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quarta-feira - 06/12/2017 - 12:32h
Uern

Manifestantes desocupam Reitoria revoltados com reitor


Reitor foi alvo principal dos manifestantes (Foto: cedida)

Estudantes e professores, contratados e efetivos, que ocupavam o pátio da Reitoria da Universidade do Estado do RN (UERN) desde a noite da última quint-feira (30/11), realizaram na manhã de hoje (06/12) um ato público reunindo representantes de entidades e setores da sociedade e definiram pela  desocupação do prédio.

Durante o evento foram assacadas críticas à postura da administração da universidade, que suspendeu e não renovará o contrato de mais de 100 professores e professoras provisórios, demitidos em meio à greve da categoria. O reitor Pedro Fernandes Neto foi execrado em cartazes e montagens fotográficas que se espalham também pelas redes sociais.

Também houve cobrança ao governo estadual para atualização salarial dos servidores.

O vigário geral da Diocese de Mossoró, Padre Flávio Augusto Melo, esteve presente no ato público e registrou o apoio da Igreja Católica á luta dos trabalhadores e trabalhadoras da Uern.

Leia também: MP mantém posição e temporários devem ser exonerados AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais
terça-feira - 05/12/2017 - 15:27h
Governo Robinson Faria

Bispos do RN dão apoio à Uern e pedem audiência


Os três bispos da Igreja Católica do Rio Grande do Norte, Dom Jaime Vieira Rocha – Arcebispo de Natal; Dom Mariano Manzana – Bispo da Diocese de Mossoró; Dom Antônio Carlos Cruz Santos – Bispo da Diocese de Caicó, subscrevem produzida hoje, dirigida ao governador Robinson Faria (PSD).

Bispos assinaram nota no dia de Hoje em Mossoró, mostrando importância da Uern para o RN (Foto: cedida)

É uma nota em defesa da Universidade do Estado do RN e pedindo uma audiência para tratar de impasses relacionados à instituição, além de servidores de outras áreas, aposentados/pensionistas. Veja abaixo, o seu teor na íntegra:

Não é de hoje que a Igreja Católica, como parte da sociedade potiguar, vem acompanhando as manifestações da sociedade em defesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, as quais vêm ganhando cada vez mais notoriedade, em função dos últimos acontecimentos, envolvendo servidores dessa tradicional Instituição de Ensino Superior e o Governo do Estado.

No cerne de todo esse processo, está a luta por melhores condições de trabalho e estudos, além da permanência da UERN como instituição de ensino pública, gratuita e de qualidade, cujo legado revela seu importante papel no desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte e na transformação social da população, deste estado, especialmente a mais carente.

Mais recentemente, não deixando de considerar a relevância dos demais temas, a pauta reivindicativa dos que fazem a UERN, pelo que nos tem sido anunciado, gira em torno do pagamento, por parte do Governo do Estado, dos salários dos servidores, garantindo-lhes o direito de proverem a si e a seus familiares, por meio do seu trabalho, o que torna a causa legítima, justa e digna.

Diante desse contexto e do entendimento de que a Igreja tem grande responsabilidade social, ao assumir uma postura ativa no desenvolvimento, entre os cristãos, do espírito de participação na construção de uma sociedade sempre melhor, mais justa e capaz de promover a paz e o bem-estar social, os Bispos do Rio Grande do Norte, reunidos, hoje, em Mossoró, vêm respeitosamente, solicitar a Vossa Excelência uma audiência para tratar da atual situação da UERN, assim como dos demais servidores e pensionistas do Estado.

Nessa audiência, estaremos acompanhados de representantes  dos Padres do Estado. Mais do que buscar compreender a temática em tela, a Igreja Católica objetiva contribuir na construção de caminhos para a solução do problema que ora se apresenta.

Antecipadamente, manifestamos nossos agradecimentos pela atenção em atender a esta demanda, colocando-nos à disposição.

Mossoró-RN, 5 de dezembro de 2017

Dom Jaime Vieira Rocha – Arcebispo de Natal; Dom Mariano Manzana – Bispo da Diocese de Mossoró; Dom Antônio Carlos Cruz Santos – Bispo da Diocese de Caicó.

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Categoria(s): Gerais / Política
segunda-feira - 04/12/2017 - 20:32h
Reunião

MP mantém posição e temporários devem ser exonerados


O promotor de justiça José Alves Neto, substituindo Fábio Weimar Thé, titular da 7ª Promotoria do Patrimônio Público da comarca de Mossoró, descartou a possibilidade de rever a recomendação do Ministério Público do RN (MPRN), para suspensão dos contratos temporários de docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

A posição foi reiterada hoje à tarde, em audiência concedida a representantes da instituição e da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN).

O assessor jurídico da Aduern, Lindocastro Nogueira, tentou convencê-lo a fazer um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para permitir que os contratos temporários atuais sejam mantidos.

A sugestão foi prontamente rejeitada pelo promotor José Alves Neto. Alegou que o artigo 8 da Lei Estadual 9.339/15 não abre margem para uma segunda renovação dos contratos temporários.

Busca pelo entendimento

“Não vejo como emitir uma manifestação contrária a essa recomendação. Não tenho elementos para agir diferente”, explicou.

O assessor jurídico da UERN, Humberto Fernandes, alegou que tentou de todas as formas chegar a um entendimento com os ocupantes. “É uma regra que não tem como não ser cumprida. Sugerimos que ADUERN entrasse na Justiça e vindo uma decisão favorável não teríamos a menor dificuldade em cumprir”, declarou.

