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domingo - 22/10/2017 - 04:06h
Conversando com... Bruno Barreto

Mossoró poderia ter se desenvolvido mais sem oligarquia

Jornalista lançará livro sobre "Rosados divididos" em espaço temporal e geopolítico visto por jornais

O jornalista Bruno Barreto (TV Cabo Mossoró-TCM e 95.7 FM de Mossoró; ex-O Mossoroense/93 FM), 35, lança no dia 9 de novembro, às 19h30, no Memorial da Resistência, em Mossoró, o livro “Os Rosados Divididos: como os jornais não contaram essa história”. É seu primeiro título, fruto de dissertação de mestrado em Ciência Sociais e Humanas da Universidade do Estado do RN (UERN).

Nesta conversa, esse natalense convertido ao “mossoroísmo”, fala sobre o livro, política, caminhos para o jornalismo, atividade literária e acadêmica, além do ativismo nas redes sociais. Leia:

Bruno lança livro no próximo dia 9 de novembro no Memorial da Resistência em Mossoró, às 19h30 (Foto: Fernando Nicholas)

Blog Carlos Santos – “Os Rosados Divididos” é um livro para estudo da história, contestação da história, confirmação da história ou para alimentar o debate da história a partir de uma pesquisa acadêmica?

Bruno Barreto – Diria que é um livro para iniciar uma discussão. Edgard Morin, filósofo e estudioso do pensamento complexo, afirma que um trabalho científico deve ser feito aberto à contestação. É assim que pensei esse trabalho desde o início por ser o ponto de partida de lago que ainda não tinha sido objeto de estudo até então. A divisão política da família Rosado sempre foi abordada de forma tímida em trabalhos acadêmicos e, via de regra, levantando a tese conspiratória de que foi tudo “combinado”. Essa ideia não faz sentido, mas pode muito bem surgir alguém fazendo um contraponto no futuro ou confirmando o que explano no trabalho. É o risco de se fazer um trabalho pioneiro.

Jornalismo, Internet e história

BCS – O desaparecimento gradual dos jornais impressos e, com certeza, o fim do seu apogeu, compromete a documentação no campo acadêmico e até mesmo a pesquisa sobre a história política, ou a Internet supre essa lacuna inteiramente?

BB – Durante o período da pesquisa fazia essa reflexão: “como será a pesquisa histórica sobre os meios de comunicação?”. É um caso complicado porque o jornal impresso está no museu e salvo uma tragédia estará lá do mesmo daqui a cem anos. Mas na Internet? Os sites possuem curta duração, os blogs acabam quando os seus editores morrem. As páginas saem do ar quando o servidor deixa de receber os pagamentos e uma infinidade de documentos se perde. É um problema sério para a pesquisa histórica no futuro, principalmente no plano local.

BCS – Os Rosados compõem uma das mais duradouras e bem-sucedidas oligarquias do país e do Nordeste, onde se concentra esse modelo de poder político. Em sua ótica, o que determinou tamanha longevidade?

BB – Primeiro é preciso entender a natureza da atuação política dos Rosados. Diferente de Alves e Maias, eles souberam construir um imaginário em torno deles cuja Coleção Mossoroense teve um papel fundamental. Outro aspecto importante é que eles surgiram enquanto grupo político durante a primeira experiência democrática de fato no Brasil (1945/64) dentro de um contexto urbano.

Além disso, os Rosados sempre foram atuantes em seus mandatos e isso foi fundamental para a construção de um imaginário de que Mossoró só dá certo com eles. Hoje essa ideia anda meio capenga, mas ainda tem peso relevante. Olhando sob o aspecto positivo eu diria que se trata de uma oligarquia de resultados. Pelo negativo cravo que é um modelo que me deixa a sensação de que Mossoró poderia ter se desenvolvido muito mais porque via de regra o modelo oligárquico é patrimonialista. 

BCS – É escassa a produção bibliográfica sobre política no Rio Grande do Norte. Boa parte dela, a propósito, com o forte odor da deificação de nomes e grupos, além de termos casos de “encomendas” biográficas ou hagiográficas, ao gosto de quem pagou. O senhor concorda ou pensa diferente?

BB – Concordo. O que foge dessa regra que você citou fica restrito à academia que, via de regra, não transforma seus estudos em livros para o grande público. Fora da academia eu destaco nosso colega jornalista João Batista Machado, que escreveu um livro fundamental para compreender como eram escolhidos dos governadores do Rio Grande do Norte durante a ditadura militar. A história política do Estado precisa de mais estudos que sejam publicizados.

