversos projetos. Já totalizados em torno de R$ 15 milhões de recursos aprovados.

No próximo ano serão direcionados recursos para dois outros edifícios, onde vão estar localizados os equipamentos que hoje estão distribuídos em vários lugares e que merecem uma acomodação melhor.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Educação
sexta-feira - 18/08/2017 - 11:57h
Este Ano

Festival de Teatro da Uern homenageará Milton Marques


Milton: homenagem (Foto: arquivo)

O XII Festival de Teatro da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FESTUERN) terá como tema este ano “O Teatro do Bem Viver: arte, saúde e educação”.

A Universidade do Estado do RN (UERN) anunciou que homenageará o ex-reitor Milton Marques de Medeiros nessa edição do evento, que ocorrerá entre 11 e 13 de setembro, reunindo 23 escolas de 11 municípios potiguares.

O comunicado foi feito pelo reitor da UERN, professor Pedro Fernandes Neto, em encontro com Zilene Medeiros, esposa de Milton Marques e diretora da TV Cabo Mossoró (TCM).

Milton Marques faleceu em abril deste ano.

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Categoria(s): Comunicação / Cultura / Gerais
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sexta-feira - 18/08/2017 - 11:44h
Em setembro

Professores decidem fazer paralisação na Uern


A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) decidiu agora pela manhã, em assembleia, indicativo de greve na instituição.

Definida para o dia 1º de setembro.

A paralisação poderá ter desdobramento sem tempo para ser encerrada.

A principal cobrança da Aduern é pela atualização salarial e Plano de Cargos e Salários.

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Categoria(s): Gerais
terça-feira - 01/08/2017 - 12:38h
Economia

Nova pesquisa mostra perfil de público do Cidade Junina 2017


O Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2017 foi objeto de outra pesquisa científica, além de uma já divulgada recentemente pela Universidade do Estado do RN (UERN), por encomenda da Prefeitura Municipal de Mossoró. A sondagem foi realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC).

O trabalho foi solicitado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO), através da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN). O IPDC é órgão ligado à própria Fecomércio.

Perfil do público

Quem passa a informação é o presidente do Sindivarejo, Michelson Frota, adiantando que o trabalho está tabulado e será apresentado à próxima semana à cidade, pelo presidente da Fecomércio/RN, Marcelo Queiroz.

- Posso adiantar que são impressões muito interessantes. São dados sobre o perfil do público participante da festa. Ajudarão o empresariado e principalmente à prefeitura – comenta Michelson.

“Fica claro como é preciso planejamento e organização para atrair um público de fora, de outro universo consumidor,  para verdadeiramente irrigar a economia local”, antecipa.

Leia também: trabalhos do IPDC realizados em Mossoró AQUI;

Leia também: Relatório mostra efeito financeiro do Mossoró Cidade Junina AQUI.

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Categoria(s): Economia
segunda-feira - 31/07/2017 - 21:50h
Eleições

Reitor diz que não tem chapa de preferência na Aduern


O reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), Pedro Fernandes Neto, deixou claro hoje que não tem lado ou preferência na eleição interna da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN).

O pleito à nova diretoria ocorrerá no dia 16 de agosto.

Entrevistado no programa “Jornal da Tarde” da Rádio Rural de Mossoró nessa segunda-feira (31), ele teve postura salomônica, de equidistância da disputa.

“Alguns acham que por ter surgido outra chapa, é a chapa do reitor. Eu não vou me posicionar nessa eleição. Acho que o sindicato tem que ser forte e espero que vença o melhor”, disse.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 27/07/2017 - 06:52h
Atraso salarial

Professores da Uern passarão a socorrer colegas da Uerj


A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) decidiu em assembleia nessa quarta-feira (26), pela criação de fundo de apoio a professores da Universidade do Estado do RJ (UERJ). Eles convivem com três meses de salários atrasados e sem perspectiva de pagamento.

O presidente da Aduern, Lemuel Rodrigues, resgatou os antecedentes sobre a campanha em favor dos servidores da Uerj, promovida pela Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES),  perante as Associações de Docentes de todo o Brasil.

Ele explicou que os recursos arrecadados destinam-se a um fundo de solidariedade do sindicato nacional e que, logo que essa situação financeira se resolver, tais valores serão devolvidos. Aduern fará doações mensais até Dezembro de 2017 no valor de R$ 2.000,00.

Paralisação

Paralelamente, a Aduern definiu pela constituição de um comando de mobilização, formado pela base e diretoria, e convocação de nova assembleia no dia 18 de agosto.