Lindocastro Nogueira, ao final da reunião, reconheceu que a posição da assessoria jurídica da Uern estaria correta. “A universidade passou a interpretar corretamente a lei. A nossa sugestão para corrigir esse problema é a universidade renovar desde que não ultrapasse dois anos de que essa renovação não impeça a convocação dos efetivos aprovados em concurso”, reforçou.

Ao todo 147 professores temporários não poderão ter os contratos renovados.

Leia também: Ocupação de Reitoria recrudesce e Uern teme grandes prejuízos AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
domingo - 03/12/2017 - 09:26h
Padre Sátiro

Profeta da esperança em defesa do nosso ‘Elmo de Mambrino’


Por Marcos Araújo

Em meio a essa débâgle social, econômica, politica, moral e educacional que o Estado do RN atravessa, uma voz ecoou nas redes sociais com a força de uma bomba Tsar (a superbomba atômica) em defesa da UERN. Com 87 anos de idade e a autoridade de quem faz da educação o seu sacerdócio diário há mais de 60 anos, Padre Sátiro “gritou” com toda virulência que pode significar letras em CAIXA ALTA e NEGRITO na internet: “- RESPEITEM A UERN, AUTORIDADES INSTITUÍDAS!”. Seu “grito” deve ter doído nos ouvidos de muita gente…

Em outro momento, acompanhando o desdém da administração estadual para com os servidores, Pe. Sátiro lastimou “a falta de força física”, por não está “AO LADO DOS COLEGAS PROFESSORES SOFRENDO ESSA HUMILHAÇÃO”, apelando aos ex-alunos do Diocesano para exigirem “JUSTIÇA PARA CAUSA DOS SERVIDORES PÚBLICOS”.

Sendo hoje um dia de domingo, propício para uma reflexão espiritual, a liturgia bíblica dos cristãos traz uma passagem do Profeta Ezequiel. Em sua profecia, diz Ezequiel que Deus vai tomar conta das suas “ovelhas” e “resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas, num dia de nuvens e escuridão.” E mais ainda, diz o Senhor Deus: “eu farei justiça entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes”. (Ez 34, 11-12, 15-17)

Ezequiel era um Profeta da esperança. Na sua época, ele exortou os israelitas para saírem do cativeiro babilônico, mesmo sabendo que parte do povo já estava ambientado com o exilio, admitindo a exploração e o jugo dos tiranos. Ezequiel se contrapõe e constrói naquela comunidade uma mensagem de revolta (revolução).

Apenas para pontuar historicamente, a Babilônia do tempo de Ezequiel era marcada pela grave crise social, reinando a violência e a injustiça. Nada estranho aos dias de hoje.

Se a palavra “profeta” vem do grego “prophetes”, e significa “falar antes”, Padre Sátiro também é um profeta. E tem sido verazmente  um Profeta na história da Uern e na revolução educacional que ela desencadeou ao longo dos tempos. Quando eu estava na graduação em Direito, meados dos anos 80, a então FURRN (Fundação Universidade Regional do RN) estava sombreada pela incerteza, ameaçada de extinção.

Foi o seu agir profético, seu protagonismo corajoso que conduziu a extinta Fundação municipal (idealizada como um redil para uso politico) para a liberdade de uma autarquia estadual (Uern) fomentadora do saber e agente ativa de transformação social.

Seu prestigio intelectual, sua inatacável condição moral, sua insuspeição de intenções, sua voz altíssona em defesa da educação, obrigaram ao Parlamento e ao Poder Executivo do RN em reconhecer a Uern como patrimônio do Estado, isto em 08 de janeiro de 1987. Para demonstrar que estava ali temporariamente apenas cumprindo uma missão, no dia seguinte à assinatura da lei, renunciou ao cargo de Reitor para que o vice, Antonio Capistrano, assumisse.

No ano em que comemoramos os 30 anos de sua estadualização, a história se repete… As sombras negras da ignorância e do desserviço à educação querem destruir a Uern. Escaladamente, a instituição vem sofrendo os mais duros e insensíveis ataques de toda a sua história, oriundos da gestão do Estado, de forma direta pelo descaso e ignoração na falta de assistência financeira, ou indiretamente por áulicos desinformados que pregam a sua privatização ou extinção. Até uma educadora (tsc, tsc, tsc…) natalense pôs-se contra a instituição.

Não têm a menor noção essa caterva de néscios sobre a importância da educação como fator de influência para o crescimento econômico e o desenvolvimento humano. Desconhecem as análises e teorias econômicas de Amartya Kumar Sen e Mahbub ul Haq, criadores do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a unidade de medida desenvolvida para avaliar os países, considerando não apenas os fatores econômicos, mas também os sociais.

Amartya Sen foi professor e Reitor na Universidade de Cambridge, e professor em Oxford e Harvard. Fundador do Instituto Mundial de Pesquisa em Economia do Desenvolvimento, provou ele que a Educação é a maior riqueza de uma nação. Mas, quem é Amartya Sen na frente de um desses “iluminados” defensores da extinção ou privatização da Uern?