BCS – Há mais de dez anos Bruno Barreto atua na imprensa mossoroense, com presença no jornal impresso, rádio e TV. Evoluímos ou involuímos nesse tempo e qual o papel do Curso de Comunicação da Uern nesse contexto?

BB – Estamos em evolução. A primeira turma de comunicação da nossa universidade, da qual faço parte, comemora em 21 de dezembro dez anos de formatura. Há uma mudança de perfil no nosso jornalismo graças ao curso que só não está mais acelerado porque o nosso mercado entrou em colapso deixando a maioria dos colegas desempregados. Essa é uma questão que me deixa angustiado porque vejo muita gente talentosa tendo que mudar de profissão por falta de espaço.

BCS – O ativismo nas redes sociais faz parte do seu cotidiano, expondo opiniões, tomando posições, debatendo e às vezes se digladiando com internautas. A Web é um canal de democratização da comunicação ou um ambiente inóspito para quem teima em não ser estúpido e intolerante?

BB – Primeiramente entendo que o jornalista hoje em dia não pode ficar enclausurado. É preciso ter esse contato com o público via redes sociais. É uma forma eficiente de tirar a temperatura do cidadão médio. Eu me desgasto muito por ter esse perfil, digamos, mais combativo, mas também aprendo muito. Mas por outro lado há uma armadilha nisso que são as provocações estúpidas de quem não está querendo um debate saudável, mas o desejo doentio de se impor ou buscar contradições no interlocutor numa discussão inócua. O segredo é buscar ser tolerante e não levar para o lado pessoal. Já caí nessa arapuca e não foi uma boa experiência.

BCS – Uma pergunta que sempre me fazem quando participo de eventos ou bate-papos sobre mídia: qual o futuro do jornalismo?

BB – O jornalista. Estamos numa crise em que vamos emergir como fundamentais na defesa da informação de qualidade. Todo mundo acha hoje que pode ser jornalista, mas desconhece as técnicas de produção e apuração da notícia. Na medida em que as pessoas forem percebendo quem são os sites de fake News também perceberão o quanto somos importantes para a democracia que passa por uma informação de qualidade. Talvez demore um pouco para isso acontecer, porque o cidadão médio tem um divórcio com a leitura e se baseia apenas em manchetes. Mas o jornalista que vive da informação e da análise dos fatos (como eu e você) ainda faz a diferença.

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Comentários

  1. Raniele Costa diz:

    Carlos Santos, parabéns pela ótima entrevista, e ao Bruno Barreto pelos excelentes comentários, estou ansioso pelo lançamento do Livro Rosados Divididos.

  2. Marcos Pinto. diz:

    Com certeza, essa relevante obra de cunho histórico emblematiza um manancial de fatos superpostos nas paralelas dos anais da história política e administrativa mossoroense. Para se chegar aos ROSADOS DIVIDIDOS, há que se fazer uma abordagem sucinta sobre o primórdio dessa tradicional família com origem paraibana. O patriarca Jerônimo Rosado aportou em Mossoró oriundo de Pombal-PB no ano de 1890, a convite do médico e carismático líder político mossoroense Francisco Pinheiro de Almeida Castro (Não confundir com seu parente médico Almir de Almeida Castro). Com ostensivo apoio do Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro foi eleito intendente municipal (Cargo atual de Vereador) e eleito por seus pares como Presidente da Intendência Municipal de Mossoró (Atual cargo de Prefeito) para o triênio 1917-1919. Nesse período a tradicional família FERNANDES já era detentora do vasto monopólio da mercantilização da cultura algodoeira (Firmas ALFREDO FERNANDES e Sociedade Algodoeira Tertuliano Fernandes) e do comércio do sal no estado. Como Jerônimo Rosado teve pífia gestão, não logrou êxito em continuar como gestor mossoroense, tendo sido sucedido por Camilo Porto, (gestão 1920-1922), cearense de Aracati-CE e industrial salineiro radicado em Mossoró, por indicação e apoio do Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro. Com a morte do Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro, o médico Rafael Fernandes, industrial e comandante do império econômico dos FERNANDES, que era Deputado Estadual desde o ano de 1918 renunciou a essa cadeira em 1922 para ser eleito e ocupar a vaga deixada na Câmara Federal pelo inconteste líder Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro. Com o velho Rosado relegado ao ostracismo político, eis que Rafael Fernandes elege sucessivamente gestores de Mossoró nas pessoas dos seus parentes Francisco Xavier Filho (Gestão 1923/1925), Rodolfo Fernandes (1926-1927) falecido em pleno mandato aos 57 anos de idade, acometido por tribulações oriundas do famoso ataque de Lampião a Mossoró em 13 de Junho de 1927. Novamente Rafael Fernandes indica e elege o seu parente o apodiense Luiz Colombo Ferreira Pinto para concluir o mandato de Rodolfo (gestão 1927-1928). Rafael sucedeu o parente Luiz Colombo Pinto, elegendo-se a 01.01.1929, tendo renunciado ao cargo para voltar à Câmara Federal. (Continua em outra postagem).

