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quinta-feira - 02/11/2017 - 08:08h
Realidade possível

Sugestão para fechar universidade ronda e assombra Uern


Quando você pensa na parte, deve ao mesmo tempo pensar no todo.” (Carl Von Clausewitz, em Da Guerra)

 

Num momento em que o professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) engatilha nova paralisação, sob a crença de que estará ladeado por outras várias categorias (o que não acontecerá), poucos conseguem fazer uma leitura da atual conjuntura do RN e país. Erro crasso na política sindical, com viés partidário (ou não).

O impulso em defesa da instituição, do emprego e salários em dia – pleitos absolutamente justos, sem “as costas largas”, pode ter efeito contrário como este Blog já alertou (veja AQUI).

Um bom exemplo do que assombra e ronda a Uern, é o que ocorre no Rio de Janeiro, espécie de Brasil do amanhã, ou o Brasil do daqui a pouco.

Parecer do Ministério da Fazenda sobre Regime de Recuperação do Estado do Rio de Janeiro sugere medidas adicionais de contenção de gastos. Pela primeira vez, a intenção de fechar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e as Universidades Estaduais foi oficialmente documentada em setembro.

Entre as outras medidas, estão a demissão de servidores ativos, a extinção de benefícios previstos para servidores estaduais e criação de alíquota extra para a Previdência.

Em parecer assinado pela Secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, são sugeridas outras formas de arrocho, além das aprovadas na Assembleia Legislativa do RJ (ALERJ).

Uma realidade que pode em breve espaço de tempo alcançar, no Rio Grande do Norte, a Universidade do Estado do RN.

Por que não?

Desconfiança e fardo

Se a toda-poderosa Uerj está em frangalhos, com servidores há meses com salários em atraso e recebendo socorro (em feiras e dinheiro) até de outros congêneres (como de colegas da própria Uern), por que não acreditar no pior no RN Sem Sorte?

O governo estadual tem dito repetidas vezes que não tem planos de se livrar da universidade. Um bom motivo para desconfiar, portanto.

Há poucos dias,  em sua tibieza e perfil baço – traços comuns à sua gestão, Robinson Faria (PSD) usou o vice (ou governador em exercício) Fábio Dantas (PCdoB) para apresentar projetos de ajustes fiscais que mexeriam com a vida do funcionalismo. Pressionado, pediu de volta os projetos protocolados na Assembleia Legislativa.

Daqui a pouco, manda-os novamente à AL.

Outros compromissos veementes do governador Robinson Faria (PSD), como não fechar o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, se transformaram em risco n’água.

Então, acreditar que a Uern é uma instituição sólida e capaz de enfrentar essas atuais adversidades, sem qualquer anteparo e apenas no gogó, é um pecado muito primário. Política é uma atividade de inteligência e transpiração.

Sediada em Mossoró, mesmo com enorme importância para o RN, a universidade não é unanimidade no centro do poder político, em Natal, nem é conhecida por seus valores (abstratos), mas por seus gastos superlativos. Para muitos que não a conhecem, é um fardo pesado demais.

Se é sobrepeso, pode ser “desovada”.

Da Guerra

Sem conseguir “se vender” pelo que vale e questionada pelo o que custa, a Uern pode se transformar em presa fácil àquelas pessoas que acreditam ter a solução para a crise financeiro-administrativa do Governo do RN, ou seja, se livrar dela.

Os ‘grevistas’ precisam fazer a leitura do todo e não apenas de uma parte dessa crise, para entenderem o que está ocorrendo. Até aqui, tudo indica que não se detiveram a essa matéria. Rufaram os tambores para o confronto e devem ser presas fáceis na arena.

O movimento de combate à vitória, nem sempre é para frente. Começa no entendimento do todo, parte a parte, esquadrinhando cada detalhe por mais insignificante que possa ser, como ensinou o general prussiano Carl Von Clausewitz, em “Da Guerra”.