“Formados” exclusivamente no conhecimento rasteiro dos “Gulags” das redes sociais, não sabem esses “intelectuais da banalidade” que é papel do Estado conter as desigualdades sociais. E que, os serviços prestados pelo Estado deveriam garantir a construção de uma boa sociedade por meio da educação, saúde e proteção das minorias. Ah, esclarecendo: foi exatamente por essa afirmação que Amartya Sen ganhou o Prêmio Nobel de Economia, em 1998, tendo sido o primeiro – e até o momento, único – acadêmico de um dos países não desenvolvidos a ganhar o Prêmio Nobel de Economia.

Para as mulheres (recadinho para a “educadora” natalense), Amartya Sen relata que a “expectativa de vida ao nascer de mulheres” foi mais influenciada pela educação do que a “expectativa de vida ao nascer média”, o que indica que a educação pode ser um importante aliado contra a desigualdade de gêneros. Que gritem as mulheres: Viva a educação!

A esses “sabe-tudo” das redes sociais que pregam a desoneração financeira do Estado pela extinção da Uern; aos profusores da ideia da privatização; aos que entendem a educação como despesa, e não como investimento (até tu, então Governadora Rosalba Ciarlini?); aos “liberais” defensores do Estado mínimo, e a todos os demais gênios do pensamento humano que miram a Uern como uma “praga” devastadora ao orçamento estatal, um conselho: busquem à sua volta os que por ela foram formados e escutem suas histórias de vida e suas ações em prol da sociedade.

Já dizia Rui Barbosa que todos os melhoramentos materiais são incapazes de determinar a riqueza se não partirem da educação, a mais criadora de todas as forças econômicas, a mais fecunda de todas as medidas financeiras.

Quem foi educado pela Uern – e aqueles que ainda estão em formação – sabe do seu inestimável valor. O conhecimento adquirido por intermédio do seu qualificado quadro docente é o “elmo de Mambrino” que os protege na esganiçada luta da vida profissional. Apenas relembrando, D. Quixote, o cavaleiro andante de Cervantes, tinha no “elmo de Mambrino” que cobria a sua cabeça a proteção necessária para as suas batalhas. Sancho Pança, do alto de sua ignorância, confundiu o elmo com uma “bacia toda amolgada, para fazer sua barba”. Diante de uma visão tão distorcida, D. Quixote queda-se surpreso com tal desconcerto, creditando ao fato de que Sancho “vem de andar sempre entre nós outros uma caterva de encantadores, que todas as nossas coisas invertem, e as transformam, segundo o seu gosto e a vontade que têm de nos favorecer ou destruir-nos”.

A Uern tem sido um “Elmo de Mambrino” para as longas caminhadas cientificas, intelectuais e de conhecimento de muitas gerações de “cavaleiros”. Muitos “D. Quixotes” têm vestido a carapuça do seu “Elmo” para os diversos combates sociais. Os de visão distorcidas, os Sanchos Panças da vida, enxergam-na apenas como uma “bacia”.

Nesses tempos de intolerância, inversão de valores e também de ignorância, a esperança é necessária. Como ela é vital! Vejam a vitalidade de Padre Sátiro, aos 87 anos, e o entusiasmo com que ele nos inspira à luta. A forma altiva com que ele conclama a todos nós a termos uma tomada de posição contra a injustiça.

Poderia nem se manifestar. Seu legado histórico admite fugir de polêmicas, para não atrair desafetos.  Como um bom Profeta, porém, ele não descansa, nem foge da luta. Talvez tenha por sentimento a frase do historiador francês Paul Veyne: “Éternité Je Ne m’Ennuierai Pas” (E na eternidade não me entediarei).

Durante a missa, na homilia de hoje (26 de novembro de 2017), Padre Charles Lamartine (também educado pela Uern, a exemplo de Padre Flávio – Vigário-Geral de nossa Diocese), lembrava o educador Paulo Freire e a sua fala sobre a esperança.

Dizia Paulo Freire que é preciso ter esperança, “mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…”.

Alinho-me às fileiras do Profeta Padre Sátiro. Tal como os revolucionários franceses foram convocados no passado, açulo a todos, em defesa da Uern, “Às armas, cidadãos!”

Viva a Uern! Viva a Educação! Vivas a Padre Sátiro!

Marcos Araújo, eterno aluno da Uern, provisoriamente advogado e professor

Categoria(s): Artigo
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sexta-feira - 01/12/2017 - 07:46h
Hoje

Tatiana Mendes negociará fim de paralisação na Uern


A secretária-chefe do Gabinete Civil do RN, Tatiana Mendes Cunha, realimenta hoje (sexta-feira, 1º) canal para negociação com grevistas do professorado da Universidade do Estado do RN (UERN), em greve desde o dia 13 último.

Ela recebe em Natal o reitor da instituição, professor-doutor Pedro Fernandes Neto, além de representantes dos grevistas, ligados à Associação dos Docentes (ADUERN).

Será às 9h em seu gabinete.

Ontem à noite, professores contratados ocuparam a sede da Reitoria em Mossoró, protestando contra iminente exoneração (veja AQUI).

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 27/11/2017 - 13:40h
Em Natal

Polícia e sindicalistas voltam a ter novo confronto


Novo incidente entre grevistas/lideranças sindicais e forças policiais do estado foi registrado. Dessa feita, à manhã de hoje (segunda-feira, 27), em Natal, à porta da sede do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/RN).

Vários vídeos circulam pelas redes sociais revelando diversos ângulos do conflito. Pelo menos dois sindicalistas ligados ao Sindicato dos Trabalhadores na Saúde do RN (SINDSAÚDE) foram detidos. Um deles saiu com um dos pulsos com algemas.