Haverá discussão de estratégias de enfrentamento da situação atual de atraso salarial há 18 meses no RN, incluindo possibilidade de indicativo de greve.

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Categoria(s): Gerais
quarta-feira - 19/07/2017 - 19:52h
Eleições

Aduern terá disputa interna para o seu comando


Duas chapas se inscreveram para a disputa das eleições da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN) no biênio 2017-2019. Na sexta-feira (21), às 9h a comissão eleitoral divulgará a homologação das candidaturas, após acolhimento de recursos, e dará largada oficial ao período de campanha.

Esta é a terceira vez, em 37 anos de história, que a Aduern terá disputa entre duas ou mais chapas.

Pela manhã foi registrada a chapa Sindicato é Para Lutar, encabeçada pela professora Rivânia Moura, que é lotada na Faculdade de Serviço Social (FASSO).

Os demais membros da chapa são: Alexsandro Donato – Vice-presidente; Márcia Maria Alves – Secretária; Ciclene Alves – Secretária Adjunta; Valdomiro Morais – Tesoureiro; Zacarias Marinho – Tesoureiro Adjunto; Ana Lúcia Gomes – Cultura, esporte e Lazer; Verônica Aragão – adjunta Cultura, esporte e Lazer; Felipe Caetano Oliveira – Diretor Aposentados; Taniamá Vieira – Diretora Adjunta de Aposentados.

Durante a tarde se inscreveu a chapa Unidos pela Aduern, que terá como candidato à presidência o professor Denys Tavares de Freitas, docente da Faculdade de Direito (FAD).

Também compõem a chapa Mademerson Costa – Vice-presidente; Antonia Liria Nogueira – Secretária; Lucirene Lopes – Secretária Adjunta; Janderson Dantas – Tesoureiro; Isac Nogueira- Tesoureiro Adjunto; Leonardo Rolim – Cultura, esporte e Lazer; Isaac Oliveira Filho – adjunto Cultura, esporte e Lazer; Luzinete Cabral – Diretora de Aposentados e Antonio Gomes Diretor adjunto de Aposentados.

As eleições vão ocorrer no dia 16 de agosto, para mandato no biênio 2017-2019.

O atual presidente é o professor Lemuel Rodrigues.

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Categoria(s): Gerais
domingo - 16/07/2017 - 11:21h

A realidade cruel que mutila e mata gente sofrida e indefesa


Por Ronaldo Fixina

Merece elogio a atuação da Diretoria do Hospital Regional Tarcisio de Vasconcelos Maia (HRTM), em Mossoró. Faz o possível. Todos os brasileiros e brasileiras, desde o nascimento, têm direito aos serviços de saúde gratuitos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é um direito de todos: é integral, garante equidade e é descentralizado. A população deve exigir seus direitos constitucionais.

A classe médica por um dever de consciência tem a obrigação de denunciar a omissão dos gestores da Saúde Pública. Estes, por uma questão de justiça, deveriam ser punidos pessoalmente com altas multas e prisão.

Centenas de pacientes de Mossoró são penalizados pela atual administração, em virtude da inexistência de cirurgias eletivas. Uma fratura, uma colecistite, um mioma uterino pode motivar a morte de pacientes em Mossoró pela impossibilidade de realizar uma simples cirurgia eletiva.

A Saúde Pública de Mossoró jamais foi levada a sério ou considerada prioridade nesta cidade. Prefeitas enfermeira (fracasso total – horrível ), médicas e até mesmo um almofadinha, nunca estabeleceram metas de prioridades nesta área, talvez por considerarem investimentos em saúde como gastos ou despesas desnecessárias.

Os vereadores, têm grande responsabilidade sobre diferentes aspectos no tocante às políticas de saúde, todavia permanecem silentes. Ao invés de solicitação de recapeamento asfáltico em rua de eleitor barato ou desentupimento de bueiro, legislassem no que coubesse sobre a saúde no que tange à prestação de serviço envolvendo políticas públicas de Saúde.

Omissão total.

O Decreto que estabeleceu a Calamidade Pública na rede Hospitalar do Estado por analogia é um atestado de incapacidade administrativa. E em Mossoró a situação é critica, muito crítica.

Uma “rede” de bajuladores é orientada para propagar que não existem recursos. Dinheiro tem e muito.

Por mais estranho que pareça nos deparamos em horário nobre da TV Globo,  com uma feérica propaganda do São João que diz a verdade: o São de Mossoró é “É muito mais do que você imagina”. Uma verdade.

Realmente a Saúde de Mossoró “É pior do que você pode imaginar”.

