quarta-feira - 16/11/2016 - 18:52h
Mossoró

Um homicídio a mais e as estatísticas


Para os que vibram com o homicídio de nº 200 em Mossoró (veja AQUI), alerto-vos: o próximo pode ser um de nós.

A ‘seleção’ não é com base em quem é ruim ou bom.

Todos estamos na alça de mira dos homicidas.

Bom ou ruim.

Qualquer um de nós pode virar mera estatística.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Segurança Pública/Polícia

Comentários

  1. Inaldo diz:

    É uma insanidade que as pessoas minimizem essas mortes pelo fato de serem na sua maioria, segundo alegam, de integrantes de facções do crime. Numa sociedade civilizada não se festeja a barbárie. Do ponto de vista moral não é correto comemorar a morte de um outro ser humano. Do ponto de vista pragmático celebrar a guerra entre facções é ignorar o fato de que quanto mais acirrada a guerra, maiores os esforços de um ou de outro grupo para ganhar força – através de roubos, tráfico, etc. Quem celebra esse estado de coisas ou é imoral ou ignorante. Se Deus existe, que nos salve deste terror.

  2. João Claudio diz:

    O comentário acima sugere que o nobre comentarista nunca foi assaltado, nunca teve um familiar assassinado por bandidos, nunca foi sequestrado, nunca teve a casa roubada e nunca teve uma filha estuprada.

    Muito do ótimo. Neste caso e em muitos outros, as pessoas que nunca foram vitimas de bandidos, os entregam a Deus e condenam quem comemora a morte de um deles. Ser humano(???).

    Com exceção da filha estuprada, eu já passei por todas as situações acima citadas.

    Em 1999 eu morava em Natal, em um condomínio localizado por trás do Shopping Cidade Jardim. Fiz uma viagem de férias com a família e quando retornei só encontrei o teto, as paredes, e o piso. Soube depois que um caminhão de mudanças estacionou em frente ao prédio e quatro homens fizeram a… ”mudança”. Na época, não existia guarita com segurança. Os vizinhos estavam ausentes.

    Em 2005 eu viajava por volta das 4 horas da manhã com destino a Fortaleza. Logo após a comunidade de Cacimba Funda-CE, o carro que eu guiava foi metralhado por ocupantes de outro carro que estava me ultrapassando.

    Por sorte, o objetivo deles era acertar tiros os dois pneus. Com os pneus vazios, tive que parar o carro no acostamento. Imediatamente surgiram 5 elementos armados apontando armas para mim e me obrigando a ir para o carro deles (depois eu soube que o carro que transportava os bandidos era um Palio verde que pertencia ao hoje prefeito eleito (2016) de Angicos, Deusdete Gomes, e que o carro teria sido tomado de assalto por volta das 22 horas da noite anterior enquanto abastecia em um posto de combustível em Caiçara dos Rios dos Ventos-RN, e que o mesmo seguia para Natal com 4 professoras. As professoras e o motorista foram abandonados por trás do Pico do Cabugi. Os bandidos vieram para Mossoró. Ao me avistarem saindo da cidade, me seguiram e a abordagem aconteceu no estado do Ceará.

    Continuando, me puseram abaixado no banco traseiro do Pálio, sendo que um deles ocupou o volante e o outro, visivelmente drogado, sentou-se no banco traseiro apontando uma arma para a minha cabeça.

    Ainda estava escuro quando o Pálio segui viagem rumo a Fortaleza. Três deles ficaram de posse do meu carro.

    Passei mais de 5 horas dentro do carro, no mato e em companhia de dois bandidos.

    A história é longa e eu prefiro parar por aqui.

    Ah, os bandidos levaram o meu carro. Fiz o BO na cidade de Aracati-CE, e não precisa dizer que sobrevivi, claro.

    Portanto, eu não sou imoral e nem tão pouco ignorante. Com bandidos, EU SOU CRUEL, e caso eu tenha oportunidade de pegar algum em flagrante, jamais o entregarei a Deus.

    E não me canso de repetir: BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO. E não basta matar. Tem que queimar o corpo para que ninguém veja a cara dele durante o velório.

    PS- O brasil está longe de ser uma sociedade civilizada. Longe mesmo. Quer ver de perto a civilização? Não precisa ir longe. Visite o Chile.

    • Inaldo diz:

      Lamento pelos agruras pelas quais o senhor passou, eu também tive as minhas, mas me reservo o direito de ter opinião completamente diferente da sua. Não vejo como o recrudescimento de uma guerra entre organizações criminosas possa ser positiva para a cidade ou atuar a favor da redução da criminalidade.

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