Os detidos foram Rosália Fernandes e João Assunção.

Os manifestantes obstruíam passagem de empregados terceirizados para o interior do Detran e a polícia foi chamada. De crescente bate-boca o estresse se transformou em luta corporal, com policiais jogando pelo dois membros do movimento ao chão, o que generalizou o tumulto.

Uso da força

O Sindsaúde e grevistas do professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) reforçaram paralisação dos funcionários dessa autarquia. Ao contrário do pessoal da Saúde e dos membros da Associação dos Docentes da Uern (ADUERN), os servidores do Detran têm salários em dia.

Na sexta-feira (24), o conflito foi na sede da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPLAN).

Grevistas da Saúde e da Aduern foram retirados do imóvel que ocupavam desde a quarta-feira (22) com uso do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Foram desalojados com força física, spray de pimenta e bombas de efeito moral.

Em relação ao incidente de hoje, a Comunicação da PM informa que foi cumprido o dever, com reação proporcional à provocação recebida.

Nota do Blog - Era imprescindível mesmo que chegássemos a essas cenas lamentáveis? Vamos esperar o estampido de um tiro? Uma tragédia irreparável? Francamente.

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Categoria(s): Gerais
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domingo - 26/11/2017 - 13:24h

Vencidos e vencedores na “Batalha da Seplan”


Por Carlos Santos

O incidente de desocupação do prédio-sede da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPLAN), em Natal, à semana passada (sexta-feira, 22), suscita diversas abordagens.

A “Batalha da Seplan” é mais um ato de enredo em andamento.

Trazemos três ângulos de observações (dos grevistas, da Justiça e do Governo do Estado) que se encadeiam, ao mesmo tempo em que são excludentes pelo episódio em si.

Até então, o movimento grevista do pessoal da Saúde e do professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) passava quase despercebido de boa parte da opinião pública.

Do ponto de vista legal, os líderes do movimento erraram na decisão e colocaram em risco a integridade de seus participantes. Sabiam disso; arriscaram.

A Justiça, através do magistrado Bruno Lacerda, assinou o despacho que cabia ao caso. Provavelmente, nenhum outro agiria de forma diferente.

Sob a ótica política, a estratégia foi um sucesso. Os manifestantes ganharam notoriedade como “vítimas’.

Quanto ao Governo Robinson Faria (PSD), mais uma vez errou feio.

Precipitou-se no uso desproporcional da força contra um “Exército de Brancaleone”. Poderia ter produzido uma tragédia.

Assim, deu musculatura e visibilidade aos protestos, até fora do estado. Paralelamente, instigou que outras categorias o façam também, encorpando aquilo que nunca foi – como anunciado – uma “greve geral”.

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Para parecer forte, Robinson Faria de novo deu demonstração de fraqueza. “A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”, aconselhou o general chinês Sun Tzu no clássico “A Arte da Guerra”, que o governador preferiu só folhear.

É um moribundo homiziado na Governadoria.

O movimento grevista ganha sobrevida, na justificativa abstrata de “luta pela dignidade”, mas ainda de bolsos vazios – o que deverá continuar.

Aguardemos os próximos movimentos das peças desse tabuleiro.

Leia também: Grevistas são retirados da Seplan com uso de força policial AQUI.

Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog
sábado - 25/11/2017 - 08:24h
Redes sociais

Padre Sátiro se solidariza e pede apoio a professores


O ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) padre Sátiro Cavalcanti Dantas voltou a usar as redes sociais para desabafar.

Ao mesmo tempo, pediu apoio ao movimento de luta em defesa da instituição e seus servidores. “Falta-me força física. Estaria ao lado dos colegas professores sofrendo essa humilhação”, exprimiu o octogenário educador.

Suas palavras ecoaram após o episódio de ação policial ríspida para desalojar grevistas da Saúde e do professorado da Uern, do prédio da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPLAN), à tarde de ontem em Natal (veja AQUI).

Leia também: Padre Sátiro Cavalcanti Dantas pede “respeito” à Uern AQUI.

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Categoria(s): Gerais
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quinta-feira - 23/11/2017 - 16:54h
Desabafo

Padre Sátiro Cavalcanti Dantas pede “respeito” à Uern


Desabafo lacônico e caustico de quem tem estatura para se pronunciar:

- Respeitem a Uern, autoridades instituídas!

Palavras nas redes sociais do padre, professor, dirigente do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) de Mossoró e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), Sátiro Cavalcanti Dantas.

Como se diz por aí… “Lacrou!!!”

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Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 20/11/2017 - 20:55h
Greves

Comandos grevistas e governo estadual abrem conversação


Apesar do impasse e de greve em andamento da Saúde e do professorado da Universidade do Estado do RN (UERN), abre-se uma janela para o diálogo.

Durante o final da manhã de hoje, dirigentes da Associação dos Docentes da UERN (ADUERN) e do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (SINDSAÚDE) participaram de uma reunião na Procuradoria Geral do Estado (PGE).

“Os procuradores querem esse subsídio, com maior número de informações possíveis para poder intermediar a situação junto ao Governo do Estado e tentar resolver este impasse”, destacou o vice-presidente da Aduern, Alexsandro Donato.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais
quarta-feira - 15/11/2017 - 19:50h
Governadoria

Grevistas se queixam de falta de energia elétrica


Segundo informações da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN), “o  Governo do Estado preparou mais uma surpresa ingrata para os docentes da Uern e servidores da Saúde que acampam na Governadoria”.