Aqui você se depara com o sofrimento de dezenas de pacientes mendigando uma cirurgia. Enquanto isso, escutamos um festival de dislates: reabrir o eternamente inútil Hospital da Policia, a Universidade do Estado do RN (UERN) vai construir um grande hospital escola (sem leitos), retomar as obras do Hospital Duarte Filho. A Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), certamente também vai construir um fenomenal hospital universitário baseado em evidências.

Apenas exemplificando a inversão de prioridades: no dia do derramamento de “cultura” de Michel Teló em Mossoró, na Estação das Artes Elizeu Ventania, um paciente aqui, sentindo intensas dores não era submetido a uma cirurgia (amputação de uma perna) por falta de uma serra de Gigli (instrumento medieval) que custa a bagatela de R$ 50,00 reais. É uma desumanidade.

Ridículo e cômico se o paciente não estivesse sentindo tanta dor

É uma estupidez uma paciente de Mossoró ser encaminhado para cirurgia em Alexandria! E mudou? Outrora as pacientes de Mossoró eram encaminhadas pela Secretaria Municipal da Doença e da Incompetência para Russas (CE).

Uma matula de jurássicos invadiu os corredores da Secretaria Municipal de Saúde. Quem é responsável pela inexistência das cirurgias eletivas dos usuários dos SUS em Mossoró? A quem interessa a judicialização de filas de pacientes? Quanto vale uma vida de um usuário do SUS para alguns gestores da saúde?

A realização de uma cirurgia eletiva aqui em Mossoró implica em percorrer um caminho extremamente difícil. Uma peregrinação dolorosa para crianças e idosos. Um massacre. Nenhum documento elucida possíveis acordos entre os hospitais privados e os gestores da saúde.

Por uma questão jurídica e, de obediência aos critérios para contratualização com o SUS, nenhum hospital em Mossoró poderia ser contratado pois eles não tem funcionários médicos.

Como realizar cirurgias sem anestesiologista, cirurgião, ortopedista, etc. etc. Sem um contrato de prestação de serviços entre especialistas e os gestores da saúde, não há nenhuma obrigação de atendimento.

Da mesma forma que o calote institucional torna o trabalho sem satisfação e sem determinados compromissos por parte do trabalhador médico. E o médico encontra-se amparado no direito irrefutável de receber seus honorários justos e possíveis. E por que médico honesto não pode ser bem remunerado??

O cidadão (contribuinte) já não suporta mais ver seus direitos constitucionais serem usurpados. As autoridades constituídas deveriam obedecer os princípios constitucionais da eficácia, eficiência e efetividade, etc. etc. etc.

Ronaldo Fixina é médico anestesiologista, delegado sindicato do Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed/RN) e dirigente Cooperativa dos Anestesiologistas de Mossoró (CAM)

Categoria(s): Artigo
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quarta-feira - 12/07/2017 - 18:26h
Segurança

Uern vai retomar atividades normais amanhã


A Universidade do Estado do RN (UERN), que suspendeu suas aulas ontem por falta de segurança terceirizada em suas unidades, retomará atividades normais amanhã (quinta-feira, 13).

A greve dos vigilantes da empresa “RN Segurança” – por atraso salarial – foi contornada pela pela própria direção da terceirizada, que assegurou pessoal para atender o contrato que tem com a instituição.

A greve começou segunda-feira (veja AQUI).

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Categoria(s): Gerais
domingo - 18/06/2017 - 18:50h

Viabilidade econômica e social da Uern


Por Adonias Vidal de Medeiros Júnior

É um erro muito grave atribuir à Rede de Ensino Superior do Estado às razões das dificuldades pela qual atravessa o RN. Os problemas nacionais, regionais e estadual, são outros. Podemos até abrir uma frente de discussão sobre isso em outra ocasião.

A Universidade do Estado do RN (UERN) é um patrimônio educacional e de desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte e gera retornos econômicos e sociais superavitários em relação à aplicação de recursos em sua manutenção e funcionamento. De maneira que deveria ser elevada e valorizada para expandir muito mais os seus benefícios socioeconômicos por todas as regiões do RN.

A Uern pertence ao Sistema Educacional do Estado, isso significa dizer que há 30 anos o Estado reconheceu à necessidade de ampliar sua política educacional, dando continuidade à formação da população mais carente de todas as regiões do RN, inserindo-a diretamente no ensino superior, justamente por entender o fato que a transformação socioeconômica dos municípios ocorre por meio da elevada qualificação do seu capital humano.