  3. Marcos Pinto. diz:

    Em continuação à postagem anterior. [...] Reconstitucionalizado o país em 1934, foram marcadas para outubro desse ano as eleições para a Câmara Federal e para as Assembléias constituintes estaduais, às quais caberia escolher os governadores constitucionais dos estados. Rafael Fernandes apresentou-se como candidato ao governo do Rio Grande do Norte na legenda do Partido Popular, fundado no ano anterior por José Augusto para aglutinar as forças políticas tradicionais antes reunidas no PRF. Seu adversário era o interventor Mário Câmara, líder do Partido Social Democrático (PSD) do Rio Grande do Norte e ligado a Getúlio Vargas. Em 29 de outubro de 1935, a Assembléia Constituinte elegeu Rafael Fernandes para o governo do Rio Grande do Norte. Empossado nesse mesmo dia, o novo governador, segundo a oposição, passou a perseguir seus adversários políticos, desalojando-os de seus postos nos órgãos governamentais. Uma de suas primeiras medidas — a dissolução da Guarda Civil, considerada um foco de oposição — gerou forte descontentamento, que veio somar-se à hostilidade e ao ressentimento dos partidários de Mário Câmara e Café Filho. Essa truculenta Guarda-Civil fora formada pelo então Interventor/governador Mário Câmara com jagunços em sua maioria oriundos da Paraíba, onde eram famosos como jagunços e indiciados como bandidos. Ao assumir o mandato, o governador Rafael Fernandes convocou o seu primo Dr. ALDO FERNANDES RAPOSO DE MELO.( Deputado Estadual na 13ª Legislatura (1924/29), foi reeleito para a 14ª Legislatura (1930/31). Era casado em duas núpcias, a primeira com LAURENTINA ONZIÊME ROSADO FERNANDES com Jerônima Setima Rosado, ambas irmãs e naturais de Mossoró-RN, FILHAS DE Jerônimo Rosado e de Isaura Rosado Maia. PRIMEIRA ESPOSA, nascida a 15 de setembro de 1903 e faleceu em 1º de abril de 1922; SEGUNDA, nascida a 22 de agosto de 1896, com os seguintes filhos: Laurentino Duodécimo Rosado Fernandes (24/4/1955), Laurentina Onziême Rosado Fernandes (29/10/1956), Aldo Fernandes Raposo Fernandes (20/5/1958), Johanna Alexandrina Rosado Fernandes (23/3/1963) e Ivan Rosado Fernandes),para ocupar o poderoso cargo de Secretário-Geral, cujo ocupante detinha a prerrogativa de ocupar o governo do estado na ausência do titular. A essa altura, o Dr. Aldo já era genro do velho Jeronimo Rosado, falecido em 1930. O Dr. Aldo Fernandes exerceu o governo investido de plenos poderes, durante muitos dias, em períodos intercalados, até o término da gestão de Rafael Fernandes no governo do estado (1935-1943). O Dr. Aldo Fernandes foi o engenhoso articulador do retorno dos ROSADO ao cenário político estadual, lançando e elegendo Deputado Estadual constituinte o seu cunhado o jovem médico Dix-Huit. (Continua na 3ª postagem).

