domingo - 02/07/2017 - 21:30h

Nosso futuro energético


Por Carlos Duarte

O 9º Fórum Nacional Eólico, realizado nos dias 27 e 28 do último mês de junho, apontaram dados importantes do setor para o futuro energético e econômico do Rio Grande do Norte e do País.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), já existem “dentro do Brasil” R$ 20 bilhões, em recursos de investimentos aprovados, aguardando que o governo federal promova os leilões, cujos contratos terão validade de 20 anos.

Os leilões foram suspensos no, então, governo Dilma Rousseff sob a alegação de que estava sobrando energia, portanto, não fazia sentido novas contratações. Agora, a bandeira vermelha, que sobretaxa o consumidor final, mostra o custo elevado das fontes de energia disponíveis no Brasil e o erro estratégico do governo do PT.

Dados atualizados apontam que no RN estão instalados 125 parques eólicos, operando em 18 municípios. É o maior produtor de energia eólica do Brasil com geração média efetiva de 1,6 gigawatts (GW) e capacidade instalada de 3,4 (GW). Assim, o RN tornou-se também autossuficiente em energia eólica, gerando o dobro de seu consumo médio (800 megawatts).

De acordo com um dos painéis apresentados no Fórum, se o estado do RN fosse considerado um país, ocuparia o 19º lugar no mundo, em capacidade de energia eólica instalada, à frente de países como o Japão, Coreia do Sul, Bélgica, Chile e África do Sul.

Este cenário coloca o Rio Grande do Norte numa situação privilegiada diante da crise hídrica, que reduz o potencial de geração das hidrelétricas, e dos altos custos das fontes de termelétricas instaladas. A expectativa dos investidores é que o RN atinja a marca de 5 GW de capacidade instalada de energia eólica, nos próximos quatro anos.

Trata-se de uma matriz energética importantíssima, que deve ser vista com prioridade pelo governo do estado e pelas autoridades competentes, sem avocação de paternidades e exposições midiáticas.

O destino brinda novamente os potiguares com mais um segmento produtivo de grande projeção para o futuro. Resta, agora, aos norte-rio-grandenses, saberem escolher governantes sérios, capacitados e comprometidos com o progresso sustentável e com o bem-estar de toda a sociedade. Com isso, certamente surgirão outras oportunidades.

SECOS & MOLHADOS

Fora! – Foi um fiasco, em Mossoró e em todo o Brasil, as manifestações “Fora Temer!”, “Diretas Já!” e Contra as Reformas”. Isso já era esperado por todos. A grande maioria da população não sairá às ruas para apoiar briga de facções de bandidos contumazes que continuam assaltando o País.

Bloqueio – Um problema no sistema de marcação de consultas, na Unidade Básica de Saúde das Barrocas, está impedindo que os moradores do bairro possam marcar consultas para especialidades médicas. A Prefeitura Municipal de Mossoró não explicou os motivos do bloqueio. Limitou-se, apenas, a informar que a Secretaria Municipal de Saúde está se empenhando para resolver o problema, até segunda-feira (03).

Lentidão – Depois de meses de transtornos, com os buracos e esgotos fétidos escorrendo pela avenida principal do bairro Abolição III, nas proximidades do viaduto de cruzamento da BR 304, agora, a obra se arrasta lentamente, há duas semanas. Sem sinalização devida, o conserto da pista continua gerando problemas aos moradores e transeuntes de uma das mais movimentadas artérias de escoamento de transito da cidade.

MCJ – Terminado o Mossoró Cidade Junina de 2017, os organizadores do evento devem iniciar imediatamente o seu planejamento para o próximo ano. É o que recomenda o bom-senso, caso queiram corrigir definitivamente o “ciclo vicioso” de erros que travam e empobrecem o MCJ, a cada ano. Há vários meios como torná-lo grandioso, diferenciado e de valor comercial perene, com menor custo para os cofres da Prefeitura de Mossoró. O secretário da Cultura, Eduardo Falcão, tem capacidade e potencial para tal, se tiver meios para isso.

Parcelamento – De acordo com dados do Sebrae, 54,4% dos MEIs (Microempreendedor Individual) do estado do RN se encontram inadimplentes. Atualmente, são 94.787 negócios enquadrados nesta categoria jurídica no Estado. A Receita Federal vai parcelar as dívidas em até 120 meses. A solicitação dos devedores começa nesta segunda-feira (03) e vai até o dia 29 de setembro, apenas, através dos portais da Receita, e-CAC e Simples Nacional.

Abono – A equipe econômica do governo Termer já estuda alternativas para corte de despesas que garantam o cumprimento do teto de gastos e a volta de superávits primários nas contas públicas. Uma delas é acabar com o abono salarial (benefício que, anualmente, é pago aos trabalhadores cadastrados no PIS/Pasep). Para a equipe econômica, o abono salarial, criado em 1970, não se justifica mais.

Estratégia – A Petrobras divulgou sua nova política de preços, a partir desta segunda-feira (03) – que poderão ser alterados diariamente. A ideia é tornar o preço mais competitivo, sempre que se sentir ameaçadas pela concorrência. Os altos preços no Brasil motivaram os importadores a inundarem o mercado, fazendo com que a estatal despencasse com o nível de utilização de suas refinarias (de 84%, no primeiro trimestre de 2016, para 77%, atualmente). Com isso, a Petrobras busca mostrar que já não segue os interesses do governo e, sim, uma lógica empresarial. Por outro lado, a tendência mais baixa dos preços, daqui para frente, abre espaço para que o governo eleve a tributação incidente sobre os combustíveis. Ou seja, para o consumidor brasileiro as vantagens não serão tão positivas como se espera.

Desemprego – O IBGE divulgou, em sua última pesquisa. que o contingente de desempregados do Brasil ficou em 13,771 milhões de pessoas, no último mês de maio. O montante está 20,4% acima do trimestre encerrado em maio de 2016. Isso mostra que a taxa de desemprego de 13,3%, no período de março a maio, é a maior para série histórica da Pinad Contínua. No lado positivo, a renda média do trabalhador foi de R$ 2.109,00, alta de 2,3% em relação a 2016.

* Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Categoria(s): Artigo

Comentários

  1. Inácio Augusto de Almeida diz:

    O serviço odontológico está parado porque faltam luvas para os dentistas trabalharem.
    Faltam medicamentos de uso contínuo e de distribuição gratuita.
    Falta um Secretário de Saúde em Mossoró que resolvam os problemas.
    Rosalba Ciarlini, citada na Lista do Fachin, de tudo sabe.
    O POVO? O POVO QUE SE LIXE.
    UM PROMOTOR PEDIU PARA O POVO DENUNCIAR. O POVO DENUNCIA. EU SOU POVO.
    ////
    EM QUE MILÊNIO OS RECURSOS SAL GROSSO SERÃO JULGADOS?

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