É relatado que “o ponto de energia, que garante aos acampados a utilização de equipamentos básicos, como uma cafeteira ou carregadores de celular, foi desligado no meio da noite passada, sem qualquer diálogo, informe ou negociação com os grevistas.”

No momento do desligamento os servidores assistiam à televisão e se surpreenderam com o corte repentino, que deixou o acampamento às escuras.

Servidores da Saúde e Aduern começaram movimento de “greve geral” por tempo indeterminado na última segunda-feira (13), cobrando atualização salarial e contra projetos de supressão de direitos dos trabalhadores.

Nota do Blog – O que este Blog escreveu antecipando os fatos (veja AQUI) está ocorrendo: a anunciada “greve geral” não se confirmou. Nem mesmo os técnicos-administrativos da Uern toparam entrar nesse movimento, ‘vendido’ como “geral”.

Por outro lado, essa atitude governista não ajuda em nada no tamponamento desse fosso entre as partes conflitantes. É no mínimo intolerante, da mesma forma que a tentativa de invasão da governadoria por parte dos grevistas, na segunda-feira.

Leia também: Sugestão para fechar universidade ronda e assombra Uern AQUI.

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Categoria(s): Gerais
terça-feira - 14/11/2017 - 21:28h
Nota Oficial

Universidade se manifesta sobre incidente em Governadoria


A Reitoria da Universidade do Estado do RN (UERN) emitiu Nota Oficial, assinada pelo reitor Pedro Fernandes Neto e pela vice reitora Fátima Raquel, manifestando-se sobre incidente (veja AQUI) entre manifestantes e seguranças na Governadoria do RN, nessa segunda-feira (13).

Veja abaixo:

Nota Oficial

A Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) vem a público lamentar o triste episódio ocorrido na Governadoria, em Natal, quando professores foram atingidos por spray de pimenta durante manifestação em defesa da regularização dos salários.

A universidade considera legítimo e respeita o movimento da categoria docente em favor do atendimento da pauta de reivindicação apresentada.
A administração da UERN entende que o melhor caminho para solucionar o conflito é o diálogo. Para isso, se mantém à disposição para intermediar conversa entre o comando de greve e o Governo do Estado, como tem sido a postura dessa gestão, desde o início, na defesa da universidade e dos segmentos que a compõe.

Pedro Fernandes Ribeiro Neto
Fátima Raquel Rosado Morais

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sábado - 11/11/2017 - 21:22h
Uern

Universidade receberá mais 15 docentes e 11 técnicos


A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) receberá nos próximos dias mais 15 docentes efetivos e 11 técnicos-administrativos em seu quadro de pessoal efetivo. O ato oficial de convocação foi publicado na edição deste sábado, do Diário Oficial do Estado (DOE).

As vagas são referentes à reposição de espaços deixados por professores que se aposentaram, e casos de morte.

Esta é a sétima convocação feita, desde o último concurso público, para substituição de vagas de falecidos e aposentados.

Entre os convocados, muitos egressos da universidade.

Veja publicação com nomes de professores clicando AQUI;

Veja publicação com nomes de técnicos-administrativos  clicando AQUI.

Nota do Blog - Entre esses aprovados está o geógrafo Gutemberg Dias, que foi candidato a prefeito pelo PCdoB no ano passado.

Parabéns a todos os convocados.

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terça-feira - 07/11/2017 - 13:40h
RN

Plano de saúde da Uern é cortado por falta de pagamento


Em requerimento apresentado na manhã desta terça-feira, 07, a deputada Larissa Rosado (PSB) cobrou ao Governo do Estado providências que assegurem a regularização do pagamento entre o Governo do Estado e a Unimed Federação do Rio Grande do Norte referente aos beneficiários da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Os beneficiários da Uern estão com seus atendimentos eletivos suspensos com a Unimed Federação devido consecutivos atrasos no pagamento das mensalidades de setembro e outubro, bem como ausência do pagamento de juros e correções monetárias por atrasos entre os períodos de julho de 2016 a julho de 2017, quanto a contratação dos serviços de assistência médica.

Segundo a deputada, a suspensão do atendimento afetará diretamente 3.995 assegurados, entre servidores e dependentes, gerando um grande transtorno para todas as famílias que dependem desse serviço diariamente.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado.

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sábado - 04/11/2017 - 05:30h
Nota

Docentes prometem greve na Uern “por dignidade”


A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) emitiu uma nota oficial à comunidade acadêmica e à sociedade, justificando sua decisão de promover greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 10.

Sob o título “Greve por dignidade”, lança desfiando argumentos. Leia abaixo:

A decisão da categoria docente da UERN de entrar em greve a partir do dia 10 de novembro de 2017 não pode ser festejada, tampouco ser tratada com indiferença ou simplesmente na retórica, respeitada. Essa greve representa a indignação da categoria frente ao descaso e desrespeito com que o governo do estado do Rio Grande do Norte tem tratado os servidores públicos e, em especial, os/as professores/as da UERN. Há 20 meses os/as trabalhadores/as do estado vivenciam uma situação de incerteza em relação ao pagamento dos salários e uma condição de precarização do serviço público que afeta grande parte da população do Rio Grande do Norte.