  4. Marcos Pinto. diz:

    Quem viveu a contemporaneidade da grande influência política do Dr. Aldo Fernandes afirmou que o então governador Rafael Fernandes não gostara dos ares provincianos da capital, passando mais tempo no Rio de Janeiro, então Capital do Brasil, o que conferia ampla liberdade para o seu primo Aldo Fernandes administrasse o estado imprimindo a sua inconfundível marca de austeridade e lisura com o erário estadual. Era exímio na engenharia política, articulando e formando o tabuleiro político do estado. Segundo o saudoso Mecenas Vingt-Un Rosado, a família ROSADO deve ao Dr. Aldo Fernandes o ressurgimento e continuidade no cenário político estadual. Investido do cargo de Deputado Estadual, o jovem médico Dix-Huit Rosado aliado ao cunhado Aldo Fernandes, articula e lança em 1948 o irmão Dix-Sept Rosado ao cargo de Prefeito de Mossoró, já famoso como industrial do ramo de gipsita (Gesso), cooptando para seu companheiro de chapa o empresário Jorge Pinto, (Filho de Luiz Colombo F. Pinto) parente dos Fernandes pelo ramo Fernandes de Oliveira Martins, (Portalegre/Apodi). Aproveitando a fraca gestão do então governador José Varela, que já manifestava intento em apoiar como seu sucessor o primo médico Manoel Varela, o engenhoso Dix-Huit faz a tessitura perfeita espalhando a cizânia nas hostes governistas, para lá na frente lançar o irmão Dix-Sept ao governo do estado. Para não ter que enfrentar resistências partidárias e interferência do poder de mando do governador José Varela ao nome do seu irmão Dix-Sept, eis que Dix-Huit e seu cunhado Aldo Fernandes criam o P.R., tendo-o sob o seu comando. O Deputado estadual Dix-Huit Rosado e seu cunhado Aldo Fernandes lograram a plenitude do êxito eleitoral, conseguindo retumbante vitória do Dix-Sept em 03 de Outubro de 1950, com histórica maioria de mais de 32 mil votos. Deixemos o resto desse perlustrar histórico para leitura atenta do memorável livro do jornalista Bruno Barreto. Abraço.

    • Carlos Santos diz:

      NOTA DO BLOG – Brilhante exposição, Marcos. Bastidores, tessitura política que amplia a compreensão dos fatos e intercala pontos diversos, na montagem desse quebra-cabeça.

  5. Marcos Pinto. diz:

    Uma retificação: O Dr. Aldo Fernandes era advogado e não médico, como citado anteriormente. Não confundir o Dr. Aldo Fernandes Raposo de Mello com o seu parente Dr. Aldo Fernandes de Souza, industrial do ramo algodoeiro em Mossoró, onde casou com Meire Cantídio da Silva, filha do apodiense e industrial radicado em Mossoró João Cantídio de Oliveira e da erudita professora Ildérica Silva, Assuense radicada em Mossoró, onde colou grau na Escola Doméstica.

  6. Hildegard Mota diz:

    Uma verdadeira aula de história da política mossoroense! Parabéns Carlos Santos pela excelente entrevista! Esse é um dos assuntos mais interessantes que conheço. Desde da época da minha faculdade, questionava a origem de tudo isso que vivíamos e vivemos no cenário da política de Mossoró. Anciosa pra ler esse livro. Parabéns Bruno Barreto! Obrigada pela maravilhosa contribuição pra nossa sociedade.

  7. Bruno Barreto diz:

    Caro Marcos, obrigado pela explanação. O primeiro capítulo trata desses primórdios da família Rosado em Mossoró.

  8. Raniere Barbosa de Lira diz:

    Assim como a Familía Rosado existem em vários interiores, grupos de Famílias que sempre se organizaram na busca de permanecer com de permanecer no comando de algum cargo político. Essas estrátégias, alguns interiores são trabalhadas aos longo dos anos. A pergunta é: Será que esse tipo de tática eram ou é pensando na “política” como um processo de propagação democrática, do bem comum dos outros ou de seu próprio umbigo?

  9. ROBERTÃO diz:

    Pelo Bem do RN e Mossoró 2018 é O ano da faxina,qualquer nome pra Senado é melhor do que Garibaldi e Zé Agripino,nenhum Rosado nem pra suplente de síndico,novos tempos estão chegando
    DIGA NÃO AS OLIGARQUIAS CORRUPTAS!

  10. B.ARAGON diz:

    Gostaria de saber em que mossoró é desenvolvida? Essa expressão desenvolvido mais confunde-se com área territorial.

  11. Francisco das Chagas Veras Leite diz:

    Só babão compra. Quem tem seu emprego arranjado, através de pistolão, vai achar a obra, extraordinária, linda. O Brasil é pobre por conta desse cancro, espalhado por todo o Brasil.

  12. Edwardo Vinnícius diz:

    Ótima entrevista. O jornalismo vive e usa como vias respiratórias alguns profissionais como o nosso grande Bruno Barreto.