Retornos superavitários

Os salários médios para quem tem ensino superior completo no RN são 3 (três) vezes maior do que os salários médios de quem tem apenas o ensino médio completo (RAIS, RN, mapa do ensino superior no Brasil, 2016). Isto representa uma elevadíssima taxa de retorno do investimento em educação superior no Estado do RN, a qual multiplicada por dezenas de milhares de profissionais atuantes nos setores público e privado em todo o Estado oriundos da Uern, gera um movimento circular de renda de bilhões de reais por ano contabilizados pelo PIB do RN.

Atualmente o custo corrente médio por aluno da Uern é de R$ 911,15 por mês, para formar profissionais de todas as áreas do conhecimento que depois de formados alcançam salários mensais médios de R$ 4.560,29 (RAIS, RN, mapa do ensino superior no Brasil, 2016), portanto, uma relação estimada de benefício nominal de cerca de 400%, pelo investimento realizado, com a grande relevância social de quem estar sendo atendido são justamente as pessoas que mais necessitam (alunos da rede pública estadual e de baixa renda) e dos municípios/microrregiões/territórios mais carentes de desenvolvimento.

Esta eficiência de gestão é ao mesmo tempo efetiva por promover a mobilidade de renda das famílias mais pobres do Estado.

Nossos índices de empregabilidade/empreendedorismo imediata após a formação é de 79%. Considerando salários médios dessa magnitude, apenas os recolhimentos tributários tradicionais sobre a folha de pagamento do setor público e do setor privado, que retornam diretamente para os cofres públicos, já ultrapassam os R$ 1.000,00, ou seja, já são mais do que suficientes para custear o investimento inicial da formação superior da Uern.

Como sabemos, o salário líquido será do mesmo modo aplicado nas necessidades básicas do cidadão que fará movimentar o comércio, a agricultura, os serviços e por consequência toda a economia que é a fonte geradora de cerca da metade das receitas do Estado do Rio Grande do Norte (icms, ipva, ir, taxas diversas).

Traduzindo em miúdos, e observando apenas os números “frios/duros” estamos falando de uma área da administração pública estadual que promove serviços educacionais a sociedade e em decorrência disso gera retornos econômicos, sociais e tributários aos cofres públicos do Estado do RN, muito superiores aos valores investidos inicialmente, ou seja, além desses retornos serem superiores as suas despesas, contribui para financiar outras áreas de atuação do Estado.

Além do alcance de visões limitadas

Ainda sobre os retornos econômicos e sociais há muito que acrescentar e creio que possa ser objeto de outra matéria, uma vez que a Uern desenvolve mais de 620 projetos/programas/ações de pesquisa, ensino e extensão universitárias em todas as áreas (ciências da saúde, ciências exatas e naturais, ciências humanas e sociais) e contando com parceria de prefeituras (secretarias municipais), governo do estado (secretarias e órgãos do estado), empresas, instituições de ensino superior, poder legislativo, ministério público, poder judiciário, ministérios do governo federal, associações, conselhos de classes entre outros.

O próprio desenvolvimento da educação básica do Estado, do mesmo modo, está diretamente ligado à Uern, que possui em seus pilares a formação e qualificação de professores para a rede básica de ensino estadual e municipais, chegando nos municípios do interior sendo responsável pela formação de cerca de 90% a 100% dos profissionais da educação que atuam nas escolas dessas redes de ensino. Inclusive oportunizando qualificações para professores e servidores das redes de educação pública do estado e dos municípios em níveis de mestrado e doutorado no interior do RN.

Pode-se ainda dissertar e mensurar a contribuição da Uern quanto à: relação inversa e bastante alta entre ensino superior e criminalidade; relação direta entre nível educacional e a participação democrática, assim como a contribuição do background familiar advindo do ensino superior.

O caminho a seguir

O RN não pode mais perder tempo e continuar ficando pra trás dos demais estados do NE. Precisamos urgentemente dar mais celeridade e ampliar o processo formativo em nível superior dos nossos jovens e adultos em todo o Estado.

Os resultados econômicos e sociais da Uern estão aí para quem quiser ver ou auditar. A sua autonomia financeira representa apenas que o seu orçamento anualmente aprovado, terá mais segurança quanto a sua execução, promovendo muito mais benefícios socioeconômicos ao RN.

Definitivamente, não podemos penalizar áreas de gestão que mais geram resultados em detrimento de áreas que não o faz, é um péssimo exemplo além de ser completamente equivocado.

As modernas técnicas de gestão da coisa pública determinam o contrário, deve-se elevar e valorizar com mais incentivos os bons resultados de gestão, para servir de catalisador de boas gestões das demais áreas criando um ciclo positivo e nivelando por cima as instituições/órgãos dos governos.

Adonias Vidal de Medeiros Júnior é professor da Uern

Categoria(s): Artigo
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