A greve, deliberada por ampla maioria da categoria docente da UERN, é resultado de uma política econômica desastrosa que condiciona os/as trabalhadores/as do Estado a carregarem os serviços públicos nas costas. Saúde, educação, segurança e os demais serviços só funcionam porque os/as trabalhadores/as assumem o compromisso de todos os dias exercerem o seu trabalho com responsabilidade.

É resultado, também, dos ataques recentes que têm sofrido a Universidade e a categoria docente: retirada dos aposentados da folha de pagamento da UERN; ameaça de suspensão do plano de saúde por falta de repasse do governo; rebaixamento do valor do auxílio saúde, bem como a exclusão dos aposentados a esse auxílio. Tudo isso se soma ao insustentável quadro de atrasos salariais e  cinco anos sem qualquer reposição.

Mediante essa conjuntura, o governo não tem cumprido o dever de fazer com que o Estado funcione; não tem respeito aos trabalhadores/as; não considera importante as famílias de todos e todas que dedicam suas vidas e seu trabalho ao serviço público. Por isso, os/as professores/as da UERN se somam aos milhares de trabalhadores/as do estado do Rio Grande do Norte em nome da nossa dignidade, da nossa condição de sobrevivência e em respeito aos serviços públicos e a toda população potiguar.

A história particular da UERN revela que há muito tempo estamos em luta para garantir a manutenção da instituição como universidade pública, gratuita e de qualidade. Compreendemos que a UERN é um dos maiores patrimônios do estado do Rio Grande do Norte por impulsionar o desenvolvimento econômico e social e, principalmente, por possibilitar que os filhos e filhas dos trabalhadores pobres tenham acesso ao ensino superior; por estar presente em todas as regiões do estado cumprindo a interiorização e formando a maioria dos/as profissionais do Rio Grande do Norte.

É impossível pensar no crescimento de um estado sem uma Universidade. Para os que divulgam falaciosamente o endogenismo da categoria docente indicamos que investiguem quem sempre lutou em defesa da UERN; quem esteve em confronto com o judiciário e executivo mediante o anúncio da privatização da nossa universidade.

A nossa Greve é por Dignidade sim! Exigimos salários em dia; Exigimos a retirada da mensagem à assembleia que aumenta a alíquota previdenciária; Exigimos condições melhores de trabalho; Exigimos a permanência dos aposentados na folha de pagamento da UERN; Exigimos respeito ao nosso trabalho, ao nosso suor, ao nosso saber, a nossa vida. Exigimos a existência da UERN como Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade. É o nosso compromisso!

A Diretoria

Leia também: Sugestão para fechar universidade ronda e assombra Uern AQUI;

Leia também: Decisão de “greve geral” é permeada por alto risco AQUI.

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Categoria(s): Gerais
quarta-feira - 01/11/2017 - 11:44h
Anote

Decisão de “greve geral” é permeada por alto risco


A decisão do professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) de fazer greve e partir pro confronto com o governo estadual, tomada dia passado, não tem apoio do segmento de técnico-administrativos.

A Associação dos Docentes da Uern (ADUERN) pode terminar tendo que esgrimar quase sozinha, com flancos descobertos.

Tem fôlego para outra longa paralisação de 147 dias como em 2015 (gestão Robinson Faria-PSD) e duas que totalizaram 172 dias com Rosalba Ciarlini (PP)?

A “greve geral” dos servidores estaduais marcada para o dia 10 caminha para ser um fiasco.

Não há sinalizador de forte adesão, da educação à saúde, por exemplo.

Outras categorias pensam e repensam esse caminho.

Astutamente, o governo também procura esvaziar movimento com negociações seccionadas por categorias. Entabula o “enrolation” de sempre com policiais.

Vai atualizar pagamentos etc., promete. Ah, tá!

Se todas as categorias não estiveram fechadas, como um monobloco, ninguém vai a lugar nenhum.

Anote, por favor.

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Categoria(s): Gerais
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terça-feira - 31/10/2017 - 14:36h
Dia 10

Professorado da Uern entrará em greve geral


Professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) vai entrar em greve geral.

Será deflagrada dia 10 de novembro.

Seguirá ao lado de outras categorias do estado.

Decidido.

Assembleia Geral hoje pela manhã em Mossoró tomou essa posição.

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 27/10/2017 - 21:40h
Uern

Professores vão decidir se entram ou não em greve


A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do RN (ADUERN) realiza na próxima terça-feira (31/10) às 9h, Assembleia Geral para discutir a adesão à greve unificada do funcionalismo público estadual, que terá início a partir do dia 10 de novembro.

A indicação de uma greve por tempo indeterminado em todas as categorias foi definida em reunião do Fórum dos Servidores do RN, na tarde de quinta-feira (26).

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Categoria(s): Gerais
  • Repet
domingo - 22/10/2017 - 04:06h
Conversando com... Bruno Barreto

Mossoró poderia ter se desenvolvido mais sem oligarquia

Jornalista lançará livro sobre "Rosados divididos" em espaço temporal e geopolítico visto por jornais

O jornalista Bruno Barreto (TV Cabo Mossoró-TCM e 95.7 FM de Mossoró; ex-O Mossoroense/93 FM), 35, lança no dia 9 de novembro, às 19h30, no Memorial da Resistência, em Mossoró, o livro “Os Rosados Divididos: como os jornais não contaram essa história”. É seu primeiro título, fruto de dissertação de mestrado em Ciência Sociais e Humanas da Universidade do Estado do RN (UERN).