  13. FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO diz:

    Data Máxima Vênia, porém, depois de anos e anos de pesquisas, esta expressão …. “Mossoró poderia ter se desenvolvido mais sem oligarquia”

    É verdadeiramente, um achado sem par, diria um neo-ovo de Colombo…!!!

    Ora Cara pálida, qualquer cidadão com attiude critica e que possua pelo menos dois neurônios, de há muito jádetém plena convicção desse fato…!!!

    O fato por demais e verifica e se contextualiza na óbiva contatação de que a história de Mossoró entrelaça-se à saga da família Rosado. Essa oligarquia – que em muitas situação mais se confunde com uma Monarquia -, política configura-se com “status” na vida pública desde 1908, com a entrada de Jerônimo Rosado no espaço político desse município. Começa assim, a trajetória do poderio dos Rosados em Mossoró, que condensa-se no espaço e no tempo. O Poder político desta família assume relevância significativa ao traçar junto com a história da cidade, uma trajetória política de dominação e monopólio iniciada por um patriarca e seus descendentes. Esse grupo compõe o cenário político mossoroense e impõe nele suas características e influências, obtidas a partir de grandes estratégias. O domínio dos Rosados em Mossoró é significativo, a sua força política nesse município pode ser comprovada a partir das eleições, pois das 14 disputas eleitorais realizadas, 13 foram conquistadas por esta oligarquia. A influência desse grupo não se restringe somente ao território mossoroense. Os Rosados estão presentes em quase todas as instâncias políticas (Poder Executivo e Legislativo) e em territórios mais abrangentes (O Estado e o País). A família não detém somente o espaço político de Mossoró, mas também domina os aspectos culturais, informacionais e estruturais do município. A Coleção Mossoroense é uma das expressões de poderio cultural dos rosadistas, eles ainda possuem em mãos, vários meios de comunicação, tais como jornais, rádios e TVs locais, que solidificam cada vez mais sua influência e manifestação dos meios em benefício próprio. Em relação às instituições públicas, o domínio do grupo familiar faz parte da realidade da cidade. O nome dos Rosados está nas ruas, praças, bairros e instituições da cidade. O interesse da família Rosado no Poder, a fez dividir-se politicamente. A disputa entre esses dois grupos constitui-se em jogos de interesses políticos, onde o objetivo primordial está sempre centrado na permanência e na dominação do poderio municipal. Existe nessa família, na verdade uma pseudodisputa, que acarreta numa desorganização dos outros agentes políticos. Sendo assim, temos uma falsa disputa por “poderes” já determinados. Constata-se que Mossoró é comandada oligarquicamente pelo grupo rosadista, e que os mesmos estão presentes em todas as instâncias políticas. É percebido que os Rosados têm um poderio de dominação cultural, social e político sobre a cidade e sua população. No entanto, percebe-se que existe uma fragmentação dessa família, sendo que este fato é um meio estratégico para se manter no poder. Assim, o monopólio dos Rosados em Mossoró configura a abrangência e a autoridade desta família no espaço mossoroense, perpassando o tempo e perdurando até os dias atuais.

    Um baraço

    FRANSUÊLDO VIEIRA DE ARAÚJO.
    OAB/RN. 7318.

  14. João Claudio diz:

    Homi, pelasmôrdedeus vão procurar uma trouxa de roupa suja pra lavar.

    Daqui há pouco a história dessa família será matéria obrigatória em escolas publicas e particulares.

    Repito, ‘tripito e quadripito:’

    Enquanto a Terra gira em um sentido, o brasil gira em outro, totalmente inverso.

    O país que absolveu o bandido Jararaca está centenas de anos atrás do brasil.

    Por que cargas d’água o povo deve e precisa saber se fulano veio da Paraíba, se beltrano foi comerciante, medico e escambau, se a cidade, depois de décadas e administradas por eles, continua sendo uma grande e respeitável BOSTA?

    Seria plausível, se essa família tivesse transformado essa cidade em uma Dubai, em uma Sindey, em Singapura. etc. No entanto, a cidade é atrasada e igual a tantas outras cidades brasileiras. É fato.

    As cidades de Campina Grande-PB e Caruaru-PE, também são comandadas por famílias tradicionais, e ambas dão de capote em Mossoró. Quem conhece sabe.

    Por que então esse eudasamento dessa família?

    Repito:

    Homi, pelasmôrdedeus vão procurar uma trouxa de roupa suja pra lavar.

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