Leia também: Fazenda pede fim da Uerj e demissão de servidores AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog

Comentários

  1. Amorim diz:

    Escanado na Suecia.
    “Imagine a seguinte manchete na capa em um jornal brasileiro: “Escândalo! Deputado é visto indo para o Congresso de táxi!”. Esquisito, não? Pois agora pense nos parlamentares brasileiros morando em apartamentos de 18 metros quadrados e precisando lavar e passar a própria roupa na lavanderia comunitária do prédio. Tudo isso enquanto o país pressiona um ministro para que renuncie após comprovada a compra de uma barra de chocolate Toblerone com o cartão corporativo.”
    “O deputado Tomas Tobé usou, em benefício próprio, as milhas acumuladas no cartão que o Estado fornece a parlamentares para uso gratuito de trens e transportes públicos no país.
    Secretário-executivo do Partido Moderado (conservador), Tobé usou os pontos de seu cartão para pagar um pacote de amendoins, uma refeição, vinho e água, além de oito bilhetes de trem para viagens de caráter pessoal. O valor total da imprudência: 10.865 coroas suecas (cerca de R$ 3,8 mil).”
    Pensam que é só nesta pátria amada?
    Sostô!

  2. Carlos André diz:

    Infelizmente no Brasil a ordem das coisas está invertida, enquanto o mote dos cortes está concentrado nas atribuições básicas do estado nacional, as regalias e as “castas superiores” continuam a usufruir o melhor que o estado “maternalista” pode prover.
    Pior é constatar que o “desgoverno do povo” bancou todo tipo de aventura da elite com a bolsa empresário e bancou todo tipo de farra com o dinheiro do povo, sem falar que autorizou aumentos de proventos e direitos sem um lastro financeiro confiável.
    A meu ver o ultimo “voo da galinha” foi um crescimento artificial a base de crédito farto ao consumo e a preços das commodities altos por uma exceção conjuntural, isso acarretou conseqüentemente um aumento de impostos, mas que também se demonstrou artificial, um voo muito curto e muito triste.
    Podemos comparar nossa trágica lida a uma pessoa que inventou uma mentira e depois passou a crer piamente que a mentira seria de fato uma realidade, que o Brasil teria enriquecido.
    Na verdade essa pessoa era um assalariado que faz um empréstimo pomposo para pagar em 20 anos e a se ver com a grana na mão acha que se tornou rico e que a partir dai não faltaria mais o luxo e a fartura em sua vida.
    O fim dessa história estamos vendo…….

  3. François Silvestre diz:

    Texto de preocupação pertinente e de orientação claríssima. É isso mesmo. Parar atividades é tudo que o poder inadimplente quer para fechar o que não interessa sustentar. Faz greve quem presta serviço de sobrevivência. Não é o caso de um país que dispensa educação, por ser um bem supérfluo. Se os padeiros fizerem greve geral, sem fura greves, certamente o governo cairá. Pois até os do berço de ouro preferem os pães aos brioches.

  4. Raniele Costa diz:

    Carlos , na UERN também têm uma casta privilegiada e você e toda Mossoró sabe quem é, provocando a ira e a inveja de muitos especialmente de Natal que quer ver o fim desta calorosa Universidade, pergunto se a UERN for privatizar vai manter autos salários dos aposentados ?

  5. Carlos Júnior diz:

    Pobre RN. Pobre Brasil!

  6. Maria Isaura Plácido Soeiro diz:

    Gostaria de fazer uma sugestão prezado Carlos Santos: faça um histórico dos quase dois anos de salários atrasados dos professores da UERN e as consequências para a vida dos mesmos. Faça um histórico da incompetência do Governo Estadual e dos crimes que o governador e os políticos do estado estão sendo acusados e depois relacione com o sucateamento da Educação, Saúde e Segurança.

    • Carlos Santos diz:

      NOTA DO BLOG – Boa tarde, dona Isaura.

      Recomendo que vá no sistema de Busca do Blog Carlos Santos.

      Vá lá.

      Abração e ótimo final de semana.

  7. ali bá bá diz:

    caro amigo carlos santos,vc sabia q tem funcionario na uern aqueles que foram pego pelo laço,aqueles mesmos da década de 90 esses mesmos q era pra ser demitido por determinaçao da justiça,bem esse funcionario q é analfabeto e assume a profissao de VIGIA da universidade esse mesmo vigia tem um salario de 3.500 reais e ainda ganha uma gratificaçao de mil reais pra prestar seis horas de serviço,quer dizer num faz nada,um salario q poucos professores concursados gostaria de ganhar,na verdade ele nem vigia é,ele é jardinheiro e classificaram a carteira dele de vigia,um bom salario ou nao.

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