Nesta conversa, esse natalense convertido ao “mossoroísmo”, fala sobre o livro, política, caminhos para o jornalismo, atividade literária e acadêmica, além do ativismo nas redes sociais. Leia:

Bruno lança livro no próximo dia 9 de novembro no Memorial da Resistência em Mossoró, às 19h30 (Foto: Fernando Nicholas)

Blog Carlos Santos – “Os Rosados Divididos” é um livro para estudo da história, contestação da história, confirmação da história ou para alimentar o debate da história a partir de uma pesquisa acadêmica?

Bruno Barreto – Diria que é um livro para iniciar uma discussão. Edgard Morin, filósofo e estudioso do pensamento complexo, afirma que um trabalho científico deve ser feito aberto à contestação. É assim que pensei esse trabalho desde o início por ser o ponto de partida de lago que ainda não tinha sido objeto de estudo até então. A divisão política da família Rosado sempre foi abordada de forma tímida em trabalhos acadêmicos e, via de regra, levantando a tese conspiratória de que foi tudo “combinado”. Essa ideia não faz sentido, mas pode muito bem surgir alguém fazendo um contraponto no futuro ou confirmando o que explano no trabalho. É o risco de se fazer um trabalho pioneiro.

Jornalismo, Internet e história

BCS – O desaparecimento gradual dos jornais impressos e, com certeza, o fim do seu apogeu, compromete a documentação no campo acadêmico e até mesmo a pesquisa sobre a história política, ou a Internet supre essa lacuna inteiramente?

BB – Durante o período da pesquisa fazia essa reflexão: “como será a pesquisa histórica sobre os meios de comunicação?”. É um caso complicado porque o jornal impresso está no museu e salvo uma tragédia estará lá do mesmo daqui a cem anos. Mas na Internet? Os sites possuem curta duração, os blogs acabam quando os seus editores morrem. As páginas saem do ar quando o servidor deixa de receber os pagamentos e uma infinidade de documentos se perde. É um problema sério para a pesquisa histórica no futuro, principalmente no plano local.

BCS – Os Rosados compõem uma das mais duradouras e bem-sucedidas oligarquias do país e do Nordeste, onde se concentra esse modelo de poder político. Em sua ótica, o que determinou tamanha longevidade?

BB – Primeiro é preciso entender a natureza da atuação política dos Rosados. Diferente de Alves e Maias, eles souberam construir um imaginário em torno deles cuja Coleção Mossoroense teve um papel fundamental. Outro aspecto importante é que eles surgiram enquanto grupo político durante a primeira experiência democrática de fato no Brasil (1945/64) dentro de um contexto urbano.

Além disso, os Rosados sempre foram atuantes em seus mandatos e isso foi fundamental para a construção de um imaginário de que Mossoró só dá certo com eles. Hoje essa ideia anda meio capenga, mas ainda tem peso relevante. Olhando sob o aspecto positivo eu diria que se trata de uma oligarquia de resultados. Pelo negativo cravo que é um modelo que me deixa a sensação de que Mossoró poderia ter se desenvolvido muito mais porque via de regra o modelo oligárquico é patrimonialista. 

BCS – É escassa a produção bibliográfica sobre política no Rio Grande do Norte. Boa parte dela, a propósito, com o forte odor da deificação de nomes e grupos, além de termos casos de “encomendas” biográficas ou hagiográficas, ao gosto de quem pagou. O senhor concorda ou pensa diferente?

BB – Concordo. O que foge dessa regra que você citou fica restrito à academia que, via de regra, não transforma seus estudos em livros para o grande público. Fora da academia eu destaco nosso colega jornalista João Batista Machado, que escreveu um livro fundamental para compreender como eram escolhidos dos governadores do Rio Grande do Norte durante a ditadura militar. A história política do Estado precisa de mais estudos que sejam publicizados.

BCS – Há mais de dez anos Bruno Barreto atua na imprensa mossoroense, com presença no jornal impresso, rádio e TV. Evoluímos ou involuímos nesse tempo e qual o papel do Curso de Comunicação da Uern nesse contexto?

BB – Estamos em evolução. A primeira turma de comunicação da nossa universidade, da qual faço parte, comemora em 21 de dezembro dez anos de formatura. Há uma mudança de perfil no nosso jornalismo graças ao curso que só não está mais acelerado porque o nosso mercado entrou em colapso deixando a maioria dos colegas desempregados. Essa é uma questão que me deixa angustiado porque vejo muita gente talentosa tendo que mudar de profissão por falta de espaço.

BCS – O ativismo nas redes sociais faz parte do seu cotidiano, expondo opiniões, tomando posições, debatendo e às vezes se digladiando com internautas. A Web é um canal de democratização da comunicação ou um ambiente inóspito para quem teima em não ser estúpido e intolerante?

BB – Primeiramente entendo que o jornalista hoje em dia não pode ficar enclausurado. É preciso ter esse contato com o público via redes sociais. É uma forma eficiente de tirar a temperatura do cidadão médio. Eu me desgasto muito por ter esse perfil, digamos, mais combativo, mas também aprendo muito. Mas por outro lado há uma armadilha nisso que são as provocações estúpidas de quem não está querendo um debate saudável, mas o desejo doentio de se impor ou buscar contradições no interlocutor numa discussão inócua. O segredo é buscar ser tolerante e não levar para o lado pessoal. Já caí nessa arapuca e não foi uma boa experiência.

BCS – Uma pergunta que sempre me fazem quando participo de eventos ou bate-papos sobre mídia: qual o futuro do jornalismo?

BB – O jornalista. Estamos numa crise em que vamos emergir como fundamentais na defesa da informação de qualidade. Todo mundo acha hoje que pode ser jornalista, mas desconhece as técnicas de produção e apuração da notícia. Na medida em que as pessoas forem percebendo quem são os sites de fake News também perceberão o quanto somos importantes para a democracia que passa por uma informação de qualidade. Talvez demore um pouco para isso acontecer, porque o cidadão médio tem um divórcio com a leitura e se baseia apenas em manchetes. Mas o jornalista que vive da informação e da análise dos fatos (como eu e você) ainda faz a diferença.

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terça-feira - 17/10/2017 - 10:56h
Hoje

Audiência Pública discutirá situação de aposentados da UERN


A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) realiza nesta terça-feira, 17, às 14h, audiência pública que discutirá questões relacionadas à permanência dos aposentados na folha de pagamento da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), assim como a continuidade do auxílio saúde dos servidores.

A proposição é da deputada estadual Larissa Rosado (PSB). De acordo com o reitor Pedro Fernandes o projeto de auxílio saúde dos servidores da UERN encontra-se no gabinete da reitoria e, após discussão junto à governadoria, será devolvido ao Governo do Estado, para que este possa encaminhar a matéria para apreciação e aprovação na Assembleia Legislativa.

O assessor jurídico da Instituição, Ítalo Dantas, reforça que o projeto prevê a concessão do auxílio saúde tanto para os servidores ativos quanto para os aposentados. Quanto à permanência dos aposentados na folha de pagamento, é consenso entre as entidades ligadas à Universidade, que haja união em torno do tema.

“Este é um problema que não é de hoje. Esperamos encontrar a melhor solução possível para a questão”, frisa o reitor Pedro Fernandes.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado.

Categoria(s): Política
segunda-feira - 16/10/2017 - 19:19h
Hoje

Vereadores de Caicó realizam audiência de apoio à Uern


Sessão teve ampla participação (Foto: Willana Dantas)

Por Wilana Dantas

A Câmara de Vereadores de Caicó discutiu na tarde desta segunda-feira (16), a situação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Proposta pelos Vereadores José Rangel e Lobão Filho, a audiência reuniu diversas pessoas que se somam à luta pela manutenção deste instrumento de inclusão e acesso de milhares de jovens ao ensino superior.

De acordo com Rangel, o debate foi muito proveitoso e a Casa pode dar o seu apoio à Uern, em pauta que tem como um de seus pontos a autonomia financeira.

A reunião contou com a participação do diretor do campus da Uern, professor Álvaro Inácio. Participaram ainda da audiência pública padre Francisco Costa (representado a Diocese de Caicó); Sandra Kelly (diretora do Ceres/Caicó); Alexandro Diógenes (diretor do IFRN); Lúcia Clemente (secretária de educação do município); Galileu Galilei (membro da Uern/Caicó), além de outros participantes.

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Categoria(s): Gerais
terça-feira - 03/10/2017 - 21:10h
Brasília

Universidades do RN pedem apoio para liberação de recursos


Nesta terça-feira (3), a bancada federal do Rio Grande do Norte se reuniu com os reitores das universidades federais e estadual do RN, para discutir a necessidade do repasse de recursos financeiros direcionados nas emendas de bancada de 2016. Ocorreu em Brasília.

“Tivemos um encontro positivo, as universidades pediram apoio da bancada para que o Governo Federal faça a liberação de recursos financeiros já previstos nas emendas de bancada de 2016, mas por enquanto não foram 100% liberados”, explicou o deputado Felipe Maia (DEM), coordenador da bancada.

Reunião integrou bancada para foco em prioridades das universidades públicas do RN (Foto: cedida)

No encontro, Felipe Maia destacou que já foi dado um encaminhamento na Secretaria de Governo para que sejam autorizados os pagamentos dos recursos. “O objetivo principal é conseguir fazer com que as universidades utilizem os recursos repassados para custeio e para investimentos nas instituições, como a continuidade nas obras que estão paralisadas e a aquisição de equipamentos”, enfatizou.

Durante o encontro, foi entregue pelo reitor da Universidade Estadual do RN (UERN), Pedro Fernandes, um abaixo-assinado que pede a liberação de mais de R$ 1,5 milhões para a construção de um prédio que oferecerá mais de 10 cursos superiores. “Professores e alunos assinaram esse documento para a extensão da nossa universidade, há oito anos iniciamos a obra deste prédio que terá sete cursos de graduação, quatro de mestrado e 27 laboratórios para cursos focados nas áreas de ciências naturais e exatas. A conclusão da obra beneficiará o município de Mossoró e também todo o estado potiguar”, disse o reitor.

Participantes

Participaram da reunião, o coordenador da bancada federal, a senadora Fátima Bezerra (PT), os deputados federais Rafael Motta (PSB) e Zenaide Maia (PR), os reitores Ângela Paiva, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Wyllys Farkatt, do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN); Pedro Fernandes, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN); e José de Arimatea de Matos, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

Também estiveram presentes no encontro, o coordenador geral da Secretaria de Orçamento do MEC, Adalton Rocha de Matos; o subsecretário substituto da Secretaria de Orçamento do MEC, Waslei Jose da Silva e o Secretário da Assessoria Parlamentar do MEC, Gabriel Vilar.

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Categoria(s): Administração Pública / Educação / Política
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